Essa semana vai rolar mais um trip tips convidados especiais! Nós estamos amando o resultado desses posts e estamos chamando pessoas muito antenadas para contar tudo sobre suas viagens por aqui.
Hoje a convidada não poderia ser mais especial. Vocês lembram da Aninha (prima mais para irmã da Jô) que deu pinta de noiva por aqui? Então, convidamos ela e o Gabriel (o marido) para contar sobre a experiência deles em Florença!
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Quando o “(f)utilidades” me chamou para escrever sobre minha experiência em Florença, pensei, de imediato, a fazê-lo com meu marido. Afinal, foi um dos destinos que escolhemos para passarmos nossa lua de mel. Porém, no meio do caminho, querendo fazer uma surpresa, ele escreveu um texto que adorei e que espero que vocês gostem também.
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Fecho os olhos e tento imaginar qualquer lugar que já tenha ido e tenha sido legitimamente muito feliz. Algum lugar de praia? Paris? Nova York? Londres? Definitivamente, não é o primeiro lugar que penso. Me vejo, sempre, em Florença.
Talvez, quem sabe, por ter lá estado com o amor da minha vida, minha melhor amiga e companheira de viagem, minha mulher, no meio de nossa lua de mel. Declarações a parte, a cidade é praticamente uma declaração de amor.
Linda, acolhedora, carregada de história e, ao mesmo tempo, efervescente na junventude que por lá passa, Florença não foi, à toa, o berço de vários dos melhores artistas italianos e centro do Renascimento. Ela própria é uma tela, de uma riqueza incrível.
Com boa comida, lindas paisagens, bons hotéis, vale certamente a visita.
A primeira sugestão que daria é ficar em algum hotel localizado no centro histórico, onde praticamente todos os pontos turísticos se localizam e onde há diversas opções de restaurantes, trattorias e bares, além de variadas lojas internacionais e locais, podendo ir a todos os lugares a pé.
Ficamos no Hotel Rosso23, hotel boutique, localizado a duas quadras do Duomo de Florença, na Piazza di Santa Maria Novella, onde se encontra uma belíssima igreja com o mesmo nome. O hotel adota um novo conceito de hospedagem, não configurando-se como um daqueles hotéis clássicos europeus, mas apresentando arquitetura e design modernos. É uma boa opção, tendo um clima agradável, boa localização e servindo um ótimo café da manhã. Outra opção, um pouco mais cara, na mesma ‘Piazza’ é o Hotel L’Orologio.
Em termos de pontos turísticos, embora outras cidades da Itália sejam também fartas em belas igrejas, as de Florença são bastante peculiares, possuindo fachadas incrivelmente trabalhadas, como no caso do próprio Duomo e da igreja de Santa Maria Novella, e interiores menos pomposos, principalmente em relação às igrejas de Roma. Se quiser apreciar a vista das cidades, as torres das igrejas são uma ótima opção, embora normalmente se cobre algum valor pela visita.
Ainda no centro histórico, as opções de museus são diversas: a Galleria Degli Uffizzi (onde se encontram obras de Michelangelo, Rafael Sanzio, Botticelli, dentre esculturas e quadros de outros artistas do Renascimento), o museu Bargello, a Galleria de la Academia. Todos, ótimos museus, mas que podem ser um pouco cansativos, devido à repetição de obras clássicas e com temática religiosa. Como alternativa, há, principalmente para as mulheres que amam moda, como a minha, o museu Gucci, que expõe várias peças de vestuário, bolsas e acessórios produzidos pela marca, desde o seu princípio, além de mostrar como surgiu o famoso logo e contar com uma livraria com boas opções de livros de moda, design e arquitetura e com um café bem bacana.
