Hoje todo mundo que acompanha meia dúzia de blogs sabe que existem algumas peças que são conhecidas como uniforme de blogueira. Não tem uma marca ou um preço específico, a gama vai desde o short saia da Zara até a 2jours, da Fendi.
Como já dissemos antes, preferimos investir em roupas e sapatos menos hypados, principalmente se forem caros. Mas é claro que temos algumas exceções, e no nosso caso, essa exceção é a sapatilha Chanel.
A Ca foi a primeira a comprar - inclusive, contou aqui! - e me convenceu a investir também. O motivo? Não, não foi porque deixava o look mais “rico” ou mais “de blogueira it”. Todas as reais razões para a Carla amar tanto o sapato envolviam a palavra conforto de alguma forma. E por isso, a sapatilha entrou também na minha casa.
A primeira a se influenciar pelas maravilhas que a Ca contava foi a minha mãe. Vale compartilhar que ela tem SÉRIOS problemas nos pés e no joelho (agora operado). Para vocês terem uma ideia, desde os anos 2000 ela comprava os mesmos tênis, na mesma loja, porque eram os únicos que lhe permitiam andar muito sem sentir dor. Também vale contar que ela é do tipo que gosta de ter um clássico ou outro das marcas que ela curte, mas nunca teria 4 sapatos iguais “só por ser Chanel”.
Em 2011, em uma viagem à Miami, ela resolveu comprar seu primeiro modelo, todo preto com o bico envernizado. Na mesma viagem, em NYC, ela o usou para bater perna e, para sua surpresa, não sentiu nenhuma dor. De bônus, a sapatilha ainda deixava seus looks mais arrumados que os habituais tênis de viagem.
Desde então, mamãe não parou mais! Ano passado ela comprou uma cinza e ainda induziu meu pai a dar outra, marrom e preta, de aniversário pra ela. E se você acha que parou por aí…bem, se enganou. Esse ano, ela me pediu para trazer de viagem mais uma, e eu escolhi a vermelha linda que postei no instagram (e me arrependi de não ter comprado outra).
Nesse meio tempo, agora com elogios vindos de todos os lados, comprei minha primeira flat bicolor em Las Vegas (janeiro de 2012). Escolhi a combinação de preto com bico café com leite, mas de cara não dei muita bola para ela. Confesso que fui entender do que elas falavam alguns meses depois, quando levei a sapatilha para a tal viagem de Paris e me peguei usando-a durante vários dias inteiros.
Nessa mesma viagem de Paris, já estava tão encantada pelo conforto e estilo clássico da mesma, que acabei comprando mais uma pra mim. Fui na básica preta, de matelassê, que virou minha queridinha. Elas já são minhas oficiais companheiras de looks sem salto em semanas de moda e viagens de bater perna (sempre levo só uma).
Quando vi que só na minha casa temos 6 diferentes modelos, resolvi falar sobre esse sapato, que muitas acham que é “um must have” porque a blogueira X ou Y tem. Pra nós duas, não tem nada a ver com isso.
Além do conforto outro fator deve ser levado em conta, a numeração. Não sei em que número ela termina, mas sei que minha mãe calça 40 no Brasil e quase não acha sapatos por aqui (tem melhorado bem, mas está longe do ideal). Em compensação, lá fora, sempre tem pelo menos umas 3 ou 4 cores diferentes no tamanho.
Nós sabemos que não é um sapato barato, mas se você já decidiu que vai comprar eu sempre recomendo o fazer na Europa. Além de ser mais barato, ainda dá para obter o reembolso no detaxe.
Em junho de 2012 ela custou 430 Euros em Paris, com reembolso de aproximadamente 50. Ou seja, ela saiu por 380 euros (que na época estava em torno de R$2.3). Desta vez a mesma custou 380£ (libras), e recebi de volta em torno de 38£ (que pagamos R$3.6 antes da crise). Quando comprei nos EUA, paguei um pouco mais caro por causa das taxas.
Se você me pergunta se acho “loucura” comprar uma sapatilha que custa mais de R$1.100, posso até responder que sim. Mas a qualidade, o conforto e a durabilidade nunca me fizeram questionar ou me arrepender dessas compras. Isso, pra mim, é um dos maiores pontos positivos, seguido do fato de se encaixarem perfeitamente com o meu estilo (se bem que ela se encaixa com praticamente todos os estilos, né..).
Agora, quem pretende comprar só porque “todo mundo tem”, ou “só porque é Chanel”, sugiro parar e pensar mais um pouco.
Beijos
Jô











