1. Tendencioso ou não, eles têm sua razão!
Durante essa temporada de SPFW, a Glamour fez um vídeo super polêmico que deu mesmo o que falar nas nossas redes sociais! O vídeo é inspirado no trabalho do Jimmy Kimmel durante o Coachella, onde o entrevistador fazia perguntas sobre bandas que não tocaram no festival, visando tirar um sarro da galera que se fazia de hypster e descolada que analisavam shows que não existiram.
Vimos o CQC seguir essa linha, mostrando que profissionais do congresso assinavam projetos de leis sem ver o que era e depois não sabiam explicar para a jornalista o que tinham feito. Nesse caso, era uma crítica a forma como parte da turma de Brasilia trabalha.
Já a Glamour teve uma ideia boa, que foi mostrar o quanto a galera fala de moda, desfile e conceitos sem entender dos assuntos. Ao que nos parece uma crítica importante, é fundamental se informar um pouco para falar de qualquer assunto. Na moda isso é muito recorrente e muita gente dita regra sem entender das coisas.
Tudo parecia genial, inclusive a frase final convidando a turma a ler a revista para se informar! O único porém que nos deixou na dúvida e também dividiu opiniões nos grupos em que participamos no facebook foi: Por que só colocar blogueiras de moda (que em grande parte pareciam novatas)? Algumas amigas acham que era uma crítica descarada às bloggers, aquela velha história das diferenças entre revistas e blogs. Para nós, não é necessariamente assim, até porque a publicação sempre dá muito valor a categoria, que ajudou a tornar a revista a queridinha do mercado.
Enquanto ponderávamos surgiu a melhor pergunta: será que se eles tivessem feito outras perguntas fictícias, claro que não usando a bota de um pé só ou o Paulo Borges como exemplo, não teríamos visto parte das equipes das maiores publicações e sites do país inventarem boas respostas? Muito provavelmente, talvez por outro nível de desinformação ou falta de pesquisa ou mesmo se a pessoa se sentiu acuada a responder “não sei, não vi esse desfile”.
Independente da intenção, achamos válido realizar que é preciso estudar, pesquisar ou se informar antes de sair avaliando o trabalho dos outros por ai. Claro que uma gafe ou outra podem acontecer com qualquer um, mas quanto maior a responsabilidade, menor a chance de erro né?
De qualquer forma, para nós, o fato da revista só ter entrevistado blogueiras de moda foi um erro. Colocou na berlinda uma categoria que é amiga da publicação e deixou de mostrar que sites e revistas também tem profissionais que falam das coisas sem saber. Achamos que a revista tinha mesmo um ponto para criticar, mas pode ser que o tiro tenha saído pela culatra.
2. O rei do camarote
Ok, não tem muito o que dizer sobre o Alexandre, o Rei do Camarote. Não sabe do que estamos falando? Vem nesse link da Veja SP antes de qualquer coisa.
Se você viu o vídeo, sabe que a gente pensa exatamente de forma oposta ao Rei as avessas. Concordamos que em muitas carreiras a imagem é importante, mas tem que ter muito cuidado com o limite do “valor normal da imagem” e a super valorização do que o seu dinheiro pode comprar.
A Ale Garattoni levantou um ponto importante também. Ela lembrou que existem mulheres e homens que alimentam o reinado desses personagens, gente que acha que ser o rei do camarote é atributo para ser considerado na hora de namorar ou não alguém. Quem nunca viu uma menina que gostava do cara que pagava as bebidas da boate?! Ou um cara que colava no amigo que bancava todo mundo na festa?! Essas pessoas que ajudam a soprar o balão do ego dos reis e rainhas da noite por todo o Brasil?!
Podemos falar também da audiência que idolatra uma blogueira por ter 10 bolsas da Hermés ao invés de dar valor ao seu estilo pessoal ou mesmo ao que ela escreve no seu veículo. Para variar, precisamos lembrar que uma pessoa não pode ser resumida a quantidade de cifras que ela tem no banco. Isso é o que ela tem, não o que ela é!
Para nós, Alexandre, 39 anos de idade, pode ter muito dinheiro para gastar, mas é um pobre coitado, que precisa de um cenário de ilusão comprado para sentir que é “diferenciado”! Assim, com seu Amex que não é nem gold e nem black, ele compra os amigos, mulheres e experiências que por mais absurdo que possa parecer, causa inveja em outras pessoas.





