3
jun
2015

Para pensar: Sobre paladar infantil

Convidados, Gastronomia, Lifestyle, Reflexões
Mais um convite muito especial na área, nossa amiga Nina Ribeiro veio contar um pouco sobre o que ela acha do paladar infantil! O futi anda muito viajante mas o blog continua super atualizado. :)

Fui uma criança chatíssima para comer. Não apenas uma criança típica com dificuldade de comer legumes e verduras. Comer para mim, e consequentemente para os meus adultos, era um drama sem fim. Um loop eterno de “só vai sair da mesa quando comer tudo”, “quando tiver fome e quiser um biscoito, você vai comer o seu prato do almoço” e “tanta criança com fome e você negando comida”. Apesar do drama, meu pai dizia que um dia eu ia comer, não por vontade própria, mas por vergonha de ter paladar infantil.

A teoria mostrou-se certíssima. Eu não comia peixe cru, até o menino que eu gostava me chamar pro japonês e eu me obrigar a tentar. Eu não comia folhas até minhas amigas, durante a adolescência, insistirem em comer uma saladinha depois da praia e eu me obrigar a tentar. Eu não comia nada que eu não conhecesse o gosto, até estar em outro país e me obrigar a tentar. Quando dei por mim, já comia absolutamente de tudo.

Reparem que eu não disse que me obriguei a gostar, mas sim, me obriguei a tentar. E o que é a vida se não uma série de tentativas? Se passarmos nosso tempo fugindo do desconhecido, não vamos nem ligar a televisão. É por isso que não consigo entender o famoso paladar infantil que muitos adultos se orgulham (sim!!) em ter. Impor a si mesmo um monte de restrições alimentares é limitar as próprias experiências. E que adulto maduro em são consciência quer uma coisa dessas?

tumblr_n10c1tqqxz1sio5eto1_250Minha mãe diz que a pessoa tem todo direito de não gostar de algum alimento, mas tem o dever de experimentar. Justo, não acham? O paladar é uma coisa que a gente treina. Certas coisas a gente tem que aprender a gostar e aceitar. Não basta comer peixe uma vez, aos seis anos de idade, não gostar e dizer que não come peixe. Existe uma chance enorme daquele peixe ter sido mal preparado, mal temperado ou não ser fresco (e o que tem de comida mal feita e alimento mal tratado por aí, minha gente, é inacreditável).

Eu entendo o receio de comer alguma coisa ruim. Comida ruim é uma experiência péssima que eu não desejo nem pros meus piores inimigos (mentira, desejo sim). Só não acho coerente que um adulto que, provavelmente, já deu passos incríveis e “arriscados” como entrar numa faculdade, viajar para um outro país, beber do copo do amigo, fazer sexo oral e mudar a cor do cabelo, não tenha coragem de comer um legume por medo de não gostar.

O risco de não gostar de alguma coisa é exatamente igual ao risco de gostar, acreditem. Até quando a aparência é esquisita e o cheiro não é dos melhores. Taí o sexo oral para provar o meu ponto. Então, por que alguém não gostaria de treinar o paladar para aceitar um maior leque de tipos de comida?

Nota da Jô: Ok, isso é uma delícia, mas existem outras coisas na vida! :)

Nota da Jô: Ok, isso é uma delícia, mas existem outras coisas na vida! :)

Eu, por exemplo, detesto pepino cru (e dessa vez, não tem nenhuma referência com sexo oral, juro). Eu sei disso sobre mim e eu aposto que você conhece seus gostos melhor do que ninguém. Mas se alguém me oferece pepino feito de outra(s) forma(s) é claro que eu vou experimentar, vai que eu gosto? Vai que eu estou errada? Acontece.

Comida é uma coisa maravilhosa, gente. E se é pra gente colocar restrições na nossa vida, vamos, sei lá, experimentar não pular de paraquedas ou dirigir alcoolizado. Comer é um ato social, é um prazer maravilhoso de ser compartilhado com outra pessoa ou em grupo. Experimentar coisas novas é o que faz a gente evoluir, crescer e aprender. Não é mesmo, cientistas? A vida é a arte da experimentação. E quem não experimenta, perde uma parte enorme da vida.

nina-ribeiro

A Nina escreve no shecallsmemary.com e deepfriedchicks.com.br
2
jun
2015

Futi TV: nossa relação de sociedade e amizade

Futi TV, Lifestyle

Que a gente vive em sintonia, todo mundo já podia imaginar, no entanto, acreditamos que os videos ajudaram a enxergar isso de outra forma, não é? Pelo menos esse é o feedback que estamos recebendo! No nosso canal já tem vários vídeos para vocês saberem um pouco mais da gente.

