A gente até tinha outros assuntos dignos de DQF para comentar por aqui, mas como deixar o Oscar de fora? Justo esse, que deixou todo mundo na expectativa e deu muito material para nossa coluna semanal opinativa! rs
1 - Oscar do diCaprio, nós (quase) fomos!
Fazer o quê…dormimos antes (é prova de resistência essas programações que terminam na madrugada de domingo para segunda, né?)! hehe Mesmo assim - e graças à internet! - vivemos para ver o momento em que Leonardo diCaprio finalmente saiu da premiação com uma estatueta!
Só largo a estatueta para falar com meus grupos no whatsapp :p
Enquanto a cerimônia não chegava, memes foram feitos, joguinhos foram criados e a expectativa geral estava grande. A gente não queria mesmo estar no lugar do Leonardo ontem. Imaginem a tensão que ele não tava por saber que o mundo inteiro estava contando com essa vitória? Sendo que foi um consenso geral que sua atuação em O Regresso não foi a melhor de sua carreira? E ainda por cima concorrendo com Eddie Redmayne, que muita gente estava apostando devido ao seu trabalho em A Garota Dinarmaquesa? Tenso, muito tenso!
Ainda bem que deu tudo certo e finalmente estamos vivendo em um mundo mais justo, porém com um meme a menos! rs
2 - O escândalo que está dando certo
2015 foi o ano que as mulheres entenderam que tinham que fazer um escândalo e 2016 está parecendo ser o ano em que assuntos antes considerados tabus e apenas divididos na internet estão tomando proporções cada vez maiores.
Prova maior disso foi ver Lady Gaga subindo no palco do Oscar para cantar ‘Til It Happens to You, música que fala sobre estupro e teve parte dos lucros revertidos para associações que ajudam vítimas de abusos. A cantora reuniu em torno de seu piano várias mulheres que foram abusadas e entre várias frases escritas nos braços delas, uma ganhou destaque: “Não foi sua culpa”.
Em uma sociedade que acha que mulher que bebeu demais, que estava de saia curta ou que estava sendo simpática com algum homem estava “pedindo”, passar esse tipo de mensagem é essencial. Uma pena que nenhum evento ou novela que realmente chame a atenção das pessoas aqui no Brasil queiram falar sobre o assunto mais abertamente, né?
3 - …e a Glória Pires, hein?
Geralmente os memes ficam restritos ao que acontece entre o tapete vermelho e a cerimônia lá em Los Angeles. Esse ano, a participação de Gloria Pires como comentarista do Oscar virou piada na internet e deu o que falar.
A atriz passou a transmissão quase toda com cara de entendiada e praticamente só abriu a boca para soltar comentários monossilábicos, muitos deles assumindo que não viu vários dos filmes que estavam concorrendo.
Não sabemos se sua participação foi desse jeito porque ela ficou desconfortável com a dinâmica, se ela estava nervosa por substituir José Wilker (que, aliás, fez mais falta do que nunca, ele era um ótimo comentarista do Oscar!) ou por realmente estar despreparada.
De qualquer forma, ela já se manifestou em seu Facebook dizendo que achou bem interessante a reação da internet. Ao contrário do que muita gente falou, ela assistiu a grande maioria dos filmes e apenas foi sincera, já que estava ali como uma atriz convidada leiga, não uma profissional como os outros apresentadores. Achamos bem legal o seu posicionamento, apesar de termos estranhado sua participação.
Mesmo assim, quem sabe da próxima vez vocês chamam a Sil, Globo? Fica a dica! ;)
4 - Mas e o dress code?
Ainda estávamos acordadas quando vimos a figurinista de Mad Max subir ao palco para agradecer seu prêmio e confessamos que não prestamos muita atenção com a forma que ela estava vestida. Não era um dos prêmios mais esperados da noite e provavelmente estávamos dividindo nossa atenção entre a TV e a zoeira da internet, por isso não reparamos as roupas de Jenny Beavan: calça preta, jaqueta de couro e um lenço no pescoço.
