Chegou atrasado, mas chegou! :)
1 - O Brasil não brasileiro
Provavelmente todo mundo aqui já deve ter cruzado em algum momento com um dos vídeos da leva 100 anos de beleza do Cut, onde em apenas alguns minutos, eles mostram as maquiagens e penteados mais emblemáticos das décadas de cada país. Já teve Estados Unidos, Alemanha, Coreia, India, etc… Semana passada chegou a vez do Brasil e vejam o video para tirar suas próprias conclusões antes da gente conversar:
Bem, não é de se espantar que muitas pessoas reclamaram da escolha da modelo Cintia Dicker, que é linda mas bem diferente do estereótipo da mulher brasileira que todo mundo esperava. No vídeo que eles fizeram explicando a pesquisa, eles mostram que a escolha aparentemente não foi aleatória (o problema maior pra gente foi a propaganda da marca de biquinis da própria Cintia no final do vídeo. Foi pago isso? Achamos estranho, por isso o “aparentemente”) e o antropólogo por trás da criação dos looks tem total consciência da miscigenação presente no Brasil.
Ao mesmo tempo, o que mais nos incomodou no video - e o que nos fez sentir que nosso país não foi melhor representado - foi justamente a escolha das referências para inspirar os cabelos e maquiagens. Ok, teve Miss Brasil, Carmen Miranda, Tropicalia, teve até Xuxa, mas ficou um resultado meio genérico, que poderia ser de qualquer lugar do mundo. Ou será que estamos implicando?
Diz a equipe do Cut que em breve virá uma parte 2 do vídeo. Será que agora vai agradar todo mundo?
2 - A realidade por trás do celular
A semana mal começou, mas temos certeza que a notícia mais compartilhada será a de Essena O’Neil, a menina com mais de meio milhão de seguidores no instagram e mais de 200 mil inscritos no Youtube que resolveu apagar a maioria dos vídeos e mais de 2.000 fotos e deixar apenas algumas - todas com as legendas devidamente alteradas para mostrar a realidade por trás de cada imagem.
Que nós somos uma geração que virou refém das mídias sociais, isso não há dúvidas. Ainda não temos como concluir se isso é triste, patético ou normal, mas a verdade é que não temos muita escapatória. Por mais que a gente permaneça fiel ao que nós somos, ainda teremos a tendência de querer mostrar nosso melhor para o mundo, mesmo que o mundo seja apenas os amigos que permitimos o acesso às nossas redes ou o nosso melhor seja “apenas” nossa personalidade maravilhosa (caso a beleza não seja o suficiente).
Porém, faz algum tempo que estamos percebendo uma migração de interesse - inclusive nosso - para pessoas, situações e imagens mais reais. A atitude de Essena e todo o buzz que o que ela fez gerou, só fortalece essa nossa impressão.
Não vemos problema nenhum em quem quer monetizar sua influência digital (se não estivéssemos inseridas nesse mundo, pensaríamos da mesma forma), mas vemos todo o problema do mundo em quem perde sua essência por causa disso, porque isso não atinge apenas quem tem números estratosféricos nas redes sociais. E esse fenômeno não é algo que acontece de forma totalmente consciente, ou seja, quando vemos, já fomos engolidas pelo “sistema” sem nem perceber.
Apesar de valer a reflexão - aliás, quem quiser ler um texto maravilhoso sobre esse assunto, a Carol Burgo fez um que vale a pena ser lido - também não duvidamos nada que tudo isso não passe de estratégia de marketing para um projeto que vai dar muito mais dinheiro que essas fotos no instagram, né? rsrs
3 - Em que ano estamos mesmo?
Taís Araujo postou uma foto linda no seu Facebook e adivinhem o que aconteceu? Juntou a turminha que faz a gente perder a fé na humanidade
Nem tem muito o que comentar, tem? Em pleno 2015, com tanta conversa acontecendo, com tanta conscientização, tantos movimentos, é quase inacreditável ver que tem gentinha que ainda faz esse tipo de coisa. É falta de atenção em casa? É carência? É querer aparecer a qualquer custo?
PS: Pelo menos Taís respondeu e já avisou que está reunindo todos os nomes para levar à Polícia Federal. Esperamos que isso ajude em alguma coisa!



