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3
dez
2014

Tinder: o que você acha dele?

Lifestyle, Reflexões

Minha vida de solteira teve fases. Em alguns momentos eu estive fechada para balanço e em outros estava bem aberta a conhecer pessoas, ficar por ficar e afins. Na prática, não fui muito de deixar as coisas se desdobrarem em sexo, muito poucos foram os caras com quem dividi uma maior intimidade (se bobear, até pequei um pouco pela economia). De qualquer forma, fui fiel à minha personalidade, fiz o que queria fazer e nunca fiquei esperando tudo cair no meu colo. Posso honestamente considerar que fui uma mulher de atitude (ok, depois de uns bons drinks).

Compartilhei essa breve introdução para falar do assunto de hoje:
ser solteira na geração do Tinder, um aplicativo de celular!

elle-tinder-match-hImaginem? rs

 

Eu não sou solteira há uns bons anos e graças a Deus, quando eu e o Gu terminamos em 2012, não existia Tinder. Confesso que teria partido meu coração ter entrado lá e dar de cara com ele naquela fase de “tempo”.

Se por um lado pode ser difícil encontrar o ex no Tinder, por outro pode ser legal poder trocar figurinha com pessoas que você talvez não conhecesse sem o advento da internet e o celular com a localização ativada.

Claro que o Tinder não é perfeito, tem muito cara comprometido que está ali para pular a cerca (e o medo de encontrar o namorado da amiga?), uma dúzia de outros que só estão ali em busca de sexo, mas no meio de tanta palha você pode encontrar uma agulha. A gente conhece algumas amigas que começaram relacionamentos legais através desse aplicativo de encontros e, por isso, resolvemos falar desse assunto aqui no blog.

TINDER-2

Tem uma galera que diz que no Tinder só tem “piriguete” e “muleque piranha”, claro que isso não é verdade, até porque a gente não acredita em julgamento por rótulo, não desse jeito. Se eu fosse solteira, provavelmente estaria no aplicativo, nem que fosse para conversar, afinal, bater papo não arranca pedaço.

Assim como numa noitada, as intenções inicias do Tinder podem não ser as mais românticas ou sérias. A coisa pode começar de uma forma mais superficial, apenas com fotos e um perfil simples. Mas se existem casais legais e histórias positivas vindas dali, por que não arriscar?

Para efeito de pesquisa para o post, eu me inscrevi na rede e fui ver o que achava da navegabilidade. Claro que avisei o namorado, não queria que ele passasse nenhum tipo de desconforto.

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Fiz meu perfil associado ao Facebook, não demorou nem 2 minutos para ficar pronto e como ele era café com leite não coloquei várias fotos como todo mundo fala para fazer. Foquei na experiência do app, escolhi um raio curto para ver se encontraria muitas pessoas conhecidas.

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Depois que selecionei a distância, comecei a navegar. Inicialmente eu tinha certeza de que poderia procurar as pessoas como procuramos os amigos no Facebook, mas me enganei. O sistema te apresenta candidatos nas redondezas e você tem que marcar se gosta ou não. Ou seja, não adianta procurar aquele cara que faz seu coração bater mais forte.

Dezenas de caras depois, eu confesso que achei meio chato ficar analisando o “candidato” de uma forma tão rasa. Claro que o fato de eu não estar realmente procurando ajudou para esse momento de tédio.

tinder-3 tinder-4

O espaço para conversa só aparece se a pessoa que você marcou interesse marcar interesse por você também. Eu achei isso bem bolado.

Foi ai que minha experiência foi ficando falha, não tive coragem de marcar ninguém. Por mais que eu tivesse com cartão verde para ver o que achava do aplicativo, não me senti confortável de trocar mensagens com uma pessoa só para falar do assunto por aqui. Não queria usar ninguém de cobaia.

Foi aí que resolvi focar na minha pesquisa e não na minha experiência. O maior exemplo é o de uma amiga que recentemente viajou sem amigos e usou do Tinder para conhecer pessoas. Ela teve uns dois “dates” fora do país e conheceu dois rapazes muito legais. Ambos a levaram para passear, apresentaram a cidade e coisas desse tipo, achei GENIAL para uma viajante independente e solteira, mas se eu não me engano, já existe um app com esse intuito (não lembro o nome!).

Outras amigas disseram que o app já foi melhor e hoje carece de gente interessante, vendo as fotos eu achei que esse lado existe mesmo. Senti falta de um filtro de interesses antes da seleção inicial.

Claro que para estar num aplicativo como esse é necessário focar no que realmente importa: segurança. É fundamental tomar cuidado e não sair marcando um encontro sem tomar algumas medidas de proteção.

