Arquivo do mês: outubro 2016

31
out
2016

Cabelos ressecados: uma ampola mágica de 60 segundos!

Beleza, Cabelo, Jabá que nós amamos:

Eu usei por meses o kit de Força com Pimenta e pretendo continuar usando, não tanto pelo atributo de crescer cabelo mas porque meus fios se comportaram muito bem, mas muito mesmo, com essa linha.

No entanto faz parte do trabalho testar produtos, ver quais fazem bem para o meu cabelo e resenhá-los. Assim sendo resolvi colocar para teste a emulsão mágica dose única de hidratação intensiva de Tutano.

tutano

Eu ganhei esse produto na viagem de Campina Grande, onde ouvi duzentas vezes o poder da linha de Tutano para os cabelos ressecados/ danificados.

Resolvi então usar por uns dias o meu shampoo e condicionador mais leves, funcionais e práticos da vida para cabelos oleosos. Já que com a química minha raiz fica oleosa. O shampoo é para cabelos oleosos e o condicionador é para pontas. A dupla é feita com arnica e menta conforme contei nesse post aqui.

shampoo-e-condicionador

shampoo e condicionador maravilhosos para cabelos oleosos

Sempre cortei meu cabelo de 3 em 3 meses, dessa vez eu fiz a química correndo pra ir para Nova Iorque e esqueci. O que significa que meu cabelo deve estar há uns 4 ou 5 meses sem cortar e por isso a ponta ficou mais sofrida. Antes de resolver a pendência do corte eu precisei dar um jeitinho na situação e peguei para testar o tal conkdicionador poderoso em dose única da tal linha que todo mundo fala que é uma bomba de hidratação.

Primeiro eu usei o shampoo, depois passei essa ampola do meio para as pontas. Concentrei nelas e passei os 60 segundos massageando o cabelo. Depois joguei o jato de água fria pra ajudar, porque água pelando resseca muito o cabelo.

Achei o creme bem emoliente, o cheiro também é bom e é impressionante como o cabelo fica mais macio, mesmo sendo um creme de apenas 60 segundos.

O creme é para usar em toda a extensão dos fios, só não fiz isso porque minha raiz andou mais oleosa que de costume essa semana, acho que esqueci de usar meu pré-shampoo. Depois de enxaguar com a água fria sequei o cabelo com a toalha e apliquei bem pouco do finalizador de cachos perfeitos (do qual falei aqui).

shampoo <3 + ampola <3 + finalizador <3

Esse post está bem vida real: misturando o samba das linhas todas, mas tudo bem. O que importa é que fiquei tão bem impressionada com a bisnaga que quis vir indicar e já encomendei toda a linha de Tutano para ver quais produtos vão funcionar nas minhas madeixas e quais valerão virar assunto aqui no futi.

Beijos

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29
out
2016

#futitradutor: Estou cansada de não ver mulheres como eu na mídia

Autoestima, Reflexões

Como o outro texto que eu traduzi fez sucesso e algumas meninas vieram falar comigo que a ideia de traduzir alguns textos legais era boa, resolvi continuar procurando conteúdos legais e interessantes para traduzir e trazer a discussão para cá - em português! O texto de hoje é da Danielle Brooks, mais conhecida como Taystee em Orange is the New Black, que escreveu essa matéria para o site Refinery 29.

Voltando para casa depois de um longo dia de trabalho, resolvi checar a caixa de correio do meu novo apartamento. O que eu vi com meus olhinhos? Uma revista de moda (quem quer que tenha morado no meu apartamento antes de mim esqueceu de atualizar seu endereço, então eu continuo recebendo várias revistas de graça. Sorte a minha!). Primeira coisa que eu fiz quando cheguei em casa foi largar minhas bolsas e começar a explorar página por página. Por que eu estava tão animada? Porque Michelle Obama estava na capa desse mês.

Mas assim que fui chegando ao final da revista, fui me sentindo confusa. Meu cérebro ainda em choque e meu coração um pouco pesado. Em toda a edição de 330 páginas, apenas duas mulheres com corpos parecidos com o meu. Menos de 1%. É isso. Na maioria das vezes, mulheres plus size ocupam 2% das imagens na mídia, isso na America, onde 67% das mulheres vestem acima de 42. Isso é diversidade nesse mundo? E eu nem estou falando sobre a falta de diversidade de cores de pele nessa publicação (e como eles acharam que preencheram a cota botando a Michelle na capa - olhos revirando). Eu simplesmente não consigo acreditar que em todas essas 330 páginas só tinha espaço para 2 mulheres plus size.

