Arquivo do mês: setembro 2012

28
set
2012

Trip tips: Los Roques

Trip tips, tt, Viagem

O Trip Tips desta semana voltou a atmosfera praiana para falar de um destino muito muito interessante! Você já ouviu falar de LOS ROQUES? Esta semana a Aline vai compartilhar conosco suas dicas para esse destino na Venezuela.

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Los Roques é um arquipélago de aproximadamente 300 ilhas no Caribe Venezuelano. Fica ao norte de Caracas, capital da Venezuela, onde consegue-se chegar com facilidade em vôos da Tam e Gol. É um local paradisíaco, com praias inacreditavelmente lindas, muita vida marinha e um prato cheio pra quem gosta de relaxar. A melhor parte disso tudo é que, apesar de ser Caribe, os preços em Los Roques são bem mais acessíveis do que lugares mais conhecidos e badalados como Can Cun.

Eu fui com o meu marido para lá no carnaval de 2011. Como lá ainda não é ultra explorado pelos turistas (coisa que está mudando muito com o passar do tempo, principalmente após a descoberta do arquipélago pelos brasileiros), conseguimos com alguma facilidade arranjar tudo com pouca antecedência. Mas o ideal sempre é conseguir se planejar com pelo menos uns 3 meses de antecedência para se ter liberdade nas escolhas da viagem.

A busca começou pelas pousadas. Aqui vale explicar o seguinte: Los Roques não tem badalação, vida noturna, restaurantes, bares, e etc. Lá se tem pousadas, a maioria delas simples, e cada uma delas tem seu próprio restaurante. As pousadas oferecem meia pensão ou pensão completa, mas eu recomendo fortemente a pensão completa, e eu já explico porque.

Após uma procura criteriosa, escolhemos a pousada Cayo Luna. E adoramos. Pegamos a pensão completa, que inclui um café da manhã reforçado, um cooler com comidas frias (sanduíche, biscoitos, saladas) e bebidas que você leva pra praia, e jantar. Essa pousada não incluía bebidas alcoólicas, mas algumas lá incluem. Mas a gente comprava vinho e cerveja na vendinha que tinha do lado, e não era nada caro, então no big deal. O motivo principal de eu dizer que recomendo a pensão completa é o fato de você passar o dia inteirinho na praia, nadando e pegando sol, o que cansa muito. Nós chegávamos sempre bem cansados, tomávamos banho, íamos jantar e depois capotávamos na cama até o dia seguinte. Então saber que o jantar estava ali na sua porta não tem preço. Outra coisa que eu gostei muito é que as pousadas são bem pequenas, com pouquinhos quartos. E todo mundo que está nela sai na mesma hora e volta na mesma hora, janta na mesma hora… então fica tipo uma casa de grande família sabe?

Quanto às outras pousadas, conheço pessoas que ficaram na Lagunita e na Acuarela e gostaram bastante também. Só que tem que ter cuidado. Ouvimos pessoas reclamando bastante das pousadas em que estavam (agora não me lembro o nome delas), dizendo que era sujo, bagunçado, etc. Então recomendo procurar e dar uma olhadinha nos reviews do TripAdvisor.

Agora vamos às ilhas. A ilha principal se chama Gran Roque, que é onde está a infraestrutura de pousadas, o aeroporto (se é que podemos chamar aquilo de aeroporto), mercadinhos, etc. A praia dessa ilha é feia, meio suja e não tem nada de incrível. Então basicamente você fica lá para dormir mesmo. Uma coisa legal que fizemos lá foi subir no farol que tem no alto da única montanha que tem na ilha para ver o por do sol. Bem bonito e vale a pena.

Bom, se o arquipélago tem mais de 300 ilhas, praia é o que não falta né? E tem muitas delas, uma mais linda que a outra. Elas são acessíveis de barquinho, que sai de manhã de Gran Roque, e volta no final da tarde. A nossa pousada oferecia o passeio pras praias mais próximas de graça, mas se você quisesse ir pra alguma outra, eles também arrumavam para você. Não lembro quanto custava, mas lembro que não era caro.

O esquema então lá era assim: acordar cedo, tomar café, passar muito protetor, e ir pro píer de onde saiam os barquinhos. Esses barquinhos levavam seu cooler com seu almoço, barraca e cadeira, que apareciam milagrosamente na praia quando você chegava lá. Então você ficava o dia lá, aproveitando. Alguns passeios iam a mais de uma praia por dia, mas o barqueiro sempre avisava a hora que ele ia voltar e onde ele ia parar. Aqui vale falar o seguinte: a grande maioria das praias não tem absolutamente nada, nem um ambulante, nem uma vendinha, nada. Então tudo que você achar que vai precisar, tem que levar. Os barcos partiam por volta das 8, 8:30 da manhã, e voltavam lá pras 18h. Haja sol.

