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7
nov
2013

Trip tips Bangkok: dia 02 (e um look do dia pra variar)

Ásia, Looks, Moda, Tailândia, Viagem

O 2o. dia em Bangkok foi para conhecer os templos mais famosos da cidade. O Wat Pho, o templo do Buda deitado; o Grand Palace, a antiga moradia do Rei e da Rainha e lugar do templo do Buda de esmeralda (que, na verdade, é feito de jade) e o Wat Arun, o templo do amanhecer. Todos eles ficam perto do Rio Chao Praya, e a melhor forma de se chegar a eles é de barco.

Como o primeiro dia foi todo fora da cidade, não tinha ideia do trânsito que é Bangkok. Sabe São Paulo? Então, consegue ser pior. Nossa sorte é que o hotel que estamos (vou falar melhor dele em breve) é colado numa estação de Sky Train (o BTS), então, saltamos na estação mais perto do rio Chao Praya e pegamos o barquinho de lá. Na ida, pegamos um barquinho a motor tenso, que parece que vai virar a qualquer ondinha e que te molha mais que a Splash Mountain na Disney. O fato deles te darem um colete salva vidas com os fechos quebrados também não ajuda na sensação de que você não chegará viva no primeiro templo. Ah, e eu contei que eles deixaram a gente em uma estação estranhíssima, toda improvisada com tábuas porque estava inundando e, ainda por cima, tínhamos que andar abaixados para não bater a cabeça no teto, onde garrafas de água e bandeirinhas se encontram penduradas? Pois é, aventura nível máximo.

Mas assim que chegamos ao templo, o Wat Pho, vimos que valeu o perrengue. Já tinha visto milhares de fotos do Buda Deitado e, mesmo sabendo o que me esperava, descobri que não estava preparada para a grandiosidade do Buda. Ele é enorme, e deitado, e lindo, e fotos não fazem jus ao que ele é ao vivo. Mesmo assim vou mostrar pra vocês entenderem!

montagem-q
Achava que era isso, ver o Buda e ir embora, mas quando saí do templo descobri que os arredores do local são tão incríveis quanto o próprio Buda!

Logo depois fomos para o Grand Palace. E como já haviam nos falado (se não me engano foi a Aline), tentaram aplicar na gente o golpe do templo fechado. Um cara nos parou dizendo que o Grand Palace não abriria hoje pois estava tendo uma celebração budista super importante, mas nem demos muita bola porque já sabíamos que ele queria dar um jeito de nos levar pra outro lugar e, desse jeito, ganhar uns trocados pelo transporte. Infelizmente, o que vimos de turistas caindo nesse golpe não foi brincadeira!

Aliás, o que é o Grand Palace? Ele é a antiga residência do Rei e da Rainha, mas hoje é usado somente em cerimônias especiais e turismo, claro. Imaginem algo incrível e multipliquem por milhões. Nem assim chega perto do grau de riqueza desse lugar. Tirei algumas fotos mas acho que elas também não fazem jus…

GP
Claro que aproveitei o lugar mais lindo da viagem até agora para fotografar o look! Na verdade, era pra ser foto normal, mas já que tá mostrando o look inteiro, aí vai! Na maioria dos templos é obrigatório usar calça e cobrir os ombros, tava crente que ia aguentar o tranco porque a calça é super levinha, mas morri de calor!

look-da-carlaCamiseta: J. Crew | Calça: Zara | Bolsa: do Floating Market | Tênis: All Star

Além do Buda de Esmeralda, que foi uma mini decepção por causa de seu mini tamanho (e por não ser de Esmeralda, hehe), uma das gratas surpresas desse local é o Queen Sirikit Museum of Textiles. Para ajudar o povo rural tailandês, que muitas vezes ficava sem dinheiro devido a colheitas arruinadas pelas condições climáticas adversas, a Rainha criou a fundação SUPPORT, que encoraja, ensina e financia essas pessoas a criarem produtos manufaturados como forma de ganhar dinheiro extra. E esse museu mostra vários looks da Rainha, todos feitos com os tecidos de seda feitos pela população rural tailandesa.

Para quem gosta de moda, esse museu é uma aula e tanto!

