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23
mar
2015

Deu o que falar…

Deu o Que Falar, Lifestyle

1 - Polêmicas da beleza parte 1

A primeira polêmica envolvendo o mundo da beleza aconteceu na semana passada, quando a Sephora americana recebeu uma enxurrada de comentários depois que uma jornalista tuitou indignada, uma foto de um batom vermelho da linha da Kat Von D, que se chama Underage Red (vermelho menor de idade). Segundo ela, um batom dessa cor e com esse nome, sexualiza meninas menores de 18 anos.

Em um primeiro momento pode até fazer sentido esse argumento, mas foi só Kat Von D se manifestar para o assunto para percebemos que, as vezes, a maldade realmente está nos olhos de quem vê. Segundo a tatuadora/dona da linha de maquiagem, ela escolheu esse nome para essa cor de batom porque ele a fazia lembrar da época que ela tinha 16 anos e queria ir em shows de bandas que ela gostava e não podia por ser menor de idade. Ela também não se desculpou pela “polêmica” e disse que tampouco vai retirar o produto das prateleiras.

Ah, e um detalhe básico: esse batom existe desde que a marca começou, há 7 anos atrás.

2 - Polêmicas da beleza parte 2

A segunda polêmica é super fresquinha e aconteceu hoje! A marca de esmaltes Risqué lançou uma linha chamada “homens que amamos”, que segundo o release, é um tributo aos pequenos gestos diários dos homens. Entre os nomes dos esmaltes estão “João disse eu te amo”, “Zeca chamou para sair” e o que originou a polêmica maior, “André fez o jantar”.

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Por causa desse último nome, várias pessoas foram reclamar nas redes sociais que essa era uma coleção sexista e machista. Inclusive teve gente que interpretou o fato de que André fez o jantar, no passado, quis dizer implicitamente que nos outros dias quem faz é a mulher do André.

Achamos que a Risqué não foi muito feliz com essa coleção, pois pareceu que ela não conhece seu público alvo muito bem. A impressão que dá é que a comunicação está sendo feita para meninas novinhas, que se derretem toda por esses gestos. O fato de explicarem que homens são o assunto número 1 das conversas das consumidoras também não ajuda muito (pelo menos nas nossas conversas, não são número 1 mesmo! rsrs).

Ao mesmo tempo, também achamos absurdo quem resolveu levar essa questão para o outro extremo. No Twitter, a hashtag #HomensRisqué não para de receber novas sugestões de nomes debochando da coleção, e entre elas, você vê opções como: “Fulano acha que lugar de mulher é na cozinha”, “Cicrano me ameaça de estupro”, entre outras no mesmo estilo.

A gente sabe que o machismo existe e ainda falta muito chão para mudarmos aos poucos velhos conceitos que cresceram com a gente. Só que isso que aconteceu na campanha de Risqué virou luta dos sexos, mulheres x homens, e realmente não vimos motivos para tanto. Estamos sendo ingênuas?

PS: Pelo menos, quem quiser rir um pouco com tweets bem humorados, pode dar uma olhada no perfil da @bicmuller. Lá dá para encontrar versões engraçadinhas brincando com o tema da coleção, tais como “Rafael não sabe a diferença entre vermelho aberto e bordô”.

3 - Boicote à Babilônia e os assuntos que precisamos falar

Semana passada tudo indicava que Babilônia seria uma novela que bateria recordes de audiência, no mesmo estilo de Avenida Brasil. Muita gente se entusiasmou com o primeiro capítulo: um casal de senhoras lésbicas, uma mulher que a cada hora está com um homem diferente, a volta de Adriana Esteves, Gloria Pires, Fernanda Montenegro, enfim, motivo para aguçar a curiosidade não faltou.

Porém, com uma semana no ar, Babilônia começou a sofrer um boicote de setores mais conservadores, e não deve ser coincidência o fato de ter perdido 1/3 da audiência até o final da primeira semana. Desde que a novela começou e as polêmicas surgiram, lemos muito comentários dizendo que ela era uma afronta à família tradicional, e isso nos assustou.

uma das imagens que circularam pela internet pedindo boicote à novela

Nada contra quem acha que família é apenas o núcleo de pai, mãe e filhos, mas para a gente, novelas vão muito além de entreter, elas também abordam assuntos da atualidade. Babilônia não é o primeiro folhetim a abordar assuntos como casais homossexuais ou famílias não tradicionais. Por que está rolando o boicote, então? Por que o incômodo? Porque no caso do casal formado por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg elas já começaram juntas? Porque não precisaram mostrar elas se apaixonando de forma que o público fosse se acostumando com a ideia e simpatizando com os personagens? Porque tinha gente que não sabia que existiam gays e lésbicas na terceira idade?

