1 em Autoconhecimento no dia 22.08.2016

Minha busca por sentir de verdade

Algumas pessoas falam que a vida foi feita para se viver. As vezes acho que as pessoas ficam tão presas nos seus padrões e pilotos automáticos que acabam confundindo a ação do verbo viver.  Eu estou entre essas pessoas, muitos estão. Trocamos os significados e acabamos por encarar o VIVER com se fosse apenas o EXISTIR. Misturamos os sentidos e levamos a vida de um jeito que não envolve outro verbo importante: o SENTIR.

dualidade

Tão preocupados em viver sob o comando mental do pensar nos esquecemos de praticar a arte de sentir. Sentir sem sentido, uma manifestação da emoção pura e simples, sem explicação. Sem cumprir papéis pré determinados na sociedade, apenas ser quem você é, sem imposições ou anestesias.

Quando eu cheguei na escola essa era uma das coisas que eu não conseguia fazer. Como abrir mão da minha mente dominante para sentir? Como abrir mão das escolhas racionais para acolher mesmo sem compreender as escolhas emocionais? Eu e minha necessidade de explicação para tudo tivemos muita dificuldade nesse processo. Não entendia a importância de abrir mão do racional e deixar a emoção sair, ainda que sem explicação.

Durante minhas viagens de retiro eu comecei a desbloquear a minha capacidade de SENTIR. Comecei aos poucos a ter experiências incríveis de arrepiar todo o corpo durante as meditações e com isso comecei a me perceber mais verdadeiramente durante os processos de conexão.

Comecei a tentar meditar e me conectar com a minha essência em todos os lugares, em casa ou em qualquer situação. No alto do Rockfeller Center, numa canoa na floresta Amazônica, numa pirâmide no meio da Riviera Maya ou no chamado de oração de uma mesquita na Turquia. Buscar alimentar o processo do SENTIR a energia dos lugares se misturou com o processo de me conhecer. Me conhecer por sua vez alimenta o processo de melhora da minha autoestima. Todo meu processo de mudança está conectado.

A meu ver, a vida foi feita para SENTIR. Sentir amor, vulnerabilidade e experimentar diferentes sensações de forma lúcida, real e plena. Possibilitando assim que a pessoa se conheça, se perceba e deixe de tentar ser o que esperam dela. Se conectando consigo fica mais fácil de descobrir seus próprios sonhos e torná-los reais.

As vezes nas escolhas menos racionais estão as maiores oportunidades de conexão com a sensação. Podendo assim experimentar o que a gente ainda não conhece, criar novas referências e se transformar em alguém capaz de viver a sua própria vida, não ser apenas existir nela.

No mundo que vivemos hoje a ciência, o pragmatismo e as crenças sociais são geridas por um processo completamente mental. Quantas vezes sobrepomos nossos desejos racionalizados em cima do que sentimos, do que intuímos ou realmente somos. Nossa sociedade é refém da expectativa da mente, das crenças impostas. Eu acredito que a felicidade está diretamente associada ao autoconhecimento. Consequentemente tendo a acreditar que é preciso desbloquear a capacidade do sentir com o coração para se conhecer, se realizar e se aceitar. Se tornando assim mais vulnerável, capaz de acolher suas forças e fraquezas.

É paradoxal, mas pra mim seguros são aqueles que não tem medo de sentir a vulnerabilidade. Que não tem medo de sentir, seja lá qual for o sentimento.

sentir

Nessa hora me pego aqui, trabalhando meu processo de desconstrução com vocês. Buscando deixar a matemática, a lógica ou qualquer ciência de lado para buscar sentir com meu coração. Alimentar aquilo que me conecta com a minha verdade, com quem eu realmente sou e não com o que querem que eu seja. 

Hoje eu me vejo na busca do equilíbrio do mental para o emocional. Para descobrir meus novos sonhos e lutar para realizá-los. Com muito acolhimento e uma boa autoestima. Buscando mais uma vez sentir o que realmente vem da minha essência, querendo assim desfrutar dessa tal felicidade plena que preenche um coração.

Beijos

banner-snap

 

Gostou? Você pode gostar também desses!

1 Comentário

  • RESPONDER
    Renata Castro
    23.08.2016 às 9:57

    Jô, amo seus textos!! Bjo

  • Deixe uma resposta