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22
fev
2016

Deu o que falar…

Deu o Que Falar

Antes de começar, queria agradecer o povo do snapchat que me ajudou nas pautas! Obrigada mesmooo! Vou fazer isso mais vezes eu acho! hehehe

1 - Ainda sobre julgamento alheio

Na mesma semana que fizemos um texto falando sobre julgamento alheio na internet, nos deparamos com uma história que foi super compartilhada no Facebook e virou assunto nos mais diversos blogs.

Há alguns dias vem rolando um desafio da maternidade no Facebook, onde mulheres compartilham 3 momentos que as fazem felizes por serem mães e marcam suas amigas que têm filhos para participar. Tudo estava indo conforme o esperado, com mães de todo Brasil participando, até que uma em particular, cujo filho tem 40 dias (ou seja, está passando por aquela fase complicada), resolveu negar o desafio e fazer um texto contando que amava seu filho mas estava odiando ser mãe - quem quiser ler, ele está na íntegra aqui.

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Seu depoimento foi bem verdadeiro e realista, mas um pouco duro nas palavras. Mesmo assim, ela deixou o texto público porque ela queria encabeçar esse movimento de deixar a maternidade mais realista e menos floreada. Muita gente apoiou e entendeu, mas em geral ela foi detonada. Pessoas de todos os lugares apareceram para dizer que ela estava doente, que ela era uma péssima mãe, que faria mal ao próprio filho, que ela estava incentivando o aborto (!!??), enfim, uma enxurrada de baboseiras que foi triste de ler.

Triste porque esse início não é fácil mesmo. Falta de sono, rotina rígida, se doar completamente a uma pessoa que não te retorna nada além de choros, não se reconhecer muito bem na sua nova função e ainda por cima estar naquela fase que tudo parece que vai ser eterno é muito complicado. Tem mães que lidam bem com isso, tem mães que não. E eu, Carla, falo por experiência própria que receber palavras positivas e sem julgamentos é a melhor coisa para encarar essa fase de uma forma mais positiva.

Até hoje ainda me pego com medo dessa fase não passar, de eu não conseguir mais achar a Carla de antes e confesso que a primeira vez que eu falei em voz alta que não estava curtindo tanto essa experiência, eu me senti um monstro e cheguei a cogitar que estava com depressão pós parto. Foi lendo textos realistas como esse e vendo que era relativamente comum pensar essas coisas que eu consegui encarar esses sentimentos de forma mais leve e ver que o maior problema que eu tive foi ter caído no conto da romantização da maternidade. Realmente, quando nasce um filho também nasce uma mãe, mas assim como ele aprende aos poucos a virar uma pessoa, a mulher também aprende aos poucos a virar uma mãe. Nem sempre é instantâneo, nem sempre é intuitivo, nem sempre é indolor ou sem questionamentos. E tudo bem.

Talvez ela esteja com depressão pós parto, talvez ela não tenha lido nenhum texto que acalmasse ela, talvez ela precise de um pouco de tempo para encarar as coisas de forma menos intensa ou talvez ela realmente não curta ser mãe apesar de amar o filho. Em qualquer hipótese, nós não vemos espaço para julgamentos, só apoio. Será que um dia vamos chegar nesse ponto?

2 - Claudia Leitte e mais uma polêmica

Sério, as vezes a gente tem pena da Claudia Leitte porque a impressão que dá é que tudo que ela faz, fala ou que tem seu nome envolvido gera polêmica. Dessa vez o bafafá aconteceu depois que foi divulgada a notícia que o Ministério da Cultura tinha autorizado a cantora de captar R$356 mil reais para fazer 2.000 exemplares de um livro com entrevista exclusiva, fotografias, letras e partituras. Desses 2.000, 900 seriam distribuídos para imprensa, bibliotecas e patrocinadores.

