18 em Comportamento/ Reflexões/ Relacionamento no dia 24.06.2015

Relacionamento: namorados compulsivos não anônimos!

Naturalmente as questões do coração andam aparecendo por todos os lados, sejam na minha história, na história dos meus amigos ou mesmo na timeline do meu Facebook. Parece que os fins, começos e recomeços são uma constante para todos os lugares em que olho no atual momento. E eles estão me chamando a atenção.

Um exemplo: durante o fim das minhas férias eu estava navegando pelo Facebook e vi uma antiga amiga de colégio fazendo juras de amor eterno e verdadeiro pela 5ª vez, pelo 5º namorado nos últimos 5 anos (ok, posso estar exagerando um pouco, mas só um pouco). Fiquei pensando sobre isso. Para mim é muito difícil acreditar que as pessoas possam ter “5 histórias de amor verdadeiro” em tão pouco tempo. Até acredito que elas podem ter 10 paixões incríveis, mas não aquele tipo de amor profundo que faz com que nos entreguemos por completo. Não consigo acreditar que um grande amor que seja algo que acontece de forma tão banal assim. Acho que esse tipo de história acontece algumas poucas vezes na vida, o que não anula o fato de que todos podemos nos interessar algumas vezes por ano, desejar centenas de caras e viver paixonites incontáveis. 

tatuagem-nomes

Você deve estar me achando uma romântica muito da clichê, mas acredito que sou menos do que pareço. Acho que as paixões são super importantes, para não dizer incríveis, e devem ser vividas intensamente. Só não consigo não estranhar quem tem “o mesmo relacionamento” várias vezes, só mudando o outro personagem da trama.

Parte de mim acha que a menina que me inspirou a escrever sobre isso é uma pessoa invejável. A capacidade que ela tem de sair de uma história, se reinventar e recomeçar é algo muito legal. No entanto, outra parte de mim desconfia que ela possa ser aquele tipo de pessoa que não consegue se entregar de verdade para ninguém, passa de compromisso para compromisso sem viver profundamente cada história e vive as aparências de um grande amor quando, na verdade, não tem coragem de vivê-lo de forma plena e profunda. Muitas vezes parece que pessoas assim não conseguem ficar na companhia delas mesmas, precisam estar prospectando um compromisso para se sentirem seguras. O que parece importar de fato é a manutenção do status de “em um relacionamento sério”, mesmo que a manutenção do relacionamento em si seja o que menos importa.

Quando eu vejo esse tipo de compulsão tão severa por relacionamento eu me questiono se isso tudo isso não é um sintoma de insegurança crônica, um medo enorme de ficar sozinho.

sozinha2Verdade seja dita, quanto mais conheço as pessoas, mais concordo que os melhores perfumes estão nos vidros mais discretos. Os casais mais fantásticos que conheço não são aqueles que fazem as juras de amor mais românticas no Facebook, ou que postam selfie todos os dias no Instagram. Os casais mais incríveis que eu conheço passam por crises, passam por dias difíceis e se reinventam juntos. Ainda que pouquíssimas pessoas saibam disso. Claro que para toda regra existem exceções, mas se eu levar em conta minha amostragem, vejo isso de forma muito clara. 

Até chego a me perguntar se a pessoa que tanto declara seu amor nas redes sociais todos os dias pode estar tentando validar (publicamente) para ela mesma o que ela sente pela outra pessoa. Claro que existem pessoas que só querem dividir com o mundo o que elas sentem, mas quando a pessoa troca de amor como quem troca de t-shirt eu não consigo acreditar que aquele sentimento seja realmente tão profundo.

Fico pensando que deve ser algo muito louco ter a alta capacidade de amar, amar e amar de novo. Ininterruptamente. 

Como algumas de vocês já sabem, eu saí de um relacionamento muito especial que durou 6 anos. Foram muitos dias, meses e anos de entrega profunda de ambas as partes, de muito amor e amizade, mas que chegou a um fim. Não acho que essa história teve nada de banal por isso, é normal que esse rompimento tenha sido/esteja sendo dolorido para ambos e que não venha acarretado de um novo relacionamento em duas semanas.

Eu desconfio muito de quem não sente nenhuma dor no fim de um relacionamento. Claro que existem exceções, sempre né? Algumas pessoas vivem o luto antes de terminar e já resolvem sua cota de sofrimento antes mesmo do fim, mas é diferente daquelas que partem para outra sem sentir nada.

