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17
mai
2016

Trip tips: Rio de Janeiro e alguns dos restaurantes que recomendo em 2016

Brasil, rio de janeiro, Viagem

Não faço um post com os restaurantes legais que tenho ido no Rio de Janeiro há um bom tempo. Hoje vou acabar com esse jejum e vamos falar de lugares que abrem meu apetite na Cidade Maravilhosa.

Antes de eu trazer os clássicos, vou falar de algumas experiências que tive recentemente e contarei sobre 5 lugares que eu amei conhecer.

1. Para amantes de carne: Corrientes 348 na Marina da Glória

Quem me conhece sabe que restaurantes com vistas, onde posso caminhar depois e curtir um pouco o Rio de Janeiro são meu ponto fraco. Então, para mim, o Corrientes 348 da Marina da Glória é um presente para os cariocas que amam uma boa carne e uma boa pedida para turistas que queiram unir o útil (leia-se gostoso) ao agradável (leia-se local maravilhoso).

maria-da-gloriaO lugar é lindo, o clima do restaurante é ímpar e a comida é uma delicia. Só diria para prestar atenção nas filas, elas costumam ser bem grandes aos domingos, então, antes de mais nada eu recomendo chegar cedo.

Por que eu gosto de lá? Porque tudo é possível de ser partilhado, se você não exagerar no pedido, o custo benefício pode ser bem legal e a qualidade da carne é ótima.

Do que provei até hoje eu diria que os destaques são: as morcillas de entrada, o assado de tira é uma maravilha, o papatasso provençal é bem gostoso e a panqueca de doce de leite é maravilhosa. Eu amei tudo, vou voltar com certeza.

corrientes-348-marina-da-gloria-rio corrientes-348-marina-da-gloriaSó não me vejo mais indo à Barra comer na filial do shopping porque a experiência na Marina é bem mais carioca.

2. Para os que gostam de um brunch novaiorquino: Meza Bar

Eu conheço o Meza há muitos anos, pra mim, é de lá o melhor bolinho de risoto da cidade, drinks que prefiro nem comentar, sem falar no risoto de limão siciliano. Só que eu não conhecia o brunch que rola de 11 às 18:00 durante os sábados e domingos.

meza-1 meza-2Se você procura um super café da manhã não adianta ir lá. O Meza propõe um brunch no formato original, daqueles que a gente vai quando vai à Nova York. Com direito a várias comidinhas delicias, com um quê de sofisticação e por fim drinks, ou seja, pode beber sem medo.

brunch-no-mezaEu não sei nem por onde começar, provei o menu quase todo e gostei de tantas coisas que preciso voltar pra levar quem ainda não conhece. A proposta é boa pra encontros, amigas que querem matar a saudade e todo tipo de grupo que gosta de ficar bastante tempo num lugar comendo delícias com os mais variados toques.

meza-bar-brunchDestaque: você pode customizar de forma personalizada seu bloody mary ou seu espumante. Eu e a Amanda passamos umas 4 horas por lá durante uma tarde de sábado e a gente amou.

3. Para os entusiastas de hambúrguer: Comuna

Todo mundo me mandava ir tomar uns drinks e encontrar pessoas descoladas na Comuna. Mas nas duas vezes que fui, o propósito era o mesmo: provar o hambúrguer que minhas amigas Nina e Liv haviam recomendado.

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Da primeira vez levei um grupo de meninas francesas que adoraram comer por lá. Recentemente queria apresentar o sanduíche pra um novo morador da cidade e fui novamente. Pedi dadinhos de tapioca de entrada e amei, só acho que como ela é bem servida e o hambúrguer é grande, vale mais a pena pedir quando for beber ou tiver mais gente pra dividir.

Tudo que comi lá foi muito gostoso, quero ir mais vezes e experimentar todo o cardápio, mas até o presente momento a Comuna tem pra mim o melhor hambúrguer do Rio. Eu não consigo provar outro, sou louca pelo que tem o pão de cerveja. A rua Sorocaba ganhou muitos pontos com esse bar, aliás, Botafogo está dando um show de lugares que valem a pena conhecer.

4. Para os amantes de uma experiência gastronômica: Formidable

O Formidable é mais um dos restaurantes do Artagão, eu que já fui apaixonada pelo Irajá, mas hoje só sou louca pelo bolo não estava esperando tanto, o que deixou tudo ainda mais surpreendente. O Leblon estava precisando mesmo de algo novo e tão bom.

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Fui jantar com uma amiga e um amigo, cada um de nós pediu um prato e acabamos comendo um do prato do outro e dando pro outro provar de novo e de novo o que escolhemos. Amamos o gnocchi, o pato e o boeuf bourguignon.

formidable formidable-2A experiência foi toda uma delicia e ao fazer esse post lembrei que tenho que repetir.

