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5
abr
2016

#babynofuti e #bookdodia: A Encantadora de Bebês Resolve Todos Seus Problemas, de Tracy Hogg e Melinda Blau

Book do dia, Lifestyle

Quando estava grávida ganhei o livro A Encantadora de Bebês Resolve Todos os Seus Problemas de uma amiga. Segundo ela, que também era mãe de primeira viagem, o livro ajudou muito em vários aspectos e e ela tinha certeza que ia me ajudar também.

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A sinopse parece a solução de todo e qualquer problema relativo à maternidade: O livro ‘Encantadora de Bebês Resolve Todos os seus Problemas’ de Tracy Hogg, ensina como os pais devem agir com os seus filhos, desde as primeiras semanas de vida até os primeiros anos da infância. Apresenta técnicas que, além de facilitar o dia-a-dia dos pais de primeira viagem, acalmam os bebês e esclarecem dúvidas sobre a criação de crianças pequenas. Depois de lidar com mais de 5 mil crianças, neste livro Tracy ensina, de forma bem-humorada, a administrar ataques de cólicas, saber se a criança comeu o suficiente, por que o bebê não dorme direito, entre outras questões que afligem os pais. Além disso, ajuda a elaborar métodos para fazer com que os pequenos adquiram padrões regulares de sono, comecem a treinar o uso do vaso sanitário e evitem más-criações.

Em momento nenhum da gravidez eu tive vontade de comprar livros desse estilo porque sempre tive a impressão que eles mais atrapalham do que ajudam. Acho que o formato costuma ser muito engessado e não acho que lidar com crianças e recém nascidos é o tipo de assunto que dá para se ensinar em um livro, já que é algo muito mais instintivo do que didático. Falei sobre isso assim que ela me deu, mas mesmo assim ela disse que o livro tinha dicas preciosas e que valia a pena ser lido.

Mesmo com um grandissíssimo pé atrás, enquanto o Arthur não chegava eu devorei toda a parte das primeiras semanas da criança. De fato, Tracy Hogg vai “ensinando” e dando dicas sobre os mais diferentes tipos de bebês (ela divide em categorias: o Bebê Anjo, Sensível, Irritável, Livro-texto e o Enérgico) baseado em casos que ela já cuidou ou dúvidas que ela recebeu. Além disso, ela tem algumas dicas e macetes, como a tal rotina EASY (eat/comer, activity/atividade, sleep/dormir, you/tempo para a mãe). E ela também tem um argumento que muito me encantou: o bebê tem que se adaptar à vida dos pais, não ao contrário.

Na teoria tudo parece lindo e mesmo descrente, me peguei lendo tudo como se fosse uma espécie de manual que salvaria minha vida e me faria saber lidar com meu bebê da melhor maneira possível. Até o Arthur chegar e eu perceber que nem tudo que ela diz que funcionou com todos os bebês que já passaram na mão dela vai funcionar com o meu também. Daí pra frente foi uma sequência de frustrações que só me deixou mais nervosa justamente no primeiro mês, aquele mesmo que eu falei que vivi momentos de pânico puro.

Para começar, eu tentei seguir desde o início a tal rotina EASY. Eu acredito em rotina e acho que ter horários definidos é ótimo para a criança. O problema é que seguir o EASY ao pé da letra (ela inclusive faz uma tabela para você completar e pede para você continuar em um caderninho) foi uma tarefa impossível aqui em casa. Desde que o Arthur chegou em casa, os únicos horários definidos eram os das mamadas, religiosamente de 3 em 3 horas. Por uns dias eu fiquei meio paranoica quando ele dormia na hora que supostamente deveria de estar na parte de atividades, ou então quando ele ficava muito mais acordado do que os horários que ela definiu na planilha. O primeiro mês foi tão intenso que eu chegava a achar - e me desesperar - que se o Arthur não seguisse a rotina desde aquele primeiro momento, ele nunca mais teria uma rotina e tudo ficaria uma bagunça.

Outra frustração grande que eu me lembro foi o método para fazer dormir, que consistia em carinho nas costas fazendo “shhhh” perto dos ouvidos. Segundo ela, esse método acalmaria a criança. Pois bem, fui fazer isso em um dia que o Arthur estava muito inquieto e adivinhem o que aconteceu? Ele, que chora pouco, abriu o berreiro e ficou muito mais agitado! Aliás, até hoje ele reage muito mal quando fazemos “shhh”. hahaha Em compensação (para não dizer que o livro não me serviu de nada), a técnica de enrolar no charutinho que eu aprendi lendo o livro caiu como uma luva!