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Ainda usando meu “auto exemplo”, meu primeiro término de namoro foi com uma pessoa que não sabia ficar sozinha, tipo de pessoa que termina um namoro engatando em peguete nova, que em poucos dias virava namorada e por aí foi indo, sucessivamente, até eu perder o interesse em saber o que estava acontecendo (mas acredito que não tenha mudado muito). Naquela hora, é terrível ser a ex de uma pessoa que ama e “desama” com essa facilidade, mas depois você vai entendendo como a coisa funciona e chega dar um pouco de pena de quem vive a vida assim. Afinal, corajoso é quem vive de verdade suas conquistas, seus lutos, perdas e ganhos, sem fazer ninguém de muleta para nada disso.

As vezes parece que os “namoradores compulsivos” estão mais acostumados a desistir fácil dos seus relacionamentos. Como eles trocam tão rápido os personagens da sua história, não sentem a necessidade de lutar por aquele compromisso. No fim ele será mais um, apenas mais um.

O único relacionamento que nunca vai terminar com toda certeza é o nosso com a gente mesmo. No fim, para ser realmente feliz com a outra pessoa a gente tem que ser feliz internamente. Sei que parece clichê e sei que já falei disso mil vezes, mas cada dia que passa acredito mais nisso. Assim como acho que todo e qualquer tipo de relacionamento demanda cuidado, manutenção, dedicação e entrega, seja com quem for. Quem dá o outro por garantido sempre pode cair do cavalo. Todo grande e verdadeiro amor precisa vencer guerras e batalhas, uns sobrevivem, outros não, mas o importante é dar o seu melhor.

phonto

Que me perdoem aqueles que acreditam que para ser feliz é preciso estar comprometido. Eu não consigo crer em tal fato. A meu ver ser feliz é imprescindível viver de verdade. Não importa se solteira, casada ou separada. Viver os sentimentos profundos e verdadeiros é a única forma de ter uma vida plena.

E vocês? O que acham das pessoas que são viciadas em relacionamentos sérios? Quero muito saber…

Beijos

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18 Comentários

  • RESPONDER
    Alice
    24.06.2015 às 18:23

    Jô, parabéns pela maravilhosa reflexão! concordo com cada letra que vc escreveu. Também conheço muitos exemplos de gente que ficava alardeando aos quatro ventos o tempo todo o quanto era feliz, amado, realizado e paparicado no relacionamento, mas a realidade era bem diferente. Como vc disse, acho que é questão de auto-afirmação mesmo. Geralmente são pessoas inseguras de si, um tanto vazias e que não gostam da própria companhia, tem sempre de se “apoiar” no parceiro, seja ele quem for. E me parece que as mulheres são mais susceptíveis a esse comportamento por diversos motivos. Falo muito disso no meu blog, inclusive.
    http://www.blogamorreal.com.br

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    gil
    24.06.2015 às 18:40

    oi jô, eu nao gosto de ficar controlando o q faço muito menos analisar o q os outros passam porque ja aprendi q ninguem vai passar por essa vida ileso, todos sorrimos e todos sofremos em muitos momentos da vida, nao existe a felicidade plena nem a tristeza q dura toda a vida, existe felicidade em quem vive com pouco mas vê bençaos e alegria em cada pena coisa e existe tristeza em quem tem tudo mas ve um vazio no amor, ou social, eu sempre fui infeliz quando nao tinha alguem, so tinha eu o meu computador e os meus sonhos, hj tenho o meu noivo q nao troco pelo meu passado nunca mas percebo q eu me irrito e me preocupo po coisas q antes eu nunca sabia q existia, ele tem um filho, uma ex e um passado entao me sinto segura e confio nele mas o ciume sempre me deixa atenta kk nao existe felicidade por completo mas da para se sentir bem e nao existe tristezas eternas mas elas sempre vao aparecer mas a fe é o melhor remedio <3
    jô, me visite também:
    http://www.gilvaniaevans.com

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    Rafaella Sousa
    24.06.2015 às 19:46

