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15
jan
2015

(f)uti indica: mapa do chega de fiu fiu!

Lifestyle, Reflexões

Como já deve ter dado para perceber, os textos de comportamento andam aumentando por aqui. Como as visualizações também crescem quando isso acontece, a gente acaba achando que vocês estão interessadas nesses textos mais reflexivos ou cheios de experiências que a gente vem fazendo. Caso estejamos viajando, favor avisar nos comentários! Hehe

Então, durante um DEU O QUE FALAR a gente dividiu com vocês uma matéria do O Globo online falando do site Chega de Fiu Fiu e até colocamos esse vídeo abaixo:

Para quem não viu…

Por mais que o vídeo e a pauta tenham sido interessantes, nada foi mais importante do que navegar no site através do mapa. Essa turma mapeou o Brasil, em busca dos mais variados tipos de depoimentos, dos mais leves aos mais pesados.

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Se você é homem e acha que não tem nada demais em dar uma cantada aleatória em uma mulher, você não sabe de nada (e não tem nada de inocente nisso). A verdade é que desde muito novinhas somos sujeitadas a um assédio muito constrangedor nas ruas. Das mais diferentes formas, nos lugares mais aleatórios e sempre muito inconvenientes. Todas as vezes ficamos com uma sensação de impotência e incômodo, horrível.

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Quando fui navegar no mapa do chega de Fiu Fiu fiquei com vontade de falar. Depoimento atrás de depoimento eu fui me lembrando de uma história e resolvi tirar meia hora da minha vida para registrar 3 delas nesse site.

Infelizmente, as pessoas que se dão ao trabalho de reportar no mapa, em sua maioria falam em assédio físico, racismo e muito pouco no assédio verbal. A verdade é que para mudarmos a cabeça dos caras que acham legal falar o que bem entendem, precisamos falar de todos os tipos de assédio. A violência psicológica pode ser igual ou pior que qualquer outra.

Se você acha que a roupa da mulher está diretamente associada à cantada em questão, por favor saia deste blog e não volte mais. Seu lugar não é aqui…

E como faz para compartilhar?

formulario

Para compartilhar sua história ou denunciar algo que viu é simples
e tudo pode ser publicado com o anonimato garantido.

A primeira história que eu registrei foi sobre uma noite em que eu e algumas amigas fomos para uma boate na Zona Sul em 2009. Lá, um indivíduo “chegou” em uma amiga, ela falou não e o mesmo a empurrou para o outro lado da pista de dança. O que eu fiz a partir dai não merece ser relatado aqui, mas não deixei barato não. Infelizmente ele deu um dinheiro para o segurança não o colocar para fora e no fim, tudo terminou em pizza.

Já a segunda história é um pouco diferente, mais comum e infelizmente tão absurda quanto. Na época que aconteceu eu não dei bola para o tamanho incômodo que senti e hoje me dá até vergonha de não ter falado mais sobre o tema. Até porque o tema “encoxadores” é reincidente no site.

assedio

Eu mencionei o fato que eu trabalhava de short para lembrar que eu posso vestir o que quiser, o senhor em questão que precisava cuidar das suas necessidades sozinho, e não usar minhas belas coxas para seu entretenimento doentio. Por mais que suas coisas estivessem dentro do seu short eu não precisava ser cutucada por ele, não é mesmo?

A terceira situação é a mais sutil e comum, para a infelicidade de muitas. Há algum tempo fui para uma boate no Jóquei e fiquei CHOCADA com a forma que os homens olhavam para as mulheres. Elas pareciam ser apenas peitos e bundas dançando na festa e por mais banal que isso seja, eu me senti incomodada. Achei tudo tão vazio e desprovido de qualquer toque de interesse que me deu pena de quem foi aquele lugar procurando alguém legal. Por sorte, semanas depois fui a uma balada mais alternativa e vi um cenário 100% melhor do que esse.

Encerrando minhas memórias antigas e recentes, achei super válido dividir a dica desse site com vocês.

Eu o achei genial para qualquer mulher, independente de qualquer linha de feminismo. Cada dia mais venho aprendendo sobre as nuances do movimento e até o presente momento não consigo me enquadrar na linha das radicais, mas de fato tenho aprendido muita coisa.

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Uma amiga que saca tudo sobre o tema nos explicou que tudo isso está ligado ao fato de muitos homens quererem mostrar quem manda. Só que na verdade, quem manda no nosso corpo somos nós e é por isso que não podemos ficar caladas. Hoje acho que reagiria de forma totalmente diferente no caso do metrô, o tarado nada poderia fazer num ambiente cheio de pessoas.

Não só pretendo começar a me impor como pretendo começar a falar desse site para as pessoas, pretendo incentivar que cada mulher vá ao mapa contar sua história.

Espero que pelo menos algumas de vocês também levem as suas histórias para esse site.

