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2
ago
2013

Trip tips: Orgia gastronômica nos restaurantes de Londres

Europa, Londres, Viagem

Eu me dei conta que praticamente não falei sobre minha semana em Londres. Tudo bem que eu acabei seguindo muitas dicas desse post aqui, que minha amiga fez há um tempo atrás.

Na semana que passei lá, eu só peguei dias nublados, com chuva e frio. Em seis dias e meio tive apenas MEIO dia de sol. Mas já aceitei que isso é coisa cármica, quando vejo sol em Londres, sinto que ganhei na loteria.

Sendo essas as condições da minha viagem, os passeios incluíram muitas lojas (o que eu AMO fazer quando estou lá!), menos feiras do que gostaríamos e mais restaurantes do que planejamos. Introduzi todo esse drama pra contextualizar o lado gastronômico da viagem.

Selecionamos 3 tipos de restaurantes: os pubs para fish & chips (fomos a alguns aleatórios), os de preço médio (mais rápidos e bem gostosos) e por fim, os de ocasiões mais especiais, que dividi em duas categorias de preço

Gostamos de dois da categoria rápidos, gostosos e com preço legal. (Leia-se preço legal = refeição sem vinho, no máximo com uma cerveja do namorado custando até 50 pounds)

O Carluccio’s é cozinha italiana e um ambiente simples, prático, feito para ser rápido (pelo menos no perto de Covent Garden) mas com uma comida gostosa - e um cardápio que sinaliza as opções sem gluten! Parando lá você não perde horas do seu passeio. Eu tomei uma sopa de entrada (bem leve, só para esquentar) e uma massa com frutos do mar que estava uma delícia. O almoço foi 21 pounds por pessoa.

O outro que adoramos nessa categoria é mais conhecido dos brasileiros, o Jamie’s Italian também em Covent Garden (região perto do nosso apartamento). Nós escolhemos 4 meios pratos ao invés de 2 pratos normais e foi uma forma de experimentar mais sabores, gostamos da ideia! Fora o Linguine à Carbonara, que estava bem normalzinho, todos os outros pratos que escolhemos estavam muito gostosos. Amamos a entrada Fried Three-Cheese Gnocchi, a massa Sausage Pappardelle e o Wild Truffle Risotto pasta. Já sabia que o restaurante divide opiniões, mas nós acertamos nos pedidos. O almoço foi 26 pounds por pessoa.

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Nos restaurantes para uma refeição mais tranqüila, voltada para uma experiência mais gostosa e com preço mais salgado (entre 100-150 pounds o casal), também gostamos muito de dois!

O Foxtrot Oscar, um dos restaurantes do Gordon Ramsay no Chelsea e o Balthazar, restaurante nova iorquino que está fazendo sucesso em Londres, adivinhem onde ele fica? Claro, em Covent Garden!

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No Foxtrot Oscar a gente comeu muito bem. Fomos no almoço e passamos uma boa tarde de chuva curtindo o restaurante, que é super pequenininho. Pedimos uma taça de vinho rosé cada um, eu comi de entrada uma salada maravilhosa, a Spring Pea, Broadbean, Mint and Aged Feta, e como prato principal um peixe que eu amo, o Roast Cod, Steamed Cockles, Samphire, Crushed Charlotte Potatoes, que estava delicioso. Fizemos nossa reserva pelo celular e o almoço custou aprox. 50 pounds por pessoa, com direito a sobremesa.

No Balthazar a gente quase não conseguiu comer. O restaurante estava lotado, não tinha mais como reservar para aquela noite e quando estávamos indo embora, nos conseguiram uma mesa. Por lá nosso jantar foi jaca total! Rolou pãozinho, entrada - eu fui de sopa de cebola, a versão francesa é ZERO light, mas eu adoro - e pedimos o mesmo prato, um filé com batata frita e molho bernaise.

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Depois de uma garrafa de vinho, ainda dividimos uma tarte tatin e obviamente saímos rolando de lá. Nem a caminhada até o apartamento nos salvou. De qualquer maneira a experiência total foi ótima (mesmo com a quase desistência), o ambiente lindo e a simpatia no atendimento nos ganhou. Quem se interessar deve fazer reserva e tomar cuidado porque lá tudo é bem servido. O jantar custou aprox. 75 pounds por pessoa.