    Oi, Jô! Eu tive praticamente essa mesma reflexão que você expôs no post e também foi motivada por posts de amigos no facebook. Um amigo que namorava há uns dois anos terminou com a namorada. Lembro da época em que ele começou o namoro, nós estávamos conversando e ele disse que não estava apaixonado por ela nem nada. Aí eu disse: “ué, se vc não a ama, tá apaixonado ou algo do tipo, tá namorando por quê?”. E ele riu e respondeu: “ah, a gente já tava ficando há dois meses já e ela tava me enchendo o saco pra namorar”. Recentemente ele fazia posts chamando-a de “amor da vida”. Semana passada postou uma foto com a nova namorada chamando-a de “companheira”.
    Outro amigo fez a mesma coisa. Namorou um ano, falava que tinha encontrado a companheira pra vida toda. Semana passou postou que estava em “relacionamento sério” com outra mulher.
    Ambos com distância mínima entre o fim de um relacionamento e o início de outro.
    Também não entendo essa necessidade demarcar status de relacionamento no facebook. Invariavelmente gera comentários se você termina um relacionamento e logo começa outro.
    Eu, por exemplo, estou há cinco anos com o meu namorado. Ele é meu primeiro namorado, me vejo daqui cinquenta anos ao lado dele, há várias fotos nossas no meu facebook e no dele, mas não há status “em relacionamento sério”. Se acabar, eu apago tudo e, se alguém comentar, não preciso falar nada se eu não quiser.
    As pessoas trocarem de namorado com frequência é algo que pode acontecer. Cada um vive como quer, mas a exposição gratuita de nós mesmos nas redes sociais acho que pode potencializar os efeitos de um rompimento e até a necessidade de arrumar alguém novo logo depois.
    Beijo!

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    Alicita
    24.06.2015 às 20:21

    Oi, Jo! Ja passei algumas poucas vezes para comentar, mas sou leitora assidua. Essa semana eu fiquei muito triste quando vi que voce e a Cony tinham terminado os respectivos namoros. Comentei com uma amiga minha, que tb acompanha voces, que eu tinha ficado espantada com esses términos. E ai me perguntei: e eu com isso? Na vdd, acho que quando a gente gosta das pessoas, mesmo que de longe, a gente se importa com elas. Quase como se fossemos amigas, eu queria saber se voces estavam bem, como que passariam por essa fase que nao é facil. Voce é uma pessoa incrivel, mulher forte, decidida, que nao exita em expor sua opiniao pro mundo e deve ter tido seus motivos. Terminar nao é facil, mas seguir em frente é pior. Concordo com seu espanto em relacao a pessoas que trocam de amor com facilidade. Nao é facil. Admito que ja engatei um relacionamento com outro, mas ja tinha vivido o luto durante o final de um. Essa exposicao toda tem trazido muitos julgamentos tb. Como se todo mundo tivesse o direito de palpitar na vida alheia e julgar os motivos e atitudes das pessoas. Nao acredito em mil amores. Mil paixoes, sim. Mas com essa vida que prega que pra ta feliz, tem que ta junto, creio que continuaremos a ver pessoas levando relacionamentos vazios pra poder carregar essa bandeira da falsa felicidade. Espero que quem faca isso, seja feliz. Mas desejo do fundo do coração que quem ama mesmo, ame plenamente. Jo, tudo do bom e do melhor pra voce nessa nova fase. Que voce encontre a sua paz de espirito, sua alegria. Um beijo e desculpa por esse longo devaneio. Parabens pra voce e pra Ca pelo blog. :)

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      Joana
      25.06.2015 às 9:09

      Alicita,

      Primeiro acho ABSOLUTAMENTE normal que você tenha ficado preocupada conosco, as pessoas não entendem bem mas a conexão de leitora-blogueira e blogueira-leitora é algo muito especial. Não é a toa que ficamos amigas de várias leitoras tagarelas aqui…

      De toda forma eu estou bem, fácil não tem sido, mas eu estou bem. Obrigada pelo carinho, de verdade, toda torcida é bem vinda agora! :)

      Obrigada também pelo elogio ao futi, eu e a Ca ficamos muito felizes com isso.