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O projeto não vai mais acontecer e muitos veículos estão especulando que a desistência aconteceu por causa da polêmica causada. Apesar de não termos muita propriedade no assunto (nos corrijam se estivermos erradas), a verdade é que a culpa não é apenas da Claudia Leitte e sim da forma que a Lei Rouanet foi formulada, que permite que pessoas já famosas e que conseguiriam patrocínios com alguma facilidade tenham projetos milionários aprovados enquanto vários artistas e eventos que realmente trariam cultura para a população são negligenciados, né?

3- Até que ponto vai um publi?

No final da semana, Michel Teló e Thaís Fersoza anunciaram em suas redes sociais que estão grávidos. Até aí tudo muito lindo, se não fosse um detalhe: a foto do casal sorrindo e segurando dois testes de gravidez acompanhava um texto fofo e, no final, a hashtag #Publi da marca do teste.

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Muita gente achou de mau gosto eles usarem esse momento para ganhar dinheiro, outras pessoas ficaram curiosas de como foi feita a negociação (saiu alguma matéria suspeitando que ela estivesse grávida e eles entraram em contato? Ou será que eles fizeram o teste e resolveram falar com a marca para ver se eles patrocinavam a foto?) e teve quem achasse normal, que eles foram espertos em usar suas influências para monetizar.

Nós estamos no último time, mas entendemos quem estranhe. Essa forma de publicidade que se aproveita dos realities que os artistas criam em torno deles mesmos ainda é muito nova e ainda causa dúvidas se os famosos e influentes nas redes sociais estão ultrapassando os limites. Mas que limites são esses? Se está dentro da verdade deles, faz sentido no contexto e está sinalizada, por que não fazer?

 

1
fev
2016

Deu o que falar…

Deu o Que Falar

1 - Africa Pop à moda da Vogue

Quinta feira passada aconteceu o famoso Baile da Vogue, baile de gala pré Carnaval super disputado e que sempre dá o que falar de alguma forma. Esse ano, porém, o falatório todo foi em torno do tema escolhido: Africa Pop.

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Seria um tema lindo e maravilhoso para ser trabalhado, afinal, o continente é riquíssimo em referências incríveis, desde a estamparia até o manjado (mas sempre certo) animal print. Seria lindo se a revista não tivesse alguns problemas de coerência, como o fato de quase não existir negras trabalhando nas editorias, quase nunca vermos uma negra na capa e até mesmo matérias enaltecendo estilistas e personalidades negras ou falando sobre a cultura africana serem praticamente inexistentes. Em compensação, volta e meia a revista aparece em uma polêmica por ter incorporado elementos afros em editoriais recheados de modelos brancas e loiras, reforçando a ideia de que a Africa está na moda, mas o negro não (frase que lemos por aí e que melhor definiu essa história toda). Em relação à festa, também aconteceu um fato curioso: todo ano escolhem rainhas do baile da Vogue e apenas esse ano convidaram Tais Araújo e Gloria Maria. Claro, fez todo o sentido e ia ser pior se elas não tivessem sido convidadas, mas tentamos lembrar quando uma celebridade negra foi rainha em outros anos e não conseguimos lembrar de nenhum nome (se tiver, a gente corrige!), o que fez a gente pensar…jura que só as escolheram porque o tema era a Africa? Estranho, né?

Muita gente chiou, e com razão. Há pouquíssimo tempo atrás, a Valentino caiu nessa mesma questão quando fez uma coleção inspirada na Africa, e as fotos da campanha foram feitas no Quênia e usaram 1 modelo negra para 4 brancas. Sério que mesmo depois desse caso ninguém pensou que eles poderiam - e iriam - cair na mesmíssima questão? Sem contar que o fato de ser tema para uma festa de Carnaval ainda é mais complicado, já que a linha que separa a homenagem da caricatura e o desrespeito é finíssima.

Ou seja, era tragédia anunciada e o falatório inevitável. Ter escolhido esse tema sem nunca ter homenageado a Africa em suas páginas de maneira adequada deu a impressão que a revista está um pouco por fora do que está sendo discutido por aí.