Quando planejamos a viagem, já pensamos também em dois restaurantes que seriam um desfalque de libras esterlinas. Os escolhidos foram o Hakkasan e o Zuma. O que não contávamos foi com uma terceira loucurinha que fizemos na última noite, o Amaya.

O Hakkasan era um sonho antigo, um dos restaurantes orientais mais famosos do mundo. Fomos no de Mayfair e, honestamente, o restaurante superou todas as minhas expectativas. Os drinks estavam uma delícia, os pedidos fantásticos e o atendimento idem. Lá nós nos impressionamos com alguns pratos.
Entradas: Crispy Duck Salad e Dim Sum Platter.
Principais: Spicy Prawn e o Chilean Sea Bass (que lemos que era o novo black cod de Londres, sensacional). Amamos todos esses. Foi, sem dúvida alguma, um dos meus restaurantes preferidos da vida. Foi mais ou £92,5 por pessoa.

O Zuma era outra vontade velha, que também supriu toda e qualquer expectativa. Só foi um “tiquinho” mais caro do que eu pensei que seria. Nesse dia, mesa virou artigo de luxo, esperamos no bar e sentamos para jantar no sushi bar.

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Começamos com algumas pecinhas de japonês, amamos o sushi de salmão, o sashimi e o spicy tuna roll. Ainda pedimos o black cod e a lagosta, os dois pratos estavam divinos. Também pedimos uma lula delicionsa no bar, enquanto esperávamos para sentar. Tudo o que pedimos estava maravilhoso, foram algumas horas nos deliciando e por mais que muita gente ache caro demais para o que é, nós dois amamos. O jantar foi 105 pounds por pessoa, com um drink cada um. Nesse dia, demos sorte que ganhamos uma garrafa de saquê de um amigo português que fizemos no bar, gente boa toda vida.

Já no Amaya ficamos na dúvida se experimentávamos o menu degustação, mas acabamos escolhendo nossos pratos. Não saberia recomendar nada, eu nunca tinha experimentado comida indiana, comi algumas coisas incríveis e outras que eram muito estranhas para o meu paladar.

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O restaurante é lindo, estrelado no Michelin e os drinks foram os MELHORES que tomamos na cidade e a comida é muito diferente. Meu tio me falou para um dia voltar lá e fazer o menu degustação vegetariano, que é incrível. De qualquer maneira vale mencionar os camarões e o kebab, estavam realmente sensacionais. Quem não gosta de pimenta tem que pensar 30x antes de ir. Nós gastamos pouco menos de 95 pounds por pessoa.

Para a galera mais econômica, eu recomendo o sanduíche de raclete ou a raclete que vende no Borough Market. Foi uma das melhores coisas que comemos e custou aproximadamente 6 pounds. Para completar, vale experimentar o smoothie que fica ao lado. Almoço imperdível na região do “centro da cidade”. O mercado fica aberto de quinta à sábado.

Os cookies do Ben’s Cookies não poderiam ficar de fora da lista. Nós não gostamos da versão com chocolate clássico. Mas o de chocolate escuro….Um escândalo em forma de carboidrato e gordura saturada!

Deu para ver que tive que andar muito lá e correr bastante aqui para recuperar o prejuízo na balança, né? De qualquer maneira tudo valeu muito a pena!

Beijos

26
jul
2013

Trip tips: Santorini (o meu diário de viagem)

Europa, Trip tips, tt, Viagem

Tive semanas complicadas e fiquei devendo as dicas de Santorini. Antes tarde do que nunca, né?

Diferente do que aconteceu em Mykonos, nós tivemos bastante tempo para ver tudo que queríamos na cidade. Ficamos 3 dias e meio e só deixamos de conhecer um pouco melhor Fira, o centro da cidade. Fizemos essa parte na correria, mas não foi algo que chegou a incomodar. Mesmo assim, acho 3 dias e 3 noites completos um bom tempo para ficar na ilha, muita gente recomenda 4.

Dessa vez não tivemos a mesma sorte com o hotel, o Mill Houses. Por mais que as críticas no Booking e no Trip Advisor fossem ótimas e as fotos do site mais lindas ainda, nós não curtimos tanto “ao vivo”.

O que não dava para reclamar era da vista do nosso quarto, exatamente o que a gente sonhou, casinhas brancas, a caldera e um céu sensacional. O Mill Houses fica em Firostefani, perto do centro e no meio da ilha, uma localização central que nos animou a conhecer mais Santorini. Mesmo assim, ainda acho mais jogo ficar em Oia (se fala Ia). Lá é fora de mão para as praias, mas além de ter o por do sol mais famoso da Grécia (realmente imperdível), tem casinhas brancas, lojinhas e restaurantes incríveis.