E você é daqueles que ama mergulhar de cilindro, tem muito o que se fazer em Los Roques. Se você, como eu, não mergulha de cilindro (por pura preguiça de fazer o curso), levar um snorkel é fundamental. Metade da graça de ficar na praia o dia todo é conseguir ver milhares de peixe naquela água cristalina. E isso sem nem precisar mergulha (só meter a cara na água mesmo e já dá pra ver muita coisa, ali nadando do seu ladinho). E se você é do que não consegue respirar pelo tudo do snorkel, leva um óculos de natação que faz o mesmo efeito. Mas não deixe de levar alguma coisa que te permita ver dentro d’água. OBS: é possível alugar todo o equipamento lá.

As praias que mais amamos foram:

Sebastopól: a me-lhor do mundo pra ver peixes. Tem uma mega piscina natural com tudo que você pode imaginar de peixe… até um mini polvo nós vimos nadando pra lá e pra cá. É bem longe, acho que a mais longe, mas mais que compensou.

Cayo D’água: lindíssima, é uma faixa de areia comprida com mar azuuuul dos dois lados. Acho que a mais bonita. Muita gente vai pra lá pra fazer Kite Surf.

Crasquí: a areia é meio inclinada e tem uns restaurantes de frutos do mar na areia. Comemos uma lagosta lá incrível. Ah, e tem um cemitério de conchas também que é legal (não vá descalço pq é super tenso).

Rabusquí: o lugar onde mais tem estrela do mar em Los Roques.

Boca de Cote: pra quem mergulha de cilindro, o local é aqui. Não é uma praia, e sim uma região no mar que tem muita vida marinha. Muito legal.

Palafito: é um lugar que você para no meio do caminho indo pra alguma praia que agora não me lembro. É uma estrutura no meio do oceano, sem nada em volta onde os pescadores ficam durante a temporada de pesca. Muito diferente.

Madrisqui, Cayo Pirata, Francisqui e Cayo Muerto: são as praias mais perto de Gran Roque, e nem por isso mais feias. Aliás, acho que Francisquí é uma das mais bonitas do arquipélago, é tipo um mega banco de areia com uma aguinha por cima… você se sente andando sobre as águas. A ida pra essas praias estava incluída no nosso pacote.

Dos Mosquises: é uma ilha onde eles tem um projeto tipo o nosso projeto Tamar, para cuidar das tartarugas. Você pode entrar, eles explicam tudo, pode até tirar foto com as baby tartarugas. Essa também se vai de passagem no caminho de outras praias.

Paramos em muitas outras praias, mas acho que é humanamente impossível lembrar de todos os nomes. Agora imagina que maravilha que era o barco te deixar num banquinho de areia super pequeno, no meio do mar, com mais umas 4 pessoas e só? É uma experiência única.

Outra coisa que eu amei fazer foi levar uma caixa estanque pra nossa máquina fotográfica. Era mais que incrível ver os peixes dentro d’água e poder tirar fotos ao mesmo tempo. Ficava toda aquela sensação de repórter submarina do National Geographic, sabe? Claro que a maioria das fotos dos peixes não ficaram assim tão boas, mas a diversão foi sem fim. Fora que poder entrar na água sem o medo de molhar a máquina ou o iPhone é excelente. Além disso, essa caixa protege a máquina da areia da praia também. Então se você tem, não esqueça de levar!

Mais fotos da Aline & o Daniel (o marido) curtindo Los Roques.

Como chegar: tem que pegar um vôo até Caracas (nós fomos de Tam, de milhas) e de lá pegar um aviãozinho teco-teco para Los Roques. Esse avião custa cerca de US$250,00 ida e volta, e quem compra a passagem é o pessoal da pousada. É só falar com eles quando fizer a reserva que eles vêem tudo pra vocês. Outra coisa, acho que todos os vôos da Tam e da Gol chegam em horários que não coincidem com os vôos pra Los Roques, o que nos obriga a dormir uma noite em Caracas (na ida ou na volta, dependendo da companhia). Nós dormimos em Caracas na ida, e pedimos para o pessoal da Cayo Luna reservar um hotel perto do aeroporto para a gente. O esquema foi ótimo, foi uma pessoa lá nos buscar e no dia seguinte de manhã cedinho foi nos levar no aeroporto novamente para pegarmos o vôo pra Los Roques.

