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7
dez
2012

Sephora em São Paulo e agora no Rio!

Beleza, Lifestyle, Make-up, Reflexões

Desde que a Carla foi na inauguração da Sephora em São Paulo, nós estávamos com vontade de escrever sobre um certo assunto. Ontem a Jô foi na inauguração da primeira loja carioca (no Rio Sul) e essa vontade aumentou muito.

Sabemos que a loja virtual está sendo alvo de muitas críticas (e com razão!), então vamos focar na loja física, onde a experiência de compra é a mais tentadora possível.

Como todo mundo aqui sabe, a Jô é a doida das maquiagens e por sua vez (desde os 14 anos), a doida da Sephora. Nós estávamos conversando com algumas pessoas que questionaram o preço no Brasil e foi a partir daí que resolvemos seguir com nosso post.

No nosso bate papo pré post chegamos à conclusão que mesmo sendo bem mais barata lá fora, a Sephora não é uma loja de pechinchas em nenhum lugar do mundo. O preço é bom e, se compararmos com os preços praticados aqui, então, fica maravilhoso! Mas se formos parar pra pensar, pagar 40 reais em um lápis de olho ou R$60 em um blush nunca foi considerado o achado do ano, né?

Por mais que alguns produtos cheguem a custar o triplo do que é cobrado lá fora, nós achamos positivo ter a marca aqui no Brasil. Nós listamos os prós e contras e queremos saber se vocês concordam ou não!

Pontos positivos:

- Emergências: Um produto que você não vive sem acabou ou quebrou e você não “fez estoque”? Com a Sephora aqui, dá pra quebrar um galho uma vez ou outra. Nós sabemos que existem lojas online que vendem os mesmos produtos com preços bem mais em conta, mas vamos lembrar que não é todo mundo que confia nelas, muitas demoram pra chegar e ainda corre o risco de ter encomenda taxada na alfândega!

- Atendimento em português: Não é todo mundo que tem problemas com línguas estrangeiras, mas nem sempre é fácil falar sobre detalhes específicos de maquiagem ou cosméticos em outro idioma.

- Fomentar o mercado interno: Não sabemos se estamos sendo muito otimistas, mas acreditamos que com a chegada de várias marcas novas e já conceituadas no mercado, as marcas brasileiras vão ter que correr atrás de se tornarem mais interessantes, melhorarem ainda mais a qualidade e criarem diferenciais. Mais competição sempre é bem vinda no varejo.

- Experiência de compra na loja: Uma das coisas que mais amamos na Sephora de qualquer lugar do mundo é a liberdade que ela te dá. Você pode entrar, testar os produtos, conversar com a vendedora se precisar, escolher com calma e pagar, ou então anotar os produtos que você quer comprar lá fora!

- Maquiador na loja: Na Sephora daqui você marca um horário, paga R$200 e tem esse valor convertido em produtos. Assim você faz um super make na loja, experimenta novos produtos e ainda converte o valor em compras. Em muitos salões é bem mais caro e seu dinheiro some no minuto que você passa o demaquilante.

- Timing : As coleções são as mais atuais possíveis, o delay entre as lojas gringas e as daqui é de mais ou menos 15 dias pois precisa esperar o cadastro dos cosméticos na ANVISA (nós somos o único país do mundo que tem que fazer isso).

Pontos negativos:

- Os preços: Realmente os preços de muitos produtos passam do dobro dos valores lá de fora, mas vale MUITO lembrar que a culpa não é exclusiva da Sephora. Nós moramos em um país com impostos de importação absurdos. Sem contar o ENORME custo de manter lojas gigantescas, treinar equipe e muitos outros fatores que acabam interferindo na precificação.

Sabemos que ainda não está tudo perfeito mas de qualquer maneira estamos muito felizes que a Sephora esteja por aqui. Seja para experimentar novos produtos ou comprar o que precisamos, é muito melhor ter a opção do que viver num lugar com uma oferta de produtos muito menor.