Depois de um tempo me frustrando, eu caí na real e me lembrei que eu sempre tinha achado que esse tipo de livro mais atrapalhava do que ajudava, e era isso que estava acontecendo comigo. Resolvi largar o livro de lado e tentar seguir meus instintos. Confesso que estou sendo muito mais feliz, e sabem o que é melhor? O Arthur está se adaptando à nossa vida do mesmo jeito!

Perguntei no snapchat (carlaparedesp) se tinha gente que curtiu o livro e recebi algumas respostas interessantes. A maioria se frustrou tanto quanto eu, mas algumas aproveitaram algumas dicas apesar de terem se frustrado quando outras não davam certo. Então, quem está grávida e morrendo de vontade de se entreter com esse tipo de leitura, é melhor começar sabendo que pode ajudar em algumas coisas, mas não vale encanar caso outras não funcionem.

Alguém aqui curte esse tipo de leitura? Me contem!

Beijos!

30
mar
2016

Book do dia: Depois de Você, de Jojo Moyes

Book do dia, Lifestyle

Quando eu fiquei sabendo que “Como eu era antes de você” (quem não viu, aqui tem a minha resenha e a resenha da Jô) iria ganhar uma continuação, fiquei curiosíssima. Apesar de ter gostado de todos os livros que a Jojo Moyes já fez até agora, o único que me deu a impressão de ter terminado com muitas questões no ar e que me deixou com vontade de saber o que aconteceu com alguns personagens - principalmente a Lou, que eu amei! - foi esse.

O único problema é que eu não conseguirei falar sobre Depois de Você sem dar spoilers. Aliás, a própria sinopse é um spoilerzão ambulante. Então, quem ainda não leu “Como eu era” e não quer saber o que acontece, é melhor parar por aqui e deixar para ler depois!

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Quem leu e quer saber do que se trata “Depois de você”, a sinopse é a seguinte: Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.
Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

Bem, preciso admitir com o coração apertado que esse livro foi uma decepção. Ainda acho que vale a leitura, mas foi bem decepcionante, provavelmente porque eu fui com muita sede ao pote devido às expectativas altas por causa de “Como eu era”.

A história de Lou e Will me encantou, me emocionou, me fez refletir, chorar e sorrir. Quando vi que “Depois de você” falaria sobre a forma que Lou tentou se reerguer depois que Will morreu, achei que Jojo viria com uma história incrível de superação misturada com o charme e a leveza de uma chick lit que só ela sabe fazer, e não foi isso que eu encontrei.

Eu achei “Depois de você” uma história rasa, em vários momentos fiquei com a impressão que os editores amaram o sucesso do primeiro livro, viram potencial$$$ na continuação e convenceram Jojo a fazê-lo antes da estreia do filme, que acontece em junho desse ano. O resultado foi um livro meio bobo, cheio de clichês, tentativas de histórias que poderiam ser mais bem desenvolvidas e uma Lou que não me cativou tanto quanto no primeiro livro.

Apesar da decepção, eu ainda recomendo a leitura, ainda mais sabendo que tenho tantas leitoras que também são fãs da Jojo e que me introduziram a vários livros da autora. Podem ler, mas comecem sabendo que esse está longe de ser um dos melhores.

E quem já leu, teve a mesma impressão??

Beijos!

14
mar
2016

Book do dia: Na Pele de uma Jihadista, de Anna Erelle

Book do dia, Lifestyle

Outro dia resolvi comprar uma leva nova de livros e estava na dúvida do que escolher. Acabei comprando dois livros de chick lit - gênero fácil, gostoso e que eu amo - mas estava com vontade de ler alguma história real, alguma coisa que me desse um soco no estômago, sei lá.

Lembrei de dois livros que apareceram por aqui e se enquadram na categoria - Eu Sou Malala e O Harém de Kadafi - e procurei por algo similar. Acabei encontrando “Na Pele de uma Jihadista - A história real de uma jornalista recrutada pelo Estado Islâmico” e fui logo comprando.

