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14
mai
2014

Book do dia: Mini Becky Bloom, de Sophie Kinsella

Book do dia, Lifestyle, Sem categoria

Parem o mundo que eu quero descer! Nunca imaginei que esse momento chegaria, mas ao que tudo indica, ele chegou: acho que eu enjoei da Becky Bloom, tipo muito!

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uma parte da minha estante dedicada à chick lit, meu guilty pleasure em forma de livros

Já falei para vocês o quanto eu amo a Sophie Kinsella e acho que ela é a autora que eu mais gosto nesse universo de chick lit, né? Pois então, depois de ler Lua de Mel, fiquei com saudade da personagem principal que a autora criou e como ainda não tem nenhum livro novo da série Shopaholic, resolvi reler o último que estava na parte da minha estante praticamente dedicada à Sophie: Mini Becky Bloom, tal mãe tal filha.

Para quem não sabe, a história desse livro é a seguinte: “Becky Bloom está casada com o homem de seus sonhos, Luke, e tem uma filha de dois anos, Minnie, que parece seguir desde já o gosto da mãe por compras e pela moda. Mas criar a filha é muito mais complicado do que parecia ser, pois a garotinha cria confusões por onde passa. E quando Becky decide dar uma festa surpresa para Luke, não será uma tarefa fácil manter os preparativos em segredo do marido.”

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Ele é de 2011 e provavelmente eu comprei assim que saiu e nunca mais voltei a reler. Minha memória não me decepcionou - ela continua ruim como sempre - e, para variar, quando eu abri o livro na semana passada, eu não lembrava de nenhum trecho! NADA, parecia um livro completamente novo para mim!

Como dá para ver por aqui, eu costumo ler muito rápido. Muita gente pode considerar isso uma característica positiva, mas eu não vejo dessa forma. Eu não absorvo as informações e, tirando raríssimas exceções, em 1 mês eu já esqueci fatos importantes da história, até mesmo o final. Já tentei ler mais devagar, prestando mais atenção, mas não consigo.

Voltando ao assunto, exatamente por não lembrar de nada, eu estava esperando a Becky Bloom que eu nutria um certo carinho. Não sei se foi ela que desapareceu ou eu que to ficando velha e mudando meu gosto, porque a Becky Bloom que eu encontrei era outra!

Apesar de eu ter me divertido bastante com o livro - a Sophie é a melhor para criar situações bizarras/engraçadas para seus personagens - volta e meia eu me pegava indignada com as atitudes da Becky. Pensamentos meio agressivos como “gente, que mulher burra”, “caramba, deixa de ser idiota” e “meu Deus, como o Luke te aguenta?” surgiram frequentemente e os momentos enrolados - que antes eu adorava todos - dessa vez, só gostei de alguns. Até a futilidade, que antes eu achava o ponto mais engraçado da personalidade dela, me irritou em várias horas!

O livro é legal, é divertido, e é mais um daquela série para sentar, relaxar e se divertir sem pensar em muita coisa. Aliás, para quem gosta desse tipo de leitura, a série Becky Bloom é a pedida perfeita! Só precisei fazer esse desabafo porque eu fiquei surpresa com a minha falta de paciência, e um pouco triste também! rs

Vocês gostam da Becky ou teve alguém que já chegou nessa fase de achar ela uma pentelha?

Beijos!

Carla

8
mai
2014

Book do dia: Chá de Sumiço, da Marian Keyes

Book do dia, Lifestyle

Eu tenho uma relação meio estranha com os livros da Marian Keyes. Para começar, eu acho que de todas as autoras de chick lit, ela tem o design das capas mais bem resolvido (a veia designer não me deixa nunca! rs) e isso já me ganha de primeira.

Já disse que muitas vezes compro o livro pela capa, mas no caso dos títulos da Marian, não sei o que me acontece que eu demoro ERAS para comprá-los. É sempre assim: eu chego na livraria, dou de cara com um livro dela, falo para mim mesma que tenho que comprá-lo, e isso só acontece de fato muitos meses depois. O único que eu comprei de primeira foi, na verdade, o primeiro que ela lançou: “Melancia”. Eu gostei da história, da narrativa, li super rápido, mas desde então todos os outros livros que eu comprei dessa autora só vieram para casa depois de muito tempo de namoro.

Como sempre existe uma exceção, nem pensei duas vezes na hora de comprar Chá de Sumiço (acho que a internet me deixa mais compulsiva, sei lá). A sinopse é essa: Helen Walsh não vive um bom momento. O trabalho como detetive particular não vai bem, o apartamento foi tomado por falta de pagamento e um ex- namorado surge com uma proposta de trabalho: encontrar o desaparecido músico da Laddz, a boy band do momento. Precisando do dinheiro, ela se vê forçada a aceitar, o que causa uma confusão em sua cabeça ao conviver com o ex e precisar acalmar o atual namorado. Ao tentar seguir suas próprias regras, Helen será arrastada para o mundo complexo, perigoso e glamoroso do showbiz, percebendo que seu pior inimigo ainda está por surgir. Irresistível, comovente e muito engraçado, Chá de sumiço é diferente de todos os romances do gênero, e a protagonista – corajosa, vulnerável e dona de uma língua afiadíssima – é a heroína perfeita para os novos tempos.

