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23
dez
2014

Deu o que falar…

Deu o Que Falar, Lifestyle

1 – De que adiantou?

Como não começar o DQF com o acontecimento do ano – pelo menos para a gente, que vive de olho no instagram hehehe.

Não foi por falta de aviso. Mais ou menos uma semana antes, o instagram já estava noticiando a limpa que iria fazer nas contas dos usuários e, por causa disso, os números de seguidores poderiam diminuir. Claro que muita gente começou a preparar a pipoca para ver se perfis suspeitos de compras de seguidores iriam ter uma queda muito brusca. E quinta feira, a promessa foi cumprida.

Apesar de termos visto usuários que perderam 20 mil, 300 mil seguidores (a gente perdeu 1.300! hahah), na verdade, a limpa foi mais light do que a gente imaginava. Tirando algumas exceções – como o perfil do próprio insta, que perdeu 18 milhões de seguidores – a maioria dos perfis, famosos ou não, perdeu algo em torno de 5 a 8% de seguidores, que de fato eram contas de usuários inativos ou spam.

Quem perdeu muito mais de 10% chamou a atenção para a suspeita de compra de seguidores. A Gabi e a Ale Garattoni escreveram sobre essa prática que vem orkutizando o instagram.

A gente confessa que estava no time que esperava que a limpa fosse bem mais radical, principalmente em relação à quem compra seguidores e gosta de mentir sua popularidade. Quebramos a cara, e quebramos feio, porque nos deparamos com a seguinte imagem:

app-store

Para quem não entendeu, essas palavras-chave foram as tendências de busca na App Store no dia seguinte da limpa do insta. Ou seja, pela nossa interpretação, ao invés de assustar quem usa esse artifício e incentivar o fim da compra, uma galera apareceu interessada querendo mais likes e seguidores. Ou pelo menos, a turma ficou curiosa em ver como tudo funciona.

Como assim, né? Parece que teve gente que não entendeu nada. Menos é mais, o que importa de verdade é o engajamento e o tanto de gente que você pode influenciar. Os números, bem como vemos em muitos casos, podem ser uma farsa.

2 – A vida pinterestística

Ainda falando em redes sociais, outro texto altamente compartilhado foi esse aqui , em que a editora de lifestyle do Buzzfeed resolveu passar uma semana fazendo todas as coisas populares do Pinterest.

pinterest

Ela resolveu seguir dicas de penteados, maquiagem (kontorno <3), do it yourself, dicas de arrumação e até mesmo de comidas, com o intuito de saber se a reputação de ser uma rede social da vida perfeita era mesmo verdade.

Óbvio que ela descobriu que não era. Aliás, ela podia procurar ali mesmo, no site que ela trabalha , para ver que a realidade quase sempre é uma decepção perto da expectativa.

No fim das contas, apesar de acharmos interessante essa experiência quase antropológica que ela se meteu, não entendemos muito bem o propósito do texto. Nos deu a impressão que ela acha que todas as pessoas que postam algo ali são donas de casa que vivem uma vida com comidas maravilhosas, cabelos perfeitos, maquiagem de cinema e casa 100% arrumada e perfumada.

Não sabemos se quem gosta de brincar de pinar coisas encara o site da mesma forma que a gente, mas sempre achamos o Pinterest um ótimo lugar para reunir referências, inspirações e boas ideias que podemos – ou não – usar no nosso dia, ou em algum momento específico.

Aliás, se você curte o Pinterest, vem seguir o Futilidades por lá! <3

3 – Amigo micado

Quem viu o Fantastico, viu. Quem não viu, pode ver aqui:

Muita gente comentou sobre o presente que Suzana Vieira deu para Claudia Raia no amigo oculto que o Fantástico faz todo o ano. Enquanto todos os outros participantes davam quadros ou presentes com algum significado, foi impossível não rir com o guarda chuva da Claudia, por mais fofo que ele seja.

Pior que nessa época do ano esse tipo de coisa é um clássico, né? Quem nunca se esforçou pra caramba no presente da amiga secreta e recebeu algo meio sem noção de quem te tirou? Esse risco faz parte do jogo mas não dá para negar que é super frustrante e o pior é que você não pode falar nada, né? :)

15
dez
2014

Deu o que falar…

Deu o Que Falar, Lifestyle

1- Beijinho, beijinho

A gente sabe que a Xuxa perdeu a mão não é de hoje. Fazia tempo que ela não conseguia voltar aos áureos tempos de Rainha dos Baixinhos (sdds do “aham, senta lá, Claudia”) e também não estava se conectando com a nova audiência que ela queria alcançar, tanto que a audiência de seus últimos programas só afundavam. Para piorar, Xuxa ainda teve um problema no pé no começo do ano que a afastou da TV.