2 - #somostodasbarbies

Essa semana a fanpage da Barbie soltou uma notícia que deixou até quem não brinca mais em êxtase: a Mattel evoluiu a boneca mais famosa do mundo e criou novas versões de bonecas com quatro tipos de corpo, sete tons de pele, 22 cores de olhos e 24 estilos de cabelos!

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Sabe aquela história de “blábláblá o mundo tá chato”, “blábláblá problematizam até a boneca Barbie”. Então, é esse mundo que tornou isso possível! E vai dizer que não é incrível?

3 - Machista? Hm, pensa duas vezes, Ana Paula.

A gente sabe que tem muita gente aqui que não curte BBB, não assiste o programa e vai achar que o assunto desse tópico é besteira, mas será mesmo?

Essa semana, Ana Paula, a participante que logo no início do programa foi apedrejada por ter dito que era machista e achava que o mundo tinha que ser machista porque achava o máximo levar café na cama do companheiro (Ana Paula, você pode ser feminista e fazer isso, tá? Só para você saber…) se mostrou mais empoderada que todas as mulheres da casa juntas.

Depois que Laércio, um dos participantes de 53 anos, contou que tinha uma namorada de 16 anos e, logo depois, Ana Paula viu ele lançando olhares para Munik (uma das mais novas da casa, com 19 anos) e fazendo gestos obscenos em uma das festas, a sister começou a realmente se incomodar com o participante a ponto de gritar com ele e chamá-lo de pedófilo. Quem quiser saber direitinho tudo o que aconteceu, esse link explica melhor. Mal sabe ela que aqui fora, assim que os brothers foram anunciados, surgiram várias histórias de que ele curte embebedar meninas de 15 anos para tentar ficar com elas.

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A antipatia de Ana Paula foi tanta que em vários momentos ela acabou metendo os pés pelas mãos e se exaltando, o que fez com que o pessoal da casa (e muita gente que está assistindo também) achasse que ela estava exagerando. O fato de Laércio não ter reagido a nenhum de seus gritos e insultos também ajudou a dar tal impressão, mas será que ela estava errada mesmo? A gente acha que tirando a parte de ter chamado ele de velho nojento, ela estava bem certa em chamar atenção para as atitudes estranhas desse homem. Como ela está em um jogo, infelizmente ela acabou fazendo da maneira menos inteligente , acabou botando sua cabeça para jogo e foi para o paredão.

Lembram daquele vídeo da Jout Jout sobre fazermos um escândalo? Então…infelizmente sempre que uma mulher faz um escândalo como o da Ana Paula, ela é vista como exagerada, histérica, maluca. A culpa disso tudo? Do tal machismo que ela achou que era tão legal. Mal sabe que assim que sair da casa (e a gente espera que não seja amanhã!), ela vai realmente descobrir o que é machismo - e provavelmente não vai se orgulhar muito da frase dita na primeira semana do programa.

27
jan
2016

Deu o que falar…

Deu o Que Falar, Lifestyle

1 - Com tanta esponja no mundo…

O BBB ainda nem tinha começado quando surgiu sua primeira polêmica. No dia da estreia, o programa Mais Você fez um tour pela “casa mais vigiada do Brasil” e o que chamou a atenção da galera não foi a piscina, a academia ou a decoração da vez, e sim uma esponja de lavar louça que estava na cozinha. A esponja “engraçadinha” tem o formato de um dançarino dos anos 70, negro e com a esponja no lugar do cabelo black power.

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Como não poderia deixar de ser, as opiniões se dividiram. Apareceu muita gente chamando a atenção para o racismo e lembrando que o fato do cabelo crespo ser chamado de bombril já prejudicou a auto estima de muitas pessoas. Também teve gente achando que a reclamação foi um exagero. No fim das contas, a esponja quase não teve utilidade na pia pois assim que a casa foi ocupada, Ronan - que é negro - viu o utensílio e falou: “Por que tem que ser negro? Isso aqui não vai ser usado para lavar nada”. Logo depois, a esponja passou a se chamar Will, ganhou outra utilidade e virou um microfone.

