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28
mai
2014

Book do dia: Divergente, de Veronica Roth

Book do dia, Lifestyle

Eu tinha tudo para não gostar de Divergente. Para começar, é impossível não fazer alguma conexão com Jogos Vorazes. Inclusive, a primeira vez que eu vi a capa desse livro, eu achei que era uma nova trilogia da Suzanne Collins.

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Quando fui ler a sinopse, também achei que é aquele tipo de livro que aproveita para remar na onda do sucesso alheio (tipo os livros de romance sadomasoquista que foram lançados após 50 tons!), e eu costumo ter ódio mortal desses “genéricos”: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Mundo futurista? Check! Sociedade divida em facções? Check! Uma mocinha que muda a sociedade com sua coragem? Check! As comparações são inevitáveis e as chances do livro não ser tão bom quanto a trilogia de Jogos Vorazes eram grandes. E eu sou dessas que quando escolhe um time, é fiel até o final. Tipo team Grazi ou Jennifer Anniston hahahah.
Dito isso, até hoje não sei porque resolvi dar uma chance para Divergente e comprar o primeiro livro.

Mas que bom que eu dei, porque eu achei bem legal! Mais uma leitura de entretenimento, sem grandes pretensões, com personagens intrigantes e narrativa acelerada, daquelas que não dá vontade de parar de ler porque a curiosidade de saber o que acontece no próximo capítulo é enorme!

Ao longo do livro você vai vendo o amadurecimento de Tris (Beatrice) - ela começa tão bobinha, tadinha - e é impossível não torcer por ela. E apesar de ser um cenário futurista e fantasioso em um livro infanto-juvenil, os acontecimentos e os sentimentos são bem explorados a ponto de você se comover, se angustiar e se botar no lugar da protagonista.

Quem gosta de ficção com pitadas de aventura não pode deixar de ler! Alguém por aqui já leu??

Beijos!

Carla

14
mai
2014

Book do dia: Mini Becky Bloom, de Sophie Kinsella

Book do dia, Lifestyle, Sem categoria

Parem o mundo que eu quero descer! Nunca imaginei que esse momento chegaria, mas ao que tudo indica, ele chegou: acho que eu enjoei da Becky Bloom, tipo muito!

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uma parte da minha estante dedicada à chick lit, meu guilty pleasure em forma de livros

Já falei para vocês o quanto eu amo a Sophie Kinsella e acho que ela é a autora que eu mais gosto nesse universo de chick lit, né? Pois então, depois de ler Lua de Mel, fiquei com saudade da personagem principal que a autora criou e como ainda não tem nenhum livro novo da série Shopaholic, resolvi reler o último que estava na parte da minha estante praticamente dedicada à Sophie: Mini Becky Bloom, tal mãe tal filha.

Para quem não sabe, a história desse livro é a seguinte: “Becky Bloom está casada com o homem de seus sonhos, Luke, e tem uma filha de dois anos, Minnie, que parece seguir desde já o gosto da mãe por compras e pela moda. Mas criar a filha é muito mais complicado do que parecia ser, pois a garotinha cria confusões por onde passa. E quando Becky decide dar uma festa surpresa para Luke, não será uma tarefa fácil manter os preparativos em segredo do marido.”

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Ele é de 2011 e provavelmente eu comprei assim que saiu e nunca mais voltei a reler. Minha memória não me decepcionou - ela continua ruim como sempre - e, para variar, quando eu abri o livro na semana passada, eu não lembrava de nenhum trecho! NADA, parecia um livro completamente novo para mim!

Como dá para ver por aqui, eu costumo ler muito rápido. Muita gente pode considerar isso uma característica positiva, mas eu não vejo dessa forma. Eu não absorvo as informações e, tirando raríssimas exceções, em 1 mês eu já esqueci fatos importantes da história, até mesmo o final. Já tentei ler mais devagar, prestando mais atenção, mas não consigo.

Voltando ao assunto, exatamente por não lembrar de nada, eu estava esperando a Becky Bloom que eu nutria um certo carinho. Não sei se foi ela que desapareceu ou eu que to ficando velha e mudando meu gosto, porque a Becky Bloom que eu encontrei era outra!

Apesar de eu ter me divertido bastante com o livro - a Sophie é a melhor para criar situações bizarras/engraçadas para seus personagens - volta e meia eu me pegava indignada com as atitudes da Becky. Pensamentos meio agressivos como “gente, que mulher burra”, “caramba, deixa de ser idiota” e “meu Deus, como o Luke te aguenta?” surgiram frequentemente e os momentos enrolados - que antes eu adorava todos - dessa vez, só gostei de alguns. Até a futilidade, que antes eu achava o ponto mais engraçado da personalidade dela, me irritou em várias horas!

