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6
jul
2015

10 coisas que nem eu sabia sobre mim…

Lifestyle, Reflexões, Relacionamento

Há aproximadamente uns 50 dias eu entrei num período diferente da minha vida, fiz uma viagem de meditação, foquei na minha espiritualidade e encarei o que me pareceu ser um tempo sabático. Claro que sem cortar totalmente o trabalho, até mesmo por motivos de “por hora, isso não é possível”. A verdade é que me senti no meu próprio momento do livro “comer, rezar e amar” só que em menos tempo - e amor em questão, sendo o amor próprio.

Sei que esse período ainda não acabou, mas muitas coisas já mudaram internamente e chega ser engraçado constatar algumas que eu não notava antes. Ou mesmo outras que eu realmente não sabia sobre mim mesma, ou pelo menos sobre essa parte de mim.

Como está difícil falar sobre algo que não seja sobre mim…Vamos lá!
Pausa para um comentário: sim, essa frase foi muito egocêntrica!

1. EGOÍSMO: Eu estou gostando de viver uma fase focada em mim, esse “egoísmo” faz com que eu esteja curtindo minha companhia mais do que nunca. Seja ouvindo uma música que eu goste, viajando em minha companhia, passeando sozinha, jantando sozinha, bebendo um drink comigo mesma ou apreciando a vista ao som da minha música. Ui! Nem eu estou me suportando. rs Brincadeiras à parte, coisas como caminhar sozinha (sem me preocupar com mais ninguém) têm tido seu valor.

sem make & sem facetune rs

sem make & sem facetune rs

2. CARÊNCIA: Ao mesmo tempo que eu estou super querendo viver várias coisas sozinha eu fico carente em alguns momentos e quero ter alguém com quem dividir o momento. Por sorte tenho amigas e amigos que estão super disponíveis pra tal. De certa forma, eu NUNCA soube que eu era uma pessoa carente, aliás, continuo achando que não sou, acredito que isso é só uma fase.

3. QUANDO AS MELHORES COISAS DA VIDA SÃO COISAS: quem me conhece sabe que eu JAMAIS falaria uma frase dessas! No entanto, tenho descoberto que algumas coisas materiais têm MUITO valor pra mim, e por mais irônico que possa parecer, não estou falando de bolsas ou sapatos de marca, estou falando de coisas que mudam a minha vida prática, como por exemplo: minha cama enorme e confortável ou as rolagens fantásticas das minhas malas super poderosas.

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Malas com as rolagens do amor | Roncato

Tenho viajado tanto que ambas as “coisas” me fazem lembrar que dinheiro pode sim comprar itens que melhoram nossa qualidade de vida. Claro que não preciso nem de uma coisa, nem de outra, para ser feliz, mas ambas me ajudam a ter uma vida mais leve.

4. PREPARADA PARA AS PORTAS EM AUTOMÁTICO: Eu me encontro pronta para a próxima aventura em tempo integral. Sem muito planejamento, sem muita organização prévia. Minhas necessáires estão sempre preparadas e já não gasto mais tempo separando nada, nenhuma miudeza. Eu agora monto mala mais rápido e com menos preocupação. Assim como mudo planos durante o processo, coisa que quem me conhece há mais tempo sabe que seria IMPENSÁVEL.

Quem diria que eu ia nadar no Mar Mediterrâneo, adorar e resolver cancelar o resto da minha viagem pela Itália. Eu fui para Capri passar dois dias e meio e resolvi ficar cinco. Só porque deu vontade. Isso nunca, NUNCA, nunca aconteceria com a Joana de antes.

Nota da blogueira: claro que se for uma viagem de trabalho ainda vou queimar a mufa montando os looks uns dias antes, mudar isso seria algo impossível. Só que agora edito e altero os looks sem muito medo ou ansiedade. ;)

5. PRATICANDO A ENTREGA: Quem me conhece sabe que eu confio de olhos fechados e com os pés na brasa no Cara lá de cima. Sempre confiei e falo com toda verdade que há no meu coração quando digo que “o que tiver que ser vai ser” ou frases feitas desse tipo. Eu entrego pro Universo e confio que o que é certo para mim vai vir. Eu já fazia isso antes, já faço há mais de 10 anos, mas agora está demais.

2015 é o ano que está testando minha capacidade de entrega. Não gosto nem de falar para não atrair mais nenhum desafio. O primeiro semestre já foi e eu estou confiando plenamente que esse é o ano de relaxar e se entregar para o processo.

