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31
jul
2014

Book do dia: A última carta de amor, de Jojo Moyes

Book do dia, Lifestyle

Ganhei esse livro de uma amiga (oi, Giu!) no meu aniversário, e ela me deu dizendo que achava que era a minha cara. Mal abri o presente e, assim que olhei a capa, já vi um elogio de Sophie Kinsella que, por mais que eu esteja ficando meio enjoada das trapalhadas da Becky Bloom, ainda é uma das minhas autoras de chick lit preferidas!

book-do-dia-a-ultima-carta-de-amor-jojo-moyesApesar de eu quase nunca ler a sinopse de um livro, eu já sabia que ia gostar, mas quem quiser saber do que se trata, segue: Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento. Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

Então, como eu disse, eu já sabia que ia gostar, mas não sabia que ia AMAR! Faz tempo que eu não derramava uma lágrima por causa de um livro e nem lembrava a última vez que eu terminei a última página com dor no coração por ter acabado.

Cada capítulo vai contando uma história, e entre a narrativa da Jennifer depois do acidente, da Jennifer antes do acidente e de Ellie, os fatos vão se entrelaçando até o momento em que as vidas das duas personagens principais se juntam.

Para mim, Jojo Moyes conseguiu uma proeza que poucas autoras de chick lit têm êxito: nos fazer refletir. Porque “A última carta de amor” não é apenas um romance bobo que segue a mesma fórmula de quase todos. Ele vai além, e por ser muito verossímil, ele te envolve sem você nem perceber. É um livro sobre a sociedade nos anos 50/60, mas também é um livro sobre encontros e desencontros, que mostra como a vida pode dar voltas e surpreender - tanto de forma positiva quanto negativa.

Confesso que, depois desse livro, minha exigência em relação às chick lits ficou um pouco maior! E agora estou louca para achar outros títulos com essa mesma pegada!

Alguém já leu?

Beijos!

Carla

16
jul
2014

Book do dia: O réu e o rei, de Paulo Cesar de Araújo

Book do dia, Lifestyle

Esse foi um dos poucos livros que comprei sabendo exatamente do que se tratava e sabendo que as possibilidades de eu amar seriam bem grandes! Não me decepcionei, e arrisco dizer que esse título já entrou para a minha lista de melhores do ano.

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Para quem não sabe do que se trata, vou colar só uma parte da sinopse gigantesca, mas quem quiser, pode ler o resto aqui: “Objeto de verdadeira polêmica pública, a batalha em torno da proibição de “Roberto Carlos em detalhes” é o cerne de “O Réu e o Rei”. Paulo Cesar de Araújo conta a história da sua intensa relação com a música de Roberto Carlos, os dezesseis anos de pesquisa que embasaram a redação da biografia, e por fim os meandros de uma das mais comentadas e controversas guerras judiciais travadas recentemente no Brasil”

Provavelmente só uma pessoa que estava morando em um iglu no Alasca e sem acesso à internet não ficou sabendo de toda essa polêmica envolvendo o cantor. Eu, que sou fã de biografias - sejam ela autorizadas ou não - achei esse caso um absurdo na época, mas confesso que minha antipatia ficou mais concentrada na turminha de Paula Lavigne e o projeto “Procure Saber”. Achei uma tremenda incoerência que justamente as pessoas que mais sofreram com a censura na época da ditadura militar estivessem fazendo esse tipo de protesto!

Apesar de não levar nenhum jeito para a advocacia, eu adoro filmes e livros que tenham essa temática. Fiquei curiosa para saber sobre o outro lado, mas comecei a primeira página só pensando naquela frase que diz que toda história tem 3 lados, o meu, o seu e o verdadeiro. Achei que Paulo Cesar de Araujo iria se fazer de vítima, mas é claro que isso só aconteceu porque eu não conhecia o trabalho do autor e historiador.