Beijos

O que vocês acharam desse post? Alguma observação? Podem soltar o verbo.
8
jan
2015

Sobre praias e ostentação

Reflexões

Há muito tempo atrás, eu ia para a praia apenas de biquini, canga e chinelos. Nessa época, minha maior preocupação era bater meu próprio recorde de ficar no mar (o que já resultou em uma insolação e muitas dores de ouvido). O maior adorno que eu usava nesse período era um tererê no cabelo.

Cresci, entrei naquela fase de ir para praia para ver os gatinhos com as amigas e isso refletiu no que eu vestia e usava. Uma saída de praia legal, chinelos, óculos de sol e uma bolsa onde ia a canga e um dinheirinho para comprar brincos de penas e casca de coco e, no máximo, um pente e aquele pote de creme de camomila que todo mundo usava. Olhava torto pras amigas que achavam legal usar gloss.

O tempo passou, minha frequência na praia diminuiu, mas eu fiquei mais vaidosa. Hoje em dia não cogito ir para a praia sem um BB Cream com filtro solar, corretivo e blush (saudades quando as minhas bochechas ficavam naturalmente coradas com 2h de praia!). Apesar de ficar sempre nos modelos mais básicos, curto muito saídas de praia sofisticadas – amei a do post que a Jo fez anteontem! – um chapéu, um óculos legal e só uso aneis e colares de ouro porque sempre fico com preguiça de ficar tirando e colocando.

Vendo minha evolução, a Carla do passado deve achar a Carla de hoje uma perua. Já a Carla de hoje em dia fica aliviada (e ao mesmo tempo confusa) ao ver que ela é super normal perto dos parâmetros que ela vê por aí, ainda mais estando tão dentro desse mundo de blogs que vocês sabem como funciona.

Voltando a falar em primeira pessoa, fiquei acompanhando o recesso do pessoal em Trancoso, Noronha e outras praias e me assustei com o exagero (claro que não estou falando de todo mundo que estava lá, são apenas algumas pessoas, não preciso – nem quero - citar nomes). Vestidos longos praticamente de festa, bolsa Chanel (saudades quando o ápice do luxo era levar uma Goyard), rasteira Hermès, cabelos arrumados demais, maquiagem além do básico, renda renascença, joias no valor de um carro de luxo.

Estava achando tudo lindo e maravilhoso, mas para ser usado em qualquer outro lugar que não uma praia, sabe? Podem até achar que estou com inveja, e pode até ser que eu tenha sentido uma pontinha mesmo (cada praia linda, como não sentir?), mas é que ultimamente eu ando tão paranoica com essa história de inadequação que eu achei curioso imaginar que se eu estivesse nesses lugares, eu me sentiria inadequada…mesmo usando roupas ideais para curtir um lugar praiano! Louco isso, né?

Não sei se é o espírito de carioca, mas sempre encarei a praia e seus arredores como um lugar de liberdade. De aproveitar sem se incomodar se o cabelo está todo no lugar, de não se preocupar em usar o look mais rico ou sofisticado, de ostentar, no máximo, um bronzeado impecável. No momento, só estou torcendo para que esses exageros que eu vi ultimamente não virem tendência por aqui também (acredito que não vão virar, mas não custa nada fazer esse apelo, né? hehe).

10838889_1545288375706039_1877805521_n928659_585022908297713_1323561371_nEm tempo, acho que dá para ser chic na praia, e se for do seu gosto (e bolso), usar peças de luxo na areia. As fotos da Nicole que ilustram esse post, por exemplo, não me deixam mentir. Aliás, ela foi a minha inspiração da temporada, mesmo eu não tendo noção quando vou pisar na areia novamente. :)

Beijos!

Carla

8
jan
2015

Nostalgia tecnológica: timeline do celular

Lifestyle, Variadas (f)utilidades

Vocês já esqueceram o celular em casa? Já ficaram alguns dias com ele no conserto ou ficaram sem 3G durante uma viagem? Se a luta pelo wi-fi pode nos deixar uma pilha de ansiedade, imaginem um dia sem nenhum tipo de conexão?

Ano passado fiz uma viagem de fim de semana que era como um retiro. Foram 2 dias para concluir a terceira parte de um curso e imaginem só, em um hotel onde não existia conexão de internet, a única conexão que salvava ali era a espiritual.

Foi a primeira vez desde junho de 2011 que eu fiquei 2 dias sem entrar no instagram, sem dar uma checadinha no e-mail ou ter o celular “apitando” constantemente por causa do whatsapp. Foi uma delícia, um detox, e ainda assim não aproveitei o episódio para voltar no tempo. Eu só “sobrevivi” os dois dias e voltei à vida conectada com a internet.

celulares

Esses dias, eu e a Cá estávamos conversando num grupo de whats e começamos a falar dos aparelhos que tivemos. Alguns dos celulares que marcaram a história da nossa pré-adolescência, juventude e tempos de colégio. De cara rimos muito por lembrarmos tanto dos nossos aparelhos, suas marcas e seus detalhes.