Eu não consigo explicar muito, só sei que vai acontecer o que tiver que acontecer.

6. REPETINDO COM ORGULHO: Outra parte fútil das minhas mudanças é a seguinte: Eu repito a mesma peça 200 vezes se ela estiver limpa e eu estiver com vontade de usar. As vezes lavo ontem e uso hoje de novo, se deu vontade, tá tudo certo.

O sapato que mais usei na viagem, mas repeti muita roupa tb! | Qix

O sapato que mais usei na viagem, mas repeti muita roupa tb! | tem no site da Qix

Qual o problema nisso? Nenhum, só minhas seguidoras do Snapchat devem estar achando que eu tenho no máximo 10 peças de roupa no meu armário. O que felizmente não é verdade, tenho muita coisa, ainda que eu doe a maioria daquilo que julgo não precisar.

7. PACIÊNCIA, VOLTA PRA MIM! Sempre fui a campeã em ser amorosa, compreensiva, fofa e as vezes paciente (às vezes). Isso é meu, sempre fui assim, não é fazer tipo, nunca foi. Também sempre fui naturalmente política, aquela que coloca panos quentes nas mais variáveis situações constrangedoras. Muitas vezes parava de ver uma coisa pra mim para ver para o outro, acho isso ótimo (dado que é algo natural), mas agora parece impossível.

Eu estou uma chata, impaciente e irritadiça, confesso que isso é o que eu não quero levar para a vida da nova Joana! Quando isso acontece eu tenho tratado de colocar meu fone de ouvido e ignorar qualquer ímpeto de dar um fora em alguma pessoa amada.

8. EU PRECISO DE SILÊNCIO! Qualquer amiga minha que ler esse post vai começar a rir agora. O que? Joana fazendo silêncio? Impossível.

Pois bem, minha mãe é a prova viva de que eu pratiquei muito silêncio interno na minha viagem. Em inúmeros momentos me calei, em alguns ouvi música, em outros ouvi a natureza, mas sem dúvida nenhuma fazia muito tempo que eu não ficava tão introspectiva assim.

Obrigada Apple pelo fone de ouvido que vem com o celular.

Obrigada Apple pelo fone de ouvido que vem com o celular.

Coitada da minha mãe, ela ficou danada comigo. De acordo com ela eu nunca fiquei quieta na minha existência, fui tratar de ficar praticando o silêncio no meio das nossas férias? rs

9. SAUDADES DO QUE NUNCA VIVI! Eu nunca entendi tão bem a música Índios da banca Legião Urbana. Eu não tenho ninguém que seja a cura para o meu vício de insistir na saudade que eu sinto de tudo que ainda não vi, mas eu sei que sinto essa saudade que é difícil de ser explicada de forma clara. Ou seja, quero viver tudo que há para viver e me permitir (agora já num momento Lulu Santos/Claudinho e Buchecha porque sou dessas).

10. MEU DEUS, DÁ PAUSE NO MEU SPOTIFY! Se tinha uma coisa que eu notei nos últimos 8 anos é que eu parei de escutar música. Quase não escutava música no avião, no ônibus, trabalhando, para me arrumar para sair e outras coisas mais. A primeira necessidade que eu tive quando me vi nesse período sabático foi de baixar o spotify e começar a separar minhas músicas.

Captura de Tela 2015-07-03 às 13.13.41Eu acredito que escutei mais música nos últimos 35 dias do que nos últimos 6 anos. Escutei para chorar, escutei para rir, escutei para lembrar, escutei para esquecer, escutei para dançar e escutei para relaxar. Ufa! Escutei todo tipo de música (umas muito cafonas inclusive) e não quero parar nunca mais.

Não quero nunca mais esquecer que músicas me inspiram e tudo isso teria sido um caos se a Carla não tivesse me apresentado esse app, que me toma 8 obamas por mês (na versão premium), mas faz cada dia que passa minha vida mais feliz.

Ufa! Que post aleatório, né? Acho que ele vai fazer muito sentido para quem acompanhou as minhas férias pelo Snapchat, no mais ele vai ser apenas uma lista de devaneios de uma garota maluca que está se adaptando à vida de solteira…

Beijos

3
jul
2015

Pé na bunda: deixe doer e deixe passar!

Convidados, Lifestyle, Mayara Oksman, Reflexões, Relacionamento
Vocês lembram do texto que a Mayara escreveu? Ele se chamava “Ser solteira não é defeito“. Ele foi um verdadeiro sucesso e nós ficamos morrendo de vontade de que ela escrevesse mais alguma coisa para nós. Esse dia chegou, hoje a May resolveu falar sobre “pé na bunda”!