A gente só espera de verdade que Gilberto Braga não desista por causa da queda de audiência. São assuntos que devem ser falados, discutidos e pensados para, quem sabe, em um futuro próximo, a tolerância vire palavra de ordem.

 

16
mar
2015

Deu o que falar…

Deu o Que Falar, Lifestyle

1 - “Eu não tenho CREF” (e nem bom senso, pelo jeito)

Nós duas optamos por uma faculdade cuja profissão não é regulamentada, onde volta e meia nos deparávamos com a figura do “sobrinho que mexe no Photoshop” (o designer que nunca teve um projeto recusado e passado para o tal sobrinho, que atire a primeira canetinha do tablet). Mesmo sabendo que estávamos estudando para entrar em um mercado de trabalho onde boa parte de nossos concorrentes fizeram apenas cursos de softwares de design, sempre rolava uma indignação.

Marcio Atalla foi um dos profissionais que resolveu aderir à hashtag

Por isso mesmo, não ficamos nada surpresas quando vimos o movimento #eutenhocref tomando a internet na semana passada. Vários professores de educação física postaram suas carteiras que permitem o exercício da profissão, como uma resposta à polêmica que envolveu Ricardo Barbato, namorado de Gabriela Pugliesi.

Para saber mais, você pode dar uma olhada no apanhado que o Alvaro Leme fez, mas quem não tá com tempo, o resumo é o seguinte: Ricardo estava dando aulas (e cobrando R$300/hora) sendo que nunca se formou em educação física e muito menos tem a autorização do Conselho Regional de Educação Física para tal. Quando a cobrança começou a aumentar, ele fez um vídeo (já apagado) que se resumiu a “isso é tudo recalque” e terminou o texto com a infeliz hashtag #LargaOLivroEVemTreinar, que despertou a ira dos profissionais da área. Segundo o CREF, eles já estão cuidando do caso.

O que mais nos assusta, porém, é que realmente tenha gente que por causa de uma modinha fitness, tenha resolvido gastar essa bolada e entregar seu corpo para alguém que não tem formação na área. Nesse caso, não importa que milagres ele tenha operado na namorada - já que tanta gente acha que o corpo dela melhorou muito depois dele.

Para nós, esse é só mais um caso que estamos vendo desde que essa febre de instafitness começou, e praticamente se inclui no mesmo time que também gosta de tomar whey, suplementos e termogênicos sem acompanhamento nutricional e fazer dietas malucas, tudo para chegar na barriga negativa perfeita.

Como a gente já falou mil vezes, desde que esse movimento fitness começou a ganhar força, ficamos de olho em muitos casos malucos, mas também vimos (e acompanhamos!) muitas histórias de pessoas que realmente se inspiraram e mudaram de vida de forma saudável e sem neurose. Responsabilidade é tudo e saber escolher os profissionais adequados para te acompanhar nessa jornada é mais do que importante, é essencial.

2 - D&G boicotados

Chega a dar pena a cada vez que vemos os diretores criativos - e que dão nome à marca - Stefano Gabbana e Domenico Dolce se enfiarem em polêmicas. Mas dessa vez não deu para defender vocês, mesmo.

Quem disse que essa família não é normal só porque não é a tradicional?

Em uma entrevista à uma revista italiana, Dolce expressou sua opinião sobre barriga de aluguel, bebês de proveta e adoção por homossexuais. Segundo o estilista, ele é contra essas práticas e acha que a única família é a tradicional. Não satisfeito, ainda chamou as crianças que nascem por fertilização in vitro de “crianças sintéticas”.

Elton John, que tem dois filhos com seu companheiro por barriga de aluguel, ficou revoltado e foi às suas redes sociais pedir boicote à marca, por esse pensamento retrógrado. Na verdade, o que mais nos assustou nessa história toda, nem foi o pensamento de anos atrás, foi o fato de ter vindo de um homossexual. Algo não fecha nesse quebra cabeça, fecha?

Stefano Gabbana, em vez de ficar na dele ou tentar apaziguar os ânimos, resolveu se manifestar a favor do companheiro e dizer que Domenico tem o direito de expressar suas opiniões (claro, ele também disse que a revista distorceu algumas partes). Claro que ele tem direito, Stefano, mas que arque com as consequências depois, né?

