Minha vida de solteira teve fases. Em alguns momentos eu estive fechada para balanço e em outros estava bem aberta a conhecer pessoas, ficar por ficar e afins. Na prática, não fui muito de deixar as coisas se desdobrarem em sexo, muito poucos foram os caras com quem dividi uma maior intimidade (se bobear, até pequei um pouco pela economia). De qualquer forma, fui fiel à minha personalidade, fiz o que queria fazer e nunca fiquei esperando tudo cair no meu colo. Posso honestamente considerar que fui uma mulher de atitude (ok, depois de uns bons drinks).
Compartilhei essa breve introdução para falar do assunto de hoje:
ser solteira na geração do Tinder, um aplicativo de celular!
Imaginem? rs
Eu não sou solteira há uns bons anos e graças a Deus, quando eu e o Gu terminamos em 2012, não existia Tinder. Confesso que teria partido meu coração ter entrado lá e dar de cara com ele naquela fase de “tempo”.
Se por um lado pode ser difícil encontrar o ex no Tinder, por outro pode ser legal poder trocar figurinha com pessoas que você talvez não conhecesse sem o advento da internet e o celular com a localização ativada.
Claro que o Tinder não é perfeito, tem muito cara comprometido que está ali para pular a cerca (e o medo de encontrar o namorado da amiga?), uma dúzia de outros que só estão ali em busca de sexo, mas no meio de tanta palha você pode encontrar uma agulha. A gente conhece algumas amigas que começaram relacionamentos legais através desse aplicativo de encontros e, por isso, resolvemos falar desse assunto aqui no blog.
Tem uma galera que diz que no Tinder só tem “piriguete” e “muleque piranha”, claro que isso não é verdade, até porque a gente não acredita em julgamento por rótulo, não desse jeito. Se eu fosse solteira, provavelmente estaria no aplicativo, nem que fosse para conversar, afinal, bater papo não arranca pedaço.
Assim como numa noitada, as intenções inicias do Tinder podem não ser as mais românticas ou sérias. A coisa pode começar de uma forma mais superficial, apenas com fotos e um perfil simples. Mas se existem casais legais e histórias positivas vindas dali, por que não arriscar?
Para efeito de pesquisa para o post, eu me inscrevi na rede e fui ver o que achava da navegabilidade. Claro que avisei o namorado, não queria que ele passasse nenhum tipo de desconforto.
Fiz meu perfil associado ao Facebook, não demorou nem 2 minutos para ficar pronto e como ele era café com leite não coloquei várias fotos como todo mundo fala para fazer. Foquei na experiência do app, escolhi um raio curto para ver se encontraria muitas pessoas conhecidas.

Depois que selecionei a distância, comecei a navegar. Inicialmente eu tinha certeza de que poderia procurar as pessoas como procuramos os amigos no Facebook, mas me enganei. O sistema te apresenta candidatos nas redondezas e você tem que marcar se gosta ou não. Ou seja, não adianta procurar aquele cara que faz seu coração bater mais forte.
Dezenas de caras depois, eu confesso que achei meio chato ficar analisando o “candidato” de uma forma tão rasa. Claro que o fato de eu não estar realmente procurando ajudou para esse momento de tédio.
O espaço para conversa só aparece se a pessoa que você marcou interesse marcar interesse por você também. Eu achei isso bem bolado.
Foi ai que minha experiência foi ficando falha, não tive coragem de marcar ninguém. Por mais que eu tivesse com cartão verde para ver o que achava do aplicativo, não me senti confortável de trocar mensagens com uma pessoa só para falar do assunto por aqui. Não queria usar ninguém de cobaia.
Foi aí que resolvi focar na minha pesquisa e não na minha experiência. O maior exemplo é o de uma amiga que recentemente viajou sem amigos e usou do Tinder para conhecer pessoas. Ela teve uns dois “dates” fora do país e conheceu dois rapazes muito legais. Ambos a levaram para passear, apresentaram a cidade e coisas desse tipo, achei GENIAL para uma viajante independente e solteira, mas se eu não me engano, já existe um app com esse intuito (não lembro o nome!).
Outras amigas disseram que o app já foi melhor e hoje carece de gente interessante, vendo as fotos eu achei que esse lado existe mesmo. Senti falta de um filtro de interesses antes da seleção inicial.
Claro que para estar num aplicativo como esse é necessário focar no que realmente importa: segurança. É fundamental tomar cuidado e não sair marcando um encontro sem tomar algumas medidas de proteção.
O que minhas amigas sugeriram? Alinhar expectativas. Ninguém quer sair em busca de um príncipe e encontrar o Bozo. É importante sacar se o cara quer te conhecer melhor ou apenas te levar para a cama. Fora isso, é fundamental conversar muito, tomar cuidado para não expor detalhes demais, adicionar no Facebook, seguir no Instagram, trocar informações sobre interesses em comum e por aí vai.
Resolveu que vale a pena encontrar com ele (a)? O procedimento é o mesmo de quando conhecíamos alguém pela internet, nas salas do mIRC ou no ICQ (velhos tempos). Marque num lugar público e movimentado. Avise alguém próximo sobre o encontro, quem sabe até combine de encontrar numa festa onde você estará próxima de pessoas que podem te ajudar se algo sair fora do planejado.
Têm amigos em comum? Dê uma sondada, não custa nada averiguar se a pessoa “bate bem do pino”.
Foi para a conversa com ele? Dê uma chance do mesmo provar que ele não é apenas uma fotinho bonita no Tinder. Não generalize! As primeiras impressões podem ser superficiais, mas não fique só nesse âmbito, procure no bate papo buscar interesses comuns.
Por fim, se divirta. Afinal flertar é para ser o lado divertido da solteirice.
Sabemos que o Tinder não é o aplicativo dos sonhos para arrumar um namoro sério, mas como vimos vários nascerem de lá, acreditamos que ele tem demanda para os mais diferentes desejos e necessidades.
Ah! E sim, sou romântica e não nego. Me deixe aqui ver essa possível chance de romantismo no app que hoje em dia está mais famoso pela pegação, ainda me reservo a esse direito! rs
E você, usa o Tinder? Gosta? O que acha?
Beijos
Jô