O que minhas amigas sugeriram? Alinhar expectativas. Ninguém quer sair em busca de um príncipe e encontrar o Bozo. É importante sacar se o cara quer te conhecer melhor ou apenas te levar para a cama. Fora isso, é fundamental conversar muito, tomar cuidado para não expor detalhes demais, adicionar no Facebook, seguir no Instagram, trocar informações sobre interesses em comum e por aí vai.

Resolveu que vale a pena encontrar com ele (a)? O procedimento é o mesmo de quando conhecíamos alguém pela internet, nas salas do mIRC ou no ICQ (velhos tempos). Marque num lugar público e movimentado. Avise alguém próximo sobre o encontro, quem sabe até combine de encontrar numa festa onde você estará próxima de pessoas que podem te ajudar se algo sair fora do planejado.

Têm amigos em comum? Dê uma sondada, não custa nada averiguar se a pessoa “bate bem do pino”.

Foi para a conversa com ele? Dê uma chance do mesmo provar que ele não é apenas uma fotinho bonita no Tinder. Não generalize! As primeiras impressões podem ser superficiais, mas não fique só nesse âmbito, procure no bate papo buscar interesses comuns.

Por fim, se divirta. Afinal flertar é para ser o lado divertido da solteirice.

Sabemos que o Tinder não é o aplicativo dos sonhos para arrumar um namoro sério, mas como vimos vários nascerem de lá, acreditamos que ele tem demanda para os mais diferentes desejos e necessidades.

Ah! E sim, sou romântica e não nego. Me deixe aqui ver essa possível chance de romantismo no app que hoje em dia está mais famoso pela pegação, ainda me reservo a esse direito! rs

E você, usa o Tinder? Gosta? O que acha?

Beijos

Obs: Fiz esse post pensando em quem procura encontros com uma pegada mais de “se conhecer” e busca encontrar alguém legal para um possível romance. Se você só quer encontros casuais “com tudo que tem direito” é mais fácil ainda alcançar seu objetivo no app. Se joga!
1
dez
2014

Deu o que falar…

Deu o Que Falar, Lifestyle

1 - História para boi dormir…

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Quase todas as marcas usam do artifício de contar uma história para que o branding fique redondo. Uma história bem contada fortalece as bases e os valores de qualquer empresa e criam um elo especial com os clientes. Pode até dar uma embelezada aqui, uma maquiada acolá, mas inventar tudo?

Foi isso que aconteceu semana passada com as marcas Diletto e Do Bem. As duas foram fiscalizadas pelo Conar depois que descobriram que a história que eles contavam sobre as marcas eram completamente inventadas. Por exemplo, a Diletto conta que nasceu com o avô do fundador da marca, que fabricava sorvetes na Itália e veio para o Brasil fugindo da 2a. Guerra. O tal do avô sorveteiro nunca existiu.

Entendemos que em áreas com tanta concorrência, vai ganhar aquela marca que consegue envolver seu consumidor de forma mais completa. Não somos contra a criação dessa atmosfera, principalmente quando o produto é de fato muito bom e a gente sente que vale a pena gastar mais independente da história, mas achamos que esse método é uma faca de dois gumes. O cliente compra a sua história, confia no seu produto, topa pagar mais por ele e, de repente, descobre que boa parte daquilo que ele acreditava era uma mentira. De que adianta investir tanto na construção de uma credibilidade se ela pode ser tão facilmente quebrada?

Para ler tudo sobre isso pode vir ir no R7.

2 - RIP Chaves!

Como todo mundo sabe, nessa semana que passou, Roberto Bolaños, mais conhecido como Chaves e Chapolin, entrou na lista das pessoas que nos deixaram em 2014.

E talvez a maior prova da importância que ele teve na TV aconteceu no Facebook, quando a fanpage da Globo compartilhou a foto do SBT, canais totalmente rivais, ainda mais na época que Chaves e Chapolin sempre passavam os programas da Globo no Ibope.

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Mais do que as várias imagens em homenagem ao ator e criador da série que nos acompanhou durante infância e adolescência, achamos esse print histórico. Valeu, Roberto! Valeu, Chaves! Valeu, Chapolin!

4- Chega de Fiu Fiu!

Vocês já ouviram falar da campanha Chega de Fiu Fiu? Se não ouviu veja esse video, leia essa matéria do Globo.com e por fim vai no site da campanha.

A gente quer muito ver o filme, não gostamos nada desse assédio de rua e achamos que essa causa merece ganhar espaço. A verdade é que o homem precisa poder “chegar” na mulher com respeito e educação, com conversa e charme. Homem que pensa que chamar a mulher de gostosa no meio da rua é um elogio não tem ideia do incômodo que essa atitude pode causar.