Vamos tentar fazer um exercício: Imagine que cada página nessa revista de 330 páginas é um dia que você passa com uma pessoa diferente. Agora imagine que nesse tempo todo - quase um ano - você vê apenas duas mulheres plus size em dois dias diferentes. Melhor ainda, imagine que essas duas pessoas são sua mãe e sua irmã. Você só poderia vê-las duas vezes por ano. Pode parecer bobo, mas essa é a invisibilidade que a indústria da moda dá para 67% - a maioria - das mulheres. Olhando para a mídia (e todas nós olhamos para ela em todos os lugares, desde séries e filmes até clipes de música e propaganda, quer a gente goste ou não), assim é como o mundo se parece. Ler essa revista mandou outra mensagem para o meu cérebro, de que a sociedade não me considera - ou a sua mãe, ou irmã, ou filha, ou até mesmo você - digna de ser vista.

Como eu fui ficando cada vez mais curiosa sobre esse assunto, eu me toquei que todas as editoras-chefe das maiores revistas - Vogue, Elle, Glamour, InStyle - são mulheres. Então vamos entender: todas concordamos sobre salários iguais, não é? A maior parte dessas publicações e seus leitores pode argumentar que mulheres devem receber o mesmo que homens que trabalham nas mesmas áreas. Nos é permitido fazer barulho sobre isso. Mas quando chega na igualdade de representação nessas páginas, ficamos quietas. Nós simplesmente não estamos nos apoiando como deveríamos.

Nós todos sabemos o poder do visual; ele influencia como compramos, o que desejamos e, mais importante, como nos vemos. Quando uma pessoa não se vê refletida em 98% do tempo, isso causa um inegável efeito no seu psicológico. O inverso também acontece. Eu lembro do dia que a Lane Bryant (marca de moda plus size) lançou sua campanha “Não sou anjo”, cheia de imagens de mulheres gordas pela TV, outdoors, até mesmo no metrô. Eu andei com a cabeça um pouco mais erguida, com a postura mais firme e um sorriso mais brilhante. Eu me vi naquelas mulheres. Me deu permissão para me orgulhar do meu corpo. Me lembrou que tem tantas outras mulheres por aí afora com corpos parecidos com o meu. Era uma propaganda, mas para mim significou muito mais. Me deu esperança que outras marcas pudessem seguir esse caminho e serem parte de algo maior.

Existe esse mito doido que mulheres plus size preferem comprar online porque é muito desconfortável comprar em lojas. Mentiras. A primeira razão que muitas mulheres plus size compram online é porque lojas online são as que mais têm roupas da moda do nosso tamanho. Nós temos que comprar virtualmente porque o mundo real parece dizer “não saia da sua casa, nós não queremos te ver, bote sua capa da invisibilidade e faça suas compras pela internet”.

E eu digo: como você ousa? São 67% das mulheres que geraram seus filhos, que são suas filhas, que trabalham para você, ou você trabalha para elas. Elas pertencem a essa sociedade tanto quanto você.

Falando em tendências, são esses designers do mercado de luxo que estão ficando para trás. Por que tantos deles acreditam que perderão seu ar de exclusividade ao serem inclusivos? Christian Siriano tem refutado isso com seu trabalho, juntamente com Michael Costello e Carmen Marc Valvo. Eu li recentemente uma matéria do Hollywood Reporter que disse que as vendas de marcas de luxo estão descendo em espiral, com uma queda de 48% das vendas de ítens online com preço cheio (nas lojas o buraco é ainda mais dramático). Vamos lá, estilistas. Quanto vocês querem apostar que se começarem a entrar em um novo mercado botando Precious Lee ou Tess Holliday vestindo suas roupas, suas vendas irão aumentar e você será uma marca mais desejada? Se atualizem! Vocês ainda poderão ser consideradas marcas de luxo - só serão melhores.

Tem um valor no dólar plus-size. Em 2014, esse mercado gerou mais de 17.5 bilhões de dólares. Tanto a indústria fashion quanto a mídia estão ignorando esse fato, muito. Nós queremos comprar até cair, ficarmos na moda, nos sentirmos gostosas e sexy. Queremos nos ver em revistas - não como uma cota, mas em capas. Eu desafio especialmente vocês, mulheres líderes: seja uma mulher que apoia todas as mulheres.

