Assim como vocês nós amamos os textos da Mayara, recentemente ela escreveu duas vezes sobre relacionamento e foi um total sucesso. Primeiro ela contou que ser solteira não é defeito e depois falou brilhantemente sobre pé na bunda. Hoje ela veio falar de um assunto diferente, algo que estava rondando a cabeça dela e mais uma vez achamos que valia muito a pena compartilhar!
Eu tenho uma quedinha por Hollywood. Minto, eu sou apaixonada/louca/doida por Hollywood. Amo o letreiro, os estúdios de filmagem, as calçadas e… as celebridades. Mas quem não ama Hollywood e todos os seus filhos? Acho que consigo contar nos dedos quantas pessoas na minha vida não se interessam por isso.
Talvez eu me interesse um pouquinho demais. Vejam bem, meu cachorro chama Oscar. Não é uma coincidência, eu sempre quis ganhar um Oscar, só nunca imaginei que ele viria na forma de um pug e não de uma estatueta de ouro. Eu sou dessas que sabe o nome do marido, da filha e do papagaio da atriz X. Sou dessas que sabe soletrar de cor o nome daquele ator que fez o cowboy gay e que chorou quando o outro cowboy gay morreu na vida real. Eu tenho uma lista negra de celebridades (você está nela, atriz de uma expressão só que namorou lobos e vampiros). Também sei os nomes de todas as irmãs daquela moça com bumbum avantajado que hoje é casada com aquele moço que se ama mais do que tudo. Sei que elas não são “material Hollywood”, mas são consideradas celebridades e é das celebridades que estou falando. E quer duas coisas mais atreladas que celebridade e fofoca? Elas andam juntas, de mãozinhas dadas, quase num abraço apertado.
Mas e quando as fofocas passam dos limites? Não deveria existir um limite? Pergunto isso, porque só hoje apareceram uns dez posts na minha timeline sobre a babá-que-não-deve-ser-nomeada e eu parei para pensar: digamos que todos os boatos sejam verdadeiros, que rolou traição, que famílias foram separadas e que essa moça está realmente atrás dos 15 minutos de fama. Não é um pouco bizarro dar espaço para isso na mídia? Não digo falar da separação de um casal famoso, acho que um dos lados negativos (bem negativos ao meu ver) de ser uma celebridade é ter uma notícia dessas estampada na capa de todas as revistas do país. Estou falando de dar ibope para essa pessoa cuja vida não é pública e alimentar fofocas “ruins”.
Realmente importa saber o que aconteceu para o casal se separar? Importa mesmo ir atrás do suposto pivô, saber “cinco curiosidades sobre ela”, ou qual carro ela comprou ou deixou de comprar? Eu sei que esse tipo de fofoca vende, porque as pessoas são curiosas. Mas é um tipo de fofoca que machuca, que toca em feridas recém-abertas e que, na minha opinião, traz benefício apenas para a dita cuja, que conseguiu a suposta sonhada fama. Até eu que sou a louca das celebridades, sou a favor de limites. Acho que existem fofocas inofensivas e fofocas maldosas. Que tal tentar evitar, ao máximo, a segunda opção?
Ou realmente precisamos saber em que estado aquele comediante foi achado morto um ano atrás? Ou precisamos discutir incansavelmente se aquela atriz é ou não é lésbica? Precisamos saber mesmo quem entrou na rehab essa semana e qual o motivo? A vida de alguém ia mudar se uma foto confirmasse o boato que uma ex-princesa estava namorando um milionário? Eu me recuso a dar ibope e levar as fofocas ruins a diante.