Esse assunto é tão importante que pode virar uma pauta qualquer dia desses não é?

3 - HOMBRIDADE who?

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E lá vamos nós falar de mais um caso bizarro de machismo. De acordo comessa matéria que lemos aqui, um Diretor da USP declarou que as vítimas de estupro precisam ter a HOMBRIDADE e a HONESTIDADE de levar tais casos à direção.

Se as mulheres do nosso país já têm medo de levarem os casos de estupro para a delegacia de mulheres, imagina as alunas da USP depois dessa declaração infeliz?

27
nov
2014

Eu achava que estava grávida: o drama do anticoncepcional

Beleza, corpo, Lifestyle, pele, Reflexões, Saúde

Eu já venho conversando com diferentes pessoas sobre esse drama há algum tempo. Hoje resolvi tentar encontrar as palavras para trazer esse assunto para o blog.

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As pílulas que eu tomei por mais tempo foram: Diane 35 (tida como uma das + antigas) e Qlaira (uma das + modernas).

Por ser bem prolixa, achei melhor começar do começo. Há pouco mais de um mês fui na ginecologista e conversamos muito. Alguns médicos diferentes já tinham associado minha enxaqueca menstrual (com aura) à um possível risco maior de AVC ou trombose (esses efeitos colaterais que existem no mundo da pílula). Quando levei essa hipótese para minha ginecologista ela falou que achava bom a gente parar mesmo com o anticoncepcional. Por causa do combo namoro + pele + namoro, eu fiquei tomando anticoncepcional durante 9 anos seguidos. Mesmo tendo passado 2 anos solteira, eu segui tomando remédio, tudo por pavor da acne voltar.

Polêmicas de saúde à parte, eu só vejo duas qualidades no uso de pílula para não engravidar: a melhora da pele e o ciclo menstrual com data e hora certa. Claro, isso levando em conta APENAS a minha experiência.

Já os defeitos são vários. A gente incha, tem celulite, pode vir a ter enxaqueca e, por fim, pode perder (ou reduzir) a libido. Esse último defeito eu senti bastante. No meio da relação eu sempre ficava mega empolgada, mas a vontade para começar não era a mesma de antes da pílula, definitivamente. A verdade é que isso acontece com uma parte significativa das mulheres, mas por ser algo delicado, pouca gente comenta.

Foi nesse universo muito doido de prós e contras que eu resolvi que então era a hora de parar, que eu não poderia segurar o forninho de um AVC ou de uma trombose. Combinei com o namorado que iria ficar 3 meses na camisinha, fazer uns exames especiais para conferir os ovários e depois “iríamos” colocar um contraceptivo novo, ou o DIU de cobre ou um chamado Mirena.

Tudo estava perfeito no mundo das ideias até que vieram os dias de turbulência: eu achei que estava grávida. Tivemos uma situação suspeita com a camisinha, a menstruação atrasou e eu passei 14 dias desesperada achando que estava grávida. Nada contra engravidar, mas nesse momento da minha vida isso seria muito complicado, seria uma mudança que não estava nos meus planos.

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Os dois testes que eu fiz quando voltei do SPFW!

Foram dias e mais dias de tensão, pouco sono e NADA de menstruação. Esse desespero completou 10 dias depois da SPFW e assim que pousei no Rio dividi o caos com minha mãe. Compramos dois exames de farmácia, de marcas diferentes e encaramos os 5 minutos mais demorados da minha vida.

Os dois exames deram negativo, eu chorei de alegria, mas a tensão não passava. Assim, quatro dias depois eu fui na dermatologista e aproveitei para pedir um pedido de exame para ver o Beta HCG! Achei que era melhor conferir no sangue, pois pelo que entendi, o exame de gravidez de farmácia é mais correto em relação ao positivo, quanto ao negativo, pode não haver hormônio o suficiente para confirmar uma possível gravidez.

Nesse dia conversei muito com meus pais, que nessa altura já disfarçavam mal a tensão. O namorado estava fingindo que tudo estava bem (ele soube de tudo o tempo todo) para me deixar tranquila e eu estava ali, literalmente desesperada, tentando manter o foco no trabalho.

Na madrugada desse dia minha menstruação desceu, com 14 dias de atraso e eu me senti renascida. Por mais estranho que isso possa soar,eu me senti com uma enorme segunda chance pela frente. Nada contra sonhar em ter filhos mas eu ainda não cheguei nesse quadradinho do “jogo da vida”. Eu e o namorado estamos muito focados nas nossas carreiras nesse momento e se estivéssemos grávidos, nossa vida iria mudar uns 340º e agradecemos por não ser o caso, não agora.