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A sinopse é essa: A jovem e frágil Mélodie, recém convertida ao islamismo, conhece, num chat de Facebook, Bilel, integrante de alto escalão do Estado Islâmico e braço direito de Abu Bakr al-Baghdadi, um dos terroristas mais perigosos do mundo. Após somente dois dias de conversas por Skype, ele já se declara “apaixonado”. Mais do que isso: pede Mélodie em casamento, instigando-a a juntar-se a ele na Síria para viverem juntos uma vida idílica, repleta de riquezas materiais e espirituais. Mas o que Bilel não sabe é que Mélodie não existe fora do mundo virtual. Ela é, na verdade, Anna Erelle, uma jovem repórter parisiense que investiga as redes de recrutamento de grupos terroristas e suas propagandas digitais.

Há um tempo atrás eu li uma matéria sobre mães de meninos e meninas que foram recrutados virtualmente pelo Estado Islâmico e, desde então, fiquei com muita curiosidade de conhecer o relato de alguém que estivesse do outro lado. Para mim não fazia sentido um adolescente começar a falar com alguém que nunca viu na vida e em questão de poucos meses querer abandonar tudo para viver em uma zona de guerra para defender uma religião que nem têm tanta familiaridade assim (muitos são recém convertidos, e pelo o que eu entendi, esse é o público alvo preferido dos recrutadores). Como é feito esse contato? O que eles falam para convencer essas pessoas? Como a lavagem cerebral acontece? Enfim, muitas perguntas.

E boa parte delas foram respondidas nesse livro, onde a jornalista Anna Erelle conta detalhadamente como cruzou o caminho virtual de um terrorista importante do Estado Islâmico disfarçada de Mélodie, uma menina de 20 anos recém convertida ao islamismo.

Adianto para vocês - com um pouco de spoiler, porque não tem como comentar isso tudo sem falar um pouco do que acontece no livro - que a tática é impressionante, e um pouco aterrorizante também. Anna tem seus 35 anos e está longe de ser uma menininha ingênua, em todo o momento ela sabia que estava falando com Bilel para a sua matéria e apenas para isso. Mesmo assim, em vários momentos ela se vê encurralada devido às investidas insistentes do terrorista, que continua pressionando Mélodie mesmo quando ela mostra sinais de dúvida ou de medo (sempre me questionei se os recrutados iam sem olhar pra trás ou se pensavam em desistir, pelo o que eu pude ver, a segunda opção é muito comum).

Outra coisa que me deixou chocada foi o pensamento desse núcleo terrorista que quer dominar o mundo, começando pelos próprios muçulmanos que eles consideram “impuros”. É cruel, é louco e é muito real, vide o último ataque que aconteceu em Paris. As regras para se juntar a eles são muitas, e várias são super rígidas, como por exemplo, não poder assoprar um chá quente.

Um dos caminhos para entrar na Síria é chegar por Istanbul, e durante o livro me peguei pensando no voô que eu e Joana fizemos de Paris-Istanbul. Será que a menina sentada do outro lado do corredor, sozinha, estava fazendo escala na Turquia para se casar com um terrorista? Será que o adolescente que passou por nós no corredor foi recém recrutado e estava morrendo de medo do seu futuro incerto? Será que a pessoa que esbarrou em mim enquanto eu estava entretida fazendo compras no Free Shop do aeroporto da Turquia era a intermediária dos terroristas e estava procurando algum recém chegado da França, Alemanha ou Holanda para embarcar para a Síria? Quando li esse esquema para recrutar europeus, eu me senti estranhamente tão próxima dessa história que o livro tomou toda uma nova dimensão para mim.

Quem gosta de histórias reais sobre acontecimentos recentes, não pode deixar de ler esse livro (acabei de ver que na Saraiva a versão digital está R$9,95, tá valendo muito a pena, paguei bem mais que isso porque fui direto no Kindle! Acabei de saber que na Amazon também está esse preço agora!)! A leitura é rápida, instigante, chocante e apesar de não ser um livro pesado, não sugiro começar se você está afim de se distrair. Acho bem difícil não pensar que certas loucuras estão acontecendo no mundo enquanto cada página é virada.

Alguém já leu? Tem dicas de livros parecidos para me dar?

Beijos!

 

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