No livro, ele expõe desde a sua relação com as músicas de Roberto Carlos, quando ele ainda era criança, passa por todas as entrevistas que ele conseguiu enquanto ainda estava na faculdade, até trechos de toda a batalha judicial que se deu até o momento. Assim como ele cita pessoas que o apoiaram, ele também dá espaço às críticas e, dessa forma, você vê que o lado historiador de Paulo Cesar é crucial para o livro. Pode até ser que exista o tal terceiro lado verdadeiro, mas a história é tão absurda em tantos aspectos, que acredito que ele não estará tão distante do que é narrado nas quase 500 páginas.

Assim que o livro foi lançado, é claro que a primeira coisa que a mídia fez foi perguntar para o advogado de Roberto Carlos, que acompanhou todo o caso desde o começo, se haveria chances do autor ser processado de novo. A resposta foi negativa e uma das justificativas foi que “ao contrário do livro anterior, não contem invasão de sua privacidade e/ou injurias ou difamações a sua pessoa“. Com certeza não tem injúrias nem difamações, mas pra mim, a imagem de Roberto Carlos saiu muito mais arranhada do que qualquer biografia que falasse das loucuras que ele aprontava na época da Jovem Guarda.

Alguém já leu??

Beijos!

Carla

26
jun
2014

Book do dia: A extraordinária viagem do faquir que ficou preso em um armário da Ikea, de Romain Puértolas

Book do dia

Eu já comprei incontáveis livros por causa da capa e estou tentando puxar na memória se algum já me chamou a atenção por causa do título. Muitos nomes já me interessaram por causa do assunto que iriam tratar (é comum eu ser chamada pelo nome do livro em biografias, por exemplo) mas, até então, nenhum me deixou intrigada. Até eu me deparar com esse título gigantesco no e-books.

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Um faquir? Em um armário da Ikea? De onde surgiu essa relação?? Onde ela vai parar? Todas essas perguntas vieram à minha cabeça e, sem eu nem perceber, meu dedo já tinha apertado no botão de comprar. Pra variar, não li a sinopse, mas quem não gosta de comprar livro sem saber do que se trata, é só ler:

A figura de um faquir está associada à meditação, ao treinamento e à magia. Mas, no caso de Ajatashatru Ahvaka Singh, é mais provável que o público se depare com truques e trapaças. A última de suas artimanhas foi convencer sua aldeia a pagar por uma viagem à França para adquirir a Camadepregösa, um modelo de cama de pregos vendida pela Ikea. Só que ele não contava em ficar preso dentro de um dos armários da loja. Nem que o móvel seria despachado para outro país. Assim, o faquir e seu turbante partem para uma aventura, ainda que involuntária, pelo mundo, fazendo uma horda de inimigos, alguns amigos e aprontando muitas confusões pelo caminho.

Pelo breve resumo do livro, acho que dá para ver que tem algo meio “Sessão da Tarde” aí, né? Pois é, o livro tem exatamente essa pegada - e eu ainda adicionaria nessa brincadeira um toque pastelão meio Mr. Bean.

O autor Romain Puértolas tem um humor bem específico e mostra que não se leva muito à sério em vários trechos. O livro tem vários comentários engraçadinhos soltos, principalmente na hora de brincar com a pronúncia dos nomes indianos. Ajatashatru vira “achata o tutu”, ou quando pronunciam seu nome e sobrenome, “acha já a tua vaca”. Eu não sou uma pessoa difícil de dar risada e acabei rindo em muitas partes.

Mesmo assim, achei o livro bem bobo e um pouco decepcionante (odeio admitir isso, ainda mais com um título tão legal! hehe). Sabe quando você acha que poderia ir além, mas ficou superficial? Foi isso que eu senti! Poderia ter um toque de “Aventuras de Pi”, mas o autor resolveu continuar no Mr. Bean.

Quem tem risada fácil ou quer ler algo leve (muuuuuuuuito leve), deve gostar!!

Ah, e só digo mais uma coisa: se, por ventura, esse livro se transformar em filme, com certeza eu não verei. rs

Alguém já leu?

Beijos!

Carla

 

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