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19
mai
2016

Book do dia: A garota que você deixou para trás, de Jojo Moyes (versão da Carla)

Book do dia

A Jô já falou sobre “A garota que você deixou para trás” aqui no blog, mas como ela mesmo admitiu em janeiro, ela pegou a dica que a leitora me deu, leu o livro, fez o post e só então me emprestou. Como eu estava terminando outras leituras, só comecei a ler na semana passada, segunda feira.

Pra quê?

Botei o Arthur para dormir, escovei meus dentes, tirei minhas lentes e devo ter começado a ler umas 21:30. Fui até as 3 da manhã e li quase a metade do livro, sendo que eu tive que me obrigar a parar. Acordei as 6h por causa do Arthur, passei o dia zureta e finalmente me dei conta que meus tempos de varar a noite por causa de um livro acabaram.

Mesmo diminuindo o ritmo o máximo que eu pude (isso é, dormi quase todos os dias quase 1 da manhã, porque não conseguia parar antes), só não terminei mais rápido porque nesse meio tempo tiveram dias que eu saí à noite, e agora é assim, ou eu faço uma coisa ou faço outra. rs

To chovendo no molhado eu sei, mas como não amar Jojo Moyes? “A garota que você deixou para trás” tem o mesmo tipo de narrativa de “A última carta de amor”, onde duas histórias que se passam em épocas completamente diferentes se cruzam. As opiniões por aqui se dividiram: muita gente AMOU, algumas acharam que “A garota…” é o livro mais fraco de Jojo.

jojoA sinopse para quem se interessar: Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

Eu estou no time que amou de paixão! Achei um livro que, apesar de ter momentos pesados que mexem com a gente, consegue ser leve e gostoso. Sophie e Liv, as protagonistas, são mulheres completamente diferentes mas igualmente determinadas e decididas. Só achei engraçado que, diferente da maioria das pessoas que amou a Sophie e achou a Liv mais ou menos, eu me identifiquei demais com a Liv apesar de ter me envolvido muito na parte da Sophie.

Mais uma vez Jojo prova que dá para criar chick lit que foge do lugar comum, que é inteligente, envolvente, que usa o romance como escada e não como mote principal. Se é o melhor livro dela? Vou fazer como Gloria Pires no Oscar, não posso opinar. Eu não sei dizer nem qual é o meu preferido, imaginem se conseguiria definir se é o melhor?? Só afirmo com toda a certeza do mundo que está longe de ser o mais fraco (até porque depois de “Depois de você” provavelmente nenhum outro vai ocupar o lugar de mais fraco).

Quem quiser uma leitura envolvente, intrigante, que mexe com você e ao mesmo te deixa leve e feliz, aposte sem medo em “A garota que você deixou para trás“..

E quem tiver mais dicas de livros, já sabem, né? Me digam!

Beijos!

10
mai
2016

Book do dia: A mulher que roubou minha vida, de Marian Keyes

afiliado, Book do dia

Esse meu último mês foi meio atribulado por conta da mudança e tudo que eu tive que resolver antes de sair de SP, por isso eu já imaginava que teria pouco tempo para essa tag do blog. Aliás, se eu contar para vocês que o único momento que eu consegui parar para ler algumas poucas páginas de “A Mulher que roubou minha vida” foi na hora de secar meu cabelo, vocês acreditam? Mais de um mês depois (o que é muito atípico para mim!), cá estou eu!

Vocês sabem que eu amo uma chick-lit e que atualmente Jojo Moyes lidera a minha lista de boas autoras dessa categoria. Marian Keyes por sua vez, sempre esteve nela, mas nunca nos primeiros lugares. Eu já li todos os títulos dela desde Melancia, mas confesso para vocês que começo seus livros sem esperar grandes coisas. Não aguardo sensações, sentimentos, reflexões, nada, só um pouco de diversão leve e sem pretensões. Mesmo assim, toda vez que vejo uma capa listrada com uma ilustração fofinha eu clico em comprar sem nem ler a sinopse.

