Parem o mundo que eu quero descer! Nunca imaginei que esse momento chegaria, mas ao que tudo indica, ele chegou: acho que eu enjoei da Becky Bloom, tipo muito!
uma parte da minha estante dedicada à chick lit, meu guilty pleasure em forma de livros
Já falei para vocês o quanto eu amo a Sophie Kinsella e acho que ela é a autora que eu mais gosto nesse universo de chick lit, né? Pois então, depois de ler Lua de Mel, fiquei com saudade da personagem principal que a autora criou e como ainda não tem nenhum livro novo da série Shopaholic, resolvi reler o último que estava na parte da minha estante praticamente dedicada à Sophie: Mini Becky Bloom, tal mãe tal filha.
Para quem não sabe, a história desse livro é a seguinte: “Becky Bloom está casada com o homem de seus sonhos, Luke, e tem uma filha de dois anos, Minnie, que parece seguir desde já o gosto da mãe por compras e pela moda. Mas criar a filha é muito mais complicado do que parecia ser, pois a garotinha cria confusões por onde passa. E quando Becky decide dar uma festa surpresa para Luke, não será uma tarefa fácil manter os preparativos em segredo do marido.”
Ele é de 2011 e provavelmente eu comprei assim que saiu e nunca mais voltei a reler. Minha memória não me decepcionou - ela continua ruim como sempre - e, para variar, quando eu abri o livro na semana passada, eu não lembrava de nenhum trecho! NADA, parecia um livro completamente novo para mim!
Como dá para ver por aqui, eu costumo ler muito rápido. Muita gente pode considerar isso uma característica positiva, mas eu não vejo dessa forma. Eu não absorvo as informações e, tirando raríssimas exceções, em 1 mês eu já esqueci fatos importantes da história, até mesmo o final. Já tentei ler mais devagar, prestando mais atenção, mas não consigo.
Voltando ao assunto, exatamente por não lembrar de nada, eu estava esperando a Becky Bloom que eu nutria um certo carinho. Não sei se foi ela que desapareceu ou eu que to ficando velha e mudando meu gosto, porque a Becky Bloom que eu encontrei era outra!
Apesar de eu ter me divertido bastante com o livro - a Sophie é a melhor para criar situações bizarras/engraçadas para seus personagens - volta e meia eu me pegava indignada com as atitudes da Becky. Pensamentos meio agressivos como “gente, que mulher burra”, “caramba, deixa de ser idiota” e “meu Deus, como o Luke te aguenta?” surgiram frequentemente e os momentos enrolados - que antes eu adorava todos - dessa vez, só gostei de alguns. Até a futilidade, que antes eu achava o ponto mais engraçado da personalidade dela, me irritou em várias horas!
O livro é legal, é divertido, e é mais um daquela série para sentar, relaxar e se divertir sem pensar em muita coisa. Aliás, para quem gosta desse tipo de leitura, a série Becky Bloom é a pedida perfeita! Só precisei fazer esse desabafo porque eu fiquei surpresa com a minha falta de paciência, e um pouco triste também! rs
Vocês gostam da Becky ou teve alguém que já chegou nessa fase de achar ela uma pentelha?
Beijos!
Carla