Editoras, queremos ser vistas. Estilistas, queremos ser vestidas. Lojas, queremos opções. Mulheres, precisamos fazer isso juntas.

28
out
2016

Câncer de mama: autoexame, medo do diagnóstico e preservação da fertilidade da paciente oncológica!

comportamento

Câncer de pele já foi assunto do blog, câncer de mama não. Agora que chegamos na casa dos 30 quis quebrar esse jejum e usar o Outubro Rosa como desculpa para quebrarmos esse silêncio.

Outubro é o mês da conscientização das mulheres quanto à importância do autoexame, da mamografia e da importância das consultas frequentes ao médico. Cada idade tem uma demanda e é importante atender o que é indicado para a sua faixa etária.

Eu vou à ginecologista 2 vezes por ano e ao menos uma dessas vezes eu pego pedido de ultrassonografia mamária. A Dra. Helena Guerra já perguntou algumas vezes sobre o histórico de câncer de mama na minha família, sempre analisa meu exame de imagem e faz o exame de toque da mama. Engraçado que ela toma conta de mim com o maior cuidado e em todos esses 10 anos eu nunca perguntei pra ela como se faz o autoexame. Sempre fico rezando para ela acabar logo essa parte e seguirmos a consulta.

Me sinto tão esclarecida e tão medrosa ao mesmo tempo. Influenciando - positivamente - tanta gente através da internet mas em casa não consigo olhar no espelho e procurar caroços no meu peito.

Ainda não estou na faixa etária da mamografia e nem tenho indicação, mas mesmo assim já quero começar a fazer o autoexame em casa. Criar consciência dessa necessidade é o primeiro passo. Por mais que dê medo procurar algo errado no nosso corpo, agora que estou na casa dos 30 quero começar a fazer isso para aos 40 isso já ser um hábito constante, assim como são minhas consultas na médica.

Se eu faço o exame de HIV uma vez por ano para confirmar que eu não tenho AIDs, porque não fazer o autoexame? Por que tanto medo de tocar meu peito e falar desse assunto com minha ginecologista?

Precisamos quebrar esses tabus e nos conscientizar para isso. O outubro rosa está ai para questionarmos tudo isso, e não para colocarmos lacinhos em produtos na farmácia.

Se o diagnóstico é precoce as chances de cura aumentam muito, mulheres hoje têm se recuperado mais e mais de doenças malignas descobertas no início. Sem falar que hoje a tecnologia e a modernidade jogam no time de quem luta contra o câncer. Uma mulher submetida a tratamentos oncológicos pode ter uma perda acentuada dos óvulos, mas até contra isso a gente pode lutar.

Estou envolvida num projeto de trabalho (pessoal) bem legal, 100% voltado para mulheres. Discutindo os assuntos em questão com um médico super fera de Fertilização in Vitro/ Reprodução Assistida, o Dr. Marcello Valle, aprendi uma coisa nova: o congelamento de óvulos indicado para pacientes que irão passar por um tratamento oncológico.

Hoje já se fala nesse tipo de congelamento para mulheres que serão submetidas à quimioterapia ou radioterapia, visando preservar a fertilidade dessa mulher. Para que assim, após o tratamento ela possa implantar ou o óvulo ou o embrião. Isso é uma opção relevante para algumas mulheres devido às consequências do tratamento do câncer. Eu não sabia, mas é possível fazer isso entre o diagnóstico e o início do tratamento em si. Confesso que curti ver essa matéria aqui, de uma mulher que passou por isso, venceu o câncer e agora espera o tempo certo para realizar o sonho de ser mãe.

Precisamos quebrar os paradigmas, perder o medo e falar sobre esse assunto!

A cura e a sobrevida do câncer de mama nos dias de hoje é enorme, para que isso continue a melhorar precisamos seguir firmes e fortes na luta por mais mulheres poderem ter o diagnóstico precoce e o tratamento devido.

Existem inúmeras alternativas relevantes quando o assunto é o câncer de mama, o que não podemos é ignorar que esse problema existe.

Vamos quebrar o tabu, vamos falar de verdade sobre isso com nossas amigas e nossas médicas!

Beijos

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