Na mesma margem do rio Arno, que corta a cidade, ainda há o clássico Palazzo Vecchio, a casa de Dante Alighieri, autor da Divina Comédia, praças sempre animadas com artistas de rua e ótimas opções de restaurante, como o Acquacotta e a L’Osteria di Giovanni, na Via del Moro 22, onde vale pedir o prato típico de Florença, a bisteca, ou um delicioso cappelletti trufado com recheio de cogumelos, além de qualquer das opções de sobremesa, como a torta de pannacotta e o suflê de ricota com frutas vermelhas. Há, ainda, excelentes gelaterias, como o Amorino. O de maracujá com chocolate amargo é brincadeira, derrete na boca.
Apesar de todos esses pontos turísticos, o que mais gostei foi passear ao longo do Rio Arno, principalmente nos dias quentes. A paisagem é alucinante e proporciona ótimas fotos. Num desses passeios, aproveitamos para atravessar a famosa Ponte Vecchio – ponte na qual se localizam várias joalherias, que parecem que pararam no tempo -, e andar pela outra margem do rio. Lá se localiza o Palazzo Pitti, que tem, na minha modesta opinião, como principal atração, seus jardins (Giardino di Boboli), onde vale muito a pena gastar a sola do tênis, subindo e descendo ladeiras, visitar os museus de porcelana e da indumentária. Há, ainda, o Forte Belvedere, lojas locais interessantes e a Piazzale Michelangelo, de onde se tem a melhor vista de Florença.
No caminho para a Piazzale Michelangelo (uma senhora subida), recomendo comer em um dos seguintes restaurantes: Zeb (Zuppe e Bolliti), localizado na Via San Miniato 2R , ou na Osteria Antica Mescita San Niccolò, localizada quase em frente ao Zeb, na Via di San Niccolò, 60.
Aproveitando a estada em Florença, vale muito a pena viajar por outras cidades da Toscana. Infelizmente, dessa vez não tivemos tempo de ir em muitas cidades (fica para a próxima lua de mel que fizermos), mas visitamos Siena, cidade fantástica, para onde você pode ir, de forma rápida e barata, de trem ou ônibus.
Com suas milhares de ladeiras, janelas verdes, belíssimas colinas e uma típica paisagem toscana, Siena emociona. Há vários pontos turísticos, como o Duomo de Siena (com interior mais impressionante, a meu ver, do que o de Florença), o Museu Cívico, a Piazza Del Campo (onde se realiza o Palio, famosa corrida de cavalos), mas o que rouba o fôlego é a própria cidade. Você caprichará na caminhada, mas sairá, certamente, com um sorriso no rosto. Tal como Florença, há muitas opções de restaurantes. Subindo e descendo as ladeiras, perto do Santuário de Santa Caterina, encontramos, por acaso, o Zest, restaurante simples, porém, maravilhoso. Sem esperar por nada, pedimos a melhor salada caprese que já comemos. Queijo sensacional e o melhor tomate que já comi.
É isso que tinha para falar. Talvez tenha gostado tanto de Florença e Siena por estar com a Ana, mas sempre é um ótimo lugar para viajar. Que todos que forem possam aproveitar as cidades da mesma forma que aproveitei.
Beijos,
Gabriel
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Além de tudo o que o Gabriel escreveu, não poderia deixar de mencionar que Florença tem praticamente todas as grandes megastores internacionais, sendo um ótimo lugar para compras. Não bastasse, gostaria de compartilhar com vocês um “achadinho”, a loja chamada “Gossip Glam”, que, apesar do nome, que está bastante distante do que pode significar um charme italiano, tem coisas bacanas por um preço “bem amigo”.
Espero que tenham gostado!
Beijos,
Ana Luiza
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Eu fui a Florença durante meu mochilão. Eu curti conhecer a cidade, mas na época gostei mais de Roma. Por lá conheci 4 obras de arte que sonhava em ver desde a infância ( Primavera e O Nascimento da Vênus de Botticelli & a Sagrada Família e o David de Michellangelo). Eu acho que eu gostaria mais da cidade hoje em dia. Não voltaria no inverno podendo assim passar bastante tempo na rua, curtindo a moda e as pessoas do local. Eu gostei, mas depois dessas dicas sinto que vou amar mais ainda!
Espero que tenham gostado.
Beijos
Jô







