0 em Comportamento no dia 28.10.2016

Câncer de mama: autoexame, medo do diagnóstico e preservação da fertilidade da paciente oncológica!

Câncer de pele já foi assunto do blog, câncer de mama não. Agora que chegamos na casa dos 30 quis quebrar esse jejum e usar o Outubro Rosa como desculpa para quebrarmos esse silêncio.

Outubro é o mês da conscientização das mulheres quanto à importância do autoexame, da mamografia e da importância das consultas frequentes ao médico. Cada idade tem uma demanda e é importante atender o que é indicado para a sua faixa etária.

Eu vou à ginecologista 2 vezes por ano e ao menos uma dessas vezes eu pego pedido de ultrassonografia mamária. A Dra. Helena Guerra já perguntou algumas vezes sobre o histórico de câncer de mama na minha família, sempre analisa meu exame de imagem e faz o exame de toque da mama. Engraçado que ela toma conta de mim com o maior cuidado e em todos esses 10 anos eu nunca perguntei pra ela como se faz o autoexame. Sempre fico rezando para ela acabar logo essa parte e seguirmos a consulta.

autoexame

Me sinto tão esclarecida e tão medrosa ao mesmo tempo. Influenciando – positivamente – tanta gente através da internet mas em casa não consigo olhar no espelho e procurar caroços no meu peito.

Ainda não estou na faixa etária da mamografia e nem tenho indicação, mas mesmo assim já quero começar a fazer o autoexame em casa. Criar consciência dessa necessidade é o primeiro passo. Por mais que dê medo procurar algo errado no nosso corpo, agora que estou na casa dos 30 quero começar a fazer isso para aos 40 isso já ser um hábito constante, assim como são minhas consultas na médica.

Se eu faço o exame de HIV uma vez por ano para confirmar que eu não tenho AIDs, porque não fazer o autoexame? Por que tanto medo de tocar meu peito e falar desse assunto com minha ginecologista?

Precisamos quebrar esses tabus e nos conscientizar para isso. O outubro rosa está ai para questionarmos tudo isso, e não para colocarmos lacinhos em produtos na farmácia. 

Se o diagnóstico é precoce as chances de cura aumentam muito, mulheres hoje têm se recuperado mais e mais de doenças malignas descobertas no início. Sem falar que hoje a tecnologia e a modernidade jogam no time de quem luta contra o câncer. Uma mulher submetida a tratamentos oncológicos pode ter uma perda acentuada dos óvulos, mas até contra isso a gente pode lutar.

Estou envolvida num projeto de trabalho (pessoal) bem legal, 100% voltado para  mulheres. Discutindo os assuntos em questão com um médico super fera de Fertilização in Vitro/ Reprodução Assistida, o Dr. Marcello Valle, aprendi uma coisa nova: o congelamento de óvulos indicado para pacientes que irão passar por um tratamento oncológico.

Hoje já se fala nesse tipo de congelamento para mulheres que serão submetidas à quimioterapia ou radioterapia, visando preservar a fertilidade dessa mulher. Para que assim, após o tratamento ela possa implantar ou o óvulo ou o embrião. Isso é uma opção relevante para algumas mulheres devido às consequências do tratamento do câncer. Eu não sabia, mas é possível fazer isso entre o diagnóstico e o início do tratamento em si. Confesso que curti ver essa matéria aqui, de uma mulher que passou por isso, venceu o câncer e agora espera o tempo certo para realizar o sonho de ser mãe.

Precisamos quebrar os paradigmas, perder o medo e falar sobre esse assunto!

A cura e a sobrevida do câncer de mama nos dias de hoje é enorme, para que isso continue a melhorar precisamos seguir firmes e fortes na luta por mais mulheres poderem ter o diagnóstico precoce e o tratamento devido.

Existem inúmeras alternativas relevantes quando o assunto é o câncer de mama, o que não podemos é ignorar que esse problema existe.

Vamos quebrar o tabu, vamos falar de verdade sobre isso com nossas amigas e nossas médicas!

Beijos

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