Sabem o que é engraçado? Na época que eu tinha que estudar História e as guerras que aconteceram no mundo, eu realmente não dava bola para a época de Hitler e o Nazismo. Na verdade eu não dava bola para História em geral (mas era relativamente boa nessa matéria rs). Só que de uns tempos para cá, eu ando super interessada sobre o assunto! Desde O Menino do Pijama Listrado, eu ando devorando todo tipo de documentários, filmes e outros livros do tema (inclusive, o livro que estou lendo agora e que será o próximo book também vai ser sobre isso).
Eu sempre tive muito interesse em depoimentos (seja ele por escrito ou filmado) de pessoas que vivenciaram fatos históricos ou passaram por alguma experiência muito inusitada. Nesse caso, o título do livro é muito intrigante e me deixou curiosa. Fiquei cheia de perguntas e quando li a sinopse, sabia que tinha que ser minha próxima leitura: “Aos 38 anos de idade, a publicitária alemã Jennifer Teege fez uma descoberta que a deixou chocada: seu avô, que ela não chegou a conhecer, era o infame comandante Amon Göth, do campo de concentração de Plaszow, na Polônia, cujo sadismo se destacou até mesmo em meio à barbárie nazista. Com a ajuda do jornalista Nikola Sellmair, Jennifer começa uma profunda e dolorosa pesquisa sobre a história da sua família biológica. Passo a passo, a partir da chocante história da sua família, começa uma história de libertação.”
Jennifer é filha de uma alemã com um nigeriano, foi posta para adoção ainda bebê e passou a viver com sua nova família aos 3 anos. Ela chegou a ter contato com sua mãe e sua avó até os 7 anos de idade, quando foi adotada por uma família, mas nunca teve real noção sobre a história de sua família biológica.
A descoberta de parte do seu passado foi a coisa mais surreal do mundo: em uma biblioteca, quando se deparou com um livro que contava a história de sua mãe, filha de Amon Göth, um dos oficiais nazistas mais cruéis da época. Quem viu a Lista de Schindler provavelmente vai lembrar desse “personagem”.
Obviamente isso deu um nó na cabeça de Teege, que além de ser negra, fala hebraico e morou alguns anos em Israel. Muitos filhos de pessoas que cometeram atrocidades no período nazista levam a vida sentindo culpa e com medo de carregarem algum “gene do mal”, mas esse é um dos primeiros livros que mostram a relação da 3a. geração com esse fato histórico.
Em pouco mais de 200 páginas, a gente acompanha Jennifer em sua busca de aceitação dessa parte do seu passado até então desconhecida, com trechos escritos por ela que parecem diários, e trechos escritos pelo jornalista, que imprimem uma outra versão da mesma história. Achei bem interessante essa maneira de contar, fez o livro ficar mais dinâmico!
Para mim, o único problema é que eu não me conectei tanto quanto eu gostaria. Achei ela impulsiva e dramática demais, tanto que achei que ela meteu os pés pelas mãos em vários momentos.
Gostei do livro, mas algo me diz que a versão da mãe é melhor, infelizmente não achei o nome em português!
Alguém já leu? Quem tiver dicas de livros nesse estilo, pode dividir aqui! :)
Beijos
Carla




Oi Carla
Já leu “Aqueles que nos Salvaram”? Sobre a guerra, muito bonito.
Estou gostando tbm dos livros da Lucinda Riley, são maravilhos. Lí “A garota do penhasco” e a “Casa das Orquídeas”, gostei muito. Estou lendo ” A rosa da meia noite” estou amando.
Bjo Sibeli.