Arquivo da tag: DQF

3
nov
2015

Deu o que falar…

Deu o Que Falar

Chegou atrasado, mas chegou! :)

1 - O Brasil não brasileiro

Provavelmente todo mundo aqui já deve ter cruzado em algum momento com um dos vídeos da leva 100 anos de beleza do Cut, onde em apenas alguns minutos, eles mostram as maquiagens e penteados mais emblemáticos das décadas de cada país. Já teve Estados Unidos, Alemanha, Coreia, India, etc… Semana passada chegou a vez do Brasil e vejam o video para tirar suas próprias conclusões antes da gente conversar:

Bem, não é de se espantar que muitas pessoas reclamaram da escolha da modelo Cintia Dicker, que é linda mas bem diferente do estereótipo da mulher brasileira que todo mundo esperava. No vídeo que eles fizeram explicando a pesquisa, eles mostram que a escolha aparentemente não foi aleatória (o problema maior pra gente foi a propaganda da marca de biquinis da própria Cintia no final do vídeo. Foi pago isso? Achamos estranho, por isso o “aparentemente”) e o antropólogo por trás da criação dos looks tem total consciência da miscigenação presente no Brasil.

Ao mesmo tempo, o que mais nos incomodou no video - e o que nos fez sentir que nosso país não foi melhor representado - foi justamente a escolha das referências para inspirar os cabelos e maquiagens. Ok, teve Miss Brasil, Carmen Miranda, Tropicalia, teve até Xuxa, mas ficou um resultado meio genérico, que poderia ser de qualquer lugar do mundo. Ou será que estamos implicando?

Diz a equipe do Cut que em breve virá uma parte 2 do vídeo. Será que agora vai agradar todo mundo?

2 - A realidade por trás do celular

A semana mal começou, mas temos certeza que a notícia mais compartilhada será a de Essena O’Neil, a menina com mais de meio milhão de seguidores no instagram e mais de 200 mil inscritos no Youtube que resolveu apagar a maioria dos vídeos e mais de 2.000 fotos e deixar apenas algumas - todas com as legendas devidamente alteradas para mostrar a realidade por trás de cada imagem.

Que nós somos uma geração que virou refém das mídias sociais, isso não há dúvidas. Ainda não temos como concluir se isso é triste, patético ou normal, mas a verdade é que não temos muita escapatória. Por mais que a gente permaneça fiel ao que nós somos, ainda teremos a tendência de querer mostrar nosso melhor para o mundo, mesmo que o mundo seja apenas os amigos que permitimos o acesso às nossas redes ou o nosso melhor seja “apenas” nossa personalidade maravilhosa (caso a beleza não seja o suficiente).

Porém, faz algum tempo que estamos percebendo uma migração de interesse - inclusive nosso - para pessoas, situações e imagens mais reais. A atitude de Essena e todo o buzz que o que ela fez gerou, só fortalece essa nossa impressão.

Não vemos problema nenhum em quem quer monetizar sua influência digital (se não estivéssemos inseridas nesse mundo, pensaríamos da mesma forma), mas vemos todo o problema do mundo em quem perde sua essência por causa disso, porque isso não atinge apenas quem tem números estratosféricos nas redes sociais. E esse fenômeno não é algo que acontece de forma totalmente consciente, ou seja, quando vemos, já fomos engolidas pelo “sistema” sem nem perceber.

Apesar de valer a reflexão - aliás, quem quiser ler um texto maravilhoso sobre esse assunto, a Carol Burgo fez um que vale a pena ser lido - também não duvidamos nada que tudo isso não passe de estratégia de marketing para um projeto que vai dar muito mais dinheiro que essas fotos no instagram, né? rsrs

3 - Em que ano estamos mesmo?

Taís Araujo postou uma foto linda no seu Facebook e adivinhem o que aconteceu? Juntou a turminha que faz a gente perder a fé na humanidade

Nem tem muito o que comentar, tem? Em pleno 2015, com tanta conversa acontecendo, com tanta conscientização, tantos movimentos, é quase inacreditável ver que tem gentinha que ainda faz esse tipo de coisa. É falta de atenção em casa? É carência? É querer aparecer a qualquer custo?

PS: Pelo menos Taís respondeu e já avisou que está reunindo todos os nomes para levar à Polícia Federal. Esperamos que isso ajude em alguma coisa!

