Antes de voltar para os looks, posts de beleza e seguir apostando nos textos de comportamento, eu gostaria de fechar com chave de ouro os posts da minha aventura na Bahia.
Rio -> Salvador -> Lençóis
Eu poderia fazer um post focado plenamente no turismo na região da Chapada Diamantina, mas isso não iria refletir de forma honesta minha experiência nesse lugar de natureza tão pura. Por isso, vou dividir um pouco de tudo que vivi nessa minha primeira viagem de trekking e meditação.
Como contei no vlog, eu comprei o pacote de viagem na escola onde estudo o auto desenvolvimento da consciência e espiritualidade, a Trilha dos Lobos. Já tem mais ou menos 2 anos que faço cursos para me aprofundar na minha própria história e buscar paz para o meu coração. A vida contemporânea é muito complexa e esse caminho tem me feito muito bem.
Na escola, a minha professora Cláudia virou minha terapeuta, xamã e amiga, por isso confiei muito que poderia enfrentar situações de medo e claustrofobia com segurança. Com um grupo de buscadores, sabia que tudo seria menos doloroso, e foi.
Essa foi minha primeira experiência de trekking. As subidas e caminhadas em grupo me traziam um silêncio perfeito para pensar. Com o contato com a natureza, fichas foram caindo, padrões foram se modificando e eu fui mudando a forma como eu me sinto com relação a vida. Eu jamais vou conseguir colocar em palavras o poder de transformação que essa viagem teve sob mim.
Primeiro dia: fizemos uma caminhada pela cidade de Lençóis, pelas salas de areias coloridas (onde meditamos) e seguimos em direção à Cachoeira da Primavera. A caminhada foi intensa, o mergulho uma delícia e a vista final do alto da pedra muito bonita, eu diria que senti um vento mágico. Não foi o passeio mais bonito, mas foi o primeiro contato com a natureza e eu gostei bastante.
Cachoeira no caminho da Cachoeira da Primavera
vista da segunda meditação do primeiro dia
Ponto alto: mergulho na cachoeira (com sua água mágica) e a superação de ter conseguido passear por tantas horas sem cansar. Quando faço trilhas no Rio, costumo cansar por muito menos. Eu diria que foi a força do grupo e da Cláudia que me ajudaram a superar.
Segundo dia: Nesse dia o motorista nos buscou no hotel e nos levou até a Gruta da Lapa Doce. Ela tem umas 3 grutas e alguns caminhos. Fizemos uma caminhada de duas horas pela gruta 1 e entramos em um corredor que os turistas vão menos, que acredito que seja o corredor 2. Eu, como claustrofóbica que sou, cheguei com as pernas tremendo mas preparada para vencer meus medos e no fim acho que fiz isso com louvor. De mão dada com a terapeuta em muitos momentos? Sim, mas focada em deixar os pesos e medos para trás. Fizemos uma meditação poderosa nessa segunda galeria, e digo que foi o silêncio mais puro que eu já escutei e o breu mais escuro que eu já vi. Na hora de sair, eu contei com a ajuda dos amigos para conseguir completar a tarefa, mas missão dada foi missão cumprida e diferente do que eu imaginei, eu passei bem.
Depois do almoço fomos ver as pinturas rupestres. Fizemos uma trilha para uma caverna de energia mais carregada, mais tensa, mas que valeu a pena. Nunca tinha visto nada tão primitivo antes.
Pratinha | melhor mergulho da vida
Depois saímos de lá para ver a gruta azul. Como já estava mais tarde, não deu para ver bem o azul da água. De qualquer forma conseguimos fazer o passeio que era o que eu mais queria: mergulhar na Pratinha. Sem dúvida nenhuma foi o lugar mais bonito onde nadei na vida. As fotos são lindas, mas nada se compara à experiência. O universo, o guia e as Claudias (da Trilha e da Pisa Trekking) conspiraram a nosso favor e conseguimos nadar no fim do dia sem NINGUÉM mais, nenhum turista sequer, só o nosso grupo. Foi sensacional, indescritível.
Ponto alto: vencer um obstáculo na claustrofobia, meditar na caverna e nadar na Pratinha.
Terceiro dia: Como nesse dia só sairíamos mais tarde, aproveitei o café, fiz meus deveres do caderninho da viagem, colori minha mandala e fiz uma massagem deliciosa com pedras vulcânicas. Depois me arrumei e pegamos a van com direção ao Morro do Pai Inácio. A subida era chatinha, com pedras, mas fácil e não muito demorada. O caminho pelo qual fomos parece que é um dos melhores. Subimos durante a tarde para assistir o por do sor e a golden hour de lá.
Ali eu tive a certeza do quão mágica é a natureza. O clima do grupo estava ótimo, a vista incrível, o silêncio somado ao vento estava apaziguador e mais uma vez eu me emocionei. Verdade seja dita, eu me emocionei em todos os lugares onde meditamos. Não existem palavras para definir aquele fim de tarde, só sei falar da vontade de conhecer outros lugares no Brasil e no mundo que me levem a sentir isso.
Ponto alto: Morro do Pai Inácio e o ritual de encerramento do grupo, que compartilhou seus aprendizados, limites e evolução.
Sei que vai parecer papo de maluco, mas a viagem pode ter durado entre 4 a 5 dias, mas na verdade, para nós, pareceu mais 4 a 5 semanas. Vivemos uma experiência que me fez sentir o “tempo quântico” novamente (durante parte do meu mochilão há alguns anos atrás, isso já tinha acontecido comigo, mas não sabia o que era essa sensação). Em ambas as situações, as amizades ficaram intensas, os conselhos profundos, o aprendizado claro e a experiência foi máxima.
Com minhas amigas Renata e Anne.
Na hora de ir embora eu estava até meio zonza, não queria deixar aquele lugar, aquela sensação de plenitude, aquela alegria e os respectivos amigos. Parece que entrei em contato com a minha essência de criança e isso me fez pensar em muita coisa.
Voltei pronta para mudar minha vida, querendo vibrar minha essência e buscar aquela sensação de plenitude no meu dia-a-dia. Claro que voltar para casa foi complicado, enfrentar a rotina e as questões trabalhadas também, mas acredito que essa viagem me deu coragem e força para buscar novos caminhos, desafios e curas na minha vida.
Com a Claudia Quadros | Trilha dos Lobos
Para viagens de Trekking, eu recomendo a Pisa Trekking, no entanto para ter essa pegada de busca interior, meditação e espiritualidade, eu já recomendo os pacotes que envolvem a Trilha dos Lobos Escola com a Pisa.
Eu falei e mostrei um pouco de tudo isso que falei aqui no meu primeiro vlog - ainda muito amador. Quem gosta de vídeo pode vir!
Tanto a busca quanto o trekking me ganharam, agora já quero arrematar looks adequados e pensar nas próximas aventuras pelo mundo. :) #futilidadesmodeon
Espero ter conseguido transmitir um pouco da minha experiência com vocês.
E que venha a próxima aventura!
Beijos
Jô
Obs: Cláudia, obrigada pela oportunidade, pela confiança e por ter criado uma escola que ajuda tantas pessoas a transformarem suas vidas. :)