1 - Blake Lively e a bunda
Já rolou um post aqui no blog contando como Blake Lively é maravilhosa no instagram. A atriz vive usando essa mídia social para postar suas fotos com legendas espirituosas e mostrar que é da zuêra mesmo.
Nessa última temporada do Festival de Cannes, Blake foi uma das atrizes que mais chamou a atenção dos fotógrafos, das revistas e dos sites em geral. Todos os looks usados foram pensados para valorizar sua barriguinha de grávida, mas um deles em especial acabou valorizando um outro, digamos, ângulo.
Blake nem se fez de rogada, postou a foto de frente e de trás e a legenda foi uma parte da música Baby Got Back do Sir Mix-a-Lot, que fez sucesso nos anos 90. Por que deu o que falar isso tudo? Porque a parte da letra postada dizia: “Rostinho de L.A. com bunda de Oakland”, sendo que Oakland era uma cidade com população majoritariamente negra na época que a música foi lançada. Muita gente se ofendeu com o fato de uma mulher completamente dentro dos padrões estar usando o corpo de mulheres negras para fazer piada e assim criou-se a polêmica.
Como Blake não se manifestou sobre o assunto, a Page Six, famosa coluna de fofocas, achou o próprio Sir Mix-a-Lot para falar sobre o assunto. Segundo Anthony Ray, nome real do rapper, ele criou a música em uma época onde a magreza era exaltada de uma forma que quem não seguia o padrão não era bonita e quem tinha um corpo mais voluptuoso era chamada de gorda ou prostituta. Ele viu que o padrão das mulheres reais não era esse e quis criar uma música para encorajar essa aceitação (mas há controvérsias, afinal, se formos parar para analisar a letra, essa “”aceitação”” só acontece porque tem um homem dizendo que homens gostam de bundas grandes).
Anthony disse que achou que a legenda de Blake mostra que as normas mudaram e as pessoas dentro do padrão estão aceitando esse ideal de beleza. Será?
2 - Britney como nos velhos tempos
Ontem quando Britney Spears chegou no Billboard Music Awards com um body preto com transparências e uma “sandabota” (da Schutz, inclusive) acima dos joelhos, lançando sorrisos meio congelados (o que ela fez nessa boca, gente??) achamos cafona mas acabamos ignorando tal fato porque é Britney.
Além do histórico de looks questionáveis em red carpets, vamos dizer que ela tem certa liberdade poética, sem contar que ela seria a grande homenageada da noite com o Millenium Awards, então a expectativa era grande apesar de ficarmos sempre com um medinho de não vermos a Britney de outrora no palco (nota da Cá: eu vi o show dela em Las Vegas e ela estava em um daqueles dias sem muita vontade de fazer nada, apesar de ter cantado todas as músicas, eu não curti o show porque não vi energia nenhuma da parte dela)
Não foi o que aconteceu. Foram 8 minutos de show com direito aos maiores hits, muito bate cabelo, aqueles looks de palco que só funcionam nela, muita sensualidade. Enfim, era a Britney!
O sorriso congelado que vimos no tapete vermelho? Nem sinal dele, durante aqueles minutos Britney mostrou que It’s Britney, Bitch.
A Carla e a Joana de 15 anos ficaram muito felizes! Quem quiser ver o vídeo, o Papelpop postou!
3 - Misturados, caricatos e criticados
Já faz alguns meses que a C&A lançou uma coleção genderless, isso é, sem definição de gênero e que pode ser usada por homens ou mulheres. Na teoria - e nos comerciais - tudo parece lindo, mas muita gente que foi conferir a coleção nas lojas alertou para alguns problemas, como por exemplo, as roupas continuaram separadas por feminino e masculino, alguns atendentes olharam de forma estranha para homens que resolveram experimentar as peças mais femininas e a modelagem de certas peças que não funcionavam muito bem nos diferentes tipos de corpos.
Mesmo assim, a C&A continua apostando nessa área sem gênero, tanto que o comercial de Dia dos Namorados que já está sendo veiculado chama-se Dia dos Misturados. A campanha deu o que falar mas nem tudo foi positivo.
Para começar, a cantora gospel Ana Paula Valadão usou seu Facebook para tentar promover um boicote à marca pois era um absurdo incentivar homens a vestirem roupas de mulheres e vice versa.
