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26
jun
2014

Book do dia: A extraordinária viagem do faquir que ficou preso em um armário da Ikea, de Romain Puértolas

Book do dia

Eu já comprei incontáveis livros por causa da capa e estou tentando puxar na memória se algum já me chamou a atenção por causa do título. Muitos nomes já me interessaram por causa do assunto que iriam tratar (é comum eu ser chamada pelo nome do livro em biografias, por exemplo) mas, até então, nenhum me deixou intrigada. Até eu me deparar com esse título gigantesco no e-books.

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Um faquir? Em um armário da Ikea? De onde surgiu essa relação?? Onde ela vai parar? Todas essas perguntas vieram à minha cabeça e, sem eu nem perceber, meu dedo já tinha apertado no botão de comprar. Pra variar, não li a sinopse, mas quem não gosta de comprar livro sem saber do que se trata, é só ler:

A figura de um faquir está associada à meditação, ao treinamento e à magia. Mas, no caso de Ajatashatru Ahvaka Singh, é mais provável que o público se depare com truques e trapaças. A última de suas artimanhas foi convencer sua aldeia a pagar por uma viagem à França para adquirir a Camadepregösa, um modelo de cama de pregos vendida pela Ikea. Só que ele não contava em ficar preso dentro de um dos armários da loja. Nem que o móvel seria despachado para outro país. Assim, o faquir e seu turbante partem para uma aventura, ainda que involuntária, pelo mundo, fazendo uma horda de inimigos, alguns amigos e aprontando muitas confusões pelo caminho.

Pelo breve resumo do livro, acho que dá para ver que tem algo meio “Sessão da Tarde” aí, né? Pois é, o livro tem exatamente essa pegada - e eu ainda adicionaria nessa brincadeira um toque pastelão meio Mr. Bean.

O autor Romain Puértolas tem um humor bem específico e mostra que não se leva muito à sério em vários trechos. O livro tem vários comentários engraçadinhos soltos, principalmente na hora de brincar com a pronúncia dos nomes indianos. Ajatashatru vira “achata o tutu”, ou quando pronunciam seu nome e sobrenome, “acha já a tua vaca”. Eu não sou uma pessoa difícil de dar risada e acabei rindo em muitas partes.

Mesmo assim, achei o livro bem bobo e um pouco decepcionante (odeio admitir isso, ainda mais com um título tão legal! hehe). Sabe quando você acha que poderia ir além, mas ficou superficial? Foi isso que eu senti! Poderia ter um toque de “Aventuras de Pi”, mas o autor resolveu continuar no Mr. Bean.

Quem tem risada fácil ou quer ler algo leve (muuuuuuuuito leve), deve gostar!!

Ah, e só digo mais uma coisa: se, por ventura, esse livro se transformar em filme, com certeza eu não verei. rs

Alguém já leu?

Beijos!

Carla

 

13
jun
2014

Book do dia: Só Garotos, de Patti Smith

Book do dia, Lifestyle

Ganhei esse livro em 2011 e, não tenho ideia do motivo, ele foi para a prateleira e ficou lá, intocado. Semana passada, estava dando uma arrumada no meu escritório e tirando a poeira acumulada dos livros e me deparei com ele. Como tinha acabado de ler Divergente e não tinha comprado nenhum dos livros que está na minha lista de dicas de títulos que vocês têm me dado, resolvi começar.

