Quando publicamos esse post que a Nath do Coisas que Amamos fez para o nosso Trip Tips, eu já tinha certeza que ia amar o Camboja (Cambodja ou Cambodia também são usáveis, resolvi aportuguesar!), só não tinha noção do quanto! A Tailândia é conhecida como a Terra do Sorriso e, de fato faz jus ao nome, mas acho que o Camboja não fica muito atrás, não!
Resolvemos ficar 4 dias em Siem Reap, a província que abriga os principais templos do país e acho que foi o ideal. Fizemos tudo com calma, com tempo para descansar e não tivemos aquela sensação que um dia a menos seria melhor, sabem? Nos hospedamos no Sokha Angkor, um hotel bem gostosinho com um restaurante maravilhoso, o Le Chanthou. Batemos ponto lá quase todas as noites, e apesar de termos conhecido um outro restaurante espetacular no último dia, não nos arrependemos de não termos procurado outras opções pela cidade!
Assim que marcamos a viagem, agendamos com o Sr. Sorm Son, um guia que foi indicação de uma amiga (oi, Paola!) e que se auto intitulava Charming Angkor Guide no seu site. Impossível não gostar de cara, né? rs Combinamos por e-mail o itinerário e os horários e ele foi de uma pontualidade britânica impressionante. Infelizmente, ele só pode nos acompanhar no primeiro dia, mas não ficamos na mão. Ele indicou um guia substituto que também foi ótimo, mas que não sabia tirar fotos. Bem, pelo menos ele inspirou esse post aqui! haha
O primeiro dia foi puxado. Acordamos as 3:30 da manhã porque tínhamos combinado de ver o famoso nascer do sol no templo Angkor Wat. Você chega no breu, sendo guiada por uma lanterna, passa pelas ruínas do portão principal (me senti no Indiana Jones nessa parte) e pega seu lugar, quanto mais perto do lago, melhor! Quando o sol começa a delinear a silhueta do templo, você sente que valeu a pena cada minuto de sono não dormido. É mágico! Ah, quase fomos embora achando que o sol não ia aparecer atrás do templo tão cedo, mas lá pelas 6:20 ele apareceu! Tem que esperar!
Logo depois, voltamos para o hotel, tomamos café e voltamos aos templos. Começando por Angkor Thom, uma das últimas e principais capitais do império Khmer e que abriga os famosos templos Bayon (com as faces do Buda) e Ta Prohm (que ficou conhecido por causa de Tomb Raider). Também conhecemos Baphuon, Elephant and Leper King Terrace, Ta Keo, Pre Rup.


No dia seguinte, foram menos templos: Angkor Wat (que só tínhamos visto o nascer do sol), Preah Kham, Neak Pean e Banteay Srei, também conhecido como Citadel of Women. Todos são lindos e têm que ser vistos, mas confesso que depois de um tempo fica tudo muito parecido! Banteay Srei só me chamou a atenção por ser um dos templos mais antigos e que têm os entalhes mais bem detalhados de todos!
No 3o. e último dia de compromissos com o guia, mudamos o cenário e fomos conhecer Kompong Phluk, uma vila flutuante no lago Tonle Sap. Mas é claro que tinha que ter templo, os dois últimos! Preah Ko e Bakong!
O Camboja é um país bem pobre e isso é visível por onde você passa. Existem as crianças e pessoas que ficam te seguindo e pedindo para que você compre tudo por 1 dólar (e se você aceitar ver o que uma tem pra vender, vem mais 5 imediatamente) e é um choque de realidade ver as pessoas vivendo em casas caindo aos pedaços e policiais vendendo distintivos da polícia como souvenir para ganhar um $$ extra. Mesmo assim, os cambojanos estão sempre dispostos a ajudar e a agradar, sorridentes, curiosos e interessados.