Por fim, fomos conhecer o Wat Arun. Ele é impressionante de longe, mas não é nada demais perto dos anteriores. A única coisa tensa é a escada para subir, ela é super reta, tem que subir e descer segurando o corrimão firme e, de preferência, sem olhar pra baixo!

Nesse dia, almoçamos no restaurante The Deck, que fica na margem do rio e com vista para o Wat Arun. Gostosinho, mas nada barato e, ainda por cima, rolou um stress com o troco, que veio errado (pra menos) e o garçom teimou que estava certo. Resolvemos não discutir, mas ficamos com a pulga atrás da orelha. Até agora, todo mundo tem sido bem honesto!

WA
À noite, fomos conhecer o Asiatique, um mercado noturno, também às margens do Rio. Sabe Rua das Pedras em Búzios? Nos sentimos numa versão de lá nos anos 90. Muita tranqueira, muita coisa que você acha igual na 25 de Março, nada demais. E o restaurante que escolhemos também foi uma péssima ideia. O nome é Capri, a comida é gostosinha mas nada memorável, mas nada supera o copo que recebemos, que estava sujo de batom. Só acertamos em um restaurante durante essa viagem e, por incrível que pareça, é o restaurante do hotel! Mas depois eu conto com mais detalhes!

Asiatique
Espero que estejam gostando do meu diário/trip tips/ look do dia da viagem!

Beijos

Carla

5
nov
2013

Look do dia + trip tips na Tailândia: Um dia fora de Bangkok

Ásia, Tailândia, Viagem

Antes de tudo, preciso dizer que oficialmente já estou apaixonada pela Tailândia. Tudo bem que ainda não conheci muita coisa, mas o pouco que conheci já é o suficiente para me fazer ter certeza que esse país é incrível. E olha que o primeiro dia foi tenso, depois de 24 horas de viagem, descobrir que levaram sua mala por engano é triste! Mesmo assim confiei na força dos diversos Budas espalhados por aqui e acreditei que ia dar tudo certo. E deu! Ainda conseguimos relaxar e conhecer o Sky Bar @ The Sirocco, um bar localizado no 64o. andar do Hotel Lebua, com uma vista espetacular de Bangkok e onde foi filmado “se beber não case 2″. Tem até um drink chamado Hangovertini, mas como ele tem Whisky, resolvi ficar com outra opção!

sky

O segundo dia foi bem melhor. No próprio hotel (o Eastin Grand Hotel, preciso falar sobre ele, é maravilhoso!), agendamos um passeio para o famoso Floating Market, para a Ponte do Rio Kwai (também conhecida no Brasil como a Ponte do Rio Que Cai) e, por fim, Tiger Temple. Todos esses lugares ficam fora de Bangkok, a mais de 1 hora e meia de carro.

O passeio completo custou 11.800 Bahts, um pouco menos de US$400. Não foi barato, mas fomos com uma guia, motorista e carro com ar condicionado geladíssimo, que é uma maravilha quando a temperatura beira os 33 graus. Aliás, demos a sorte de pegar uma guia maravilhosa, que só nos deu boas dicas e ainda por cima nos fez começar por um programa que não estava na planilha: andar em um elefante no Chang Puak Camp.

elefante

Já que estávamos ali, e uma oportunidade dessas não aparece todo dia, aceitamos! Morri de pena do bichinho, mas fiquei impressionada com a experiência. Dá um medo porque é muito alto, mas é engraçado!

Logo depois fomos para o Floating Market, que como o Bernardo disse, parece uma mistura de Saara com 25 de Março, só que na água. Você pega um barquinho (nossa guia nos botou em um com remo, ele vai mais devagar e dá pra ver mais coisas!) e quando quiser parar em uma “lojinha”, é só pedir. Se bem que várias lojas tinham ganchos que pegavam o barco e faziam você olhar os produtos à força. Desesperador!

