14 em Comportamento/ Deu o Que Falar no dia 09.05.2016

Deu o que falar…

1 – #Anormaléoseupreconceito

Esse assunto deu o que falar nesse fim de semana, quando Patricia Abravanel, em um quadro do programa do seu pai resolveu opinar de forma bem preconceituosa. Entre as frases, a que mais irritou quem estava assistindo foi quando ela disse:

enhanced-23959-1462810459-1Depois, ela ainda conseguiu completar essa “pérola” dizendo que temos que ensinar para os jovens que homem é homem e mulher é mulher (como se a pessoa que é homossexual não soubesse a diferença dos dois sexos, né?).

Na fanpage do Hugo Gloss, quando ele compartilhou o link da matéria em seu blog, vimos muita gente tentando suavizar a situação com frases do tipo: “quem prefere ter um filho gay?”, “Estão todos sendo hipócritas porque ninguém prefere ter um filho gay.” E o pior? Diziam que isso não é homofobia. Foi uma hora difícil para saber ler, mas foi bom para a gente refletir, já que a declaração da Patricia está diretamente relacionada com esse tipo de pensamento.

E pra gente esse é o maior problema. Na nossa perspectiva, nenhuma pessoa que tem filho tem que preferir que a criança seja uma coisa ou outra. Tem que criar para que, independente de qualquer coisa, o filho manifeste sua essência e sua personalidade sem vergonha de ser quem é. Patricia até tentou dar uma melhoradinha no discurso nessa parte, dizendo que caso o jovem tenha algo diferente dentro dele mesmo depois, aí tudo bem. Mas nem demorou para ferrar tudo de novo ao dizer que os jovens podem sair experimentando coisas que poderão se arrepender depois justamente porque hoje em dia dizem que é bonito ver duas pessoas do mesmo sexo juntas (que frase infeliz).

Aliás, esse argumento de não querer que se arrependam ou não querer ter um filho gay porque quer evitar que ele sofra é tão equivocado. Ser hetero não salvará o filho da possibilidade de sofrer bullying caso ele seja gordo, muito magro, tenha um nariz grande ou seja muito tímido. Ser hetero não salvará o filho da possibilidade de sofrer racismo caso ele seja negro. Já pararam para pensar que se a gente educar bem nossas crianças para que elas respeitem o próximo e sejam tolerantes com as diferenças provavelmente não haverá tamanho sofrimento para as próximas gerações?

2 – Avó maquiada

Quase toda semana a gente se depara com alguma notícia boba mas que deixa o nosso dia um pouco mais leve, parece até que viraliza para esse propósito. E a dessa semana foi sobre a história da maquiadora que começou a postar os antes e depois das makes que faz em sua avó de 80 anos. A senhora aceitou ser cobaia da neta, afinal “Por que não iria ao baile da terceira idade com maquiagem e aparentando 30 anos a menos?”

glammaO nome da avó é Livia mas agora é conhecida por Glam-Ma. E a gente acha que Tea Flego, sua neta, provavelmente arrumou um belo nicho de clientes depois dessa semana! rs

Para ver mais makes que ela faz em uma Glam-ma, é só dar uma conferida no instagram da maquiadora: @teaflego

3 – Chanel em Cuba

No última dia 03 aconteceu em Havana, mais especificamente no Paseo del Prado, o desfile da coleção Cruise 2016/2017 da tradicional grife francesa. O país, que está em processo de abertura, recentemente recebeu o presidente dos EUA Barack Obama e um show dos Rolling Stones. Desde então, tem sido visto cada vez mais como cenário de revistas de moda e, consequentemente, destino de viagens.

chanel-cubaEstampas de carros antigos como os que levaram os convidados para o local do desfile, bolsas em formatos de caixas de charutos e boinas estavam entre os looks desfilados. E apesar de ter sido um dos desfiles da Chanel mais discretos dos últimos tempos – não foi por falta de vontade, e sim falta de lugares com wifi na cidade – foi bem recebido pela crítica em geral.

Mesmo com muitos elogios, o desfile dividiu opiniões. Muita gente achou que ele serviu para celebrar a cidade e o país, enquanto outras pessoas questionaram o fato de terem escolhido um local onde os habitantes não têm como comprar nem o zíper de uma calça, o que criava uma atmosfera contrastante.