      Beijos

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    Daphne
    24.06.2015 às 21:17

    Jo,
    Eu estava precisando muito ler isso, sabia? Vou abrir meu coração aqui, inclusive.
    Eu já tive muito medo de ficar sozinha. Eu namorei durante 3 anos um menino, e passei uns 6 meses já sabendo que não queria mais ficar com ele. Mas não conseguia terminar porque tinha medo – não sabia como ia ser ficar sozinha assim, de repente. Então eu só consegui quando conheci o meu atual namorado (não traí ninguém, mas confesso que me apaixonei antes de terminar, mesmo sem nenhum envolvimento real por parte dele). Só consegui desapegar do meu relacionamento anterior quando encontrei o meu atual, e lembro de ter conversado com um amigo meu sobre isso – sobre como é ruim perceber que você não se sente a vontade para se declarar solteira. Devia ter terminado antes e aproveitado um tempo para refletir.
    Nesse ano, eu estava indo por outro caminho errado. Eu e meu namorado já estamos juntos há 3 anos, e eu amo ele. Amo, mas não sinto mais aquela paixão, sabe? Natural, né? Ninguém fica com borboletas na barriga quando vê a pessoa depois de 3 anos anos – se ficar, como diz uma amiga minha, é melhor fazer uma endoscopia. Eis que nesse meio tempo surgiu um cara novo no meu trabalho, um cara bem legal, que começou a me tratar de uma forma mais especial (e a mandar indiretas, mas sutis), e eu confesso que cheguei a pensar em fazer largar o meu namorado, que eu amo, mas não sinto mais paixonite boba, para viver uma paixão com o novo cara. Conversei com vários amigos e cada um tinha uma opinião diferente sobre o meu caso. Só caí na real quando fui “pedir um tempo” para o meu namorado: ele disse que me ama muito, que eu era a melhor amiga dele, que eu sou e fui o maior motivo de felicidade na vida dele, que nós passamos juntos pelos melhores e os piores momentos, de viagens incríveis até o câncer de parentes próximos, e que ele não conseguiria nem imaginar a dor que iria sentir se eu o deixasse, mas que eu era livre para ir onde quisesse, desde que assim eu fosse mais feliz. Chorei tanto nesse dia, Jo. Pela primeira vez na minha vida percebi o que era amor de verdade; que amor não é apenas beleza e felicidade, amor é apoio e amor é sacrifício. E que eu não vou abandonar algo tão forte assim por um carinha bonito do trabalho de jeito nenhum; que essa história de “viver intensamente” várias paixões talvez seja equivalente a não viver nenhuma. Então eu fiquei na minha história de amor, que saiu muito renovada depois dessa conversa.

    Ufa, precisava desabafar. Andei pensando muito por esses dias no que realmente é o amor, se os “amores de instagram” são reais ou construções, se existe mesmo um “homem/mulher da sua vida” para cada um de nós, sabe? E eu só cheguei a conclusão de que não existe fórmula nenhuma, para ninguém. Tem pessoas que são plenamente felizes com outras durante décadas, e pessoas que não amam o outro, mas que amam se apaixonar – e eu acho que eu já fui dessas últimas, sabia?

    Excelente post! Beijos!

    • RESPONDER
      Joana
      25.06.2015 às 9:05

      Olha que incrível, você nem precisou fazer nada né?
      Só as palavras dele trouxeram tudo para você.
      Acredito que todo casal precisa se renovar e muito legal que isso tenha acontecido com você.
      :)
      Beijos

    • RESPONDER
      Carolina
      25.06.2015 às 15:29

      Que depoimento legal, Daphne! Explicou muito bem o outro lado da história.
      Boa sorte! Espero que vocês sempre consigam renovar o relacionamento dessa maneira! :)

  • RESPONDER
    Vivian rissato
    24.06.2015 às 22:23

    Concordo com cada palavra! E ainda adiciono que essas pessoas nunca me passaram confiança. Como confiar em alguém assim?
    A sociedade costuma ter preconceito de quem fica muito tempo solteiro, questionar a razão, o que teria a pessoa de errado, quando na verdade na maioria das vezes a pessoa não tem problema algum, ao contrário apenas não finge o que não sente, vive em paz com sua vida, tem outras prioridades.

  • RESPONDER
    Bia
    24.06.2015 às 22:35

    Oi Jô! Ótimo seu post, concordo com todas as palavras escritas…
    Agora que soube que você ficou solteira… Você e a Coni!
    Tive dois namoros de adolescentes então não vivi esse termino de namoro doloroso… Eu era infantil e imatura. Mas quando fui fazer faculdade fora e morei sozinha, aprendi a gostar da minha companhia. Como só conseguia vir pra casa a cada 45 dias, aprendi a ficar sozinha e saber “selecionar” quem eu gostaria que estive ao meu lado. Não aceitava meios amores e caia fora logo que eu percebia que o cara não valia nada…
    Hoje namoro a quase dois anos e nosso namoro é bem reservado. Não colocamos “relacionamento sério” no facebook, porque quem importava pra gente, sabia que estávamos juntos. Não postamos nada sobre a gente porque não sentimos necessidade.
    Não ficamos nos declarando publicamente e as vezes, nem pessoalmente… Demonstramos nosso amor no cuidado diário, preocupando-se um com o outro, ajudando quando algum dos dois está passando por um momento difícil. Pra mim isso é amor. E não textos prontos e clichês.