floating-market

Tem muita tranqueira! Imagens de buda, de elefantes, coisas feitas de casca de coco, quadros com os mais variados insetos (imaginem meu medo, já que morro de medo de insetos), roupas, bolsas, bijuterias. Não acho que esse é o mercado que você faz os achados mais incríveis, mas achei uma bolsa que, ao meu ver, valeu o investimento! Negociando bastante, conseguimos diminuir o preço de 800 Baht para 450 BHT, convertendo, ela saiu por 15 dólares. Aliás, preciso dizer que a Tailândia é o lugar onde você se diverte muito convertendo! rs

bolsa -

Ainda no Floating Market, resolvi fazer a famosa foto com a cobra. Morri de medo no início, mas é o tipo de coisa que precisa ser feita, caso contrário, vai rolar um arrependimento depois!

cobra foto

Aliás, o short da Botswana que eu escolhi um pouco antes de viajar não podia ter sido mais apropriado para o dia, né? Fez todo um mix de animal print com a cobra! hahaha

Logo depois, fomos conhecer a ponte do Rio Kwai, ela é famosa por causa da Segunda Guerra, e também por causa do filme que a eternizou. Apesar de ter uma história triste (milhares de mortes durante sua construção), ela virou um ponto turístico e não poderíamos deixar de ir.

Aproveitei para clicar o look lá! :)

look-do-dia-da-ca

Camiseta: J. Crew | Short: Botswana | Bolsa: comprada no Floating Market
Tênis: Hogan | Óculos: Lema 21 que ganhei no QG

No fim, fomos para o Tiger Temple, que fica a 3 horas de Bangkok. É lá que você pode tirar fotos com os tigres! O lugar fica aberto para o grande público das 12:30 às 16h, mas existe um horário mais cedo, com capacidade máxima de até 14 pessoas, que permite ver os tigres acordados e alimentar os filhotes.

Quando cheguei lá, por volta das 14h, os tigres estavam dormindo. Já ouvi dizer que eles podem estar drogados, mas sinceramente, não sei. Espero de verdade que não, ainda mais sabendo que esses felinos de fato dormem mais de 16h por dia, mas não tenho como garantir. De qualquer maneira, foi uma experiência indescritível!

tigres

Terminamos o dia com 1h e meia da verdadeira massagem tailandesa. Imagino quanta gente acha que essa massagem é meio erótica, pois tinha placas dizendo “this place offers massage, no sex” em todo o lugar! Bem, posso dizer que a massagem é diferente. A massagista usa os próprios pés, os cotovelos, os joelhos e você fica completamente vestida, nada além disso! É forte, mas achei uma delícia!

Por enquanto é só, mas em breve eu volto com novos capítulos dessa viagem incrível! Enquanto isso acompanhem as fotos com as hastag #futinaasia no instagram do @futilidades!

Beijos

Carla

 

1
nov
2013

Trip Tips: Qatar

Ásia, Trip tips, Viagem

Qatar? Se A é de amor, B de baixinho e C de coração, nossa titia Xuxa nunca diria que Q é de Qatar. Pelo menos não até hoje. Para nós, brasileiros, esse país - que já está entre os 3 mais ricos do mundo e irá sediar a Copa do Mundo de 2022 - ainda é uma incógnita. Eu sempre achei que o maior investimento que um ser humano pode fazer é viajar, mas nunca havia pensado nesse país como destino de viagem. Mas ele havia pensado em mim e no final de setembro embarquei a trabalho para lá.

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A primeira coisa que reparei quando cheguei foi nas mulheres. Carla, não fica com ciúmes, hein? Reparei no sentido antropológico do termo. Ao invés de se chamarem Carla, Letícia, Roberta, Juliana elas se chamam Chanel, Prada, Hermès, Louis Vuitton. Sim, todas usam burcas cobrindo o corpo todo, mas carregam bolsas das mais diferentes marcas para se destacarem e se diferenciarem.

Apesar da preocupação em não atrair os olhares dos homens alheios, seus olhos estão sempre pintados, os pés calçados com os sapatos mais caros e altos do mundo e os smartphones chamando mais atenção que blogueira da Capricho em porta de balada.

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Aliás, se Tom Jobim tivesse nascido por lá, a garota de Ipanema seria linda, cheia de graça, seria ela menina que vem e que passa no doce balanço a caminho do shopping center. Pois é, as mulheres no Qatar não vão à praia nem piscina. Ficam suando bicas esperando seus maridos e filhos se deliciarem nas águas mornas do deserto. Mas essas e outras questões relacionadas a como se vestem e se comportam estão diretamente ligadas a religião. Até o fato de que, salvos nos hotéis 5 estrelas, não se pode beber álcool. Aliás, a regra lá é tão levada a sério que até os carros respeitam. Bebem só gasolina. Pasmem, R$0,30 o litro.