Apesar de odiarmos o discurso intolerante e acharmos que ninguém tem nada a ver com o que as outras pessoas querem vestir, achamos que o principal problema do comercial são alguns problemas em relação ao conceito genderless como, por exemplo, uma cena em que aparece um casal que troca de roupa incluindo os sapatos. Ele aparece com um scarpin, enquanto ela está com um sapato masculino alguns números maior. O estilo boyfriend, com roupas que têm carinha de que foram roubadas do armário do respectivo, existe e até está incluso nesse conceito agênero, mas isso não quer dizer que a menina precisa pegar o sapato do namorado para sair de casa com o pé sambando dentro de um calçado. Já existe no mercado inúmeros mocassins e oxfords - inclusive as alpargatas, mais sem gênero impossível! - com uma pegada masculina e na numeração certa. #fikdik
Logo depois começaram a surgir alguns outros questionamentos interessantes e mais profundos sobre o comercial, tais como: Por que tantas pessoas ruivas? Por que só casais hetero trocando de roupas? Por que tantos casais com o mesmo tipo físico? O Modices fez um texto bem legal explicando melhor esses erros de conceito e como a C&A não teve êxito em passar a mensagem de quebra de preconceitos e estereótipos.
No fim, achamos que a intenção foi ótima mas errou no excesso de caricatura e na confusão sobre o que realmente é ser genderless (e olha que vários looks ficaram legais tanto nos homens quanto nas mulheres). Vocês curtiram o comercial?



Engraçado eu amei o comercial e a maioria das pessoas que eu conheço também.
Por que só casais hetero? Simples! Se fossem casais do mesmo sexo para que ter uma campanha de roupas andróginas?! Infelizmente para acabar com o preconceito com a questão da Identidade Sexual e tentar eliminar essa idiotice de que calça é coisa de homem e rosa é coisa de mulher, só com casais de sexo diferentes. Acho que felizmente a maior parte da população homo, que não tinha curtido o conceito da primeira vez, entendeu isso.
Por que os casais tem o mesmo tipo físico? Para que a modelagem da roupa funcione. Essa é bem simples também, por mais que seja um comercial você tem que passar o mínimo de credibilidade que as peças vão funcionar em ambos os corpos. Estilo Boyfriend é uma coisa, mas eu uso camisetas do Erick sem problema. Aliás Jeans e Camiseta foram as primeiras roupas sem gênero, são assim desde a década de 60. E já houve uma época onde a Levi’s 501 era uma para todos.
Em relação aos sapatos é a questão lúdica da coisa. O comercial é inspirado em um filme, tem uma canção de Jazz, casais trocam de roupas em passe de mágica, ele aparecer com o sapato dela e ela com o dele é só para dar charme ao comercial. Tanto que o foco é o sapato dele, que chama mais atenção do que o dela por ser vermelho. E bem, eu já vesti sapato do Erick em emergências e ele calça 43 e eu 34! Mas acho que ninguém imagina chegar na loja e encontrar sapatos só de uma numeração e sim de números que vistam homens e mulheres!
Quanto as questões de diversidades de raça, concordo com grande parte do texto da Modice: realmente o casting foi tirado dos irmãos do Selvagem de GoT! Faltam sim, atores negros e mestiços no comercial, é a falta de representatividade dos brasileiros típicos. O casting errou feio nessa: total pisada de bola!
Agora desculpa, mas acho que vocês não foram felizes na frase “Apesar de odiarmos o discurso intolerante e acharmos que ninguém tem nada a ver com o que as outras pessoas querem vestir, Ana Paula não deixou de ter um pouquinho de razão em um pontinho bem pequenininho”. Discursos de ódio NUNCA devem ser alimentados! Essa moça é uma aproveitadora que vendeu jóias usando o nome de Jesus e a fé para lucrar em cima da seca do sertão, não dá para concordar com ela em nada, simples. E por mais que o comercial fosse só erros, existem outras formas de apontá-los sem precisar reforçar uma pessoa que propaga o ódio e a intolerância. Pessoas que usam essas armas - o que não foi o caso de vocês - são pessoas que levam a discussões que nós não queremos ter, e não precisamos ter aqui no Futi!
Desculpem o “puxão de orelhas”, mas eu conheço e amo vocês e sei que vocês são pessoas que jamais defenderiam ódio, preconceito, racismo ou intolerância! Ok?!
Beijos!
Ajeitei a parte lá, Sil. De fato, quando revi o que eu tinha escrito eu vi que tava errada essa parte de concordar com ela. Não concordo com ela nunca, mas ainda acho que esses errinhos sobre o conceito genderless não ajudaram muito a evitar certos questionamentos e críticas.
Vi gente elogiando sim, mas vi muito mais gente elogiando de primeira e depois parando para questionar, e eu amei as questões que surgiram. Pode parecer chatice de primeira, mimizice ou afins, mas eu curti pensar além do que está ali!