5. Para a turma dos vegetarianos e orgânicos: Verdin

Preciso fazer um post só pra falar quanto amo o .Org (restaurante da Barra), o Prana (que fica no Cosme Velho) e o Verdin (que fica no Leblon). Não sou fit, mas amo comer uma comida leve, de qualidade e com direito à toques de sofisticação com ingredientes da natureza. Nessa pegada eu amo quando tenho que almoçar meio rápido no Leblon, não há margem pra dúvida, eu vou feliz e sorridente no Verdin.

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Amo a comida, o conceito e a pegada que é inspirada no que a gente vê rolando em NYC, mas de um jeito bem carioca. Não tem muito como explicar, só acho que tem que seguir no insta pra ficar de olho no menu e ir lá experimentar quando der.

Esses são lugares que eu definitivamente adoro. Fui, repeti e vou de novo, por isso achei que valia recomendar pra vocês. Quero ver se faço mais posts desse tipo de lugares aqui no Brasil!

Beijos

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29
abr
2016

Trip tips: uma reflexão sobre lembranças de viagens e o instagram

Viagem

Outro dia eu me peguei numa verdadeira sinuca de bico. Comecei a remexer nas minhas gavetas para definir o que eu jogava fora e o que eu encaixotava e me deparei com uma pasta cheia de lembranças de viagens. Tinha ingresso de show, ticket de museu, panfletos de castelos, mapas da Disney e até cartõezinhos de prostitutas que distribuíam livremente em Las Vegas.

Quando vi tudo aquilo e lembrei de algumas viagens que fiz fiquei completamente nostálgica o que me deu a sensação de que era impraticável me livrar de tudo aquilo. Mesmo que fizesse um tempão que esses papeizinhos não viam a luz do dia. Mesmo eu preferindo me lembrar das minhas viagens antigas olhando as fotos e vídeos, dando uma passeada pelo instagram. Só a ideia de jogar tudo aquilo no lixo me deixou em pânico, parecia que me livrar daquilo faria com que eu não tivesse mais provas de que realmente estive nos lugares.

Nem ultrassom se salvou. No começo fiquei com pena de me desfazer deles, mas depois me dei conta que o motivo dos ultrassons já estava nos meus braços, para quê eu precisava deles, né?

Nem ultrassom se salvou. No começo fiquei com pena de me desfazer deles, mas depois me dei conta que o motivo dos ultrassons já estava nos meus braços, para quê eu precisava deles, né?

Até que alguns dias depois eu resolvi fazer a limpa da limpa e, já com outra cabeça, foi tudo para o lixo sem dó nem piedade! Nesse dia, minha mentalidade era de que eu faria novas memórias e acumularia outros papeizinhos, alguns dos mesmos lugares e vários outros diferentes. E querem saber? Surpreendentemente deu certo!

Aliás, se eu contar para vocês que a minha ferramenta preferida para relembrar viagens e momentos especiais é o instagram vocês acreditam? Apesar do bode crescente que estou tendo pelo aplicativo, tem dias que eu AMO perder tempo passeando pela minha timeline (e a do @futilidades também) e lembrar de jantares, situações, encontros e, é claro, viagens. E acho que foi isso que facilitou tanto a hora de me livrar dessas memórias físicas, porque logo depois que tudo foi para o lixo comecei a passear pelas minhas fotos antigas e fui percebendo que tava quase tudo ali, eu na verdade não tinha perdido nada.

Essa semana eu estou especialmente nostálgica, tanto que apelei de novo para o auto stalkeamento de perfil, e acabei descobrindo que tem um plus: os comentários. Em várias fotos eu vi amigos e conhecidos curtindo junto os momentos comigo e fiquei feliz por mais essas memórias.

Achei até engraçado ter percebido isso justamente na mesma época que um post falando sobre as pessoas que vão para o Coachella e postam mil fotos e vídeos só para mostrar que estão lá. Eu até entendo e concordo com o ponto de vista, principalmente quando eu olho alguns perfis de meninas que foram para o festival e só tiraram fotos completamente fantasiadas, com o estilo característico do evento - ou seja, aquela vibe boho, 99% espírito livre mas com aquele 1% de roqueira - que muitas vezes não tem nada a ver com o estilo da vida real da pessoa e faz tudo soar meio falso (to falando contigo, Thassia, te amo e admiro, mas não entendi suas fantasias nos dias de Coachella). Mas também não quero julgar, até porque não duvido nada que essas mesmas pessoas algum dia vão passear pelas fotos antigas e relembrar de tudo aquilo com algum carinho, se questionando sobre os looks usados ou não.