Sephora, seja bem-vinda ao Rio e à São Paulo! Nós estamos realmente felizes e tentadas com a sua chegada… Se quiser ouvir nosso pedido de Papai Noel, manda a BOBBI BROWN logo pra cá!

Pras cariocas curiosas, a partir de hoje a loja do Rio Sul estará aberta ao público e ouvimos rumores de que a loja do Village Mall abre semana que vem! :)

8
nov
2012

Um oi, um look e um desabafo (f)útil

Looks, Moda, Reflexões

Eu sei que ando desaparecida por aqui, mas to aproveitando muito minhas férias semi online (semi porque só entro na internet quando acho algum lugar com wifi! hehe).

Pra começar, resolvi aproveitar um comentário numa foto do instagram pra mostrar meu look de NY, que no fim das contas, foi basicamente o mesmo em todos os dias que eu fiquei na cidade. Motivo? Furacão Sandy que me impediu de usar as roupas que levei para temperaturas em torno de 15o. Peguei 9 pra baixo (ontem foi 1 grau e eu quase morri!) e não tive outra saida alem de repetir casaco e echarpe todos os dias!

A Jo pediu que eu tirasse mais fotos de look, mas realmente entrei em clima de férias e a última coisa que tenho pensado é isso! (Desculpa, Jo!) Por isso, fiquem com essa foto bem turistona no High Line Park e com maridão à tiracolo.

Casaco: Burberry | Echarpe: Louis Vuitton | Calça: Animale (velha de guerra aqui no blog) | Bota: Zara | Bolsa: Valentino

Mas enfim, não vim aqui só pra isso. Na verdade, vim fazer um desabafo que eu tenho consciência que é bem (f)útil e um tanto quanto bobo. Mas se eu não comentar as coisas bobas por aqui afim de trocar ideias, não faz sentido ter um blog, né?

Seguinte, toda viagem que eu vou eu junto $$$$ para coisas que eu já namoro há um tempo, $$$ pra comida, transporte e emergências de viagem e um $$ extra para compras não planejadas. E a parte de maquiagem se encontra nessa última categoria.

Não sei se é isso, mas como agora é bem mais fácil encontrar várias marcas que antes não vendiam no Brasil, eu to muito mão de vaca pra comprar aqui. Tão mão de vaca que nem to me reconhecendo!

Sei que nos EUA é mais barato. Sei que parcelar maquiagem não é a decisão mais inteligente a se tomar e MUITO raramente eu faço isso. Mas só nessa viagem, já me peguei umas 3 vezes quase no caixa e devolvendo tudo pensando “poxa, acabei de ver algo que se eu não comprar não acharei parecido no Brasil, vou gastar meu dinheiro com maquiagem que eu posso achar lá (lembrando que eu sei que é bem mais caro, tá?)??”

Eu sei que eu sou um caso à parte. Não sou aficcionada por maquiagens, vou atrás de poucas novidades e só compro novo quando o velho acaba. Então, por mais que eu pague mais caro, não é sempre que isso acontece e meu prejuizo por comprar no Brasil não é dos mais absurdos.

Sei que muitas leitoras que vão ver esse post não vão se identificar - arrisco até dizer que a Jo vai achar um absurdo isso! hahah - mas queria muito saber se vocês também sentem isso quando viajam ou acham que comprar maquiagem fora é o melhor a se fazer!

Só sei que resolvi deixar essa parte beeem pro fim da viagem. Aí, se tiver sobrado alguma coisa, usarei pra maquiagem!

Desculpem pelo desabafo super bobo, mas deêm um desconto, to de férias! Heheheh

Beijos
Carla

26
set
2012

Reflexão: O tamanho do salto era coisa da minha cabeça!

Acessórios, Reflexões, Sapatos

Uma das coisas mais interessantes de se ter um blog é que se torna possível perceber quando você muda de opinião ao longo do tempo. Tudo fica documentado por aqui, desde reflexões e crenças até desabafos do calor do momento.