Eu fui uma dessas que assim que eu vi - logo após ler o post da Ana Paula - eu achei super legal, melhor inclusive que o primeiro comercial deles sobre essa coleção.Eu, particularmente, não curti o sapato gigante, ainda mais se levarmos no contexto que o scarpin ficou no número certo para o homem, né? Ele não está se desequilibrando porque metade do pé ficou para fora do calçado! rs Achei que mais confunde do que é um charme. Muita gente ainda acha que agênero ou é fazer uma coleção com peças mais masculinas (como foi o caso da Zara, que fez a maioria das peças largonas e de moletom e declarou que aquilo era genderless) ou que é bagunça. E acho que usar um estereótipo desses mais atrapalha do que ajuda, pois dá brechas para intolerâncias como a da Ana Paula e dá a entender que agora a moda quer que homem se vista de mulher e vice versa, quando na verdade não é assim, o conceito prega liberdade, experimentações, é algo muito maior do que isso. De qualquer forma, eles cortaram essa cena na versão mais curta que está sendo veiculada.
E quanto ao casal homossexual, eu acho que teria espaço sim. Teve espaço para troca de casais e um provável ménage, por que não ter um casal do mesmo sexo onde um indivíduo se veste de maneira mais masculina e outro de forma mais feminina e vice versa? Seria bem interessante, inclusive!
Não achei o comercial ruim e apesar de ter curtido o texto do Modices, principalmente o questionamento sobre a diversidade de raças, eu não acho que eles fizeram pouco. Ao contrário, em um país que ainda é tão conservador quanto o Brasil, achei até corajoso eles apostarem nessa ideia. Agora só falta levar o conceito de vez para as lojas, já que até o momento o conceito genderless só tá funcionando nos comerciais mesmo!
Beijos!
Eu realmente entendi a legenda da Blake como uma crítica aos padrões perfeitos de Hollywood e não como algo ruim. Não sabia que a frase remetia a uma música e que tinha um histórico por trás. Mas sei lá, acho que ela estava se zoando, mostrando que tem corpo normal, que tem bundão e não esconde.
Sobre Brit: adorei coreografia, figurino… mas me incomoda DEMAIS esse playback. Ela nem tenta cantar os refrões!!!! Nada, o microfone dela estava completamente desligado…
Eu também acho que ela só estava se zoando, mas é aquilo, hoje em dia quem se ofende não se cala, e pelo jeito ofendeu muiiiita gente, fica difícil ignorar, né?
Mas Brit faz playback desde sempre, né? No Rock in Rio quando ela veio no auge dela já era tudo em playback, imagina agora??? Só sei que amei essa apresentação, mil vezes melhor do que o show dela em Las Vegas que nem dançar direito ela dançava!
Eu acredito que o comentário da Blake foi mal visto porque é comum características corporais presentes em negros serem mais aceitas em pessoas brancas. Algo tipo bumbum grande em negra ser visto como obesidade, ao passo que em uma branca é ” ser gostosa”. Ou lábios carnudos em negra ser considerado um “traço grosseiro” e em branca ser desejável.
Enfim, posso estar falando bobagem mas foi essa impressão que eu tive dos comentários que li. Sem contar a interpretação de que “rostinho de LA” seria apenas o branco de olhos azuis (não foi ela quem escreveu a letra, porém a escolha do trecho representaria o pensamento).
De qualquer forma, achei ridículo ela “se zoar” como se não estivesse dentro dos padrões de beleza. Pode até não ser o dominante, mas mulher magra, da cintura fina, peito e bundas grandes é sim padrão. Na minha opinião, ela estava caçando elogios e isso é chato.
Sobre Britoca, acho que tem preguiça de trabalhar e vai por obrigação. Simples assim.
Quanto à propaganda da C&A, faltou sim diversidade racial, gays e gordos. Parece até que gente gorda não compra roupa…só tem comercial com atores magros. Inclusive para perfume e maquiagem. Povo tem que começar a se ligar nisso…
Sobre a Blake, não vi nada demais. Qual o problema em se comparar com uma característica negra? isso não é ofensivo. Além do mais, creio que essa roupa tenha ajudado, já vi fotos dela de biquini e seu corpo não tem essas cursas todas não…
Fico chocada a cada vez que vejo Britney, anos de carreira e sucesso não serviram pra nada! Me pergunto se não tem ninguém acessorando essa moça porque ela é incapaz de se comportar devidamente nos eventos, a naturalidade passa longe. Certamente ela não gosta de nada disso, mas faz parte da profissão, deveria aprender a lidar com isso. Sem falar no visual: cabelo péssimo, boca esquisita… Ainda bem que pelo menos na apresentação ela fez bonito.