Esse foi um dos poucos livros que comprei sabendo exatamente do que se tratava e sabendo que as possibilidades de eu amar seriam bem grandes! Não me decepcionei, e arrisco dizer que esse título já entrou para a minha lista de melhores do ano.
Para quem não sabe do que se trata, vou colar só uma parte da sinopse gigantesca, mas quem quiser, pode ler o resto aqui: “Objeto de verdadeira polêmica pública, a batalha em torno da proibição de “Roberto Carlos em detalhes” é o cerne de “O Réu e o Rei”. Paulo Cesar de Araújo conta a história da sua intensa relação com a música de Roberto Carlos, os dezesseis anos de pesquisa que embasaram a redação da biografia, e por fim os meandros de uma das mais comentadas e controversas guerras judiciais travadas recentemente no Brasil”
Provavelmente só uma pessoa que estava morando em um iglu no Alasca e sem acesso à internet não ficou sabendo de toda essa polêmica envolvendo o cantor. Eu, que sou fã de biografias - sejam ela autorizadas ou não - achei esse caso um absurdo na época, mas confesso que minha antipatia ficou mais concentrada na turminha de Paula Lavigne e o projeto “Procure Saber”. Achei uma tremenda incoerência que justamente as pessoas que mais sofreram com a censura na época da ditadura militar estivessem fazendo esse tipo de protesto!
Apesar de não levar nenhum jeito para a advocacia, eu adoro filmes e livros que tenham essa temática. Fiquei curiosa para saber sobre o outro lado, mas comecei a primeira página só pensando naquela frase que diz que toda história tem 3 lados, o meu, o seu e o verdadeiro. Achei que Paulo Cesar de Araujo iria se fazer de vítima, mas é claro que isso só aconteceu porque eu não conhecia o trabalho do autor e historiador.
No livro, ele expõe desde a sua relação com as músicas de Roberto Carlos, quando ele ainda era criança, passa por todas as entrevistas que ele conseguiu enquanto ainda estava na faculdade, até trechos de toda a batalha judicial que se deu até o momento. Assim como ele cita pessoas que o apoiaram, ele também dá espaço às críticas e, dessa forma, você vê que o lado historiador de Paulo Cesar é crucial para o livro. Pode até ser que exista o tal terceiro lado verdadeiro, mas a história é tão absurda em tantos aspectos, que acredito que ele não estará tão distante do que é narrado nas quase 500 páginas.
Assim que o livro foi lançado, é claro que a primeira coisa que a mídia fez foi perguntar para o advogado de Roberto Carlos, que acompanhou todo o caso desde o começo, se haveria chances do autor ser processado de novo. A resposta foi negativa e uma das justificativas foi que “ao contrário do livro anterior, não contem invasão de sua privacidade e/ou injurias ou difamações a sua pessoa“. Com certeza não tem injúrias nem difamações, mas pra mim, a imagem de Roberto Carlos saiu muito mais arranhada do que qualquer biografia que falasse das loucuras que ele aprontava na época da Jovem Guarda.
Alguém já leu??
Beijos!
Carla





