Ontem postei no instagram uma foto minha, de 2006, usando um Nike Shox. Como eu acho que a trajetória dos sneakers pode ser muito parecida com a do saudoso tênis de molas, resolvi escrever assim: “2006- Nike Shox | 2012 - Sneakers - meu passado e meu presente me condenam?”
Logo depois a Mari (@marimssiebert) mandou a resposta que inspirou esse post: “Se o presente lhe faz feliz, quem pode te condenar?”.
Confesso que achei a resposta libertadora, apesar de achar divertidíssimo olhar fotos do meu passado e me ver vestida de maneira questionável ou com alguma peça que hoje é vista como brega. Encaro isso como uma forma de relembrar uma época, um momento da minha história, e até mesmo se eu me perguntar onde que eu estava com a cabeça, não vou morrer de vergonha por isso! Reunindo as referências do que eu usava na minha infância/adolescência para esse post, cheguei a sentir uma nostalgia gostosa (inclusive da alça de silicone. :X).
Acho que antigamente era bem mais fácil. Nós tínhamos nossas amigas como referências e, quando alguma moda pegava, todo mundo usava sem se preocupar em ser vitima da moda. Talvez por causa da (pouca) idade e outras coisas para me importar, isso nem passava pela minha cabeça.
Hoje, somos bombardeadas de hora em hora por informações variadas e, muitas vezes, com opiniões inflamadas. O melhor exemplo que eu lembro no momento é da saia mullet. Enquanto várias meninas abraçaram a causa (e a cauda), a Glorinha Kalil fez um post no Chic dizendo como eram feias (depois viraram pragas e mais recentemente viraram duvidosas e, olhem só!, Glorinha ensina a usar). Longe de mim reclamar da opinião dos outros, cada um sabe do seu próprio gosto e tem todo o direito de usar seu espaço para falar o que pensa e, inclusive, mudar de opinião. Eu mesmo já falei que não me via usando sneakers e, hoje em dia, eles não saem mais dos meus pés. Só exemplifiquei para mostrar que, caso a gente não consiga filtrar muito bem o que nos interessa, a sensação é a mesma de ser a corda de um cabo de guerra.
Por isso mesmo eu acho que a resposta da Mari é uma libertação. A partir do momento que você sabe usar as informações que blogueira x acha, consultora y pensa ou revista z dita, você fica livre para experimentar de acordo com o seu gosto e seu estilo, sem medo de virar uma vitima da moda ou sem se preocupar se é algo que tá todo mundo usando.
Dizem que é melhor se arrepender com coisas que você fez do que com aquilo que você deixou de fazer. E eu acho que isso se aplica perfeitamente na moda. Eu prefiro rir de mim mesma (arrepender acho exagerado!) lá na frente por ter usado sneakers, saia mullet ou qualquer outra tendência duvidosa que tenha surgido, do que pensar que eu tinha o corpo pra usar e não usei porque me importei demais com a opinião dos outros. E vocês?
Beijos
Carla