Graças ao bom Alah, eu estava hospedado no St. Regis, um hotel 5 estrelas muito bonito, bem localizado e com muito álcool. Além de uma piscina maravilhosa, SPA, praia particular, café da manhã incrível e um quarto com televisão na jacuzzi, o hotel abriga o terceiro melhor restaurante do país segundo o trip advisor: o Gordon Ramsey at St. Regis Doha.

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Jantei lá em minha primeira noite. Como fui o primeiro a chegar, sentei sozinho em uma mesa no canto do restaurante. Logo uma garçonete muito simpática e o gerente vieram puxar papo para quebrar o gelo. Por falar em gelo, todo lugar que você entra no Qatar tem ar condicionado. Agora é inverno por lá e a temperatura está 35ºC, no verão pode chegar a 55ºC. Mas voltando ao restaurante, tinha a opção de pedir à la carte ou menu degustação. Como quem está na chuva é pra se molhar, ou no meu caso, quem está no deserto é pra suar, escolhi o menu degustação com harmonização de vinhos. Sensacional. A conta sai por volta de U$320 por pessoa, mas vale cada centavo.

No dia seguinte eu e um grupo de pessoas vindas de vários países mas que trabalham na mesma multinacional que eu, começamos nosso tour pelo país e foi surpreendente. Andei de camelo, fiz surf na areia, 4X4 nas Dunas do deserto, mergulhei com arraias no mar, assisti a uma preparação de corrida de camelos (cada camelo de corrida custa em media U$10 milhões), visitei um hospital de falcões (caçar com falcões é um passatempo típico da região e cada um desses animais custa em media U$15 mil), visitei o museu de arte islâmica (imperdível), fui ver iates chiques sendo construídos e ainda assisti a um companheiro da Nova Zelândia que esqueceu de passar protetor solar nas costas fazer caretas engraçadas de dor. Comi kafta, tomei Coca Cola (light) numa lata esquisita, ouvi quatro vezes num dia as rezas serem entoadas através de alto-falantes gigantes espalhados pela cidade, vi pintinhos coloridos artificialmente no Souq Waqif (uma espécie de mercadão de lá), vi camelos no deserto (até então só tinha visto camelôs na 25), vi um centro de treinamento para cavalos árabes com jacuzzis para os animais (sem tv na jacuzzi, #chupacavalo), vi um hotel em forma de tocha olímpica e muito mais no Qatar.

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O fato é que é um país cheio de contrastes. Modernidade versus tradição, religião versus materialismo, riqueza versus pobreza, areia versus mar e tantas outras. Mas também é isso tudo que o torna tão interessante, tão único. Vale a pena passar uma semaninha por lá. E ainda mais se for de Qatar Airways. Minha empresa me mandou de executiva, que no 777 equivale a 1ª classe, e as 14 horas de voo direto de São Paulo a Doha passaram, literalmente, voando. Não é à toa que foi eleita a melhor classe executiva do mundo. Pensei até em mudar meu endereço do instagram de @bernardoromero pra @bernardoReiNero. A poltrona reclina totalmente virando uma cama com direito a jogo de cama e pijama. Todo o kit disponível no voo é assinado pela Ferragamo, os bombons são Godiva (que não pude aproveitar, infelizmente) e o menu assinado por chefs internacionais. Aliás, você não precisa obedecer a um cronograma de horários de refeições. A cozinha funciona como num restaurante e o menu está inteiramente disponível pra você pedir o que quiser e na hora que quiser, e tudo é servido em pratos, talheres e copos de restaurante. Os vinhos são um capítulo à parte, títulos sensacionais de diversas regiões e para todo gosto (tomei um Brunello de Montalcino 2003 cujo preço em qualquer restaurante de SP está na media de R$1000 a garrafa).

Enfim, encerro com um humilde pedido à rainha dos baixinhos: na música do abecedário, dá uma chance pra Q de Qatar. Muito mais original do que G de gente e H de humano, não acham?

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