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Por do sol da frente do nosso quarto!

Parte da vista do café da manhã, perto da piscina.

Usamos a tarde que chegamos para descansar e arrumar as coisas, por isso, resolvemos ver o por do sol no quarto e sair pra jantar depois. O restaurante do hotel fica em uma rua próxima, a aproximadamente 130 degraus de distância. Fomos mais por conveniência (leia-se preguiça) e descobrimos que é uma pedida super conhecida dos gregos em Santorini. O nome do restaurante é Mylos Cafe, comemos o menu degustação, dos deuses!

No dia seguinte alugamos um carro pequeno, automático e com seguro completo (nessas condições custou 50 euros o dia). Essa foi a maneira mais prática que encontramos para conhecer as praias!

Primeiro fomos para Perissa, que nos foi indicada por todos no local como a melhor praia pra nadar. A Ca inclusive ficou por lá quando foi, no hotel Veggera. Mesmo assim, não gostei de nadar. A praia é vulcânica, o mar não tem areia, apenas pedras super escorregadias. Para entrar - ainda mais sem os tais sapatinhos que vendem por pequenas fortunas - é um sufoco, pra sair, é pior ainda! Mesmo assim o visual é lindo e diferente de tudo que eu já vi!

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Perissa (uma das praias mais famosas da ilha)

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Depois seguimos na orla e chegamos à Perívolos, nessa praia vimos um beach club chamado Jojo Beach Bar e estacionamos por lá. Ficamos na praia com um atendimento mais confortável, com direito à um chuveirinho mais ou menos mas com um esquema de piscina, bar e restaurante do outro lado da rua. Quando terminamos de fritar naquele sol - o mais quente que já vi na vida - optamos por uma piscininha para relaxar e se refrescar!

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Depois da praia nas camas na areia do Jojo Beach Bar fomos para a piscina do clube.

Por fim, resolvemos almoçar mais pro fim da tarde e escolhemos um lugar muito bem indicado no Trip Advisor. O To Psaraki é bem simples e rústico, porém com os peixes mais frescos que poderíamos encontrar. Comemos salada grega e provamos um prato com 5 peixes diferentes.

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To Psaraki no alto do porto de Vlychada.

À noite tentamos chegar a tempo em Oia para ver o pôr do sol (que era o programa oficial do dia seguinte), mas não conseguimos. Já que estávamos lá, resolvemos passear, ver lojinhas e por fim, jantamos num lugar chamado 1800. Ficamos no terraço mesmo estando friozinho à noite. Adoramos o jantar, do atendimento à comida. De cara eu me apaixonei pela região de Oia, o bairro mais bonito que vi nas duas ilhas.

No segundo dia na ilha resolvemos conhecer as vinícolas! Das 3 que nos indicaram, só não fomos na de Oia (Vou tentar descobrir o nome).

Começamos em uma vinícola de família, pequena, tradicional e com mais de 3 séculos chamada Cavalas. Lá vimos parte do processo de fabricação de vinho, conversamos bastante com a mulher que fez nosso tour, experimentamos alguns tipos e resolvemos levar o vinho de sobremesa deles, o Vinsanto (parece um mel, muito doce!) e o Santorini, o vinho que leva o nome da ilha é uma categoria de vinho da região, o Gu saberia explicar melhor. Se alguém quiser saber mais, pergunta que peço pra ele responder nos comentários. Ah! Eles vendiam uma embalagem perfeita para botar as garrafas na mala e não acontecer nenhuma tragédia, fiquei pasma! Comprei apenas 3, o que foi uma burrada já que são descartáveis e custavam menos de 2 euros.

Depois fomos para outra vinícola, totalmente turística, a Santo Wines. O ponto alto dela não são bem os vinhos e sim o visual do mar e caldera. Dito e feito, o namorado provou vários, mas o que roubou a cena foi o cenário. Vocês não têm ideia de quantas fotos tiramos!

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Fotos na vinícola Santo Wines

Após o passeio das vinícolas fomos para uma taverna de frutos do mar e deliciosa chamada Mama Fyra. O lugar é super simples, mas a comida é muito boa, vale a pena para quem for ficar em Firostefani.