Só ficamos sabendo que ela foi motivo de discussão hoje, quando nos deparamos com esse texto que aponta o fato de Jenny estar vestida dessa forma, sem maquiagem e com cabelos naturais como o motivo para ela não ter recebido aplausos de alguns homens que estavam perto da figurinista quando ela levantou para receber seu prêmio.
Sua escolha de roupas chamou a atenção o suficiente para ela dar uma entrevista falando sobre isso: “Estou bastante feliz de falar sobre isso. Eu não uso vestidos e absolutamente não uso saltos. Eu tenho costas largas e fico ridícula em um lindo vestido longo. Isso era um reconhecimento por Mad Max (…) Eu gosto de me sentir confortável, e que eu saiba, estou bem vestida.”
O texto aplaude a atitude de Jenny e diz que moda é sentir-se confortável com você mesma, etc, etc. Vocês sabem que a gente sempre defendeu que a moda tem que servir para nos valorizar e não nos deixar inseguras ou desconfortáveis, mas ficamos com uma dúvida… e o dress code?
Se um evento pede um código de vestimentas, é no mínimo educado respeitá-lo, não? Jenny não precisa usar vestidos glamurosos, saltos estratosféricos e virar algo que ela não é para estar de acordo com o que o evento pede. Mas poderia, sim, vestir algo mais formal. Ou só porque ela é uma das melhores figurinistas de Hollywood ela tem essa liberdade poética?
A única coisa que provavelmente todas concordamos é que quem olhou feio e não quis aplaudir estava sendo bem mais mal educado que ela, né?
Hoje é dia de OSCAR!!! Por isso não podia deixar de publicar pelo menos os indicados ao prêmio de Melhor Filme.
Peço desculpas pelo texto enorme e por não ter conseguido completar os filmes, faltou “Brooklin”- mas como estava viajando dependi de cabines antes da minha viagem ou de conseguir ver os filmes a tempo. Claro que independente de qualquer resultado, ainda pretendo falar sobre a polêmica que provavelmente levou “A Garota Dinamarquesa” a ficar de fora de tantos prêmios.
E não esqueçam que essa semana tem texto EXCLUSIVO aqui, com as entrevistas das atrizes de “Como Ser Solteira”, direto de L.A. à convite da Warner Bros.
Ponte dos Espiões
Até uns 5 anos atrás eu iria torcer para que esse filme levasse todas as estatuetas por apenas um motivo: Spielberg. Aliás, assim como Leonardo di Caprio, o diretor foi esnobado pela Academia levando 15 anos para ganhar seu primeiro prêmio, sendo que alguns de seus melhores filmes como “A Cor Púrpura” e “O Império do Sol” não foram nem indicados a melhor direção. É esse o caso de “Ponte dos Espiões”, mais uma vez Stevennão concorre ao prêmio de melhor direção mas o filme participa das categorias de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro Original.
A história, confesso, me deixou meio indecisa e perdida no princípio. Fiquei me perguntando se estava assistindo a um filme do inicio dos anos 90 sobre a Guerra Fria. Tom Hanks, para variar, faz seus melhores filmes com Spielberg, mas realmente perde a cena para o “russo” - isso não é spoiler, todo filme de Guerra Fria tem que ter pelo menos um soviético - Rudolf Abel, interpretado por Mark Rylance (ator britânico mais conhecido por seus papéis em produções inglesas). O ponto forte do filme, além da humanidade em alguns de seus personagens, é retratar a Alemanha após o fim da 2GM e a subida do Muro de Berlim. Além disso, acho que se torna um pouco “romântico” e quase irrealista em seu final, como se fosse necessário provar que Hollywood e os EUA ainda são capazes de trazer finais felizes. Apesar disso, é um excelente filme no seu retrato do que a guerra, o medo e o desespero podem fazer com um país.
O Regresso
Um dos filmes mais “polêmicos”, quase ame ou odeie, “O Regresso” é baseado na história de Hugh Glass durante o tempo que ele passou em Montana caçando peles. Como nós sabemos, toda história real não é BEM do jeito que o filme mostra - uma das reclamações sobre “A Garota Dinamarquesa”, por exemplo - e esse filme é uma das muitas versões da história, que me parece ser quase uma lenda americana, independente dele ter ou não existido.
