Eu já comprei incontáveis livros por causa da capa e estou tentando puxar na memória se algum já me chamou a atenção por causa do título. Muitos nomes já me interessaram por causa do assunto que iriam tratar (é comum eu ser chamada pelo nome do livro em biografias, por exemplo) mas, até então, nenhum me deixou intrigada. Até eu me deparar com esse título gigantesco no e-books.
Um faquir? Em um armário da Ikea? De onde surgiu essa relação?? Onde ela vai parar? Todas essas perguntas vieram à minha cabeça e, sem eu nem perceber, meu dedo já tinha apertado no botão de comprar. Pra variar, não li a sinopse, mas quem não gosta de comprar livro sem saber do que se trata, é só ler:
A figura de um faquir está associada à meditação, ao treinamento e à magia. Mas, no caso de Ajatashatru Ahvaka Singh, é mais provável que o público se depare com truques e trapaças. A última de suas artimanhas foi convencer sua aldeia a pagar por uma viagem à França para adquirir a Camadepregösa, um modelo de cama de pregos vendida pela Ikea. Só que ele não contava em ficar preso dentro de um dos armários da loja. Nem que o móvel seria despachado para outro país. Assim, o faquir e seu turbante partem para uma aventura, ainda que involuntária, pelo mundo, fazendo uma horda de inimigos, alguns amigos e aprontando muitas confusões pelo caminho.
Pelo breve resumo do livro, acho que dá para ver que tem algo meio “Sessão da Tarde” aí, né? Pois é, o livro tem exatamente essa pegada - e eu ainda adicionaria nessa brincadeira um toque pastelão meio Mr. Bean.
O autor Romain Puértolas tem um humor bem específico e mostra que não se leva muito à sério em vários trechos. O livro tem vários comentários engraçadinhos soltos, principalmente na hora de brincar com a pronúncia dos nomes indianos. Ajatashatru vira “achata o tutu”, ou quando pronunciam seu nome e sobrenome, “acha já a tua vaca”. Eu não sou uma pessoa difícil de dar risada e acabei rindo em muitas partes.
Mesmo assim, achei o livro bem bobo e um pouco decepcionante (odeio admitir isso, ainda mais com um título tão legal! hehe). Sabe quando você acha que poderia ir além, mas ficou superficial? Foi isso que eu senti! Poderia ter um toque de “Aventuras de Pi”, mas o autor resolveu continuar no Mr. Bean.
Quem tem risada fácil ou quer ler algo leve (muuuuuuuuito leve), deve gostar!!
Ah, e só digo mais uma coisa: se, por ventura, esse livro se transformar em filme, com certeza eu não verei. rs
Alguém já leu?
Beijos!
Carla