A gente começou com essa história de celular lá pelos anos 2000. Naquele tempo, o grande lance era ligar, jogar os joguinhos e agendar o telefone dos amigos. Os mais novos podem nem acreditar (e estamos nos sentindo idosas falando isso!), mas nossos primeiros aparelhos eram bicolores, contando apenas com o tom da luz da tela + o preto do cristal liquido.

jogo

Os celulares não tinham tela colorida mas já tinham cores, penduricalhos e adesivos. Quem não lembra daqueles chaveirinhos que vinham com sininho?

O hábito de mandar SMS surgiu e com ele muitas declarações de amizade, amor e brigas também apareceram. A mensagem tão comum que usamos várias vezes por dia nasceu e custava alguns centavos e só cabiam alguns caracteres. Quase um twitter, que, obviamente, veio muito tempo depois.

Pessoas prolixas - como eu - gastavam muitas mensagens, então, os pacotes de SMS vieram para salvar a conta no fim do mês. O tempo passou, os celulares ficaram coloridos e depois de algumas gerações, alguns tinham até câmeras. Fato é que quando fui para o Japão em 2004, meu celular ainda tinha luz azul e não sonhava em fotografar nada, mas foi em terras nipônicas eu vi alguns dos primeiros modelos desse tipo. Naquela época não falávamos em chip e sim em tecnologias CDMA, GSM e afins.

O tempo voou, correu e quando a gente menos esperava, nossos celulares já tinham internet, uma câmera horrorosa, sistema de mensagem gratuito (como BBM) e os grupos já existiam.

Teve uma época em que todo mundo saiu dos seus Samsung, Motorola e Nokia, e migraram para o Blackberry. Tinha chat, tinha email, tinha namoro e aí já tinha vício. A gente pulou de um aparelho para facilitar a comunicação para um computador de bordo, ainda que muito iniciante.

Mais um tempo passou, os BBMs foram ficando vazios e quando vimos, a bola da vez eram os smartphones. As câmeras foram ganhando espaço, as cores foram se tornando obrigatórias - assim como uma boa resolução - e a partir daí, quase todas as nossas memórias foram sendo guardadas naquela caixinha que a gente levava para baixo e para cima.

O Android e o IOS ganharam espaço e começaram a competir pela evolução. Essa competição fez com que naturalmente a gente fosse usando e precisando muito mais do celular. Graças a esse super avanço de tecnologia nos últimos 5 anos, a gente mudou de era, pelo menos na minha opinião.

Se antes a gente usava os aparelhos para se comunicar, hoje nós usamos para pagar conta, marcar encontro, fazer check-in, matar saudade, apagar incêndio no trabalho durante o fim de semana, falar por vídeo com quem mora longe, cuidar da agenda, evitar o computador, ouvir música, conhecer gente nova, postar nas redes sociais e muito mais.

Agora a gente usa essa caixinha para viver, as vezes viver melhor, as vezes viver pior. Claro que existe um paradoxo em tudo isso. Nosso vicio na conexão, seja wi-fi, 3G/4G, nos traz benefícios, economiza tempo e nos faz muito mais felizes, em contrapartida, a gente acaba perdendo alguns momentos da vida em carne osso gastando energia demais na vida por trás da tela.

Quem sou eu para julgar o que é bom ou ruim em tudo isso? Eu vivo o verdadeiro dilema entre a vida offline e a online, tenho uma realidade virtual e outra física e a verdade é que eu gosto de ser assim. O que pode ser um perigo para o futuro, eu sei.

Minha mãe sempre me dizia que as pessoas fumavam sem saber que fumar fazia mal, acho que me sinto assim com a internet. Eu sou viciada e não tenho nenhuma consciência do mal que isso pode me trazer para o futuro. Ainda que traga malefícios, eu sei que não vamos nos desconectar, no máximo vamos ter aulas de educação e comportamento na vida virtual.

Nunca imaginei que rever aparelhos antigos me fariam pensar tanta coisa. Me fez lembrar do passado, refletir sobre as mudanças de hábitos, sobre nossas necessidades e, por fim, ser muito grata por viver numa era tão tecnológica.

Rihanna andou usando esses celulares antigos para ficar um pouco mais offline

Rihanna andou usando esses celulares antigos para ficar um pouco mais offline

Também me fez querer fazer o exercício de ficar mais offline e aproveitar os momentos de conexão com o divino e com as pessoas que amo, daquelas que me fazem esquecer de postar qualquer coisa.

E vocês, sentiram a mudança de comportamento através da história dos telefones? Vocês lembram da linha do tempo dos aparelhos de vocês?

Beijos

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