Eu tinha tudo para não gostar de Divergente. Para começar, é impossível não fazer alguma conexão com Jogos Vorazes. Inclusive, a primeira vez que eu vi a capa desse livro, eu achei que era uma nova trilogia da Suzanne Collins.
Quando fui ler a sinopse, também achei que é aquele tipo de livro que aproveita para remar na onda do sucesso alheio (tipo os livros de romance sadomasoquista que foram lançados após 50 tons!), e eu costumo ter ódio mortal desses “genéricos”: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.
Mundo futurista? Check! Sociedade divida em facções? Check! Uma mocinha que muda a sociedade com sua coragem? Check! As comparações são inevitáveis e as chances do livro não ser tão bom quanto a trilogia de Jogos Vorazes eram grandes. E eu sou dessas que quando escolhe um time, é fiel até o final. Tipo team Grazi ou Jennifer Anniston hahahah.
Dito isso, até hoje não sei porque resolvi dar uma chance para Divergente e comprar o primeiro livro.
Mas que bom que eu dei, porque eu achei bem legal! Mais uma leitura de entretenimento, sem grandes pretensões, com personagens intrigantes e narrativa acelerada, daquelas que não dá vontade de parar de ler porque a curiosidade de saber o que acontece no próximo capítulo é enorme!
Ao longo do livro você vai vendo o amadurecimento de Tris (Beatrice) - ela começa tão bobinha, tadinha - e é impossível não torcer por ela. E apesar de ser um cenário futurista e fantasioso em um livro infanto-juvenil, os acontecimentos e os sentimentos são bem explorados a ponto de você se comover, se angustiar e se botar no lugar da protagonista.
Quem gosta de ficção com pitadas de aventura não pode deixar de ler! Alguém por aqui já leu??
Beijos!
Carla





