Ano passado eu tomei o maior susto em novembro, eu achava que podia estar grávida e quem lembra do meu post sabe que eu passei o maior drama. Conversa vai conversa vem eu comecei a contar toda a saga do meu quadro clínico para vocês na novela dos ovários, que apelidei carinhosamente de Novário.
Para quem não conhece o futi, eu compartilhei que por estar no grupo de risco de AVC eu tive que parar de tomar a pílula (que eu tomava há anos). Depois disso fiquei entre vários métodos e como contei no quarto capítulo da saga, acabei optando pelo DIU de cobre.
Depois disso eu recebi alguns emails, comentários e menções no Facebook perguntando o que eu vinha achando do meu DIU. Bom, hoje vou falar um pouco de tudo que me perguntaram.
Cólicas:
No primeiro mês tive um pouco mais de cólica que o normal, mas nada que um Buscopan Fem não tenha resolvido.
Enxaqueca:
Tive apenas um início de enxaqueca de abril para cá (antes eu tinha algumas por mês), e na hora o remédio deu jeito e ela não me derrubou.
Fluxo:
Bom, os primeiros dois ciclos foram bem coordenadinhos (dentro da realidade dos ovários policísticos) e sim, ambos foram muito intensos no segundo dia. Tive que colocar dois absorventes noturnos, usar OB, entre outras coisas. Depois dos primeiros dois ciclos o meu fluxo normalizou. Já o ciclo, esse está bagunçado, mas não acredito que tenha a ver com o DIU de cobre, e sim com os meus ovários malucos, que cada hora querem uma coisa do meu corpo, da minha pele e afins.
Esse é o ponto negativo para muitas mulheres e o que mais eu fui avisada, mas para mim acabou dando tudo certo.
Escapes:
O único senão de tudo é que em junho eu tive um mês com escapes. Não chegava a ser uma menstruação, mas era chatinho, né? De qualquer forma acredito que não dá para associar AO DIU em si, pois tenho outra condição que complica essa questão. De qualquer forma passou e agora eu já estou 100% normal (até segunda ordem hehe).
Libido:
Bom, conforme eu falei antes, sem a pílula minha libido está maior do que nunca. Como já falei, com a pílula eu gostava da coisa, mas não morria de vontades antes de começar e agora isso passou. Para mim, esse foi um dos pontos mais positivos desde que parei de tomar pílula, assim como a diminuição da celulite e da enxaqueca.
Sentir o DIU na relação:
A primeira vez com o DIU foi meio estranho, depois tudo ficou 100% normal.
Até segunda ordem eu super recomendaria o DIU de cobre para qualquer amiga. Claro que para quem não tem as questões de pele que eu tenho, eu acho que o Mirena parece ser ainda melhor, mas de qualquer forma, nada pode ser decidido sem a opinião final do seu ginecologista de confiança.
Se você não acompanhou essa saga, mas quer saber tudo que postamos e que as leitoras comentaram você pode navegar por esses posts:
1) Novário parte 1: o drama do anticoncepcional. 2) Novário parte 2: o diagnóstico do SOP 3) Novário parte 3: o medo do DIU e a escolha de Sofia 4) Novário parte 4: DIU de cobre colocado
Eu sigo tratando o SOP com o tratamento alternativo que a minha ginecologista (dra. Helena Guerra) montou com metformina e espirolactona e a Dra. Vanessa Metz (minha dermatologista) continua montando uma série de tratamentos para ajudar minha pele nessa saga. A cada momento do ciclo ela fica de um jeito, mas acho que agora eu peguei o jeito e estou me virando bem com isso. Dentro do possível está tudo dando certo, espero que continue assim.
De qualquer forma, eu vou mantendo vocês informadas. Se quiserem me mandem suas dúvidas, posso responder o que for pra mim e pedir pra médica responder o que for mais técnico.
Beijos
Jô






