8 em afiliado/ Book do dia no dia 10.05.2016

Book do dia: A mulher que roubou minha vida, de Marian Keyes

Esse meu último mês foi meio atribulado por conta da mudança e tudo que eu tive que resolver antes de sair de SP, por isso eu já imaginava que teria pouco tempo para essa tag do blog. Aliás, se eu contar para vocês que o único momento que eu consegui parar para ler algumas poucas páginas de “A Mulher que roubou minha vida” foi na hora de secar meu cabelo, vocês acreditam? Mais de um mês depois (o que é muito atípico para mim!), cá estou eu!

Vocês sabem que eu amo uma chick-lit e que atualmente Jojo Moyes lidera a minha lista de boas autoras dessa categoria. Marian Keyes por sua vez, sempre esteve nela, mas nunca nos primeiros lugares. Eu já li todos os títulos dela desde Melancia, mas confesso para vocês que começo seus livros sem esperar grandes coisas. Não aguardo sensações, sentimentos, reflexões, nada, só um pouco de diversão leve e sem pretensões. Mesmo assim, toda vez que vejo uma capa listrada com uma ilustração fofinha eu clico em comprar sem nem ler a sinopse.

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Aliás, precisamos falar da sinopse, essa daqui: Um dia, andando de carro em meio ao tráfego pesado de Dublin, Stella Sweeney, mãe e esposa dedicada, resolve fazer uma boa ação. O acidente de carro que resulta disso muda sua vida. Porque ela conhece um homem que lhe pede o número do seu celular para o seguro, plantando a semente de algo que levará Stella muitos quilômetros para longe de sua antiga rotina, transformando-a em uma superestrela e também, nesse processo, virando a sua vida e a de sua família de cabeça para baixo. Em seu novo e divertido romance, Marian Keyes narra a história de uma mudança de vida. É tudo muito bom quando se passa de um cotidiano banal para dias cheios de eventos glamorosos — mas, quando essa vida de sonhos é ameaçada, pode-se (ou deve-se) voltar a ser a pessoa que se costumava ser?

Gente, que resumo MAIS ESTRANHO. Não pode ser do mesmo livro, não é possível. Se eu tivesse que explicar em poucas linhas, do que se trata “A mulher que…” eu diria o seguinte: “Stella é uma esteticista com autoestima meio abalada e sem muitas ambições na vida, tem um casamento duradouro com um artista frustrado e 2 filhos que ela não consegue controlar. Até que um dia ela se vê em uma cama da UTI, sem conseguir se mexer ou respirar devido à síndrome de Guillain-Barré. Depois de meses se comunicando através de piscadas, surge um livro de auto ajuda que vira a vida de Stella de cabeça para baixo. Como será que ela vai lidar com as mudanças que acontecem?” Sei lá, alguma coisa desse tipo.

O argumento é interessante e a narração fora da ordem cronológica cria uma história dinâmica e envolvente. O que eu mais curti é que mesmo você tendo informações do “futuro”, você não deixa de se surpreender com alguns fatos do “presente”. Confesso que esperava um livro mais profundo, acho que isso é culpa da Jojo Moyes que aumentou meu grau de exigência para chick lits, mas talvez não seja apenas isso.

O maior problema que eu vi no livro foi a construção dos personagens. Não quero falar muito para não dar spoilers, mas posso dizer que os melhores momentos do livro acontecem quando Stella resolve assumir as rédeas de sua vida. Só que sua insegurança aliada à autoestima capenga fazem com que ela precise sempre do aval de algum homem para legitimar suas decisões. Teoricamente Stella tem todos os ingredientes para ser uma típica protagonista de livros desse gênero, mas achei que faltou algo. Achei sem carisma, meio imatura, ela me cansou um pouco.

Aliás, achei que muitos personagens poderiam ter sido mais bem construídos. Marian Keyes tem experiência nisso, já que ela é responsável pela criação da família Walsh, composta por 5 irmãs com personalidades completamente diferentes e seus pais amalucados, que apareceu pela primeira vez em Melancia (livro na visão de Claire, a filha mais velha) e depois fomos acompanhando eles em Férias! (Rachel), Los Angeles (Maggie), Tem Alguém Aí? (Anna) e Chá de Sumiço (Helen). Não sei por que dessa vez não rolou, já que muitos personagens tinham potencial.

O livro é legal, se você estiver procurando uma leitura leve pode apostar em “A Mulher que roubou minha vida”. Quem já conhece o trabalho de Marian Keyes, acho que vale dizer que esse tinha todo o potencial para ser seu melhor livro, mas não conseguiu chegar lá.

Alguém leu? O que achou?

Beijos!

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8 Comentários

  • RESPONDER
    Davi
    10.05.2016 às 23:50

    Nossa que artigo legal, estou adorando visitar este site maravilhoso.

    Parabéns !

  • RESPONDER
    Vera
    11.05.2016 às 8:45

    Estava com saudades dessa coluna, pois ela me ajuda no meu trabalho como bibliotecária.

    • RESPONDER
      Carla
      11.05.2016 às 17:05

      Que bom, Vera! Vou continuar sim, já comprei vários títulos novos! Se quiser indicar alguns to aceitando!
      Beijos!

    • RESPONDER
      Vera
      12.05.2016 às 9:40

      Eu já imaginava que o ritmo dessa coluna fosse ficar um pouco mais lento devido a sua mudança e espero que assim que você se estabeleça no novo lar ela volte com tudo.
      Te indico no estilo Dan Brown, O enigma do oito e O fogo de Katherine Neville e O último catão de Matilde Asensi.
      Das séries adolescentes Os instrumentos mortais e As peças infernais da Cassandra Clare.
      E um livro que eu adoro e que todas as pessoas que eu indico também adoram é A viagem de Théo de Catherine Clément.
      Um abraço e boa mudança.

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    Flávia Vigoder
    11.05.2016 às 10:02

    Cara achei o livro bem confuso. Achei o começo bem morno, melhorando um pouco com a parte do hospital, ficando com uma pegada meio 50 tons no meio. No geral achei um dos mais fracos dela, isso vindo de uma fanzoca!

    • RESPONDER
      Carla
      11.05.2016 às 17:04

      hahahaha é por aí mesmo! Tb achei um dos mais fracos!

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    Nathalia
    23.05.2016 às 15:05

    Nossa Carla. Eu AMO o blog de vocês, mas nunca comento. Mas nesse post eu tive que comentar porque é exatamente isso. O resumo não tem nada a ver com a história do livro. Na hora que comecei a ler o resumo que você reproduziu quase que eu fui conferir se eu tinha pulado alguma parte do livro,rs, porque lembrava da história de outro jeito! Exatamente como você escreveu. Inclusive, seu resumo ficou MUITO melhor. Fiquei com um pouco de preguiça da falta de atitude dela com os filhos e com a vida. Não curti tanto o livro. Amo essa tag e amo os livros que vocês indicam. Parabéns pelo blog! beijos!

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    Juliana Cristina da Silveira
    26.09.2019 às 0:57

    Sempre Mariah Keys e estava em dúvida se comprava esseounao. Desanimei. Vou tentar conhecer a Nojo. Nunca li nada dela.

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