Arquivo do mês: agosto 2015

31
ago
2015

Deu o que falar…

Deu o Que Falar

1 - Cabelo, cabeleira, descabeladas

A semana mal começou e já rolou polêmica nas redes sociais (obrigada pela dica, #melhorgrupo). Aliás, quando não rola, não é mesmo? O alvo da vez foi a capa de setembro da revista Glamour, que botou Paolla Oliveira, Mariana Ximenes e Sheron Menezzes como sereias que acabaram de sair do mar.

O motivo da polêmica? O cabelo de Sheron, que sempre assumiu os cachos, mas claramente foi alisada e posteriormente descabelada para ficar com uma textura capilar parecida com a das outras atrizes. Imediatamente as redes sociais da revista se encheram de comentários questionando os motivos de tirarem os cachos dela e acusando a Glamour de querer fazer o que tantas revistas fazem: embranquecer as negras.

Pelo menos no instagram eles foram super rápidos e logo depois postaram a foto de uma das matérias publicadas, onde Sheron Menezzes aparece novamente cacheadíssima.

Aliás, daria uma bela capa essa foto, não acham?

Sheron sempre pareceu ser uma mulher de opinião, personalidade e que sempre se orgulhou de seu cabelo natural. Podemos estar erradas, mas provavelmente a capa não seria dessa forma se ela se sentisse incomodada, não acham?

Aliás, para nós, bola fora maior foi a semelhança dessa capa com a da Vogue Brasil de Janeiro de 2012, né…

2 - A modelo que era “grande” demais

Vocês viram a história da modelo sueca Agnes Hedengard, que fez um vídeo explicando que não conseguia muitos trabalhos porque a justificativa geral é que ela é grande demais para a indústria?

Não estamos falando de uma mulher super alta - afinal, ela tem por volta de 1,80m - nem de uma mulher acima do peso, já que seu IMC é de 17,5, ou seja, abaixo da média do que é considerável saudável.

Qual é o problema dela, então? Quadris largos e bunda grande, em outras palavras, um combinação de características que muitas mulheres amariam ter.

Conhecemos muita gente que amaria ter esse bumbum desses com essa cinturinha, vocês não?

No vídeo, ela explica que ao ver suas fotos várias agências e clientes importantes se mostram interessados, mas é só ver suas medidas para acharem que ela é “grande demais” para o trabalho.

Sabemos que modelos têm que ser como cabides para as roupas e que a indústria da moda realmente é dura e muitas vezes cruel, mas será que os clientes não teriam muito mais a ganhar escolhendo modelos que fossem um meio termo entre o que a moda pede e os consumidores procuram?

3 - Jogo de interesses

Nós amamos quando marcas grandes resolvem sair da caixinha nas redes sociais e interagir com outras. O Pingu do Ponto Frio, por exemplo, volta e meia faz isso no Twitter e é maravilhoso, ainda mais quando a marca citada responde de volta. Mas essa semana, rolou uma situação que forçou uma barra e criou um certo climão.

O Burger King soltou um vídeo para propor ao McDonald’s que no Dia Mundial da Paz, ambos se juntassem para criar o McWhopper, uma combinação dos hamburgueres clássicos das redes de fast food.

A internet veio abaixo enquanto todo mundo esperava a resposta positiva do Mc para experimentarem o McWhopper - o melhor é que muita gente esqueceu do detalhe que o hamburguer especial só seria vendido em Atlanta. E quando a resposta chegou, quen quen quen….Porta na cara do Burger King, com direito a um PS constrangedor:

Muita gente achou que Steve do McDonald’s foi meio grosso e arrogante em sua resposta, afirmando que a rede perdeu a chance de topar uma proposta sensacional. Concordamos, mas estamos mais inclinadas a ficar no time que achou que o Burger King foi genial mas mereceu a patada, já que a proposta foi bolada de forma que qualquer resposta negativa da concorrência seria mal vista.

E vocês? Ficam de que lado nessa?

31
ago
2015

Gravidez (na visão dele): o ultrassom

Gravidez

Como o homem não tem o dom da gestação, é normal que (quase) todo pai tenha o desejo de se conectar com seu filho durante os longos 9 meses de espera. Aliás, desde os primórdios o homem tentar se comunicar. Primeiro através de grunhidos, depois através de desenhos toscos em cavernas escuras, seguido do sinal de fumaça, pombos-correio, telefone, bip, celular, mIRC, ICQ, MSN, até chegarmos no whatsapp.

Pode-se perceber que desde o tempo das cavernas, muita coisa evoluiu. Menos o tal do ultrassom. Primeiro que ele se chama ULTRASSOM. Com esse nome, você espera um som de qualidade, ULTRA, de uma sala de cinema 4DX, com o bebê falando contigo em double surround sound , no mínimo com a voz do Morgan Freeman dublada pelo Cid Moreira depois de uma ingestão de mel e própolis seguida de 5 gemas cruas de ovo (técnica para melhorar a voz ensinada pelo pai de Zezé Di Camargo, no clássico “Dois filhos de Francisco”). Mas a bem da verdade…não é nada disso. O único som que ouvimos nesse procedimento é o do coração, mal e porcamente. E a imagem? A qualidade é tão ruim que parece um teste de Rorschach, sabe? Aquelas imagens com tinta que a pessoa interpreta da maneira que quiser…E ainda tem enfermeira cara-de-pau que durante esse exame diz: “Nossa, parece com o pai”. Bom, só se esse pai for o Gollum do Senhor dos Anéis, que é cinza, careca, tem um cabeção e um corpinho em posição fetal.