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A sinopse, para quem quiser saber mais sobre a história: Crescida numa família modesta de Nova Jersey, Patti Smith trabalhou em uma fábrica e entregou seu primeiro filho para adoção, antes de se mandar para Nova York, com vinte anos, um livro de Rimbaud na mala e nada no bolso. Era o final dos anos 1960, e Patti teve de se virar como pôde - morou nas ruas de Manhattan, dividiu comida com um mendigo, trabalhou e dormiu em livrarias e até roubou os colegas de trabalho, enquanto conhecia boa parte dos aspirantes a artistas que partilhavam a atmosfera contestadora do ‘verão do amor’. Foi então que conheceu o rapaz de cachos bastos que seria sua primeira grande paixão - o futuro fotógrafo Robert Mapplethorpe, para quem Patti prometeu escrever este livro, antes que ele morresse de aids, em 1989. ‘Só Garotos’ é uma autobiografia nada convencional. Tendo como pano de fundo a história de amor entre Patti e Mapplethorpe, o livro é também um retrato confessional da contracultura americana dos anos 1970. Muitas vezes sem dinheiro e sem emprego, mas com disposição e talento, os dois viveram intensamente períodos de grandes transformações e revelações - até mesmo quando Robert assume ser gay ou quando suas imagens ousadas e polêmicas começam a ser reconhecidas e aclamadas pelo mundo da arte.

Não sei se eu já disse isso por aqui, mas eu adoro biografias. E fazia um certo tempo que eu não lia uma. Talvez esse tenha sido o motivo de ter terminado o livro tão rápido, apesar de eu suspeitar que o motivo principal é que o livro é muito, muito bom!

Na verdade, ele é uma biografia de Patti, mas bem focada na relação que ela teve com o artista e fotógrafo Robert Mapplethorne. E, apesar de não ser bem uma história de amor, é uma história de carinho, compreensão, amizade acima de tudo.

É impossível não ficar encantada com o período histórico que ela viveu e as pessoas que fizeram parte da vida dela. Jimi Hendrix, Janis Joplin, Lou Reed e muitos outros monstros da música e das artes frequentavam os mesmos lugares e faziam parte do mesmo grupo de amigos. Em segundo lugar, a descrição que ela vai fazendo da Nova York dos anos 70 é tão bem detalhada que é quase impossível não entrar nesse mundo e ficar com vontade de se teletransportar para lá.

Achei bem curioso como ela consegue escrever de forma tão romântica, mas tão verdadeira, sem ilusões e sem fazer do passado um momento onde tudo era fácil. É uma leitura gostosa, deliciosa na verdade, e nada cansativa.

Quem curte esse estilo de livro, com certeza vai amar! Alguém já leu Só Garotos?

Beijos!

Carla

 

28
mai
2014

Book do dia: Divergente, de Veronica Roth

Book do dia, Lifestyle

Eu tinha tudo para não gostar de Divergente. Para começar, é impossível não fazer alguma conexão com Jogos Vorazes. Inclusive, a primeira vez que eu vi a capa desse livro, eu achei que era uma nova trilogia da Suzanne Collins.

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Quando fui ler a sinopse, também achei que é aquele tipo de livro que aproveita para remar na onda do sucesso alheio (tipo os livros de romance sadomasoquista que foram lançados após 50 tons!), e eu costumo ter ódio mortal desses “genéricos”: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Mundo futurista? Check! Sociedade divida em facções? Check! Uma mocinha que muda a sociedade com sua coragem? Check! As comparações são inevitáveis e as chances do livro não ser tão bom quanto a trilogia de Jogos Vorazes eram grandes. E eu sou dessas que quando escolhe um time, é fiel até o final. Tipo team Grazi ou Jennifer Anniston hahahah.
Dito isso, até hoje não sei porque resolvi dar uma chance para Divergente e comprar o primeiro livro.

Mas que bom que eu dei, porque eu achei bem legal! Mais uma leitura de entretenimento, sem grandes pretensões, com personagens intrigantes e narrativa acelerada, daquelas que não dá vontade de parar de ler porque a curiosidade de saber o que acontece no próximo capítulo é enorme!

Ao longo do livro você vai vendo o amadurecimento de Tris (Beatrice) - ela começa tão bobinha, tadinha - e é impossível não torcer por ela. E apesar de ser um cenário futurista e fantasioso em um livro infanto-juvenil, os acontecimentos e os sentimentos são bem explorados a ponto de você se comover, se angustiar e se botar no lugar da protagonista.

Quem gosta de ficção com pitadas de aventura não pode deixar de ler! Alguém por aqui já leu??

Beijos!

Carla

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