Além disso, também conhecemos a parte da Pub Street/ Old Market. Ali perto é cheio de restaurantes legais e o Old Market é tipo um Mercadão, que vende todo tipo de alimento, mas tem uma parte de tranqueiras turísticas. Acabei achando umas pulseiras bem lindas que negociando saíram com um preço que achei bem ok.
O que comer por lá? Como disse anteriormente, jantamos 3 dos 4 dias em um dos restaurantes do hotel. Durante o dia íamos nos restaurantes que os guias indicavam (nem anotei os nomes, praticamente todo mundo que vai de guia come nos mesmos lugares), mas na última noite fomos conhecer o Kroya, um restaurante que fica no hotel Shinta Mani e combina cozinha contemporânea com elementos da culinária Khmer. Para quem acha que é tudo muito exótico, vou desmistificar: frango com arroz (os mais bem temperados que já comi na vida) tem em praticamente todos os restaurantes! Aliás, arroz vem em praticamente todos os pratos.
E looks? O que vestir? Bem, preciso dizer que no primeiro dia fui toda crente que ia arrasar nos looks do dia (blogueira viajando, quer o quê?) e quase perdi minha sandália querida que ganhei da Dani Villanova porque no meio do dia caiu uma chuva torrencial que fez com que todos os templos virassem pedra com lama.
Por isso, aprendi minha lição e nos outros dias fui com o bom e velho All Star e variações de calça e camiseta. Tinha lido em muitos lugares que pernas e ombros têm que estar cobertos para visitar os templos, vi muita gente de vestido e regata, mas preferi não arriscar. Ter que voltar para o hotel apenas para trocar de roupa não era uma opção! Sem contar que é um sobe, desce e escala que é melhor estar de calça para não se machucar ou arranhar numa pedra.
Mesmo assim, fotografei os looks para vocês verem!
Dia 1: crente que ia aproveitar o cenário para arrasar nos looks, até cair a chuva torrencial no meio do dia.
Camiseta (roubada do marido porque era a única que combinava com a calça! haha): Urban Outfitters | Calça: Aremo (a mesma desse post) | Sandália: presente da Dani Villanova | Bolsa: presente da Capodarte que foi mão na roda na viagem!
Dia 2: com medo de mais uma chuva surpresa arruinadora de looks, já fui com metade do look arruinado para não esquentar a cabeça! Para compensar, coloquei a melhor camiseta que levei para ver se dava um tchan na calça de Alladin que não deve valorizar nem Gisele Bundchen. Difícil, mas conseguiu dar uma boa melhorada!
Camiseta: presente Botswana | Calça: emprestada da Joanna, que comprou pra entrar nos templos quando foi pra Tailândia | Tênis: All Star, salvador da pátria e das poças de lama
Dia 3: O tempo ficou mais estável e sem previsão de chuva. A Carla-blogueira-do-look-do-dia dentro de mim já estava gritando e arrancando os cabelos e preparada para dar uma bronca caso passasse pela minha cabeça usar a calça de Alladin de novo.
Camiseta: presente da Little White Tee | Calça: Zara | Tênis e bolsa: os mesmos!
Pensei seriamente se mostrava o look com a calça de Alladin, mas foi assim que passei boa parte do meu 2o. dia mesmo…Preferi mostrar a realidade, por mais vergonhosa que seja. hahaha Mas deu pra entender o espírito, né? Tênis no pé, calça e camiseta. E dependendo da época do ano, a roupa tem que ser de tecido bem leve e de fibras naturais (nada de poliéster, né, Gabi? rs). Nem fui na estação mais calorenta e ainda assim morri de calor!
Ah, quase ia esquecendo! Para entrar no Camboja é preciso de um visto que pode ser tirado pela internet, através desse link. No avião, as aeromoças darão mais um papel para preencher e é só mostrá-lo junto com o visto e o passaporte, sem muito mistério!
Espero que estejam gostando das minhas trip tips! Agora que já voltei, estou adorando relembrar cada passo!
Próximo destino: Halong Bay, no Vietnã!
Beijos!
Carla