Mas voltando ao assunto, mais ou menos de 3 em 3 meses existe um primo rhyco do ultrassom que se chama morfológico. E quando o médico te diz que o tal do morfológico é uma experiência sensacional, que a nitidez é incrível, seus olhos se enchem de esperança e de alegria. De fato, esse exame mais completo é um pouco mais nítido que o ultrassom, dá para ver mais coisas e em alguns ainda têm a tecnologia 4D envolvida. Acontece que na prática nem todos os ângulos são bacanas. É como se o bebê tivesse sido esculpido em massinha de modelar por Michelangelo, mas se Michelangelo tivesse esculpindo e dançando axé, vendado, vestindo crocs, enquando andava numa montanha-russa de madeira.

Acho que a maneira mais contemporânea e adequada de resolvermos esse problema seria se o feto fosse adicionado no grupo da família no whatsapp. Se bem que pra qualquer pessoa no mundo, o grupo da família é sempre o mais constrangedor - e o único que você não pode sair se quiser. Você é obrigado a ficar ali, pra sempre. E pra piorar, no grupo da família tem sempre um parente mandando uma foto tremida de comida, uma avó que manda um audio de 4 minutos e quando você vai ouvir não tem nada gravado (certamente ela que apertou o botão sem querer) e alguém mandando frases constrangedoras por causa do corretor ortográfico. Outro dia li num grupo de família de um amigo o que a mãe dele escreveu :“Filho, tô com saudade do seu pau”. Era saudade do seu pai, mas até isso ser explicado já são mais 40 anos de terapia pra tirar o trauma desse rapaz. Um horror. Pensando bem, melhor poupar a criança desse sofrimento.

Enfim, enquanto não tenho muitas opções na manga, o jeito é continuar recebendo nudes do meu filho através do ultrassom e mandando áudios pra ele com a boca colada na barriga da minha esposa.

Até o próximo texto. Acho que vai ser sobre as compras do enxoval, ou sobre escolha do nome? Ah! E se tiverem sugestões sobre temas, vou adorar.

Bernardo

28
ago
2015

Book do dia: Convergente, de Veronica Roth

Book do dia, comportamento

Em breve vai fazer um ano que eu li Insurgente e falei sobre ele por aqui. E apesar de eu mesma ter dado a dica de terminar de ler um e começar outro, me perguntem se eu fiz isso…Óbvio que não! Resultado? Quando finalmente parei de procurar outros títulos para resenhar aqui no blog (minha desculpa é que eu quero diversificar essa tag rs) e resolvi começar Convergente - o último livro da trilogia Divergente - parecia que eu nunca tinha lido o livro anterior. Tinha esquecido TUDO!

book-do-dia-convergente-1Até tentei o truque de ler os últimos capítulos de Insurgente, mas não deu certo. Minha memória péssima, que frequentemente esquece detalhes e finais de livros que eu amei, já tinha esquecido personagens e não conseguia lembrar do que tinha acontecido para me situar. Resultado? Tive que recomeçar Insurgente do início. Ou seja, não façam que nem eu mas sigam a minha dica e leiam tudo de uma tacada só.

De qualquer forma, já comecei o terceiro livro sabendo que muita gente tinha detestado o final e achado que ele não foi à altura da trilogia. Eu discordo em partes. Apesar de ter considerado um livro fraco - na verdade, eu só curti mesmo Divergente - achei que Veronica conseguiu imprimir o ritmo que faltou em Insurgente.

A narrativa, onde as visões de Tobias e Tris vão se dividindo a cada capítulo, ficou bem ágil e dinâmica, sem contar que eu curti o cenário mais realista que Veronica Roth criou. Em vários momentos o livro me fez lembrar dos horrores do nazismo, e apesar de me sentir incomodada, achei que foi uma boa tentativa da autora de se distanciar da sua principal concorrente, a trilogia Jogos Vorazes.

O problema é que, para mim, o maior problema da trilogia Divergente continuou sendo a comparação com Jogos Vorazes. Dá para notar que a autora tentou se distanciar ao máximo dos livros de Suzanne Collins, mas a questão é que eu achei o JV infinitamente superior. Os personagens são mais bem montados e as histórias dos 3 livros são mais envolventes. Eu diria que Jogos Vorazes é um infanto juvenil que foi amadurecendo, enquanto a trilogia Divergente me pareceu um infanto juvenil que ficou com medo de crescer.

Um dos pontos altos dos livros da Veronica Roth são algumas frases, tipo essa! Adoro destacar as que mais gosto!

Ah sim, e finalmente entendi o motivo de muita gente ter me falado que odiou o final, mas achei que foi uma atitude corajosa e bem ousada da parte de Veronica Roth, vocês não acharam?

Lembrando que em breve a primeira parte de Convergente vai ganhar as telonas (com meu lindo no elenco rsrs )! Alguém vai ver?

Beijos!

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