Segundo a maioria das entrevistas com cubanos que lemos por aí, muitos acham que transformar Havana na cidade do momento é um ponto positivo de mudança. A cantora Gloria Estefan, que também é cubana, deu uma entrevista recente dizendo que achou maravilhosa a escolha de Karl Lagerfeld e que é positivo para os cubanos ver a moda acontecendo na frente deles, ainda mais se levarmos em conta que antes de Fidel Castro, Cuba era um país que ditava moda.

O que vocês acham? Karl acertou na escolha do cenário ou o contraste entre o alto luxo e a situação econômica do povo cubano criou um ambiente questionável?

 

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14 Comentários

  • RESPONDER
    Nana
    10.05.2016 às 11:10

    Nossa que canseira disso, é a opinião dela, qual o problema, cada tem a sua, o Clodovil fazendo um discurso coerente e elegante pode, ai uma pessoa hétero falar a mesma coisa em outras palavras não pode, aff.

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    Wal
    10.05.2016 às 14:45

    O discurso da Patricia é bem aquela coisa, “olha, eu aceito que você seja gay, mas não é normal um homem se vestir de mulher”. Canseira desse preconceito enrustido, sabe? Dia desses fomos almoçar com um casal de amigas que está esperando um filho e em algum momento uma delas veio com a frase “ah, mas eu prefiro que ele não seja gay para sofrer menos”. Eu repliquei dizendo que era exatamente por esse tipo de pensamento que ela e a esposa sofriam preconceito e que eu apenas desejava que meu filho fosse feliz, e que eu pudesse criá-lo para aceitar e respeitar a felicidade alheia”. Elas ficaram em silêncio mas percebi que o discurso surtiu efeito, sobretudo para as outras pessoas na mesa. Ser diferente é absolutamente normal, ora bolas!

    Gente, amei a senhorinha! O que são esses olhos? Chocada! Já quero ficar velha e me jogar na make, que, apesar de parecer leve (segredo do sucesso, na minha opinião), é toda elaborada!

    Esteticamente achei o contraste do desfile lindo. Teria que ver com algum cubano o impacto disso no aspecto social, não consigo opinar por ser uma realidade muito diferente da minha.

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    Rebecca
    10.05.2016 às 15:33

    Tbm acho que a patricia somente deu a opiniao dela… Infelizmente hj em dia quem não apoia a causa homossexual ou não a abraça incondicionalmente é taxado de preconceituoso.

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      Wal
      10.05.2016 às 16:43

      Para Rebecca e Nana, eu acho que opinião é dizer que você não concorda com a homossexualidade. Que vai contra sua religião, sua moral, seus dogmas, qualquer coisa que seja sua, restrita a sua esfera pessoal. E eu respeito esse posicionamento. No entanto, quando eu digo que “não é normal”, eu comparo com a “normalidade” e coloco em uma situação de diferença, que geralmente é pejorativa. O anormal é quase sempre o louco, o marginal, o que foge dos padrões (de uma forma negativa) e essa é uma postura preconceituosa sim. Se eu te digo que ser mulher não é normal, você ficaria ofendida? Ou acharia que é somente a minha opinião? Acho que a primeira opção, certo? Ter opinião é ótimo e necessário, mas é preciso estar atenta para que o que eu acredito não extrapole o meu âmbito pessoal e desrespeite o outro. Pode parecer besteira mas faz toda a diferença!

      Beijos

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    Isabele
    10.05.2016 às 15:52

    Opinião, cada um tem a sua e ponto!
    É normal que as pessoas pensem diferente, o que não é normal é esta criminalização do pensamento que está havendo agora.
    Quem mais diz que prega liberdade é quem mais condena o outro porque não pensa igual a ele.
    Reflitam!!!

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      Viviane
      11.05.2016 às 13:38

      Usar a justificativa de que está “dando sua opinião”, não altera o fato de que ela está ofendendo muitas pessoas e sendo homofóbica. O oprimido não oprime o opressor, não faça falsa simetria!