Eu ainda não sei o que é ter um relacionamento a dois. Como disse no meu post anterior, o maior dos meus rolos durou quatro meses. Mas o que eu não disse para vocês, é que o meu maior rolo só durou quatro meses porque levei um belo de um pé na bunda. Daqueles doídos, chorosos e dramáticos.

Meu mundo caiu. Achei que eu nunca mais seria feliz, achei que eu nunca ia parar de chorar. Aliás, chorei tanto que respirar era difícil. Não fui para a faculdade por uns dois dias, apaguei todas as luzes, fechei as janelas, me joguei na cama e coloquei em repeat uma playlist repleta de músicas tristonhas. Acho que eu ganharia um Oscar de melhor atriz se minha vida fosse um filme Hollywoodiano de drama.

Ok, dor é para ser sentida, só não podemos nos permitir exagerar não é mesmo?

 

Minha mãe, muito sábia, me deixou sofrer. Me deixou chorar, me segurou no colo e disse que eu tinha que passar por aquela experiência. Parece besteira, especialmente por ter durado apenas quatro meses, mas passei pelos chamados “cinco estágios da perda”: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação (ok, não exatamente nessa ordem e alguns mais do que os outros, confesso, mas passei por todos). Não importa quanto tempo depois, mas um belo dia eu acordei e não me vi mais triste. Não fiquei com vontade de chorar e nem pensei naquele-que-não-deve-ser-nomeado. Simplesmente aceitei que o que quer que tinha acontecido entre eu e ele não existia mais.

Como dizem por aí, não tem arco-íris se não tem chuva.

 

E por que contei sobre meu pé na bunda? Contei porque se eu, a rainha do drama em pessoa conseguiu passar por isso e sobreviver ao – suposto – fim do mundo, você também consegue. É um aprendizado, um amadurecimento, algo que todo mundo passa pelo menos uma vez na vida.

Então para quem levou um pé na bunda recentemente fica a minha dica: sofra, chore, grite, ouça as músicas que quiser, veja filmes românticos. Você tem que passar por esse momento (sozinha, acredite). Mas uma hora você vai perceber que você está viva, linda e maravilhosa, pronta para levantar e sacodir a poeira. O importante é ver a luz no fim do túnel e saber que esse sentimento horrível é passageiro.

Mayara Oksman

Você também pode ler o texto “ser solteira não é defeito“.

Mayara-L.-Oksman

24
jun
2015

Relacionamento: namorados compulsivos não anônimos!

Lifestyle, Reflexões, Relacionamento

Naturalmente as questões do coração andam aparecendo por todos os lados, sejam na minha história, na história dos meus amigos ou mesmo na timeline do meu Facebook. Parece que os fins, começos e recomeços são uma constante para todos os lugares em que olho no atual momento. E eles estão me chamando a atenção.

Um exemplo: durante o fim das minhas férias eu estava navegando pelo Facebook e vi uma antiga amiga de colégio fazendo juras de amor eterno e verdadeiro pela 5ª vez, pelo 5º namorado nos últimos 5 anos (ok, posso estar exagerando um pouco, mas só um pouco). Fiquei pensando sobre isso. Para mim é muito difícil acreditar que as pessoas possam ter “5 histórias de amor verdadeiro” em tão pouco tempo. Até acredito que elas podem ter 10 paixões incríveis, mas não aquele tipo de amor profundo que faz com que nos entreguemos por completo. Não consigo acreditar que um grande amor que seja algo que acontece de forma tão banal assim. Acho que esse tipo de história acontece algumas poucas vezes na vida, o que não anula o fato de que todos podemos nos interessar algumas vezes por ano, desejar centenas de caras e viver paixonites incontáveis.

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Você deve estar me achando uma romântica muito da clichê, mas acredito que sou menos do que pareço. Acho que as paixões são super importantes, para não dizer incríveis, e devem ser vividas intensamente. Só não consigo não estranhar quem tem “o mesmo relacionamento” várias vezes, só mudando o outro personagem da trama.