  • RESPONDER
    Patricia
    24.06.2015 às 22:48

    Oi Jô,
    adoro esses posts que falam da vida, de amor, de relacionamentos!!!! Me fazem pensar, me (re)descobrir e conhecer mais a natureza humana. As discussões são enriquecedoras e me vejo refletir sobre meus próprios sentimentos, opiniões… Enfim, parabéns! E é superválido no mundo atual que tudo é tão rápido, tão passageiro e ao mesmo tempo tão exposto, tão maquiado prá aparecer.
    Há alguns anos uma professora na Universidade avaliando uns trabalhos comentou que vivemos uma sociedade “imagética”, onde tudo precisa aparecer, precisa ser exposto e a isso eu adiciono, aparecer “bonito, perfeito”. Não sei se as pessoas não conseguem ficar sozinhas, ou se elas na verdade se sentem na obrigação de demonstrar que têm alguém, que um relacionamento não deu certo, mas elas “estão super bem” e já estão em outra. E isso precisa ser publicado prá o mundo ver. Antes das redes sociais isso até acontecia, mas hoje é extremamente frequente. Aí, vivem relacionamentos efêmeros, descartáveis e fica muito fácil declarar amor eterno e “desarmar” facilmente. Quase como quem apaga as fotos indesejadas. Amor mesmo não dá prá esquecer tão fácil assim. Paixão talvez. Na verdade acredito que nos apaixonamos primeiro e o amor vem com o tempo, com a convivência, com os vínculos, dificuldades. Somem as borboletas da barriga ( como disse Daphne) e surge um sentimento, talvez menos emocionante a primeira vista, mas com toda certeza, mais forte e que dificilmente é tão rapidamente esquecido. Bj, parabéns pelo post!

  • RESPONDER
    juliana eloah
    25.06.2015 às 1:32

    Ai… Você, Jô…
    Eu não sei se você tem um acompanhamento terapêutico maravilhoso que te ajuda na hora de escrever esses posts tão embasados ou se é muita maturidade, sensatez e sensibilidade pra conseguir abordar esses assuntos tão maravilhosamente!
    Eu, como personagem de várias dessas histórias e como quase psicologa que sou, tenho vontade de te aplaudir! Que vontade de te ter de amiga, sabe? Você é um máximo! Muita sorte, paciência e sabedoria nessa nova fase da vida! Beijo!

    • RESPONDER
      Joana
      25.06.2015 às 9:02

      Eu tenho um acompanhamento terapêutico fantástico, não discutimos os temas dos posts, esses saem da minha cachola, mas sem dúvida nenhuma eu sou uma pessoa muito “terapeutizada”. rs
      Sensibilidade eu sempre tive e a maturidade eu busco muito! hehehe
      Nunca falaram isso dessa forma, muito legal seu comentário.

      Obrigada pelo carinho

  • RESPONDER
    Jessica
    25.06.2015 às 10:05

    Oi Jô,

    Amei o post, e me ajudou bastante…
    Estou saindo de um relacionamento conturbado, com uma pessoa maravilhosa, que está confuso. Mudando de emprego, preocupado… e eu não estou preparada para ficar com alguém que não olha para o futuro junto comigo.
    Já tivemos fases muito ruins ou péssimas mesmo… e quando achei que estava tudo bem, tomei um banho de água fria… mas estou bem, penso em mim, na minha filha, estudo trabalho, não é facil mas talvez seja necessário para amadurecermos ne?
    Muito obrigada pelas suas palavras, tenha certeza que ajuda muitas leitoras!!
    BJos!