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        Joana
        11.05.2016 às 13:43

        Eu concordo muito com isso, estou aprendendo muito sobre essa dualidade de oprimido e opressor, ainda não posso falar com propriedade sobre isso, mas com toda a certeza “dar uma opinião” diminuindo e ofendendo uma série de pessoas que pensa diferente é homofobia sim. É preconceito e precisamos abrir a cabeça sobre isso.
        Até o Papa Francisco já está mudando de discurso, o mundo está mudando, a gente tem que aproveitar esse momento para aprendermos a sermos melhores, mais sábios e tolerantes.

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      Viviane
      11.05.2016 às 18:19

      Justamente <3 Que bom saber que blogueiras que eu acompanho e pensam assim, me faz gostar ainda mais do blog e de vocês! Adoro ver vocês se posicionando, é assim que a gente ajuda a mudar o mundo, fazendo nossa parte! Arrasaram

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    Cristina
    11.05.2016 às 0:56

    Gente acho hipocrisia dizer para respeitar as diferenças e não respeitar a opinião do outro. é a opinião dela!

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      Tatiana
      11.05.2016 às 13:36

      Gente… Homossexualidade não é questão de opinião. Ninguém tem que achar bom ou ruim, ninguém tem que achar bonito ou feio, ninguém tem que achar nada! É a orientação sexual da pessoa, é uma característica dela, não é escolha, não é “anormalidade”, não é errado. Temos que parar de camuflar preconceito com a justificativa de que é opinião! Desculpa, mas os homossexuais e aqueles que apoiam a causa LGBTT (porque NÃO EXISTE ser contra ou a favor da homossexualidade em si, é um fato e pronto, ser contra homossexuais é a mesma coisa que ser contra pessoas altas, por exemplo, NÃO FAZ O MENOR SENTIDO) NÃO TEM QUE ACEITAR A SUA OPINIÃO, porque sua opinião é homofóbica e ofende! Vocês não iriam se sentir felizes se alguém chegasse pra você e falasse “ser heterossexual é anormal, nada contra, só não quero que meu filho seja, é a minha opinião”. Percebem como é absurdo falar algo assim?? Agora, é só trocar “hetero” por “homo” que as pessoas acham que podem sair falando o que bem entendem.
      Pensem o quanto os homossexuais (e outras minorias) sofrem tendo que ler/escutar preconceito enrustido TODOS OS DIAS, simplesmente porque as pessoas querem “dar opinião”. A liberdade de expressão não é fundamento pra sair por aí ofendendo os outros, pelo contrário, em certas situações, o uso de palavras pode ser CRIME, vide injúria racial.
      Vamos parar de defender opiniões que incitam preconceito e discurso de ódio, por favor!

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    Sil
    14.05.2016 às 20:43

    Sempre existiu duas Cubas, uma para Turismo: a das praias, belíssima e a real. Honestamente está mais do que na hora de quebrar essa máscara. Ok, as pessoas não podem comprar as roupas, mas vamos ser realistas: quantas pessoas podem? Quantos cubanos Karl empregou? Quanto turismo gerou e gerará? Quantas crianças conheceram um outro mundo e quem sabe em alguns anos não teremos uma semana de moda em Cuba? Então acho que antes de acharmos fútil e pensar que é besteira, devemos lembrar que moda também dá emprego, também gera a economia e a mesma coisa o turismo. E nem todo mundo precisa ser Chanel com seus preços estratosféricos.

    Quanto a senhora espero que ela tenha aproveitado, fico feliz que a neta resolveu fazer o experimento. E no fim o que importa de verdade é como a avó se sente por dentro mesmo! <3

    E sobre a primeira situação me recuso a discutir, eu já tomei uma canseira essa semana sobre a mesma discussão infeliz... Infeliz pq é perder tempo desejando que duas pessoas não se amem pq "biologicamente" não é a maneira "correta", ao invés de deixar em paz e pensar na sua própria vida. Para mim é a tal história: você não concorda com casamento entre duas pessoas do mesmo sexo? Beleza, não se case como uma! Só não tire o direito do próximo de ser feliz e amado, como você também quer ser feliz e amado. Se cada um ficar na sua, o mundo seria mais simples...

    Beijos!

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