Parte de mim acha que a menina que me inspirou a escrever sobre isso é uma pessoa invejável. A capacidade que ela tem de sair de uma história, se reinventar e recomeçar é algo muito legal. No entanto, outra parte de mim desconfia que ela possa ser aquele tipo de pessoa que não consegue se entregar de verdade para ninguém, passa de compromisso para compromisso sem viver profundamente cada história e vive as aparências de um grande amor quando, na verdade, não tem coragem de vivê-lo de forma plena e profunda. Muitas vezes parece que pessoas assim não conseguem ficar na companhia delas mesmas, precisam estar prospectando um compromisso para se sentirem seguras. O que parece importar de fato é a manutenção do status de “em um relacionamento sério”, mesmo que a manutenção do relacionamento em si seja o que menos importa.

Quando eu vejo esse tipo de compulsão tão severa por relacionamento eu me questiono se isso tudo isso não é um sintoma de insegurança crônica, um medo enorme de ficar sozinho.

sozinha2Verdade seja dita, quanto mais conheço as pessoas, mais concordo que os melhores perfumes estão nos vidros mais discretos. Os casais mais fantásticos que conheço não são aqueles que fazem as juras de amor mais românticas no Facebook, ou que postam selfie todos os dias no Instagram. Os casais mais incríveis que eu conheço passam por crises, passam por dias difíceis e se reinventam juntos. Ainda que pouquíssimas pessoas saibam disso. Claro que para toda regra existem exceções, mas se eu levar em conta minha amostragem, vejo isso de forma muito clara.

Até chego a me perguntar se a pessoa que tanto declara seu amor nas redes sociais todos os dias pode estar tentando validar (publicamente) para ela mesma o que ela sente pela outra pessoa. Claro que existem pessoas que só querem dividir com o mundo o que elas sentem, mas quando a pessoa troca de amor como quem troca de t-shirt eu não consigo acreditar que aquele sentimento seja realmente tão profundo.

Fico pensando que deve ser algo muito louco ter a alta capacidade de amar, amar e amar de novo. Ininterruptamente.

Como algumas de vocês já sabem, eu saí de um relacionamento muito especial que durou 6 anos. Foram muitos dias, meses e anos de entrega profunda de ambas as partes, de muito amor e amizade, mas que chegou a um fim. Não acho que essa história teve nada de banal por isso, é normal que esse rompimento tenha sido/esteja sendo dolorido para ambos e que não venha acarretado de um novo relacionamento em duas semanas.

Eu desconfio muito de quem não sente nenhuma dor no fim de um relacionamento. Claro que existem exceções, sempre né? Algumas pessoas vivem o luto antes de terminar e já resolvem sua cota de sofrimento antes mesmo do fim, mas é diferente daquelas que partem para outra sem sentir nada.

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Ainda usando meu “auto exemplo”, meu primeiro término de namoro foi com uma pessoa que não sabia ficar sozinha, tipo de pessoa que termina um namoro engatando em peguete nova, que em poucos dias virava namorada e por aí foi indo, sucessivamente, até eu perder o interesse em saber o que estava acontecendo (mas acredito que não tenha mudado muito). Naquela hora, é terrível ser a ex de uma pessoa que ama e “desama” com essa facilidade, mas depois você vai entendendo como a coisa funciona e chega dar um pouco de pena de quem vive a vida assim. Afinal, corajoso é quem vive de verdade suas conquistas, seus lutos, perdas e ganhos, sem fazer ninguém de muleta para nada disso.

As vezes parece que os “namoradores compulsivos” estão mais acostumados a desistir fácil dos seus relacionamentos. Como eles trocam tão rápido os personagens da sua história, não sentem a necessidade de lutar por aquele compromisso. No fim ele será mais um, apenas mais um.

O único relacionamento que nunca vai terminar com toda certeza é o nosso com a gente mesmo. No fim, para ser realmente feliz com a outra pessoa a gente tem que ser feliz internamente. Sei que parece clichê e sei que já falei disso mil vezes, mas cada dia que passa acredito mais nisso. Assim como acho que todo e qualquer tipo de relacionamento demanda cuidado, manutenção, dedicação e entrega, seja com quem for. Quem dá o outro por garantido sempre pode cair do cavalo. Todo grande e verdadeiro amor precisa vencer guerras e batalhas, uns sobrevivem, outros não, mas o importante é dar o seu melhor.

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Que me perdoem aqueles que acreditam que para ser feliz é preciso estar comprometido. Eu não consigo crer em tal fato. A meu ver ser feliz é imprescindível viver de verdade. Não importa se solteira, casada ou separada. Viver os sentimentos profundos e verdadeiros é a única forma de ter uma vida plena.

E vocês? O que acham das pessoas que são viciadas em relacionamentos sérios? Quero muito saber…

Beijos

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