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Aliás, precisamos falar da sinopse, essa daqui: Um dia, andando de carro em meio ao tráfego pesado de Dublin, Stella Sweeney, mãe e esposa dedicada, resolve fazer uma boa ação. O acidente de carro que resulta disso muda sua vida. Porque ela conhece um homem que lhe pede o número do seu celular para o seguro, plantando a semente de algo que levará Stella muitos quilômetros para longe de sua antiga rotina, transformando-a em uma superestrela e também, nesse processo, virando a sua vida e a de sua família de cabeça para baixo. Em seu novo e divertido romance, Marian Keyes narra a história de uma mudança de vida. É tudo muito bom quando se passa de um cotidiano banal para dias cheios de eventos glamorosos — mas, quando essa vida de sonhos é ameaçada, pode-se (ou deve-se) voltar a ser a pessoa que se costumava ser?

Gente, que resumo MAIS ESTRANHO. Não pode ser do mesmo livro, não é possível. Se eu tivesse que explicar em poucas linhas, do que se trata “A mulher que…” eu diria o seguinte: “Stella é uma esteticista com autoestima meio abalada e sem muitas ambições na vida, tem um casamento duradouro com um artista frustrado e 2 filhos que ela não consegue controlar. Até que um dia ela se vê em uma cama da UTI, sem conseguir se mexer ou respirar devido à síndrome de Guillain-Barré. Depois de meses se comunicando através de piscadas, surge um livro de auto ajuda que vira a vida de Stella de cabeça para baixo. Como será que ela vai lidar com as mudanças que acontecem?” Sei lá, alguma coisa desse tipo.

O argumento é interessante e a narração fora da ordem cronológica cria uma história dinâmica e envolvente. O que eu mais curti é que mesmo você tendo informações do “futuro”, você não deixa de se surpreender com alguns fatos do “presente”. Confesso que esperava um livro mais profundo, acho que isso é culpa da Jojo Moyes que aumentou meu grau de exigência para chick lits, mas talvez não seja apenas isso.

O maior problema que eu vi no livro foi a construção dos personagens. Não quero falar muito para não dar spoilers, mas posso dizer que os melhores momentos do livro acontecem quando Stella resolve assumir as rédeas de sua vida. Só que sua insegurança aliada à autoestima capenga fazem com que ela precise sempre do aval de algum homem para legitimar suas decisões. Teoricamente Stella tem todos os ingredientes para ser uma típica protagonista de livros desse gênero, mas achei que faltou algo. Achei sem carisma, meio imatura, ela me cansou um pouco.

Aliás, achei que muitos personagens poderiam ter sido mais bem construídos. Marian Keyes tem experiência nisso, já que ela é responsável pela criação da família Walsh, composta por 5 irmãs com personalidades completamente diferentes e seus pais amalucados, que apareceu pela primeira vez em Melancia (livro na visão de Claire, a filha mais velha) e depois fomos acompanhando eles em Férias! (Rachel), Los Angeles (Maggie), Tem Alguém Aí? (Anna) e Chá de Sumiço (Helen). Não sei por que dessa vez não rolou, já que muitos personagens tinham potencial.

O livro é legal, se você estiver procurando uma leitura leve pode apostar em “A Mulher que roubou minha vida”. Quem já conhece o trabalho de Marian Keyes, acho que vale dizer que esse tinha todo o potencial para ser seu melhor livro, mas não conseguiu chegar lá.

Alguém leu? O que achou?

Beijos!

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5
abr
2016

#babynofuti e #bookdodia: A Encantadora de Bebês Resolve Todos Seus Problemas, de Tracy Hogg e Melinda Blau

Book do dia, Lifestyle

Quando estava grávida ganhei o livro A Encantadora de Bebês Resolve Todos os Seus Problemas de uma amiga. Segundo ela, que também era mãe de primeira viagem, o livro ajudou muito em vários aspectos e e ela tinha certeza que ia me ajudar também.

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A sinopse parece a solução de todo e qualquer problema relativo à maternidade: O livro ‘Encantadora de Bebês Resolve Todos os seus Problemas’ de Tracy Hogg, ensina como os pais devem agir com os seus filhos, desde as primeiras semanas de vida até os primeiros anos da infância. Apresenta técnicas que, além de facilitar o dia-a-dia dos pais de primeira viagem, acalmam os bebês e esclarecem dúvidas sobre a criação de crianças pequenas. Depois de lidar com mais de 5 mil crianças, neste livro Tracy ensina, de forma bem-humorada, a administrar ataques de cólicas, saber se a criança comeu o suficiente, por que o bebê não dorme direito, entre outras questões que afligem os pais. Além disso, ajuda a elaborar métodos para fazer com que os pequenos adquiram padrões regulares de sono, comecem a treinar o uso do vaso sanitário e evitem más-criações.