Mesmo assim, a gente encarou em choque a notícia de que a Globo não iria renovar mais o seu contrato (em outras palavras, Boni mandou um “Xuxa, você está demitida). Claro que para a emissora, ela era um custo altíssimo e sem retorno, mas somos da geração que cresceu querendo ir ao programa dela e/ou ser paquita. Dá uma peninha ver esse desligamento, mesmo que ele seja simbólico.

Para terminar o post sem clima pesado, não poderíamos deixar de mostrar a montagem que o Morri de Sunga Branca postou! #nósrimos

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2 - Um (bom) passo para trás

Quem curte esse universo fitness que estourou pelo instagram, com certeza conhece a Bella Falconi. Assim como tantas outras, ela mostra sua vida de academia e seu corpo com músculos ultra definidos (com 9% de gordura!) nas redes sociais para incentivar os seguidores a levar uma vida focada nos exercícios e nas dietas super rígidas - tão rígidas a ponto dela admitir que levava batata doce para os restaurantes e enxugava o frango grelhado com o guardanapo antes de comer (!).

fdsafQuem a segue, deve ter reparado que o corpo dela estava mudando muito de uns tempos pra cá, e semana passada ela contou que parou com esses radicalismos porque seu corpo estava com deficiência de vitaminas a ponto dela ter parado de menstruar.

De certa forma, é um alívio essa declaração que ela deu. A sociedade julga tanto as pessoas acima do peso e seus hábitos alimentares que se esquece de ver que o outro extremo também pode ser considerado uma doença, que acaba sendo disfarçada por um corpo “perfeito” (entre aspas porque não acreditamos nisso).

Sem contar que vendo o antes e o depois, a gente achou que o corpo dela está infinitamente mais bonito agora, não acham? Tomara que ela escolha influenciar a galera fitness a levar uma vida mais para saudável e menos para radicalidade.

3- “Salve Iemanjá” ou “Salve, Iemanjá”?

farm

Algumas pessoas sabem que eu, Jô, tenho um caminho muito intenso e sério na espiritualidade. Hoje não levanto bandeira de nenhuma religião específica, mas há algum tempo comecei a estudar algumas religiões e cultos de origem afro-brasileira, e do pouco que sei sobre esse universo, já entendi que muitos mitos existem. Hoje vamos falar sobre um deles.

Iemanjá, mais conhecida como a rainha do mar, é super popular entre os pescadores e aqueles que vivem as religiões afro brasileiras. Pelo que estudei (me corrijam se eu estiver errada), para Orubá ela não teria uma forma, ela seria o mar. Sua forma humana teria ganhado forma através do sincretismo com os santos do catolicismo e a sereia da Umbanda. Por uma questão de bom senso, ela deveria ser representada por uma mulher negra, mas isso não é necessariamente uma verdade absoluta.

Semana passada, a Farm postou no Instagram uma foto de uma modelo branca vestida de Iemanjá para pular carnaval. Muitos se revoltaram falando em racismo e reclamando a ausência das modelos negras nas campanhas e lookbooks da marca, o que realmente é um problema dado que nosso país tem uma forte predominância da raça negra que pouco se representa no mundo fashion.

O que atenua um pouco a situação é que a marca tem como próxima coleção, já apresentada no atacado, uma homenagem à cultura negra. Esperamos ver essa coleção rica em estampas dar vida à fotos com lindas modelos negras, apesar de acharmos que elas já deveriam estar inclusas em outras coleções. Independente de certos e errados, nós duas achamos que essa confusão foi válida para lembrarmos de falar sobre racismo no Brasil, muitos dizem que ele não existe mais, mas cada dia que passa vemos que infelizmente não avançamos o tanto que deveríamos quanto a essa questão.

Ser humano independe de raça, cor, opção sexual ou crença. Somos todos iguais e somos todos humanos.

Antes de fechar esse ponto, podemos levantar uma polêmica à parte? Quase ninguém falou no tema e achamos ele tão delicado quanto qualquer outro. É polêmica a apropriação cultural do “look de iemanjá” para pular carnaval, uma festa tida como mundana para muitos daqueles que a tem como guia, que encaram nela uma representação de algo divino. Até onde vale a pena ir fazer zoeira vestida de santa, de Cristo ou qualquer outra representação divina? Achamos essa linha tênue, até onde você pode brincar com esses elementos religiosos de forma vazia ou oposta àquela crença em questão?

8
dez
2014

Deu o que falar…

Deu o Que Falar, Lifestyle

1- Você não é obrigada…

futilisNossa amiga Cony fez um texto muito corajoso que deu o que falar à nossa volta. Ela contou um pouco da geração de mulheres que não querem ter filhos. A verdade é que muita gente, principalmente mais velha, age como se toda mulher fosse obrigada a ter essa vontade de ser mãe. Aos olhos de alguns, a vida só teria sentido se essa etapa da vida fosse realizada, mas acabam esquecendo que toda mulher pode escolher ou não desejar esse passo.

