1 - Dançando contra o bullying
Tem vezes que a gente ama e tem vezes que a gente odeia a internet. E muitas dessas vezes, esse sentimento muda de um minuto para o outro. Foi o caso do Dancing Man.
Para quem não sabe, tudo começou com uma montagem que foi postada na internet, que mostra um homem gordo dançando em uma foto, e na outra, ele aparece com cara de envergonhado por ter reparado que estavam rindo e tirando fotos dele:
E quem postou foi tão ridículo, que ainda fez questão de botar a seguinte legenda para acompanhar: “Vimos esse espécime tentando dançar na semana passada. Ele parou quando viu que estávamos rindo”.
A foto rodou a internet e quando chegou no Twitter, voltamos a ter um pouco de fé na humanidade. Uma menina chamada Cassandra Fairbanks ficou tão horrorizada com essa crueldade, que resolveu começar uma campanha para achar o homem que estava dançando, que ela apelidou de Dancing Man, claro!
- em uma tradução muito rápida (se tiver algo errado, pode nos corrigir) - Dancing Man, nós não sabemos muito sobre você, mas uma foto na internet sugeriu que você queria dançar e sentiu que não podia. Nós queremos ver você dançar livremente e se você aceitar, nós iríamos amar dançar com você. Nós estamos preparadas para dar uma senhora festa só para você, se você quiser. Para ser clara, somos 1.727, e somos todas mulheres. Se não é muito atraente para você, nós estamos ok em aceitar um não como resposta, mas gostaríamos de saber - a oferta está de pé.
O Dancing Man foi achado. Ele se chama Sean, mora em Londres e aceitou o convite das meninas, que fizeram uma vaquinha e arrecadaram dinheiro para levá-lo para a California. A ideia era ter 5 mil dólares para arcar com passagens e despesas. Já estão em quase 38 mil dólares (pelo menos até terminarmos esse post!)!!! E não é só isso. Pharrell foi um dos artistas que mostraram interesse em participar da festa, que ao que tudo indica, realmente vai ser uma senhora festa!
Esperamos de verdade que esse caso sirva de exemplo! Claro que em um mundo ideal, bullying não deveria existir, mas a gente acha que virar o jogo como aconteceu nessa história dá muito mais resultado e visibilidade à causa do que apenas tentar ensinar que bullying é errado.
2 - A mudança de Kim
A essa altura do campeonato, todo mundo sabe que Kim Kardashian é especialista em aparecer na mídia apenas sendo Kim Kardashian. Sinceramente, achamos um talento. Não deve ser fácil ter que inventar coisas diariamente só para virar notícia (sem nenhuma ironia nessa frase, a gente jura! rs).
A invenção da vez deixou o instagram em choque no minuto que ela divulgou a foto com o cabelo loiríssimo. Sim, ela já foi loira, mas nunca tão loira!
Essa foi a primeira foto e achamos estranha, mas depois fomos vendo outras e começamos a curtir esse novo visual! De qualquer forma, o bolão por aqui já começou! Quantos dias vocês dão para ela mudar de cor?
3 - Sobre tamanhos errados
Nós já falamos sobre o assunto do tamanho G. Mais magras ou não, sempre vestimos esse tamanho e não temos nenhum problema em “assumi-lo”. Somos altas, somos largas e não estamos preocupadas com o dígito que vem na nossa etiqueta.
O problema é que o G tem ficado cada vez menor e o padrão das marcas cada vez menos “padronizado” e/ou se tornado inatingível. Isso acontece por muitos lugares do Brasil, mas achamos que é mais grave no Rio de Janeiro e em algumas marcas de MG. Então, mesmo que esse assunto não esteja dando o que falar, a gente acha que merece atenção.
Poucas são as empresas que têm um 38 que não é 36 ou trabalham tamanhos até 44 que sejam mesmo um 44. Parece que elas não pesquisam o mercado externo e não se dão conta que nos Estados Unidos ou em grande parte da Europa, as mulheres são grandes e a grade de tamanho também é. Em Londres, a Topshop vai até 46 na grande maioria das peças, por exemplo.
Todas precisamos que os tamanhos sejam reais, até mesmo para não corroborar com uma possível distorção do corpo (coisa que infelizmente atinge boa parte das mulheres). Na prática, as musas fitness são apenas uma parcela das possíveis consumidoras disponíveis por aqui.
Nós só queremos sair do provador vestindo nosso próprio tamanho. Não parece nenhum absurdo, não é mesmo? Pensamos em tudo isso por causa desse texto reflexivo que a Marina Inbar do Petiscos escreveu.