A gente diria que o vídeo das 5 coisas que vocês não sabiam sobre nós + o das 15 perguntas sobre a nossa amizade foram os mais legais - até chegar esse tema.

Aliás esse assunto foi sugerido para uma discussão no periscope, quando uma leitora sugeriu esse tema para um vídeo do “futi tv”. Então, fizemos outro peris e pegamos as perguntas que as pessoas queriam nos fazer.

Como em 5 anos e meio de blog nunca pensamos em falar disso antes, eu não sei, só podemos afirmar que adoramos o assunto e foi muito difícil editar esse vídeo de 25 minutos para apenas 12. rs

Você está gostando da gente nesse formato? Aproveita e se inscreve no canal do futilidades no youtube.

2
jun
2015

Beleza: Effaclar BB Blur

Beleza, pele

Como vocês sabem, o meu drama da pele segue firme e forte, mas graça a Deus minha dermatologista segue 100% envolvida na minha causa e sempre busca novidades para ajudar o meu caso. Ao voltar do último congresso que ela foi, a Dra Vanessa Metz trouxe várias novidades para eu testar e uma delas foi o recém lançado Effaclar BB Blur. Amei que já pude postar antes mesmo do produto chegar aqui de vez! #aquelas :)

Há umas 3 semanas atrás eu postei o mesmo no instagram e chamei de facetune natural, roubei essa expressão de um vídeo da Ca, mas se aplicou totalmente à impressão que eu tive!

Para falar no blog eu sempre testo mais, uso bastante e só escrevo quando me sinto bem confortável com o produto. Achei que essa hora chegou e aproveitar o lançamento é sempre uma boa oportunidade.

Ele tem proteção solar de 24 FPS. Confesso que por ser menos de 30 não consigo me dar por vencida se for sair na rua com muito sol, mas acho que esse fator tem o seu valor. Seu objetivo é dar um blur natural, um desfoque na pele, nos poros e nas suas imperfeições. Eu acho que ele atende muito a essa necessidade.

Sua cor se uniformiza com o tom da pele e pra mim deu tão certo que deixei a base de lado em alguns momentos e só usei ele - além do corretivo, é claro.

bbblurEu achei a textura muito leve, a correção de cor ideal e o resultado bem iluminado. A pele fica sequinha, tem algo de matte, mas com uma luminosidade natural que se faz necessária. Os poros ficam super disfarçados, vocês têm que experimentar.

No Futilish a Cony contou um pouco mais da ficha técnica do produto, vale a pena ver o resultado da pesquisa entre os brasileiros e um pouco de quais são as novas tecnologias que a La Roche-Posay aplicou nesse produto.

Eu curti saber o seguinte: o produto tem uma tecnologia chamada Airlicium, que controla de forma inteligente a oleosidade e a umidade da pele por 9h. A ideia é absorver o sebo em 10 vezes mais que o seu peso, provocando a evaporação da umidade. Achei interessante e na prática minha pele não ficou nada oleosa. Também achei a durabilidade boa. Não fiquei contando se realmente foram 9 horas de resultado, mas foi uma boa durabilidade.

Aproveite uma semana de compromissos mais leves e a usei durante 7 dias como minha base do dia e da noite. Ainda não usei para uma make-up noturna ou algo assim. Depois que usar faço um update aqui, mas acho que ela nem é para essa finalidade!

Eu que não costumo poder usar BB Cream no Brasil super aprovei esse produto, ele tem viajado comigo para cima e para baixo.

Ah! Falando nele, eu não sei se vocês sabem, mas vale a pena comentar: a La Roche-Posay já tem loja online no Brasil. Dá para comprar por lá e parcelar em duas vezes se quiser.

Beijos

Página 36 de 964« Primeira...102030...3435363738...506070...Última »