A Jô já falou sobre “A garota que você deixou para trás” aqui no blog, mas como ela mesmo admitiu em janeiro, ela pegou a dica que a leitora me deu, leu o livro, fez o post e só então me emprestou. Como eu estava terminando outras leituras, só comecei a ler na semana passada, segunda feira.
Pra quê?
Botei o Arthur para dormir, escovei meus dentes, tirei minhas lentes e devo ter começado a ler umas 21:30. Fui até as 3 da manhã e li quase a metade do livro, sendo que eu tive que me obrigar a parar. Acordei as 6h por causa do Arthur, passei o dia zureta e finalmente me dei conta que meus tempos de varar a noite por causa de um livro acabaram.
Mesmo diminuindo o ritmo o máximo que eu pude (isso é, dormi quase todos os dias quase 1 da manhã, porque não conseguia parar antes), só não terminei mais rápido porque nesse meio tempo tiveram dias que eu saí à noite, e agora é assim, ou eu faço uma coisa ou faço outra. rs
To chovendo no molhado eu sei, mas como não amar Jojo Moyes? “A garota que você deixou para trás” tem o mesmo tipo de narrativa de “A última carta de amor”, onde duas histórias que se passam em épocas completamente diferentes se cruzam. As opiniões por aqui se dividiram: muita gente AMOU, algumas acharam que “A garota…” é o livro mais fraco de Jojo.
A sinopse para quem se interessar: Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.
Eu estou no time que amou de paixão! Achei um livro que, apesar de ter momentos pesados que mexem com a gente, consegue ser leve e gostoso. Sophie e Liv, as protagonistas, são mulheres completamente diferentes mas igualmente determinadas e decididas. Só achei engraçado que, diferente da maioria das pessoas que amou a Sophie e achou a Liv mais ou menos, eu me identifiquei demais com a Liv apesar de ter me envolvido muito na parte da Sophie.
Mais uma vez Jojo prova que dá para criar chick lit que foge do lugar comum, que é inteligente, envolvente, que usa o romance como escada e não como mote principal. Se é o melhor livro dela? Vou fazer como Gloria Pires no Oscar, não posso opinar. Eu não sei dizer nem qual é o meu preferido, imaginem se conseguiria definir se é o melhor?? Só afirmo com toda a certeza do mundo que está longe de ser o mais fraco (até porque depois de “Depois de você” provavelmente nenhum outro vai ocupar o lugar de mais fraco).
Quem quiser uma leitura envolvente, intrigante, que mexe com você e ao mesmo te deixa leve e feliz, aposte sem medo em “A garota que você deixou para trás“..
E quem tiver mais dicas de livros, já sabem, né? Me digam!
Beijos!
Cá