Ok, para começar, achei exagerado caracterizar Helen como a “heroína perfeita para os novos tempos”. Na realidade, a sinopse inteira está exagerada! “Seu pior inimigo está por surgir” - não confiem nessa frase, senão vocês vão achar que o livro é mais misterioso do que realmente é. O único ponto que eu eu concordo é que Chá de Sumiço é diferente de todos desse gênero.

Marian Keyes já lançou vários livros com as outras irmãs Walsh e, provavelmente, Helen era uma das personagens mais esperada pelos fãs de Marian Keyes para ganhar uma história própria. Uma detetive em decadência, meio rebelde, sarcástica, um pouco anti social e depressiva. Só por esse breve resumo, já dá para ver que ela está mais perto de ser uma anti-heroína do que heroína, né?

E eu adoro quando esse gênero foge do lugar comum e a protagonista não tem nada a ver com o estereótipo da “mocinha de comédia romântica” (que, nesse caso, está mais para “comédia misteriosa” hehe). Mesmo assim, Helen está bem diferente dos outros livros. A depressão dela, que é bem explorada nesse livro (e de forma bem verdadeira…vi uma amiga minha várias vezes no lugar da Helen), caiu como uma bomba para quem acompanhou toda sua história como coadjuvante, mas faz todo o sentido na trama.

Preciso dar um destaque especial para a presença da boy band dos anos 80. Apesar de não ser da mesma época, cada vez que um dos integrantes era descrito ou aparecia, eu só conseguia visualizar alguém dos Backstreet Boys e do N’Sync e isso foi suficiente para me fazer rir sozinha (é, sou boba! rs).

Vi muita gente reclamar que o livro é grande demais - a Lu apontou isso na resenha dela! - mas como eu leio no Ipad e não vejo o tamanho do livro, não senti, mas concordo que muitas partes da história poderiam ser beeem resumidas.

Opinião final? Gostei! Mas sou suspeita, né?

Mais alguém leu? O que achou?

Beijos!

Carla

1
abr
2014

Book do dia: A Lua de Mel, de Sophie Kinsella

Book do dia, Lifestyle

Nem acreditei quando vi que tinha livro novo da Sophie Kinsella para comprar! Já contei aqui que sou apaixonada pelos livros dela? Pois é, desde Becky Bloom! Quando to afim de uma leitura leve, engraçada e bem despretensiosa, eu sei que posso apostar nessa autora sem me decepcionar (até hoje nunca aconteceu!). Na verdade, é só ler o nome dela e me certificar que é novidade e eu compro, não preciso nem saber do título!

Mas para quem gosta de ler a sinopse antes, aqui está ela: “Ao se dar conta de que o namorado nunca vai pedir sua mão em casamento, Lottie toma uma decisão. Termina o compromisso com ele e diz o tão sonhado sim a Ben, uma antiga paixão, com quem ela havia prometido se casar se ambos ainda estivessem solteiros aos 30 anos. Os dois então resolvem pular o namoro e ir direto para uma cerimônia simples e seguir para a lua de mel em Ikonos, a ilha grega onde eles se conheceram. Mas Fliss, a irmã mais velha da noiva, acha que Lottie enlouqueceu. Já Lorcan, que trabalha na empresa de Ben, teme que o casamento destrua a carreira do amigo. Fliss e Lorcan então elaboram um plano para sabotar a noite de núpcias do casal e impedir que os noivos cometam o maior erro de suas vidas.”

Parece roteiro de Sessão da Tarde, né? É bem por aí mesmo, mas ainda melhor (sim, eu gosto dos filmes da Sessão da Tarde rs) porque Sophie tem o talento de botar seus personagens em situações super inusitadas, até mesmo exageradas, mas ao mesmo tempo, elas são tão reais que é impossível não se identificar. Afinal, quem nunca teve um namorado indeciso, ou uma irmã (ou até mesmo amiga) super protetora? E quem nunca agiu por impulso?

A narrativa intercalada entre as duas personagens principais (Lottie e Fliss) também deixa a leitura muito mais dinâmica e interessante, você acaba sabendo os dois lados da mesma história e, curiosamente, não sabe de que lado ficar!

O final, como todas as chick lits, é bem previsível, mas isso não tira a graça da leitura. Tá afim de um livro delicia pra ler? Pode ler A Lua de Mel (ou qualquer outro título da Sophie Kinsella!)!

Alguém já leu?

Beijos!

Carla

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