Com uma fotografia exuberante - aliás “O Regresso” é um dos favoritos ao Oscar de Melhor Diretor de Fotografia e merecidamente - o filme vai narrando a saga de Glass sobrevivendo através de muita neve. Para isso, a produção e os atores realmente passaram por uns “apertos” e enfrentaram temperaturas abaixo de -40oC, para filmar apenas 1h30m por dia. Isso tudo por culpa da loucura do diretor - me desculpem, eu não simpatizo com ele - Alejandro Iñárritu que concorre ao prêmio de melhor diretor, podendo levar seu 3o e 4o Oscar consecutivos esse ano na dobradinha direção e Melhor Filme. Apesar de muito se falar, Leonardo diCaprio não ganhará o Oscar como produtor se “O Regresso” levar Melhor Filme, portanto sua chance é mesmo na disputa pelo prêmio de Melhor Ator.
Está rolando muita especulação sobre Leo levar o Oscar, principalmente por ele nunca ter levado um prêmio antes. Honestamente, não acho que esse é o melhor jeito de ganhar um Oscar. “Ah, mas ele passou frio” “Ah, ele comeu carne crua de Bisão”… Ok, os outros atores e toda a produção também passaram frio e ele decidiu comer a carne pois na verdade não achou que o resultado estético de comer um substituto estava realista - eu não consegui achar informações sobre os outros animais que ele se alimenta durante o filme, mas imagino que não foram de verdade. Admiro o cara encarar um fígado cru de animal porque a versão falsa que fizeram não estava realista, mas não consigo achar que isso faça ele merecer o Oscar.
Acho que a Academia está corretíssima em indicá-lo, mas eu acho que ele já deveria ter levado o prêmio para casa por outros filmes - “A Ilha do Medo” e meu preferido “Foi Apenas Um Sonho” são dois exemplos pelos quais ele foi completamente esnobado. Outro ator meio “azarão” também concorre ao prêmio de melhor ator coadjuvante: Tom Hardy. Com uma figura antipática, sotaque pesado e no primeiro papel que o vejo falar tanto, Fitzgerald (personagem de Tom) é o cara perfeito para você odiar e, sendo muito sincera, acho que o ator roubou as cenas e poderia “roubar” o Oscar, mesmo sabendo que ele não é o preferido da maioria.
Honestamente, achei tantas situações do filme inverossímeis que não consegui ter a imersão necessária para me apegar a Glass. Sua jornada, para mim, ficou cansativa, em algumas vezes heroica demais a ponto dele deixar de ser humano para ser um Super herói irrealista. Não acho que era isso que DiCaprioou Alejandro tinham em mente, mas ao invés de O Regresso ser uma história de um homem que superou obstáculos, Leonardo virou um ator que superou o frio e outras intemperes para virar Glass. Ele não entregou a sua melhor atuação até porque debaixo daquela barba e de tanto gelo na cara, como alguém poderia passar mais? Então, não acho que será a maior injustiça se ele levar o Oscar para casa, mas na minha opinião gostaria de vê-lo levantar o prêmio por uma atuação mais digna de seu talento, pelo conjunto da obra.
A Grande Aposta
Trazendo um elenco de peso: Brad Pitt, Ryan Gosling, Christian Bale e Steven Carell, esse filme poderia facilmente ter seus quatro atores disputando o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante.
Ao invés disso, decidiram nomear somente Bale pelo personagem real - e toda a história do filme é real - Michael Burry: um matemático que descobre uma falha no sistema de hipotecas americanas (para simplificar a história) e decide avisar que em pouco tempo a bolha financeira do sistema de crédito imobiliário irá estourar. E infelizmente, em 2007/2008, estourou, levando milhares de americanos à falência e a perderem suas casas.