Sinceramente, esses dois precisam criar mais e falar menos. E talvez pensar um pouquinho mais, também.

3 - Vamos deixar todo e qualquer partidarismo de lado?

Hoje vamos falar do sentimento misto que o video acima nos causa. Primeiro vem uma decepção e depois um sentimento engraçado que faz com que entendamos os motivos de tanta ironia para falar desse assunto.

No fim das contas, nós não somos a piada. Merecer ser exposto ao rídiculo aquele que rouba, que passa a perna e no fim se envolve em escândalo (que por sinal, acontece em todos os partidos). Ao mesmo tempo que é triste ver nossa situação sendo motivo de chacota, achamos que é importante que a situação atual da economia do país ganhe destaque internacional.

E é claro, como esse vídeo foi super compartilhado (e indicado pela Silvia, obrigada!), a gente achou que valia a pena trazê-lo para cá e abrir o debate.

2
mar
2015

Deu o que falar…

Deu o Que Falar

Recebemos uma mensagem pelo whatsapp que tivemos que rir. Pela primeira vez, podemos dizer que o deu o que falar de uma semana conseguiu se resumir em uma imagem:

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Não resumiu? hehehe

Então, vamos começar pelo primeiro:

1 - O Versace do casamento

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A gente sabe que Anitta não é a famosa mais amada do Brasil, aliás, parando para pensar, talvez ela só não seja mais criticada do que a Claudia Leitte.

Semana passada aconteceu o casamento da Fernanda Souza com o Thiaguinho, ela foi uma das convidadas e apareceu linda, com um vestido de decote diferente, justo e que ficou ótimo no corpo dela. “Da onde é, Anitta?” “- É da Versace”.

Claro que em dois segundos começaram a criticá-la pelo fato de ter escondido o fato que o modelo era da coleção para a Riachuelo e já poderia ser encontrado na remarcação por menos de 80 reais.

Bem, para a gente continua qualificado como um Versace, mas na nossa opinião, a Anitta perdeu a oportunidade de brilhar muito no casamento. Não sabemos se ela omitiu a loja de fast fashion para tentar ostentar ou se a ausência dessa informação foi esquecimento ou ingenuidade de achar que as pessoas não iriam reparar nesse “detalhe”. Foi um deslize enorme, ainda mais levando em conta que várias outras convidadas estavam com vestidos muito mais caros e não estavam tão bonitas.

A gente tem certeza que se ela tivesse aproveitado a oportunidade, as poucas unidades que ainda sobraram do vestido sumiriam das araras.

2 - Falando em vestido…

E a história do vestido azul e preto/branco e dourado? Caramba, do nada nosso whatsapp e instagram foram invadidos pela imagem mal tirada do vestido seguida de comentários intrigados de gente enxergando as duas cores e muito chocadas com a “mágica”.

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Na hora, disseram que a explicação para esse fenômeno era emocional. Quem estava vendo azul e preto estava triste e estressado e quem visse branco e dourado estava relaxado, calmo e feliz. Que nada.

A explicação é ciência pura. Nosso cérebro tenta compensar a falta de luz e de acordo com a percepção de cada pessoa, por isso acontecem as duas combinações diferentes. Está mais explicado nesse post!

Porém, polêmicas cromáticas à parte, vocês estão sabendo que a Roman Originals, marca do vestido, teve suas vendas alavancadas em 347%? E apesar de não existir a versão branca e dourada, eles estão pensando em fazer uma logo, logo.

3 - Pra quê dar ibope?

Mesmo com tantas polêmicas em uma semana, provavelmente a que nos chamou mais a atenção foi a entrevista que a Suzane Von Richthofen deu na estreia do programa do Gugu.

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É um pouco cúmulo do absurdo dar ibope para uma menina rica que matou os pais só porque ela vai casar com outra detenta, mas a audiência está aí para ser conquistada, e esse tipo de assunto dá o que falar, não tem como não ficar minimamente interessada no assunto, mesmo desprezando a pessoa. E olha que pelo o que lemos, a entrevista foi polêmica, com ela soltando frases como: “se minha mãe estivesse viva, ela iria me visitar”.

Foi uma sacada genial, mas não vamos transformar esse caso em uma versão abrasileirada de Orange is the new black, né? Não vemos problema nenhum em dar fama à pessoas estupidas, mas dar fama para assassinas? Poxa, Gugu, você precisava mesmo disso?

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