Quando passou o susto, veio o segundo desespero: Se eu não relaxo com a camisinha e não posso voltar para a pílula, o que vou fazer? As duas dermatologistas que cuidaram de mim nos últimos 10 anos foram consultadas, ambas não estão muito animadas com o Mirena. Pelo que vi na internet, 14% das mulheres desenvolvem acne após colocar o dito cujo. Eu, com o histórico que tenho no mundo da acne, apostaria todas as minhas fichas que eu tenho mais de 50% de chances de estar nesses 14%. Deu para entender essa matemática doida? Não estou animada para esse risco.

Acne, Roacutan e uma possível “cara deformada” são fatores que não vejo na minha vida hoje, não com meu trabalho e com a minha boa relação com a autoestima que demorou tanto para ser alcançada.

O anel, o hormônio subcutâneo entre outros métodos alternativos são bons para muitos dos sintomas da pílula mas pelo que pesquisei, são igualmente ruins para mim, pois no meu caso, a quantidade de hormônio ainda mantém um alto risco de ter o tal AVC. Assim, eu comecei a considerar um dos métodos que eu sempre disse que nunca iria colocar: o DIU. Ele não contem hormônio, mas pelo que entendi ele tem que ser aliado à tabelinha e camisinha na semana da ovulação. Vou perguntar mais sobre ele para a minha ginecologista. Hoje, por mais que ele aumente o fluxo, me parece o método menos pior para mim. Li muito sobre ele aqui.

O melhor dos melhores (pelo que entendi) seria o Mirena, ele é um tipo de DIU com hormônio (mas muito pouco), que tem uma aceitação maravilhosa em muitas mulheres. Ele diminuiria MUITO o meu risco de ter um troço por causa de hormônios mas confesso que o risco da acne me deixa tão tensa quanto todo o resto. #traumasdavida

De qualquer forma, vou falar com meu neurologista sobre ambos e ouvir tudo que envolve o universo dos dois. Eu vou tomar a decisão que for melhor para mim, menos arriscada para o meu corpo. De qualquer forma, estou tentando fazer com que o namorado vá comigo para entender um pouco mais sobre esse universo. Acho que a grande maioria dos homens não sonha com o que a gente passa.

Quando contei para ele que existia a possibilidade de usar o Mirena e aliar a doses leves de Roacutan (li sobre isso), ele mesmo achou uma loucura. Ele sempre ouviu as histórias do que eu passei com problemas de pele e achou um risco muito complicado. Se desse certo seria ótimo, mas se desse errado seria uma situação caótica que não sabemos o quanto é contornável (num sentido imediato).

Alguns vão perguntar o que eu acho de ficar só com a camisinha. Então, inicialmente eu fico muito desconfiada e penso que posso passar o desespero do “acho que estou grávida” duzentas vezes, e uma já foi o suficiente. Por isso vou preferir ouvir mais sobre outros métodos mesmo.

Se você leu até aqui e tem algo para dividir comigo, sua experiência ou mesmo de alguma amiga, fique à vontade! Quanto mais eu ler sobre isso melhor. Quem quer continuar sua pesquisa sobre o tema eu recomendo o post (e os comentários) do Futilish.

Eu espero que ao conversar com todos os meus médicos, eu encontre um método que me afaste de possíveis complicações e consequências delicadas.

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Uma foto do feriadão que misturou sentimentos: alivio por não estar grávida & angústia por não saber o que vou fazer para fechar esse capítulo de dúvida quanto ao contraceptivo.

Qual é a sua experiência com o anticoncepcional? O que o mesmo trouxe de bom ou ruim para você? Tem alguma sugestão de novidade? Pode falar, vou levar um pouco de tudo isso para as minhas consultas!

Desculpem o desabafo!

Beijos

Textos que li sobre o mirena e a Acne: Morning Dreams, também esses posts do Pele Impecável e esse do Voando Alto. Esse outro texto explicando a diferença do DIU de cobre para o DIU Hormonal (Mirena) foi bem legal. Quando eu resolver o que farei conto para vocês.

Obrigada #melhorgrupo pelo suporte e pelas mil trocas sobre esse tema, com elas consegui escrever esse texto e dividir meu dilema com as leitoras do blog.
Obrigada Carol por ter me ajudado todos os dias durante aquelas duas semanas.
Desculpem se fui leviana em algum momento, tentei escrever esse texto passando minha verdade sem soar pedante ou entendida, afinal não é o caso né?
E para deixar claro, vivia uma vida sem camisinha mas eu e meu namorado fizemos exames de sangue, antes e depois de começarmos a dormir juntos, DST também é um fator que deve ser levado em conta na vida de uma mulher ativa.
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