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7
abr
2015

Book do dia: Os assassinos do cartão postal, de James Patterson

Book do dia

Acho que perdi a conta de quantas pessoas me indicaram esse livro, por isso, vou agradecer as duas últimas leitoras que me deram essa dica aqui no blog: Ana e Marcela, meus sinceros agradecimentos! hehehe

Aliás, muito obrigada mesmo, já que depois da leitura arrastada do último book do dia, confesso que estava precisando de um livro que eu sentisse vontade de largar minhas séries, minha televisão, meu joguinho de celular, e até mesmo meu sono, só para acabar em tempo recorde! Acho que consegui isso, pois terminei em menos de 2 dias!

resenha-livro-assassinos-cartao-postal

Pausa para a sinopse: Uma viagem para conhecer as mais belas cidades da Europa é o sonho de qualquer pessoa. Porém, o detetive da NYPD Jacob Kanon não está interessado nos pontos turísticos. Após receber a notícia do brutal assassinato de sua filha e namorado, mortos em Roma, Kanon viaja para o Velho Continente para tentar juntar pistas sobre o crime que mudou sua vida. E a onda de assassinatos está só começando: jovens casais são encontrados mortos em Paris, Copenhague, Frankfurt e Estolcomo.
Os crimes parecem não estar conectados, com exceção de um cartão-postal enviado para o jornal local da cidade de cada nova vítima. Quando a repórter sueca Dessie Larsson recebe um postal, Kanon junta forças com a jornalista e partem para o novo destino para tentar capturar o serial killer.

Foi só coisa da minha cabeça ou eu achei que o James Patterson tem uma pegada muito Dan Brownesca de escrever (ou Dan Brown que imitou, sei lá, realmente não parei para ver quem foi o primeiro!)? Na verdade, qualquer livro de thriller policial com elementos de arte já abririam espaço para comparações, né? No fim das contas eu nem fiquei comparando muito, até porque eu amo esse estilo de narrativa com capítulos pequenos e cheios de pontos para serem ligados nas próximas páginas. É preciso ter uma força de vontade do tamanho do mundo para conseguir deixar para depois, e eu não tenho, confesso. rs

Outra coisa que eu amei em “Assassinos” foi que cada capítulo você via o que estava acontecendo com um personagem, incluindo aí o ponto de vista dos próprios assassinos. Eu adorei essa dinâmica que, por incrível que pareça, não deixa o livro menos intrigante ou com menos mistérios para serem explicados.

A única coisa que me incomodou foi —— acho que é mini spoiler, quem ainda não leu, pula esse parágrafo se preferir! ——- a tentativa de casal que James Patterson tentou criar. Juro que não entendi o casal. A menina (não vou citar nomes para tentar amenizar o spoiler) parecia a Amanda do BBB de tão carente que ela ficou depois que o cara começou a dar um pouquinho mais de atenção. E gente, o cara só apareceu na história desgrenhado e fedendo, não tomava banho….que borogodó é esse??? hahaha Enfim…não consegui ver química entre esses personagens, mas isso não alterou em nada a minha opinião sobre o livro.

Acho que “Assassinos…” é a leitura perfeita para quem está procurando algo intrigante, dinâmico e rápido, mas sem compromissos. É total entretenimento!

Preciso repetir que quem quiser dar suas dicas, é mais do que bem vinda? Eu leio de tudo, mesmo! rs E quem resolver começar Assassinos, depois me conta se gostou!

Beijos!

Carla

31
mar
2015

Book do dia: Ele está de volta, de Timur Vermes

Book do dia, Lifestyle

Vocês repararam que o book do dia demorou esse mês, né? Tudo culpa desse livro, infelizmente. Aliás, toda vez que eu me vejo lendo uma furada, eu me pergunto por quê eu não fui no Skoob antes… Estava tudo lá, todas as críticas e reclamações, de gente que pensou exatamente da mesma forma que eu enquanto me esforçava para virar cada página.

Sabem o que é pior? Eu nem posso culpar o fato que eu não li a sinopse. Foi justamente ela - e a capa, visualmente incrível- que me instigaram e me deixaram com as expectativas mais altas que o Burj Khalifa: Berlim, 2011. Adolf Hitler acorda num terreno baldio. Vivo. As coisas mudaram: não há mais Eva Braun, nem partido nazista, nem guerra. Hitler mal pode identificar sua amada pátria, infestada de imigrantes e governada por uma mulher. As pessoas, claro, o reconhecem — como um imitador talentoso que se recusa a sair do personagem. Até que o impensável acontece: o discurso de Hitler torna-se um viral, um campeão de audiência no YouTube, ele ganha o próprio programa de televisão e todos querem ouvi-lo. Tudo isso enquanto tenta convencer as pessoas de que sim, ele é realmente quem diz ser, e, sim, ele quer mesmo dizer o que está dizendo. Ele está de volta é uma sátira mordaz sobre a sociedade contemporânea governada pela mídia. Uma história bizarramente inteligente, bizarramente engraçada e bizarramente plausível contada pela perspectiva de um personagem repulsivo, carismático e até mesmo ridículo, mas indiscutivelmente marcante.

Só para vocês terem uma ideia, eu achei a sinopse tão genial e curiosa, que eu já fui indicando o livro quando ainda estava no primeiro capítulo (desculpa a todos que me ouviram rs). E ele tem esse potencial mesmo, mas ao meu ver, não foi bem explorado.

