1 - A polêmica das cópias
Não poderíamos deixar de falar sobre o assunto mais comentado do fim de semana: As bolsas da Le Petit Joueurs, marca de MariaSole Cecchi, que também estavam sendo vendidas iguais na LAX Store, loja em que uma das donas é nossa vizinha de blogroll, Lalá Noleto.
Resolvemos não entrar no mérito de inspiração/cópia porque esse assunto é recorrente por aqui e, se bobear, daqui a pouco rola outro post sobre o tema. Enquanto isso, vocês viram o que a Carla Lemos falou no Modices? Achamos um texto bem lúcido e com uma visão bem parecida com a nossa hoje em dia em relação aos inspireds.
Voltando à história, uma coisa que ficou martelando na nossa cabeça é o motivo da RG ter transformado uma briga tão comum de marcas em uma discussão de pessoas físicas e com foco no “blogueira”. Pode parecer que a gente tem mania de perseguição com essa história de blogueiras, mas sentimos que da maneira que foi escrita, acabou mascarando uma situação que acontece com frequência na moda brasileira e com pessoas que estão longe de terem um blog. E todo mundo sabe que é só falar algum barraco envolvendo blogueira que os números vão nas alturas.
Não existe apenas uma loja no Brasil que vive de vender inspirações de it produtos, são inúmeras. Aliás, muitas marcas só deslancharam de verdade depois que deixaram a originalidade de lado para focar em peças que todo mundo queria. Uma delas, inclusive, é cliente da Monica Mendes. Respeitamos demais o trabalho dela, mas ela botou os pés pelas mãos ao defender a MariaSole nessa história toda pelo instagram. E acabou recebendo o comentário mais lúcido do mundo:
E isso também não é de hoje. Ontem, conversando com uma amiga, ela disse que leu um livro de um estilista brasileiro que contava sobre um casal de estilistas que foi pego dentro do provador de uma loja lá de fora fotografando várias peças (antes estivessem na saliência, né? rs).
Não estamos defendendo nada nem ninguém, só achamos que valia lembrar que não adianta pegar uma loja (no caso, uma pessoa, ou melhor, uma blogueira) pra Cristo, baixar o nível, chamar de vulgar ou coisas do tipo. Esse caso é apenas uma gota d’água no meio de uma tempestade de cópias e inspirações, para mudar isso precisamos mudar a cabeça da maioria dos criadores e dos consumidores, inclusive queríamos ver boas campanhas envolvendo a questão! :)
2 - Gato por lebre (ou Lenny por Ali Express)
Foto: Princesas Modernas | Montagem: Starving
Semana passada, a Stephanie mandou um e-mail coletivo para algumas blogueiras que ela lê contando que viu um dos vestidos da coleção Lenny para C&A vendendo no Ali Express. A Mandy & a Gabi do Starving foram conferir se os vestidos eram iguais e concluíram que, sim, é o mesmo, sendo que no Ali ele custa US$19 e aqui está sendo vendido por R$129.
Não é a primeira vez que uma peça que faz parte da linha C&A Collection é encontrada em sites da China. Comprar peças do outro lado do mundo para encher as araras não é incomum, ainda mais em um tipo de loja cuja rotatividade de produtos é muito alta. O problema é fazer isso em uma coleção cujo objetivo principal é oferecer peças de uma marca/estilista a um preço acessível. Além de enganar quem está comprando, também bota a credibilidade do estilista em jogo, não acham?
Não sabemos se o problema é a quantidade de parcerias seguidas, se essa prática já acontece desde a primeira coleção ou se a gente que ainda não conhecia Ebay/Ali direito para pesquisar, mas a verdade é que essa não é a primeira vez que isso acontece. Pelo menos a gente espera que seja a última.
3. Persona non grata
Toda profissão tem suas qualidades e defeitos, toda carreira, empreendimento e trabalho têm suas características próprias, consequências boas e ruins daquilo com que você trabalha. Essa semana resolvemos falar de uma coisa que não deu o que falar, mas está chamando nossa atenção o suficiente para que a gente resolva tocar no assunto.
Há muitas semanas, a chef Roberta Sudbrack (cujo restaurante já mereceu um post cheios de elogios) postou sua revolta com clientes que fizeram sua reserva e não apareceram. A sequência de posts foi mais ou menos essa:
Semana passada mais uma vez ela estava ali, expondo no seu instagram os clientes que vacilaram e não marcaram presença:
Claro que não é certo reservar, não aparecer e não avisar o cancelamento, ainda mais em um restaurante com poucos lugares como o dela, mas não conseguimos achar de bom tom uma profissional expor os seus clientes dessa forma. Claro que tem cliente folgado que reserva em 500 restaurantes só para garantir, mas e se aconteceu algum imprevisto?? Dois erros não fazem um acerto e, nesse caso, nos deu a impressão que a falta de educação é geral, tanto dos clientes quanto dela! Um restaurante que custa cerca de R$300 por pessoa não deveria mostrar esse lado pirracento pelas redes sociais!
Infelizmente, esse “absurdo” relatado por ela mais nos parece apenas um risco inerente ao trabalho que ela escolheu. No insta da Roberta, todo mundo parece concordar com a situação, mas para nós e todos os amigos para quem mostramos o caso, parece um perfeito branding às avessas. O que vocês acham?
4. Mais amor por favor!
Não quisemos deixar passar em branco a violência noticiada exaustivamente que aconteceu ontem no jogo do Atlético Paranaense e Vasco. Não há com o que discordar de nenhum dos desabafos que lemos no facebook. É triste que em pleno século XXI ainda existam seres de atitude tão selvagem em um momento que deveria estar relacionado a festa do esporte, no país do futebol.
Infelizmente no Brasil a impunidade (comum a vários segmentos) dá margem para que esse não seja o último caso, como todas sabemos não foi o primeiro.