Baseado na história americana e no livro “The Big Short” de Michael Lewis - autor dos livros que originaram os filmes “O Homem Que Mudou O Jogo” também com o Brad Pitt e “Um Sonho Possível” que rendeu a Sandra Bullock Oscar de Melhor Atriz - concorre ao prêmio de Melhor Roteiro Adaptado com grandes chances de levar para a casa a estátua. O filme também concorre nas duas principais categorias da noite: Melhor Filme e Melhor Direção.
Aparentemente aclamado pelo público e pela crítica, “A Grande Aposta” poderia ser o filme da noite mas, na minha opinião, falta peso para arrebatar os maiores prêmios. Além disso, a história tem um ritmo frenético e muitos jargões específicos, e como eu vi o filme em inglês confesso que me perdi em alguns momentos precisando de uma explicação depois. Não sei como foi a tradução aqui no Brasil mas esse é um filme que depende de uma boa tradução e de uma boa compreensão para acompanhar a história. Mas, Adam McKay, que além de dirigir ajudou a roteirizar a história, usou de excelentes técnicas para divertir o público enquanto explicava termos “chatos” de matemática financeira. Steve Carell está excelente e deveria estar concorrendo também, até porque acho que é dele o papel mais emocionalmente complexo do filme.
Mesmo com uma história acelerada e com termos talvez não tão comuns no nosso cotidiano, “A Grande Aposta” é um daqueles filmes que deve ser visto. Só não se deixe enganar pelo seu ar de comédia ou pelo jeito que os mocinhos “vencem”, o filme é uma história REAL e mostra como um país pode “falir” da noite para o dia, mesmo com toda a maquiagem que os bancos e o governo fazem para evitar a situação.
Spotlight: Segredos Revelados
Ok, o que falar sobre um filme cujo o tema é padres pedófilos? E pior, a história é real, recente e você se lembra do escândalo? Sabe quando você assiste um filme desejando que ele seja ruim mas ele não é? Eu saí da cabine e liguei para meus pais dizendo que eles precisavam ver o filme e fiquei com vontade de revê-lo (infelizmente não consegui). Honestamente, eu diria que se a Academia tiver coragem, Spotlight deveria ser o filme a levar para casa o prêmio de melhor filme da noite.
Eu sei que não é tão bonito ou impactante quanto “O Regresso”, engraçado e esperto como “A Grande Aposta”, lúdico e diferente como “O Quarto de Jack” ou historicamente importante como “Ponte dos Espiões” - infelizmente não assisti “Brooklyn” a tempo de escrever e não acho que “Mad Max” ou “Perdido em Marte”levarão o prêmio - mas Spotlight toca em um ponto que NUNCA deve ser esquecido: violência e/ou abuso contra crianças. O filme concorre a roteiro original, melhor ator e atriz coadjuvantes - Mark Ruffalo e Rachel McAdams - melhor edição, melhor diretor e melhor filme.
A história é contada através da perspectiva de um grupo de jornalistas investigativos que por causa de um novo editor, são obrigados a investigar uma notícia ligada ao Arcebispo de Boston, que teria encoberto um padre pedófilo. O ano é 2001 e o time se envolve com a pesquisa, investigando e descobrindo cada vez mais podres. Esse é o tipo de trabalho que leva meses e acaba recaindo para Spotlight, sessão do jornal onde eram publicados os textos desse time investigativo. Entretanto, todo mundo sabe o que aconteceu em Nova Iorque no dia 11 de setembro de 2001, obrigando o jornal inteiro a se mobilizar e deixando a matéria dos padres em segundo plano.
O filme não mostra nenhuma cena explícita, os depoimentos de vítimas eventuais são feitos de uma maneira pouco agressiva, ou seja, do ponto de vista do que você vai ver ou ouvir no cinema, nada vai ser com o intuito de chocar. Entretanto o filme choca, embrulha o estômago de outras maneiras muito mais sutis e que vão te fazer pensar ao invés de chorar.
O crédito todo é do time de Spotlight, por tornarem os conflitos dos jornalistas reais, algo que a gente sente e é capaz de se identificar. Se eles vão levar algum prêmio nessa noite por isso eu não sei, mas pelo menos posso dormir sabendo que o time real de Spotlight ganhou o Pulitzer - um dos maiores prêmios de jornalismo - por seus serviços prestados ao público.