Claro que tem muita gente que vive nas redes sociais para contar vantagem sobre a vida perfeita e ganhar algo em cima disso, seja dinheiro, seja likes, seja uma invejinha que te faça sentir meio especial. Aliás, acho que todo mundo que usa instagram já fez isso em algum momento, pelo menos eu sei que já fiz e as vezes me sentia culpada por preferir postar certas coisas ao invés de aproveitar integralmente o momento offline. Até o dia que percebi que todos os minutos que perdi postando viagens, paisagens ou situações felizes me trouxeram um sentimento bom ao revisitá-las tempos depois.

Sem contar que uma das coisas mais legais do insta é poder criar sua própria hashtag, o que facilita na hora de querer relembrar de alguma viagem específica. Eu e a Jô usamos muito isso, ao invés de procurar as melhores fotos no rolo da câmera, usamos atalhos como #futiemparis ou #futinaasia ou qualquer outro lugar que já fomos para fazer esse passeio virtual. Essa é uma boa ideia para qualquer um poder criar álbuns e viver essa nostalgia gostosa sem acumular nada!

futiasiaProvavelmente eu vou continuar viajando e guardando tickets, ingressos, cartões e outros papeizinhos de lembranças, mas algo me diz que as redes sociais e o celular com câmera vão me ajudar a ser menos acumuladora nesse quesito!

Vocês guardam coisas de viagens? Se desfazem delas com facilidade? Depois que as redes sociais surgiram vocês acharam que diminiu essa vontade de querer levar pedacinhos dos lugares para casa? Vocês também usam a hashtag para ver as fotos de uma viagem antiga? Quero saber!

Beijos nostálgicos!

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28
abr
2016

O mundo é MEU moinho

Convidados, Lifestyle, Viagem

Ainda é cedo, amor

Mal começastes a conhecer a vida;

Já anuncias a hora de partida;
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar”.

“O mundo é um Moinho” – Cartola

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E que forma melhor de conhecer a vida do que partir sem rumo? Ou melhor: sendo dona do seu próprio rumo? Nunca é cedo, jamais é tarde para tal decisão. Acredite. Se há algo que descubro e redescubro a cada destino em que parto seguindo sozinha é que cada partida traz consigo muito mais chegadas. Sigo em companhia de novas descobertas (do mundo e pessoais), novos encontros, novas visões e perspectivas, novos pensamentos, novas amizades, novas histórias. E o resultado disso é sempre uma nova “eu”. E diante de tantas possibilidades, nunca me vejo de fato sozinha.

Sempre escuto outras pessoas dizerem que não teriam coragem de viajar contando apenas com suas próprias companhias.

“Coragem”.

Essa palavra sempre fica em minha mente e já falei sobre isso aqui. Como se estivesse encarando tubarões brancos sem proteção ao seguir rumo a destinos que fazem meus olhos brilharem, meu coração pulsar e minha alma se preencher.

Durante minha última viagem, quando já estava em companhia da minha irmã, fomos a uma boate em Firenze e uma menina se aproximou dançando e claramente queria fazer amizade. Logo percebemos que ela estava sozinha e começamos a conversar. Ela era uma canadense de apenas 18 anos que tirou sete meses para viajar pelo mundo, antes de começar a faculdade. No início, teve a companhia de uma amiga, que depois voltou para casa, e ela resolveu seguir viagem sozinha. Já havia passado por países como Tailândia, Camboja, Vietnam, fora alguns países da Europa. Dezoito anos. Mal começara a conhecer a vida e se permitiu anunciar sua partida e ganhar o mundo.

Coragem pode ser uma das palavras que definiriam essa decisão, sem dúvidas. Tão nova e com uma sede de descobrimento, fome do mundo. Mas quantas outras palavras acompanham essa? Atitude, descobertas, amizades, paisagens, histórias, lembranças, risadas, momentos, crescimento, autoconhecimento, aprendizados… Algumas palavras podem até demorar um pouco para aparecem, afinal, os resultados podem ser vistos a longo prazo também.

Senti-me inspirada por uma menina, quase criança. E cada vez mais, quero me permitir encontrar pelos meus caminhos pessoas que me inspirem, paisagens que me encantem e experiências que me renovem. E, assim, seguir sempre meu rumo, ainda que sem rumo certo. Ainda que apenas em minha companhia. Ainda que encontrando outras novas companhias pelo caminho. Ainda que reencontrando outras que fizeram parte de caminhos passados. Ainda que não.

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“O mundo é um moinho”, já dizia Cartola. E eu não me contenho e vou ao seu encontro. Afinal, se o mundo é um moinho, quero sentir o seu vento, quero vê-lo girar e não me privar de tocá-lo, de vivê-lo. Seja o mundo, seja apenas um moinho perdido em uma bela paisagem holandesa. Seja fazendo do mundo o meu próprio moinho.

tati-barros

Você pode conhecer o trabalho da Tati Barros aqui ou seguir ela no instagram @TaticaBarros
Ela também escreveu outro texto aqui: E se der medo…
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