O livro é legal, é divertido, e é mais um daquela série para sentar, relaxar e se divertir sem pensar em muita coisa. Aliás, para quem gosta desse tipo de leitura, a série Becky Bloom é a pedida perfeita! Só precisei fazer esse desabafo porque eu fiquei surpresa com a minha falta de paciência, e um pouco triste também! rs

Vocês gostam da Becky ou teve alguém que já chegou nessa fase de achar ela uma pentelha?

Beijos!

Carla

8
mai
2014

Book do dia: Chá de Sumiço, da Marian Keyes

Book do dia, Lifestyle

Eu tenho uma relação meio estranha com os livros da Marian Keyes. Para começar, eu acho que de todas as autoras de chick lit, ela tem o design das capas mais bem resolvido (a veia designer não me deixa nunca! rs) e isso já me ganha de primeira.

Já disse que muitas vezes compro o livro pela capa, mas no caso dos títulos da Marian, não sei o que me acontece que eu demoro ERAS para comprá-los. É sempre assim: eu chego na livraria, dou de cara com um livro dela, falo para mim mesma que tenho que comprá-lo, e isso só acontece de fato muitos meses depois. O único que eu comprei de primeira foi, na verdade, o primeiro que ela lançou: “Melancia”. Eu gostei da história, da narrativa, li super rápido, mas desde então todos os outros livros que eu comprei dessa autora só vieram para casa depois de muito tempo de namoro.

Como sempre existe uma exceção, nem pensei duas vezes na hora de comprar Chá de Sumiço (acho que a internet me deixa mais compulsiva, sei lá). A sinopse é essa: Helen Walsh não vive um bom momento. O trabalho como detetive particular não vai bem, o apartamento foi tomado por falta de pagamento e um ex- namorado surge com uma proposta de trabalho: encontrar o desaparecido músico da Laddz, a boy band do momento. Precisando do dinheiro, ela se vê forçada a aceitar, o que causa uma confusão em sua cabeça ao conviver com o ex e precisar acalmar o atual namorado. Ao tentar seguir suas próprias regras, Helen será arrastada para o mundo complexo, perigoso e glamoroso do showbiz, percebendo que seu pior inimigo ainda está por surgir. Irresistível, comovente e muito engraçado, Chá de sumiço é diferente de todos os romances do gênero, e a protagonista – corajosa, vulnerável e dona de uma língua afiadíssima – é a heroína perfeita para os novos tempos.

Ok, para começar, achei exagerado caracterizar Helen como a “heroína perfeita para os novos tempos”. Na realidade, a sinopse inteira está exagerada! “Seu pior inimigo está por surgir” - não confiem nessa frase, senão vocês vão achar que o livro é mais misterioso do que realmente é. O único ponto que eu eu concordo é que Chá de Sumiço é diferente de todos desse gênero.

Marian Keyes já lançou vários livros com as outras irmãs Walsh e, provavelmente, Helen era uma das personagens mais esperada pelos fãs de Marian Keyes para ganhar uma história própria. Uma detetive em decadência, meio rebelde, sarcástica, um pouco anti social e depressiva. Só por esse breve resumo, já dá para ver que ela está mais perto de ser uma anti-heroína do que heroína, né?

E eu adoro quando esse gênero foge do lugar comum e a protagonista não tem nada a ver com o estereótipo da “mocinha de comédia romântica” (que, nesse caso, está mais para “comédia misteriosa” hehe). Mesmo assim, Helen está bem diferente dos outros livros. A depressão dela, que é bem explorada nesse livro (e de forma bem verdadeira…vi uma amiga minha várias vezes no lugar da Helen), caiu como uma bomba para quem acompanhou toda sua história como coadjuvante, mas faz todo o sentido na trama.

Preciso dar um destaque especial para a presença da boy band dos anos 80. Apesar de não ser da mesma época, cada vez que um dos integrantes era descrito ou aparecia, eu só conseguia visualizar alguém dos Backstreet Boys e do N’Sync e isso foi suficiente para me fazer rir sozinha (é, sou boba! rs).

Vi muita gente reclamar que o livro é grande demais - a Lu apontou isso na resenha dela! - mas como eu leio no Ipad e não vejo o tamanho do livro, não senti, mas concordo que muitas partes da história poderiam ser beeem resumidas.

Opinião final? Gostei! Mas sou suspeita, né?

Mais alguém leu? O que achou?

Beijos!

Carla

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