Os momentos em que Hitler tenta entender o mundo em 2011 são engraçados e promissores, até marquei alguns:

Mas fica nisso mesmo, porque o resto é maçante. Até pensei que o fato de eu saber um pouco superficialmente sobre esse período histórico fosse o motivo de eu não ter achado o livro tão incrível, mas depois vi que não era bem isso. Timur Vermes fez um trabalho muito dedicado para tentar entrar na cabeça de Hitler, e em muitos casos, isso funcionou. Mas no meio da visão do Führer sobre o mundo no século XXI e sua vontade de procurar meios de voltar ao poder, o autor tenta criar histórias paralelas que não funcionam, com personagens rasos, mal explorados e pouco interessantes.

Outra coisa que me incomodou muito é que a sátira poderia ser muito mais inteligente do que diz ser. O livro é o exemplo perfeito daquela frase, “stop making stupid people famous”, e bem ou mal, é isso que acontece na nossa sociedade atual. Pessoas completamente idiotas ganham poder através da visibilidade e todo tipo de preconceito é disfarçado em forma de piada (e quem resolve abrir os olhos para isso é chamado de mimizento, cricri, chato, entre outros).

Só que ao invés de eu ter terminado o livro com aquela sensação de “uau, vou ficar pensando sobre isso o resto da semana”, eu terminei com certo alívio de ter acabado. O fato da narrativa ser em primeira pessoa é interessante até o momento em que isso limita o autor a criar uma crítica mais profunda. Para mim, foi isso que aconteceu no livro todo. Muita coisa poderia ser aprofundada ou explorada, mas morreu na praia.

O livro não chega a ser ruim, acho que minha frustração está mais ligada às expectativas erradas, mas não aconselho a comprar. Porém, adoraria saber a opinião de alguém que gostou do livro!

E depois dessa leitura arrastada, estou precisando de algo mais leve! Quem tiver dicas, pode jogar na roda! :)

Beijos

Carla

4
mar
2015

Book do dia: Amon - meu avô teria me executado, por Jennifer Teege

Book do dia

Sabem o que é engraçado? Na época que eu tinha que estudar História e as guerras que aconteceram no mundo, eu realmente não dava bola para a época de Hitler e o Nazismo. Na verdade eu não dava bola para História em geral (mas era relativamente boa nessa matéria rs). Só que de uns tempos para cá, eu ando super interessada sobre o assunto! Desde O Menino do Pijama Listrado, eu ando devorando todo tipo de documentários, filmes e outros livros do tema (inclusive, o livro que estou lendo agora e que será o próximo book também vai ser sobre isso).

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Eu sempre tive muito interesse em depoimentos (seja ele por escrito ou filmado) de pessoas que vivenciaram fatos históricos ou passaram por alguma experiência muito inusitada. Nesse caso, o título do livro é muito intrigante e me deixou curiosa. Fiquei cheia de perguntas e quando li a sinopse, sabia que tinha que ser minha próxima leitura: “Aos 38 anos de idade, a publicitária alemã Jennifer Teege fez uma descoberta que a deixou chocada: seu avô, que ela não chegou a conhecer, era o infame comandante Amon Göth, do campo de concentração de Plaszow, na Polônia, cujo sadismo se destacou até mesmo em meio à barbárie nazista. Com a ajuda do jornalista Nikola Sellmair, Jennifer começa uma profunda e dolorosa pesquisa sobre a história da sua família biológica. Passo a passo, a partir da chocante história da sua família, começa uma história de libertação.”

Jennifer é filha de uma alemã com um nigeriano, foi posta para adoção ainda bebê e passou a viver com sua nova família aos 3 anos. Ela chegou a ter contato com sua mãe e sua avó até os 7 anos de idade, quando foi adotada por uma família, mas nunca teve real noção sobre a história de sua família biológica.

A descoberta de parte do seu passado foi a coisa mais surreal do mundo: em uma biblioteca, quando se deparou com um livro que contava a história de sua mãe, filha de Amon Göth, um dos oficiais nazistas mais cruéis da época. Quem viu a Lista de Schindler provavelmente vai lembrar desse “personagem”.

Obviamente isso deu um nó na cabeça de Teege, que além de ser negra, fala hebraico e morou alguns anos em Israel. Muitos filhos de pessoas que cometeram atrocidades no período nazista levam a vida sentindo culpa e com medo de carregarem algum “gene do mal”, mas esse é um dos primeiros livros que mostram a relação da 3a. geração com esse fato histórico.

Em pouco mais de 200 páginas, a gente acompanha Jennifer em sua busca de aceitação dessa parte do seu passado até então desconhecida, com trechos escritos por ela que parecem diários, e trechos escritos pelo jornalista, que imprimem uma outra versão da mesma história. Achei bem interessante essa maneira de contar, fez o livro ficar mais dinâmico!

Para mim, o único problema é que eu não me conectei tanto quanto eu gostaria. Achei ela impulsiva e dramática demais, tanto que achei que ela meteu os pés pelas mãos em vários momentos.

Gostei do livro, mas algo me diz que a versão da mãe é melhor, infelizmente não achei o nome em português!

Alguém já leu? Quem tiver dicas de livros nesse estilo, pode dividir aqui! :)

Beijos

Carla

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