Nesse dia terminamos a jornada cedo. A gente ainda precisava tomar banho e se arrumar para ver o famoso por do sol de Oia. Na segunda noite optamos por ir de ônibus, que ia direto para a entrada do bairro de Oia, que fica fechada para carros a partir de um certo ponto. O ônibus tem ar condicionado, é barato e muito confortável, diferente de Mykonos, menos confuso! Foi muito melhor do que ir de carro, pois o caminho para Oia é como uma serrinha e para voltar dirigindo tarde foi preciso prestar bastante atenção.

Chegamos cedo, andamos até o final, guardamos o nosso lugar na mureta e ficamos esperando o espetáculo do por do sol, um dos mais belos do mundo, se não o mais. Para nós valeu cada segundo. Fizemos tantas fotos, o céu estava tão perfeito, que só me resta agradecer à Deus por aquele momento. Por volta de 20:40, o sol foi embora de vez.

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Depois, escolhemos o restaurante Ambrosia (Dica da Chata de Galocha) para jantar. É preciso reservar. Sentamos na varanda, à luz de velas e comemos maravilhosamente bem. Claro que não foi uma refeição barata, mas foi uma experiência sensacional. Desde a entrada, com queijo feta, até o prato, uma massa com lagosta super fresca. Como não fomos de carro, tomamos mais um dos maravilhosos vinhos gregos (sério, to sentindo falta!). Depois, pedimos para o restaurante nos chamar um taxi, que ficou nos esperando no lado de fora de uma das entradas de Oia.

No último dia passamos a manhã na piscina do hotel, quase morrendo com aquele sol e calor e, no começo da tarde fomos para um passeio de barco, escolhemos o semi privado pois lemos que o para muita gente não era muito legal.

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No passeio na White Beach

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Passando pela Red Beach, o barco ao fundo era igual ao nosso.

O passeio tem o seguinte roteiro: Red Beach (onde ele não chega a parar), White beach (onde ele para para nadarmos uns 20 minutos), hot springs (mais uma vez 20 minutos) e num outro ponto onde eles ficam uma hora parados para o jantar. Depois, eles começam a voltar até o ponto onde vemos o por do sol, mesmo o céu não estando 100% perfeito nesse dia, nós adoramos o programa. Foi uma delícia para nadar, para pegar sol, conversar com outros casais de diferentes culturas e curtir o visual. Achei que o passeio fez toda a diferença em Santorini, foi o dia que curtimos o sol e o mar de verdade!

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Resumindo? Quem procura praias maravilhosas para nadar e agito no fim de semana, pode não amar Santorini. Já aqueles que buscam um visual lindo, com boa comida e bebida e um clima bem romântico, vai se encantar com a ilha!

Outros restaurantes que nos recomendaram muito, mas não conseguimos ir porque o cansaço falou mais alto: Red Bicycle em Oia, o restaurante de cadeiras laranjas na baia Amoudi (coladinha em Oia) e a Ca indicou o Assyrtico, em Fira.

Vale lembrar que em junho sentimos calor de verdade de dia (chegava a ser desagradável ficar no sol) e um friozinho com vento à noite, com direito a casaco e tudo mais!

Espero que tenham gostado de mais esse diário de viagem!!!

Beijos

5
jul
2013

Trip tips: Mykonos

Europa, Trip tips, Viagem

Semana passada foi impossível parar para fazer o tão pedido trip tips da Grécia. Infelizmente, uma semana não é tempo suficiente para curtir os dois destinos, então vou apenas falar da minha experiência e não necessariamente do que vocês PRECISAM ver ou curtir tanto em Mykonos quanto em Santorini.

Escolhi duas das ilhas Cyclades para as minhas férias porque sou totalmente (e declaradamente) influenciada pela Carla, marido e família. Contei um pouco mais nesse post como eles me “convenceram”.

mykonos junho 2013- foto da web

Chegamos em Mykonos via aeroporto, ou melhor, sem sombras de dúvida, o aeroporto mais deserto que já vi na vida. A viagem total - Rio/Londres/Atenas/Mykonos - não foi nem um pouco rápida, mas a sugestão ideal é passar uns dias em Atenas ou na primeira cidade em que parar e depois seguir viagem.

Já contei sobre o hotel, o Santa Marina, nesse post e aproveito para dizer de novo como eu amei! Ele fica na baía de Ornos, conta com uma praia particular e a qualidade do serviço é tudo aquilo que eu já contei. Sua localização não é a opção mais central, em contrapartida o hotel e as praias das redondezas valem a pena.