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A equipe do BBB explicou para o Buzzfeed que essa esponja faz parte de uma coleção com vários personagens que irão entrar aos poucos na casa, entre eles a guarda real inglesa, um punk, a rainha Elizabeth, etc. O guarda e a rainha acabaram de entrar….mas que infelicidade escolher logo o personagem que mais tem chances de gerar polêmica para estreiar o programa, hein?

2 - “Eu também sou padrão de beleza”

É engraçado…Ao mesmo tempo que estamos em um período de empoderamento, de aprendermos a nos aceitar e valorizar, ainda aconteçam casos como o que rolou com a Preta Gil na semana passada.

Em um dos ensaios do Bloco da Preta, seu bloco de Carnaval, que aconteceu na semana passada, ela apareceu de body e foi alvo de críticas porque o look, mesmo com meia calça, deixou suas celulites muito aparentes.

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Sério. Estamos em 2015 e ainda tem gente que fica se preocupando com as celulites dos outros? É isso mesmo?

O desabafo que ela fez em seu instagram foi maravilhoso, em especial uma parte que a gente acha que merecia estar aqui (e inspirar para superar qualquer insegurança que eventualmente apareça): “Não vou me render nem virar escrava de um padrão de beleza que não é o meu! Eu também sou padrão de beleza, pois a maioria da mulher Brasileira tem o meu biotipo.”

Ainda em êxtase com o #ensaiodoblocodapreta . Foi tudo PERFEITO!! Obrigada a todos que lotaram o Monte Líbano ontem, todos que vieram de outros estados, meus fãs e amigos amados!! Nosso Bloco completa 7 anos e a cada ano vocês me fazem mais feliz!! Acordei e me deparei com o que já imaginava que iria acontecer: uma chuva podre de ofensas, xingamentos e pseudo opiniões sobre meu corpo e minha roupa !! Não quero e não posso acreditar que as redes sociais sejam o esgoto do mundo, pois o que recebo de positividade também é tremendo, mas eu fico realmente chocada com a capacidade do ser humano ser tão preconceituoso e principalmente ter valores tão deturpados. Sou uma mulher de 41 anos que já vivi muita coisa. Aprendi a me amar e me valorizar pelo meu caráter. Meu corpo, minhas gordurinhas e minhas celulites não medem o meu caráter a minha garra !! Tenho celulite SIM e não tenho vergonha delas. Não vou me render nem virar escrava de um padrão de beleza que não é o meu! Eu também sou padrão de beleza, pois a maioria da mulher Brasileira tem o meu biotipo. Gente, chega, guardem suas "opiniões" para vocês. Existem muitas mulheres que levam em consideração o que vocês falam e acabam pagando um preço alto para se encaixar no padrão imposto pela sociedade e mídia !! Tenho saúde, tenho amor e isso é o mais importante de tudo !! Tenho autoestima SIM e tenho senso, senso que um dia a terra come a nossa carne mas a nossa alma tem que ser leve e livre !!!

Uma foto publicada por Preta Gil (@pretagil) em

É isso aí, Preta!

3 - Tadinha, gente

Várias pessoas estão compartilhando esse vídeo (que é velho!) da menina que confundiu Romero Britto com Picasso e pensamos em botar no DQF só pelo simples ato de compartilhar, sem expressar muita opinião:

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Mas quando ficamos sabendo que a vlogger tem 15 anos, mudamos de ideia. Com 15 anos a gente morria de medo de sofrer bullying no colégio, imagina então ser sacaneada por milhões de pessoas desconhecidas? O pesadelo! E a gente bem sabe que a internet não costuma perdoar, né… Sem contar que não foi um erro por ignorância, e sim por confusão mesmo. Quem nunca falou uma coisa mas estava pensando em outra?

No fim das contas, achamos fofo!

 

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