26
out
2015

Deu o que falar…

Deu o Que Falar

Olha, o que deu o que falar durante a semana que passou só nos faz ter a certeza que o meteoro tá demorando demais pra atingir isso daqui, viu…

1 - O Masterchef Kids e a pedofilia

A possibilidade de se esconder atrás de fotos estranhas e pseudônimos dignos de uma criança da 5a. série faz com que muitas pessoas se sintam seguras o suficiente para chocarem com opiniões absurdas, mas essa semana que passou, essas criaturas extrapolaram qualquer limite.

Terça feira começou Masterchef Kids, o programa de competição culinária que tem feito sucesso por aqui, agora na versão com crianças de 9 a 13 anos (e que se viram na cozinha infinitamente melhor do que a gente, que tem quase 30 rs). Estava tudo maravilhoso, comentários no Twitter bombando - todos chocados com as habilidades gastronômicas dos mini participantes - até que uma candidata virou destaque por outros motivos. Motivos horríveis como esses comentários:

Todos estavam falando de uma mesma pessoa, uma menina de 12 anos. Inegavelmente linda e talentosa, mas uma pré adolescente, que age, fala e se veste como tal. E mesmo se ela seguisse a linha da MC Melody, por exemplo, que com 8 anos virou um personagem hiper sexualizado (e pelo pai, ainda por cima, nojo), não mereceria ser exposta ao caos que se sucedeu depois que essas mensagens foram divulgadas. A mídia foi em cima do ocorrido imediatamente - a maioria expondo foto, nome e sobrenome da vítima mas, como os perfis que comentaram eram anônimos, todos os responsáveis pelas atrocidades permaneceram no anonimato - e logo depois começaram a surgir correntes que defendiam o fato que antigamente “mulheres” (???) de 12 anos já se casavam (!!!!). Enfim, show de horrores total.

Todos os perfis no Twitter e a página no Facebook que foi criada para defender os “adoradores da participante” já foram deletados. Infelizmente nós duvidamos que algo vai acontecer com os responsáveis pelos tais comentários.

Outra coisa que aconteceu por causa desse caso foi a criação da #primeiroassédio. Nela, várias mulheres expuseram suas histórias e comprovaram o que (infelizmente) muita gente já sabia: 1) meninas são assediadas desde muito cedo (as idades variavam dos 8 aos 12 anos), 2) a internet pode até ter dado voz à esses doentes, mas assédio não é um fato novo 3) Ainda tem muito homem babaca no mundo, dado a quantidade de comentários idiotas no estilo “duvido que é verdade, a maioria dessas mulheres comentando são horrorosas”.

Pois é, cadê esperança depois disso, né?

2 - A esperança pode estar no ENEM?

Bem, depois desse balde de água gelada, parece que teve uma luz no fim do túnel. Na prova do ENEM desse domingo, o tema da redação era: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Levando em conta o que aconteceu durante a semana (ou seja, o caso acima), o tema não poderia ser mais oportuno.

Muita gente comemorou e cantou vitória, afinal, mesmo que muitas pessoas não concordem, não acreditem que violência contra a mulher não exista e seja um exagero de feministas, tiveram que parar para refletir sobre o assunto, nem que fosse para argumentar contra. E ainda vão ter que ouvir muito durante essa semana nas escolas, já que provavelmente vai virar pauta de discussão em sala de aula.

Foi uma oportunidade maravilhosa, não há dúvidas, mas estamos muito erradas de não estarmos pulando nas cadeiras e comemorando horrores? Tem tanta coisa bizarra acontecendo ultimamente, tanto balde de água fria caindo nas nossas cabeças que infelizmente nossa primeira reação nesses casos é comemorar pequenas vitórias de forma mais comedida. :/ Nos convençam que não podemos ser assim?

3 - Adele voltou!

Vamos deixar as coisas um pouco mais leves por aqui? Semana passada quem voltou com música nova depois de alguns anos de pausa foi Adele! E já chegou batendo recordes no Youtube, no Spotify e até mesmo no Instagram!

Sim, a cantora aproveitou sua volta para entrar na rede social e em apenas 4 dias já ultrapassou 1 milhão de seguidores, tá bom para vocês? rs

Sua primeira música de trabalho se chama Hello e ela faz parte de 25, album que será lançado no dia 20 de novembro! Alguma dúvida que continuará batendo recordes? Quem ainda não ouviu a música, olha o clipe:

19
out
2015

Deu o que falar…

Deu o Que Falar

1 - A família Jolie-Pitt na Vogue

Perdemos as contas de quantas vezes nessa última semana nós vimos as fotos que a família Jolie-Pitt fez para a Vogue americana, em que Angelina Jolie será a capa de Novembro. Foi muito compartilhada, muito! Com o olhar de Annie Leibovitz, o ensaio na praia ganhou todo um clima meio fantasia, uma delícia de acompanhar.

