Depois do sucesso de Garota Exemplar, mesmo não tendo curtido o final do livro, deixei o nome de Gillian Flynn bem guardadinho na minha lista de autores legais para compras sem erros. Por isso, quando me deparei com Objetos Cortantes, comprei sem pensar duas vezes - e sem ver que esse livro é de 2007, ou seja, 5 anos antes de Garota Exemplar.
Ah, também não li a história, que é a seguinte: Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.
Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.
Se Gillian Flynn tem um trunfo, é o fato de conseguir criar suspenses psicológicos completamente eletrizantes, com personagens cheios de questões. Sem contar que eu achei incrível ter o assassinato como pano de fundo, mas a medida que você passa as páginas, você vê que o livro é muito mais do que isso.
Se semana passada eu reclamei de um final previsível que me decepcionou, não posso dizer o mesmo de Objetos Cortantes. Eu saquei o fim com uma certa antecedência, mas a leitura foi tão envolvente que eu nem dei importância a esse detalhe. Aliás, se tem uma crítica que eu faço sobre o fim é que achei meio corrido demais. Ou eu que estava com vontade de ler mais? Nunca saberei. rsrs
Apesar de ter achado Objetos muito bom, eu terminei com a impressão que se ele fosse escrito depois de Garota Exemplar, ele seria muito melhor. Apesar dos personagens serem densos, eu senti que faltou aquele elemento “ninguém é 100% bom ou 100% mau” que te deixa sem saber para quem torcer.
Só acho que vale alertar que não é uma leitura leve. O tema é pesado e perturbador, mas bem interessante. Quem curte um suspense dos bons, provavelmente vai curtir muito!
Alguém já leu? O que achou?
Beijos
Ca