E espero que mesmo corrida, vocês tenham gostado de ler pelo menos os principais filmes aqui no Futi. Eu certamente amei fazer e espero que na próxima vez seja menos corrido. Adoraria ouvir dicas de como melhorar ainda mais esse nosso espaço , claro, as opiniões - mesmo que sejam completamente diferente das minhas - de vocês dos filmes!
E quero saber: quem vocês acham que vão levar as estatuetas essa noite?
Um Brinde à Isso apareceu há um tempo atrás no instagram da editora Intrínseca e imediatamente eu printei para botar na minha listinha de livros para ler.
Betty, que estampa a capa que me ganhou imediatamente (antes mesmo de eu saber qual era a história do livro!), é uma dessas mulheres que você bate o olho e é impossível não achá-la interessante. A foto escolhida para vender o livro é especialmente elegante e sofisticada, totalmente de acordo com a história.
Para quem não sabe, Betty é uma figura bem interessante e cheia de histórias para contar: Aos 86 anos, Betty Halbreich é uma figura única no mundo da moda. Há quase quarenta anos comanda o departamento de compras personalizadas – ou personal shopping, como Betty prefere não chamar – da loja Bergdorf Goodman, ícone do consumo de luxo na Quinta Avenida. Meticulosa, impecável e deliciosamente engraçada, Betty é conhecida por não ter medo de abrir o jogo com as clientes. Já vestiu da então primeira-dama dos Estados Unidos, mulher de Henry Ford, a personagens de séries como Sex and the City e Girls, além das próprias estilistas que alimentam suas araras. Em Um brinde a isso Betty fala não só da tão atraente carreira, mas também do momento mais duro em que precisou se encarar no espelho: separada e com dois filhos, ela entrou em depressão e tentou o suicídio. Um emprego de vendedora na Bergdorf Goodman ajudou-a se reencontrar, porém seu talento para vestir os outros era inversamente proporcional à inclinação para as vendas. Realocada como personal shopper, Betty deu a volta por cima, e levou junto inúmeras clientes que também se reencontraram com seus conselhos e exemplo. Combinando deliciosas memórias de compras, moda e celebridades fashion – sem citar nomes, claro – a capítulos intensos e tocantes sobre sua vida pessoal, Betty mostra que o verdadeiro estilo de uma mulher não está impresso nos cortes, tecidos e etiquetas que ela veste, mas na história que ela tem para contar. E a história de Betty é maravilhosamente inspiradora.
Eu AMO esse tipo de livro, com biografia de pessoas “normais” que são super interessantes e têm muita história para contar. Principalmente histórias como a de Betty, que foi criada para ser esposa e mãe em tempo integral e depois de chegar no fundo do poço, resolveu se reinventar e dar a volta por cima aos 40 anos de idade.
Junte isso com o fato de Betty ser uma pessoa muito sincera, verdadeira e realista e você tem um livro incrível. As partes que ela conta dos erros que cometeu, suas fraquezas, defeitos e incertezas são tão francos que impressionam. Na verdade, o que mais me impressionou foi a falta de deslumbre, o que nem sempre é fácil quando você tem uma carreira como a dela, recheada de riqueza, marcas de luxo, clientes importantes e momentos históricos.
A narrativa é bem ágil e vai variando entre momentos de sua vida pessoal cheia de altos e baixos e profissional, desde quando ela ajuda Patricia Field a escolher roupas para dar personalidade às personagens de Sex and the City até relatos de como ela age com suas clientes no seu dia a dia de personal shopper. Tudo isso em meio a ensinamentos despretensiosos e valiosos sobre estilo e sobre a vida também.
O resultado final é uma leitura deliciosa e muito rápida, principalmente para quem se interessa pelo mundo da moda! Quem quiser comprar - e ajudar a blogueira aqui hehehe - ele está à venda na Saraiva (e está com um preço bom na versão digital!)!