  • RESPONDER
    Paola Alves
    25.06.2015 às 12:24

    Reflexão maravilhosa! <3 Meu namorado sempre diz que não é necesário fazer essas declarações públicas no facebook pra dizer que ama alguém. A pessoa que está na relação é que tem que saber e sentir isso né? Vejo casais que brigam porque um não se declarou em tal rede social na data X. Penso que se a pessoa tiver que depender de uma declaração na internet pra saber desse amor, é pq a coisa toda vai bem mal. http://simsemfrescura.blogspot.com.br/

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    Renata Garcia
    25.06.2015 às 12:50

    Oi, meninas, e um oi especial para a Jô, que realmente mostra uma maturidade e inteligência emocional incríveis.
    Relacionamento é construção, geralmente inicia com aquela paixão louca, depois vai mudando, a gente vai reconhecendo um amor pelo outro, um querer cuidar… Estou em um mesmo relacionamento há 24 anos e a gente precisa se reinventar e se reapaixonar pela pessoa de novo e de novo. Porque ninguém é mais a mesma pessoa, né? E a rotina é um negócio que mutila.
    Acho que as pessoas que se declaram o tempo todo são geralmente muito inseguras e querem demonstrar a felicidade, mesmo que não seja muito assim na real. Conheço vários casos e às vezes dá uma enjoada de tanta declaração de amor, né? Mas sei lá, cada um sabe de si rsrs
    Espero que você continue essa sua jornada com sabedoria, a busca pelo autoconhecimento é árdua, mas traz muitos benefícios. Grande bj!

  • RESPONDER
    Livia
    27.06.2015 às 9:56

    Eu coloco sim relacionamento sério e faço declarações pro meu namorado públicas e privadas, as privadas diariamente em todos os momentos que sinto aquele calorzinho no coração!
    Mas minha história é diferente.. Antes desse príncipe eu namorei um cara que me deixava super insegura, eu não me sentia à vontade nem pra por status, nem foto, na verdade não me sentia nem parte da vida dele.. Tanto é que durou pouco! Era uma grande paixão, daquelas de filme que leva anos pra concretizar com idas e vindas mirabolantes.. Pouquíssimo tempo depois que terminamos ele encontrou a atual esposa, com direito a status e foto de casal. Fiquei indignada afinal ainda gostava dele.. Mas deep inside sabia que nosso relacionamento era falido.
    Fiquei 1 ano e meio solteira, tendo ficado com apenas 2 pessoas nesse período, sem me sentir pronta pra nada.. E olha que eu fui namoradeira na adolescência!
    Até que conheci meu namorado e no mesmo dia já sabia que seria “o” amor da minha vida!
    E ai pasmem, ele também tinha terminado namoro há pouquíssimo tempo! Estamos juntos desde então, sem 1 briga séria sequer, com a certeza de que será até o fim das nossas vidas! No dia que conheci a história do meu namorado parei de julgar meu ex pois se ele realmente encontrou o amor da vida dele tão rápido é pq aquele era o tempo dele.. E não, nem ele a conhecia nem eu conhecia o meu.. Em ambos os casos não teve traição, pq isso é o que muito passa pela cabeça das pessoas quando engatam um relacionamento no outro.
    De fato eu desconfio de quem tem alta rotatividade, me da a impressão de que não amou ninguém.. Mas não me sinto mais no direito de julgar!

  • RESPONDER
    Mariana
    30.06.2015 às 16:28

    Jô, olha eu aqui outra vez !!

    Bom, eu adoro esse tipo de post e sim você é uma pessoa muito “terapeutizada”.

    Eu fiquei sentida com o fim do seu relacionamento como ficaria com um de uma amiga que não fosse virtual, adoro ser sua leitora e fiquei preocupada.

    Mas acompanhei você na viagem no Snap e percebi que você quer ter seu momento, mas o que me parece não vai parar a sua vida.

    Jô eu devo ser a pessoa que todo mundo acreditava que não ia viver sozinha , pois ao mesmo tempo que sou meio Fiona, eu sou toda preocupada e carinhosa. Todo mundo errou … Fiz intercâmbio por mais tempo que a aposta de todos, morei sozinha mais tempo e sim continuo solteira (bloqueios sendo tratados ) e vivo a máxima de amo meus amigos, meus pais e minha irmã, mas ficar comigo mesmo me entender é o máximo.

    Quanto a exposição exagerada de relacionamentos : Soa falso na maioria das vezes e algumas é mesmo. Conheço casais que não tem fotos juntos ou nem relacionamento sério e se amam e outros que são casados e mostram tanto amor no face e tem vida dos inferno.

    Outro eu não vou me casar correndo e nem trocar de namorado para não ficar sozinha pois sim eu trabalho perdas e tenho dificuldade em inicio de relacionamentos.

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