Em momento nenhum da gravidez eu tive vontade de comprar livros desse estilo porque sempre tive a impressão que eles mais atrapalham do que ajudam. Acho que o formato costuma ser muito engessado e não acho que lidar com crianças e recém nascidos é o tipo de assunto que dá para se ensinar em um livro, já que é algo muito mais instintivo do que didático. Falei sobre isso assim que ela me deu, mas mesmo assim ela disse que o livro tinha dicas preciosas e que valia a pena ser lido.

Mesmo com um grandissíssimo pé atrás, enquanto o Arthur não chegava eu devorei toda a parte das primeiras semanas da criança. De fato, Tracy Hogg vai “ensinando” e dando dicas sobre os mais diferentes tipos de bebês (ela divide em categorias: o Bebê Anjo, Sensível, Irritável, Livro-texto e o Enérgico) baseado em casos que ela já cuidou ou dúvidas que ela recebeu. Além disso, ela tem algumas dicas e macetes, como a tal rotina EASY (eat/comer, activity/atividade, sleep/dormir, you/tempo para a mãe). E ela também tem um argumento que muito me encantou: o bebê tem que se adaptar à vida dos pais, não ao contrário.

Na teoria tudo parece lindo e mesmo descrente, me peguei lendo tudo como se fosse uma espécie de manual que salvaria minha vida e me faria saber lidar com meu bebê da melhor maneira possível. Até o Arthur chegar e eu perceber que nem tudo que ela diz que funcionou com todos os bebês que já passaram na mão dela vai funcionar com o meu também. Daí pra frente foi uma sequência de frustrações que só me deixou mais nervosa justamente no primeiro mês, aquele mesmo que eu falei que vivi momentos de pânico puro.

Para começar, eu tentei seguir desde o início a tal rotina EASY. Eu acredito em rotina e acho que ter horários definidos é ótimo para a criança. O problema é que seguir o EASY ao pé da letra (ela inclusive faz uma tabela para você completar e pede para você continuar em um caderninho) foi uma tarefa impossível aqui em casa. Desde que o Arthur chegou em casa, os únicos horários definidos eram os das mamadas, religiosamente de 3 em 3 horas. Por uns dias eu fiquei meio paranoica quando ele dormia na hora que supostamente deveria de estar na parte de atividades, ou então quando ele ficava muito mais acordado do que os horários que ela definiu na planilha. O primeiro mês foi tão intenso que eu chegava a achar - e me desesperar - que se o Arthur não seguisse a rotina desde aquele primeiro momento, ele nunca mais teria uma rotina e tudo ficaria uma bagunça.

Outra frustração grande que eu me lembro foi o método para fazer dormir, que consistia em carinho nas costas fazendo “shhhh” perto dos ouvidos. Segundo ela, esse método acalmaria a criança. Pois bem, fui fazer isso em um dia que o Arthur estava muito inquieto e adivinhem o que aconteceu? Ele, que chora pouco, abriu o berreiro e ficou muito mais agitado! Aliás, até hoje ele reage muito mal quando fazemos “shhh”. hahaha Em compensação (para não dizer que o livro não me serviu de nada), a técnica de enrolar no charutinho que eu aprendi lendo o livro caiu como uma luva!

Depois de um tempo me frustrando, eu caí na real e me lembrei que eu sempre tinha achado que esse tipo de livro mais atrapalhava do que ajudava, e era isso que estava acontecendo comigo. Resolvi largar o livro de lado e tentar seguir meus instintos. Confesso que estou sendo muito mais feliz, e sabem o que é melhor? O Arthur está se adaptando à nossa vida do mesmo jeito!

Perguntei no snapchat (carlaparedesp) se tinha gente que curtiu o livro e recebi algumas respostas interessantes. A maioria se frustrou tanto quanto eu, mas algumas aproveitaram algumas dicas apesar de terem se frustrado quando outras não davam certo. Então, quem está grávida e morrendo de vontade de se entreter com esse tipo de leitura, é melhor começar sabendo que pode ajudar em algumas coisas, mas não vale encanar caso outras não funcionem.

Alguém aqui curte esse tipo de leitura? Me contem!

Beijos!

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