1 - Menos segregação, mais respeito!
Semana passada lemos dois textos BIZARROS que incitam ódio e segregação social, algo tão retrógrado que foi até difícil de ler. O primeiro absurdo foi esse texto que a jornalista Silvia Pilz fez para o jornal O Globo. Leiam e nos digam se não é de se chocar. Passamos o texto torcendo para que, no fim, ela se redimisse ou explicaria mais ou menos o motivo de ter escrito essas linhas, mas não.
A falta de informação sobre a alimentação pode explicar muitas das doenças que atingem a sociedade, assim como todo mundo em qualquer classe social pode ser um pouco hipocondríaco. Seja lá o que for, a forma como ela colocou a questão foi muito infeliz.

Tão infeliz quanto esse texto da Hildegard Angel. Ao reclamar das praias cheias e arrastões - problemas reais de todo verão carioca - ela sugeriu, assim, como quem não quer nada, diminuir os meios de transportes públicos para as praias da Zona Sul. Ah, além disso, também resolveu criar a hipótese de se cobrar entrada na praia do Leme. Acreditamos que temos um problema, sim. As praias não estão limpas, nem muito menos policiadas, mas tirar o direito de um lazer gratuito do cidadão não é a solução.
Levando em conta esses dois textos, a gente fica se perguntando: onde foi parar a tolerância? E a noção? E as papas na língua?
2- Casamento de mentira?
Faz tempo que um clipe não dava o que falar como Sugar, do Maroon 5, onde Adam e sua turma invadem vários casamentos de surpresa. Bem, tecnicamente era surpresa, mas no dia seguinte da divulgação, várias provas de que alguns casórios eram encenados começaram a surgir.
Na verdade, a gente achava que todos eram falsos! Algumas reações estavam um pouco exageradas, e não imaginamos algumas cenas sendo espontâneas, mas nada disso nos impediu de achar o clipe fofo. A Revista Glamour publicou esse texto dizendo que o fato de terem dois casamentos falsos no meio dos verdadeiros foi decepcionante. A gente entende quem se decepcionou, afinal, as chances de ter Adam Levine invadindo seu casamento voltaram pra estaca zero, né? rs
Com casamentos verdadeiros e de mentira, a música continua sendo boa e a ideia legal. O único problema que a gente vê nessa história é que os integrantes do Maroon 5 seguem dando a entender que todos os casamentos eram reais. Se não é verdade é melhor não falar nada, não é mesmo? Tem vezes que é melhor ficar no mistério do que se passar por mentiroso, e esse é um desses casos. De qualquer forma, o video foi sucesso e já passa dos 40 milhões de views no Youtube!
E questionamentos à parte, que ótima forma de começar um casamento, né? Com a sua noiva desejando te trocar pelo Adam Levine! rsrs
3- Édipo na vida real?
Nós participamos de um grupo doFacebook (beijos, melhor grupo) que sempre traz assuntos meio polêmicos que dividem opiniões e geram os debates mais interessantes, mesmo quando as pessoas não concordam entre si. Só que essa semana surgiu um assunto que foi unânime: um texto que fala de uma menina que está noiva de seu pai biológico.
Tudo poderia ser uma mentira de um site que dá noticias falsas, mas infelizmente, foi publicado na Marie Claire, que adaptou a matéria da Ny Mag e que, por sua vez, parece que saiu pela primeira vez no famoso jornal inglês The Guardian (a matéria original aqui). Ao ler a versão gringa só conseguimos ter pena da menina, ela é muito nova e está cheia de questões que só um terapeuta pode nomear. Ela busca defender seu caso com seu pai, mas fica muito claro que ela tem seus valores muito distorcidos, pavor de abandono e questões complicadas com relação à figura masculina proveniente das más escolhas de sua mãe.
A história pode ser falsa, mas a credibilidade dos veículos que a divulgaram faz com que a coisa pareça séria. Para nós, essa menina é uma vítima de uma família disfuncional e precisa de ajuda nesse caso. De qualquer forma, uma das coisas mais chocantes e loucas, foi saber que é COMUM existir atração sexual entre pais e filhos que ficam muitos anos separados. Existe até um nome, “Atração Sexual Genética” (GSA - sigla em inglês). Mesmo assim, não conseguimos achar isso aceitável. Como foi colocado no grupo e todo mundo concordou, é ok uma menina de 18 anos, com um histórico problemático como o dessa do texto, se encontrar na dúvida, mas o pai não fazer nada pra impedí-la é complicado, né?