Preços: como eu falei, achei tudo bem em conta pra beleza do lugar. Nós pagamos cerca de US$120,00 por pessoa por noite em pensão completa. Tem que pensar que lá você não gasta praticamente nada além da hospedagem.
Câmbio: uma coisa que tenho que comentar: lá na Venezuela rola um câmbio negro. O venezuelano não é autorizado a comprar dólares, pelo menos não nas casas tradicionais de câmbio. E porque eles querem o dólar? Eles acreditam que seja uma boa reserva de valor, tipo uma poupança, já que eles acreditam na valorização do dólar frente ao bolívar, moeda local. O que acontece é que eles trocam escondido, e por causa disso a cotação é muito melhor (do tipo: com 1 dólar você consegue o dobro de bolívares). Antes de você dizer “ah, mas é perigoso”, é importante dizer que em muitos lugares se faz esse câmbio paralelo: lojas, mercados, mercearias, hotéis, e etc. Agora se você optar por trocar no “negro” tome cuidado e não saia trocando com qualquer pessoa porque também tem muita nota falsa. Ao chegar no hotel ou pousada, pergunte ao recepcionista como fazer para trocar os dólares e eles vão te indicar um lugar confiável. Em Caracas nós trocamos no próprio hotel, e em Los Roques trocamos no mercadinho ao lado da pousada, sem problema nenhum.

O que não pode faltar: roupas leves, roupas de banho, chinelo, chapéu (ou boné, viseira, qualquer coisa que proteja o rosto do sol), protetor solar (muito), repelente (tem bastante mosquito, como qualquer lugar de praia), snorkel, livro ou iPad, câmera fotográfica.

Realmente Los Roques é um lugar mágico e perfeito para quem gosta de sombra e água fresca. Escrevendo aqui deu muita vontade de voltar pro paraíso, o que eu certamente vou fazer em breve.

Beijos

Aline

Nós amamos saber mais sobre esse paraíso na Venezuela!
Nós adoramos ver um lugar tão incrível como esse sem afetação de nenhum tipo. Deve ser maravilhoso para descansar o corpo e a mente.

28
set
2012

Onde comprar? Shorts tie dye

Buy it yourself, Moda

Nos Pinterests, We Heart its e Tumblrs da vida, tudo indica que o verão das meninas do hemisfério norte teve uma vibe bem anos 80.

Além dos óculos espelhados, uma outra tendência que tem gostinho de infância são os shorts tie dye.

Não é todo mundo que gosta. Por aqui, nós achamos fofo apesar de termos dúvidas se vale a pena ter um no armário ou não. Mas isso provavelmente tem a ver com o fato de estarmos numa fase menos tendência e mais peças eternas.

Quem tem certeza que ama e vai querer usar muito no verão, pode se jogar na internet que já existem alguns modelos bem lindinhos!

- Roxo com amarelo, na Mundo Lolita
- Turquesa e roxo, na Ligure
- Multicolorida, Farm para OQVestir
- Degradé neon, na Costume

- Vermelho, Coca Cola Clothing para Dafiti

Quem não tá afim de investir mas gostou da modinha, vale a pena testar as habilidades com água sanitária e fazer umas brincadeirinhas com algum short velho!

27
set
2012

Sweater Kenzo - Pra amar de vez ou sair correndo

Fique de olho!, Inspire-se!, Moda

Há pouco tempo atrás falamos bem por alto sobre a onda das camisetas outdoor.

Pelo o que parece, mais um logotipo gigante está invadindo os sites de estilo e street style e está ficando impossível de ignorá-lo. Ao invés de camisetas, a peça da vez é o sweater e, pelo menos, ele tem outras informações além do nome da marca enormemente bordada.

Ele apareceu em março desse ano, no desfile de outono/inverno 2012 da Kenzo em várias outras cores (inclusive Humberto Leon, estilista da marca, estava com a versão cinza no final do desfile), mas quem vingou mesmo foi a versão em verde.

Não somos muito fãs dessa história de estampar uma marca gigante no peito e sair por aí exibindo, mas esse sweater é bem fofo!

O único problema é que estamos vendo tantos looks, mas tantos looks que já nos cansou antes mesmo de pensarmos se vale a pena ter um no armário. Provavelmente não, né?

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