Antes de começar, queria agradecer o povo do snapchat que me ajudou nas pautas! Obrigada mesmooo! Vou fazer isso mais vezes eu acho! hehehe
1 - Ainda sobre julgamento alheio
Na mesma semana que fizemos um texto falando sobre julgamento alheio na internet, nos deparamos com uma história que foi super compartilhada no Facebook e virou assunto nos mais diversos blogs.
Há alguns dias vem rolando um desafio da maternidade no Facebook, onde mulheres compartilham 3 momentos que as fazem felizes por serem mães e marcam suas amigas que têm filhos para participar. Tudo estava indo conforme o esperado, com mães de todo Brasil participando, até que uma em particular, cujo filho tem 40 dias (ou seja, está passando por aquela fase complicada), resolveu negar o desafio e fazer um texto contando que amava seu filho mas estava odiando ser mãe - quem quiser ler, ele está na íntegra aqui.
Seu depoimento foi bem verdadeiro e realista, mas um pouco duro nas palavras. Mesmo assim, ela deixou o texto público porque ela queria encabeçar esse movimento de deixar a maternidade mais realista e menos floreada. Muita gente apoiou e entendeu, mas em geral ela foi detonada. Pessoas de todos os lugares apareceram para dizer que ela estava doente, que ela era uma péssima mãe, que faria mal ao próprio filho, que ela estava incentivando o aborto (!!??), enfim, uma enxurrada de baboseiras que foi triste de ler.
Triste porque esse início não é fácil mesmo. Falta de sono, rotina rígida, se doar completamente a uma pessoa que não te retorna nada além de choros, não se reconhecer muito bem na sua nova função e ainda por cima estar naquela fase que tudo parece que vai ser eterno é muito complicado. Tem mães que lidam bem com isso, tem mães que não. E eu, Carla, falo por experiência própria que receber palavras positivas e sem julgamentos é a melhor coisa para encarar essa fase de uma forma mais positiva.
Até hoje ainda me pego com medo dessa fase não passar, de eu não conseguir mais achar a Carla de antes e confesso que a primeira vez que eu falei em voz alta que não estava curtindo tanto essa experiência, eu me senti um monstro e cheguei a cogitar que estava com depressão pós parto. Foi lendo textos realistas como esse e vendo que era relativamente comum pensar essas coisas que eu consegui encarar esses sentimentos de forma mais leve e ver que o maior problema que eu tive foi ter caído no conto da romantização da maternidade. Realmente, quando nasce um filho também nasce uma mãe, mas assim como ele aprende aos poucos a virar uma pessoa, a mulher também aprende aos poucos a virar uma mãe. Nem sempre é instantâneo, nem sempre é intuitivo, nem sempre é indolor ou sem questionamentos. E tudo bem.
Talvez ela esteja com depressão pós parto, talvez ela não tenha lido nenhum texto que acalmasse ela, talvez ela precise de um pouco de tempo para encarar as coisas de forma menos intensa ou talvez ela realmente não curta ser mãe apesar de amar o filho. Em qualquer hipótese, nós não vemos espaço para julgamentos, só apoio. Será que um dia vamos chegar nesse ponto?
2 - Claudia Leitte e mais uma polêmica
Sério, as vezes a gente tem pena da Claudia Leitte porque a impressão que dá é que tudo que ela faz, fala ou que tem seu nome envolvido gera polêmica. Dessa vez o bafafá aconteceu depois que foi divulgada a notícia que o Ministério da Cultura tinha autorizado a cantora de captar R$356 mil reais para fazer 2.000 exemplares de um livro com entrevista exclusiva, fotografias, letras e partituras. Desses 2.000, 900 seriam distribuídos para imprensa, bibliotecas e patrocinadores.
O projeto não vai mais acontecer e muitos veículos estão especulando que a desistência aconteceu por causa da polêmica causada. Apesar de não termos muita propriedade no assunto (nos corrijam se estivermos erradas), a verdade é que a culpa não é apenas da Claudia Leitte e sim da forma que a Lei Rouanet foi formulada, que permite que pessoas já famosas e que conseguiriam patrocínios com alguma facilidade tenham projetos milionários aprovados enquanto vários artistas e eventos que realmente trariam cultura para a população são negligenciados, né?
3- Até que ponto vai um publi?
No final da semana, Michel Teló e Thaís Fersoza anunciaram em suas redes sociais que estão grávidos. Até aí tudo muito lindo, se não fosse um detalhe: a foto do casal sorrindo e segurando dois testes de gravidez acompanhava um texto fofo e, no final, a hashtag #Publi da marca do teste.
Muita gente achou de mau gosto eles usarem esse momento para ganhar dinheiro, outras pessoas ficaram curiosas de como foi feita a negociação (saiu alguma matéria suspeitando que ela estivesse grávida e eles entraram em contato? Ou será que eles fizeram o teste e resolveram falar com a marca para ver se eles patrocinavam a foto?) e teve quem achasse normal, que eles foram espertos em usar suas influências para monetizar.
Nós estamos no último time, mas entendemos quem estranhe. Essa forma de publicidade que se aproveita dos realities que os artistas criam em torno deles mesmos ainda é muito nova e ainda causa dúvidas se os famosos e influentes nas redes sociais estão ultrapassando os limites. Mas que limites são esses? Se está dentro da verdade deles, faz sentido no contexto e está sinalizada, por que não fazer?