É engraçado ver que ao longo desses dois anos e nove meses compartilhamos com vocês várias das nossas questões, limitações e opiniões e muitas delas foram se transformando e voltaram a aparecer por aqui com seu novo ponto de vista.

Até um pouco antes de nós criarmos o (f)utilidades eu era uma pessoa cheia de limites comigo mesma. Não podia vestir isso ou usar aquilo. Uma das minhas maiores regras era “eu não posso usar salto“. Eu era tão doida que tinha várias cores do mesmo sapato de saltinho, tipo 2 ou 3 cm. Sempre com preferências pelas sapatilhas, rasteiras e Havaianas. Quando eu era adolescente enfiei na minha cabeça que nunca ia “sair com ninguém” se estivesse muito alta, de fato parecia que os homens “tinham medo” de mulheres altas, mas até aí dane-se né? até parece que se eu arrumasse alguém bom de verdade a minha altura seria um fator decisivo.

O tempo passou, ainda bem, e eu fui mudando meu ponto de vista. Com algum tempo de blog eu passei das rasteiras para os saltos médios. Cheguei a desabafar por aqui o meu desejo de que as marcas investissem mais no “salto médio“. Também compartilhei alguns dos meus achados da “categoria”. Eu virei a garota do salto médio e encontrei algumas meninas com o mesmo problema.

Hoje, graças a esses tamanhos de salto, eu encaro programações de trabalho, eventos longos ou semana de moda sem precisar de rasteira. Todos os saltos médios que eu tenho são muito confortáveis e caem bem melhor naquelas produções que pedem salto.

Já falei por aqui do meu sapato super querido da Cavage. Hoje tenho um preto e um vermelho que representam muito bem essa turma “mediana”. Também tenho alguns modelos muito bons da Schutz.

O tempo passou e ao começar a trabalhar no mercado de moda fui ganhando mais segurança e de uns tempos para cá se tornou impossível me tolir com relação a altura dos saltos. Até meados de 2012 eu ainda calculava MUITO o meu tamanho final e, por isso, me permitia saltos de até 7,5cm. Hoje eu sigo amando TODOS os modelos que comprei, mas algo mudou novamente, o limite aumentou e agora parece que esse lance de altura era coisa da minha cabeça.

Hoje pode quase tudo, comprei sapato de até 10cm. Parece que o quesito altura não faz mais a menor diferença na minha vida. Na verdade, eu me sinto confiante o suficiente para usar o salto que eu quiser. Só não posso exagerar muito por ser desajeitada (e alta), se eu passar de 10cm tem grandes chances de eu “descer do salto” sem querer.

Eu não havia pensado em nada disso até pouco tempo atrás. Estava achando que a mania de comprar sapatos estava exagerada e aí uma amiga me disse que devia estar vinculado à essa “novidade de me permitir” comprar qualquer modelo! Parece que eu estou livre e posso correr atrás do prejuízo! Só tenho que ter cautela, afinal só tenho dois pés! hehe

O grande objetivo deste post é falar em liberdade. Eu me libertei de um dos preconceitos que criei para mim mesma. Essa história de não poder usar salto alto era uma besteira vinda de uma insegurança que eu mesma alimentei durante anos. Hoje acho que perdi meu tempo e poderia estar usando sapatos lindos há anos!

Agora estou parando para pensar se os outros rótulos que me dei ao longo da vida também não são “psicológicos”. Auto crítica é super importante, mas quando ela vem em exagero pode trazer alguma insegurança.

Hoje quero continuar feliz com meus sapatos. Não importa se são sapatilhas, saltos médios ou altos. O que importa é não ter preconceito de ousar. Só não vou sair por aí com saltos vertiginosos para não me estabacar.

Você já parou para pensar que você pode não ter aquele quadril enorme que você imagina? Ou que o tamanho das suas pernas pode não ser um problema?

A minha altura não era uma questão tão importante como eu achava. Acredito que as vezes precisamos ser menos duras conosco. Em boa parte dos casos esses problemas são coisas da nossa cabeça! É muito bom relaxar e curtir algo que antes era “proibido”.

Beijos

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