Na verdade, se tem um problema que acontece em todas as ilhas Cyclades mais famosas, é o transporte. Em Mykonos não tem mais de 33 taxis, o ônibus circular nos pareceu confuso e alugar um carro pode implicar em não beber vinho ou drinks. Então, no caso dessa ilha, optamos por uma viagem sem obrigações turísticas, a regra era aproveitar como quiséssemos.

No primeiro dia ficamos no hotel, curtimos a praia até o fim da tarde e nos empolgamos com os vinhos gregos, sendo honesta nos empolgamos até demais e quando acordamos já era noite. Isso significa que cochilamos muito, porque só escurecia lá pelas 20h e pouco!

Achávamos que não teríamos como pegar a última van do hotel para o centro, então seguimos uma das poucas e boas dicas da Carla, o Kuzina. De dia ele bomba, tem música e é super animado, mas nós queríamos era comer boa comida, tomar vinho (mais!) e relaxar. Dito e feito, foi uma das melhores comidas que comemos na nossa estadia no país. É um restaurante TEM QUE IR.

mykonos junho 2013-1010587Minha foto do Kuzina durante a manhã, a noite ele fica lindo!

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fotos do site Kuzina

No dia seguinte tomamos o café da manhã do hotel, descemos para tirar fotos (tínhamos que ter provas de que éramos turistas na cidade) e seguimos para a calma (muito calma mesmo) praia de Ornos. Alugamos toalhas, uma cama de casal e tomamos um drink cada. Aproveitei para nadar e relaxar. Para nós, que fugimos intencionalmente do fim de semana na ilha, foi perfeito.

mykonos junho 2013-1010557 mykonos junho 2013-1010559Euzinha esperando o sol esquentar em Ornos

O Beach Bar do Ammos Hotel (mesmo dono do Kuzina)

Algumas horas depois tentamos pegar um ônibus para outra praia, mas não obtivemos sucesso. Assim voltamos para o hotel (10-15 mim andando) e tentamos um taxi para a famosa praia Psarou, queríamos ir no Nammos. Depois de ficarmos melhores amigos do concierge - e vermos o coitado tentar por mais de meia hora conseguir um taxi para a gente (não obteve sucesso) - contamos pra ele que não queríamos alugar um carro naquele dia e ele nos sugeriu ir no barco do hotel (o que custaria um pouco mais do dobro do que o taxi). Como naquele dia estávamos na chuva para nos molharmos, fomos nesse esquema para o Nammos (optamos por ficar na areia e não no restaurante).

No barco do Hotel a caminho de Psarou.

mykonos junho 2013-1010620Camas do Beach Bar do Nammos em Psarou.

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Água sensacional de Psarou.

mykonos junho 2013-1010627Eu pagando mico de biquini no blog! hahaha

Psarou foi mais uma das belas praias que nós visitamos no país, talvez até a mais bonita. A água e a areia não eram muito diferentes do nosso hotel, mas não dava para negar que o lugar tem seu charme, que obviamente custa bem caro. Duas camas, 4 toalhas e guarda sol nos fizeram desembolsar 30 euros. Não era um problema, mas ficou evidente que em Mykonos se você quiser ir à várias praias no mesmo dia, o custo pode ser mais alto que o esperado.

Ao lado do restaurante Nammos tem uma loja chamada Luisa. Essa é o paraíso das mulheres que amam as marcas de luxo. A loja tinha a seleção mais praiana que já vi de marcas como: Missoni, Pucci, Etro e MUITO MUITO MUITO mais. Perdi uma meia hora olhando tudo, mas como já tinha feito minha extravagância no aeroporto de Londres não levei nada.

Mesmo tendo gostado de Psarou e do Nammos, o serviço não foi tão especial como o do hotel. Eles não conseguiram um taxi para nós (parece que era hora de pico) e por volta de 19h (ainda debaixo de muito sol) eles ligaram para nosso hotel e pediram para o barco nos buscar.