E quem achou que só as fotos eram motivos de suspiros, tudo indica que a entrevista também merece ser lida. Segundo o site da Vogue Brasil (ou o da Vogue America, para quem quiser ler a matéria completa), ela desmistificou que seu novo filme, By the Sea - onde ela contracena novamente com Brad Pitt e eles interpretam um casal em crise - tenha relação com o casamento deles, contou sobre a forma que educa seus filhos e ainda abriu seu coração em relação à retirada das mamas e dos ovários e à doença de sua mãe e avó.

Fazia tempo que não ficávamos com vontade de comprar uma revista só para poder ver a matéria da capa, e nem acreditamos que foi Angelina - uma atriz que a gente admira, mas nem somos fãs - que fez com que essa vontade surgisse!

2 - Arte chupada

Provavelmente todo designer que publica seus trabalhos online já vivenciou ou se deparou com algum caso parecido com o que aconteceu com Phellipe Wanderley, mais conhecido por ser o artista por trás do perfil Coisas Boas Acontecem, que tem mais de 67 mil curtidas na sua fanpage e quase 100 mil seguidores no instagram.

Com frases inspiradoras escritas à mão e super compartilhadas nas redes sociais, o trabalho do Phellipe já foi transformado em canecas, almofadas e, agora, uma de suas artes virou camiseta e está sendo vendida por R$19,90 na C&A. O problema é que a marca não chamou o designer para fazer a peça - provavelmente terceirizou a peça de alguma fábrica que não tem um designer profissional por trás das artes, já que em qualquer faculdade essa é a lição número 0 - e o que poderia ser uma parceria bem interessante e rentável para os dois lados, terminou em stress, já que Phellipe pensa em processar a C&A por plágio.

ca

 

O Buzzfeed explicou o caso e até mostrou uma outra peça que está sendo vendida nas lojas que também parece ser cópia da arte de um Tumblr, mas a nosso ver, são casos completamente diferentes.

A arte do Phellipe foi feita com caligrafia própria enquanto o segundo exemplo dado pelo Buzzfeed foi feito com uma fonte que pode ser facilmente encontrada em sites que oferecem fontes de graça (e aí entra um outro problema, já que essas fontes grátis não podem ser reproduzidas para fins comerciais, mas isso é outra história). Enquanto o primeiro caso é uso indevido da imagem e cai na história de violação dos direitos autorais, o segundo estaria mais para uma inspiração e, pelo o que a gente imagina, não dá margem para processo (alguma advogada no grupo que saiba explicar melhor essa parte?).

De qualquer forma, é inegável a preguiça de quem fez a arte dessas camisetas, né? A C&A podia ter ficado sem essa dor de cabeça!

3 - Chega dessa história de boa moça, né J.Law?

Quando a gente acha que não pode amar mais Jennifer Lawrence, ela vai lá e nos impressiona novamente. Dessa vez, a atriz resolveu soltar o verbo em relação à disparidade salarial entre atrizes e atores de Hollywood. Ela, que foi a atriz mais bem paga do último ano, ganhou cerca de 30 milhões a menos que o ator mais pago no mesmo período.

Para muitos pode parecer besteira, afinal, o que são alguns milhões a menos para alguém que ganhou mais em um ano do que muitos de nós vão ganhar durante a vida toda? Mas não é, já que o motivo de Jennifer e tantas outras atrizes ganharem tão menos, é igual ao que acontece com muitas de nós: a dificuldade de se impor.

Quem nunca teve medo de expor sua opinião em uma reunião? Quem nunca se sentiu desconfortável ao tentar se impor? E o pior, quem já se impôs e depois teve que ouvir se estava de TPM ou alguma gracinha do tipo?

Pois é, provavelmente toda mulher já passou por alguma dessas situações, e pelo jeito, não importa seu status ou conta bancária, isso acontece com todas as mulheres. Também não importa se fomos criadas por pais que nos ensinaram a ter voz, o problema é que principalmente no mercado de trabalho, ainda têm muitos homens que encaram as mulheres como seres inferiores e quando uma resolve se impor, é taxada de histérica, louca, descompensada, difícil, mimada.

Achamos essa carta da Jennifer Lawrence bem inspiradora, não só para as atrizes de Hollywood, mas para qualquer mulher que se sente intimidada quando se vê em uma situação que precisa levantar a voz para ser ouvida, principalmente por homens.

Página 10 de 45« Primeira...89101112...203040...Última »