Não existe obrigação no universo de ser mãe. A maternidade é o sonho de algumas mulheres e o pavor de outras, e isso precisa ser respeitado. Esse caminho é opcional - ok, as vezes acidental - mas é um direito individual. Claro que isso tem que ser alinhado com o namorado ou noivo, afinal, se o sonho da vida do cara for ser pai e o seu não for ser mãe, esse assunto precisará ser discutido.

Alinhar expectativas com seu parceiro é fundamental, no mais? Ninguém tem nada a ver com isso. Uma mulher não pode ser julgada por escolher um caminho diferente do padrão que a sociedade deseja, não é mesmo? Muito menos por seus familiares e amigos. Estamos em 2014 e vamos precisar superar isso, já sabemos que existem os mais variados tipos de família, e alguns não contem crianças.

Quem se interessou vale a pena ler o texto e seus mais de 550 comentários!

2- Pitty x Anitta

É impressionante, mas parece que quanto mais falamos de comportamentos machistas x ideais feministas, mais casos aparecem. Dessa vez foi durante o programa Altas Horas, onde as cantoras Anitta e Pitty entraram numa discussão ótima sobre o assunto.

Não sabemos se estamos muito influenciadas pelo discurso feminista, mas ficamos de queixo caído em ver logo ela, que tem tanto apelo com um público mais novo e várias músicas que falam exatamente o contrário, com esse tipo de discurso. De certa forma, isso só prova como ideias tão enraizadas podem sair sem a gente nem sentir, e é ótimo que a discussão aconteça para mudar esse quadro.

Só achamos que se você tem músicas como “show das poderosas”, é melhor realinhar seu discurso com aquilo que você canta, senão fica feio, né?

3 - Urach, o hidrogel e a imposição da sociedade

andressa-urach-caso-graveProvavelmente até quem não curte acessar o Ego ou ver programa de fofoca já deve estar sabendo do que aconteceu com Andressa Urach, né? A ex vice Miss Bumbum se submeteu a um procedimento totalmente irresponsável ao colocar nas coxas doses cavalares de hidrogel e outras substâncias há 5 anos. No começo desse ano, ela foi retirar o produto e teve complicações que se agravaram a ponto de levá-la para a UTI por causa de uma infecção.

Sempre que essas coisas acontecem, o debate costuma girar em torno dos profissionais (?) irresponsáveis que aceitam realizar esse tipo de procedimento, só que dessa vez, acabamos nos deparando com uma discussão muito mais interessante que foi levantada pela Ju Romano. Segundo ela, isso que aconteceu com Andressa acontece diariamente em variadas proporções com mulheres de todas as idades, por causa dos padrões cada vez mais difíceis de serem atingidos.

Não passou pela nossa cabeça essa reflexão, apesar dela parecer tão óbvia depois de ter sido escrita pela Ju. Um verdadeiro tapa na cara em quem quer se adequar a padrões tão irreais quanto o que vivemos hoje em dia. Vale a leitura!

4 - Ele realmente tem que pagar a conta?

pagar-a-contaOutro post de blog amigo que deu o que falar essa semana foi do Starving. A Gabi jogou na web sua opinião sobre o homem ter a obrigação de pagar a conta, ela o fez de forma bem sucinta e super prática. A gente acha que vale ler e pensar um pouco sobre isso.

Eu, Jô, confesso que sempre dividi minhas coisas com namorado e quando não dividi, fiz algo que tornasse as coisas equivalentes. Nunca assumi uma postura de inferior, conosco muitas vezes quem está melhor ajuda mais. Ele já me levou para jantar em lugares incríveis e pagou a conta, eu já dei de presente passagem aérea para uma viagem nossa e em linhas gerais, a gente divide tudo. O que não acontece em datas especiais, nessas ocasiões ele me convida para jantar e paga a conta, por sua vez, eu aceito a gentileza pois sei que vou retribuir o carinho (e investimento) em outra situação. E acredito que esse nosso combinado vai continuar existindo mesmo depois de casados.

Hoje me vejo partidária do texto do Starving, mas acho o assunto polêmico. Eu me lembro que quando eu tinha uns 20 anos, saí com um menino no primeiro encontro e ele não pagou nem a pipoca e nem o cinema. Na hora eu achei aquilo estranho mas como sempre, ofereci de pagar. Minha estranheza não veio por achar que ele precisava me bancar, mas por achar que havia rolado uma falta de gentileza ou algo desse tipo (sei que talvez isso tenha sido um machismo meu). Eu tinha uma visão distorcida quanto à uma expectativa de cavalheirismo no primeiro encontro. A única coisa que eu sempre achei um absurdo é mulher que se faz de desentendida e nem propõe dividir uma conta.

E vocês, o que acham desse assunto?

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