Ainda no segundo dia de viagem, à noite fomos conhecer Mykonos Town. Chegando lá, fomos dar uma volta no centro da cidade e logo buscamos o restaurante de frutos do mar que o concierge nos indicou! A cidade é fofa, mas não fomos à “pequena Veneza”, o lugar mais agitado, com bares e afins.

mykonos junho 2013--2foto da web

O restaurante Koursaros foi uma ótima pedida. Sensivelmente mais caro que o Kuzina, mas ainda assim valeu a pena. Após uma salada grega de entrada e junto de um sensacional vinho branco grego, o Gu foi na cozinha escolher o peixe (Red Snapper). Acabou que também nos convenceram a colocar uma pequena lagosta no prato e optamos por come-los com legumes. Ah! Vale perguntar o preço final do que escolheu, o preço é equivalente ao peso.

kousaros

Essa foto foi retirada do site do restaurante.

Para completar pedimos uma sobremesa típica e ainda ganhamos outra, ou seja, não adiantou nada pedir tudo com legumes! Hahahaaha Foi mais uma das maravilhosas comidas que comemos na Grécia, os frutos do mar de lá são divinos.

Para ir embora de lá, contei todo meu drama com os taxis para o gerente, ressaltei duas vezes que meu hotel indicou muito o restaurante e em 5 minutos eles conseguiram um taxi para nos esperar. Para completar ainda nos arrumaram um funcionário para nos levar até o taxi (não iríamos acertar o caminho à tempo do taxi nos esperar, ainda mais com as filas enormes para pega-los mesmo sendo quase uma da manhã).

No dia seguinte tomamos nosso amado café da manhã e enfrentamos nosso maior dilema. O Gu queria alugar um carro para conhecer novas praias e eu queria ficar na praia do hotel, bebendo meu vinho. Como o custo benefício do hotel é incomparável com qualquer outra praia, ficamos.

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Depois de 4 garrafas de vinho (Calma! Tudo isso com um casal brasileiro que conhecemos lá!) e muitos mergulhos no mar, estávamos mortos e optamos por voltar no Kuzina. Se não estivéssemos com eles talvez teríamos jantado no hotel, disseram que a comida era ótima e o restaurante perto do mar era lindo.

No último dia fomos embora à tarde então só tivemos tempo de tomar nosso café com calma, curtir uma manhã de sol e tirar muitas fotos.

Para fechar, o hotel agendou o transfer (incluído) para nos levar ao lugar de retirada dos bilhetes que comprei na Sea Jets pela web e nos deixar no porto. Meu irmão já tinha me contato que é confuso, então vale confirmar algumas vezes se você está entrando no barco certo. Infelizmente, tanto no aeroporto quanto o no porto achamos a falta de sinalização e funcionários muito grave. Se você precisar de algo, é provável que apenas o 3G do celular te salve.

Porto de Mykonos (e o dia chuvoso só pq íamos embora) #sortudos
Essa veio do meu instagram, perdoem o Iphone!

Passamos 3 dias e meio em Mykonos e amamos. Na próxima quero ficar entre 4 e 5 dias, fazendo tudo que fizemos e acrescentando uns dois dias de carro alugado para conhecer as outras praias. Outra coisa, não acredito em beber e dirigir, para mim, uma coisa exclui a outra. Muita gente aluga carro e bebe em todas nas praias, mas nós não fazemos isso e esse foi o principal motivo de não termos conhecido muita coisa.

Informações úteis: Mykonos é uma das ilhas mais famosas, por conta disso alguns fatores são mais extremos por lá. Transporte? Os taxis não são suficientes para a quantidade de visitantes, mas rola um ônibus de praias no centro. As festas? Quem ama festa tem que optar por ir entre julho e agosto ou passar o fim de semana na ilha durante a temporada. Os preços? Curtir as praias têm preços altos por conta de sua infra-estrutura. Em Santorini tudo era muito mais simples e por sua vez, mais barato.

E quando é a época boa para quem não quer calor demais, lugares muito cheios e dias mais tranquilos? Junho, quando eu fui, e setembro, quando a Ca foi. Na próxima queremos voltar em setembro para variar.

E o clima? Em junho tivemos dias muito quentes e noites mais frias, com direito à vento (isso tem sempre!) e casaquinho, ainda assim, dormimos de ar ligado.

Mykonos e suas praias deliciosas para quem gosta de nadar foi uma das melhores surpresas que tive em novos países nos últimos anos. Eu não tenho a menor dúvida de que quero voltar.

Espero que esse post ajude os viajantes com destino a esse paraíso.

Beijos

Update:
Recomendamos a leitura dos seguintes posts de dicas de Mykonos:
Anna Fasano

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