Outro dia eu me peguei numa verdadeira sinuca de bico. Comecei a remexer nas minhas gavetas para definir o que eu jogava fora e o que eu encaixotava e me deparei com uma pasta cheia de lembranças de viagens. Tinha ingresso de show, ticket de museu, panfletos de castelos, mapas da Disney e até cartõezinhos de prostitutas que distribuíam livremente em Las Vegas.
Quando vi tudo aquilo e lembrei de algumas viagens que fiz fiquei completamente nostálgica o que me deu a sensação de que era impraticável me livrar de tudo aquilo. Mesmo que fizesse um tempão que esses papeizinhos não viam a luz do dia. Mesmo eu preferindo me lembrar das minhas viagens antigas olhando as fotos e vídeos, dando uma passeada pelo instagram. Só a ideia de jogar tudo aquilo no lixo me deixou em pânico, parecia que me livrar daquilo faria com que eu não tivesse mais provas de que realmente estive nos lugares.

Nem ultrassom se salvou. No começo fiquei com pena de me desfazer deles, mas depois me dei conta que o motivo dos ultrassons já estava nos meus braços, para quê eu precisava deles, né?
Até que alguns dias depois eu resolvi fazer a limpa da limpa e, já com outra cabeça, foi tudo para o lixo sem dó nem piedade! Nesse dia, minha mentalidade era de que eu faria novas memórias e acumularia outros papeizinhos, alguns dos mesmos lugares e vários outros diferentes. E querem saber? Surpreendentemente deu certo!
Aliás, se eu contar para vocês que a minha ferramenta preferida para relembrar viagens e momentos especiais é o instagram vocês acreditam? Apesar do bode crescente que estou tendo pelo aplicativo, tem dias que eu AMO perder tempo passeando pela minha timeline (e a do @futilidades também) e lembrar de jantares, situações, encontros e, é claro, viagens. E acho que foi isso que facilitou tanto a hora de me livrar dessas memórias físicas, porque logo depois que tudo foi para o lixo comecei a passear pelas minhas fotos antigas e fui percebendo que tava quase tudo ali, eu na verdade não tinha perdido nada.
Essa semana eu estou especialmente nostálgica, tanto que apelei de novo para o auto stalkeamento de perfil, e acabei descobrindo que tem um plus: os comentários. Em várias fotos eu vi amigos e conhecidos curtindo junto os momentos comigo e fiquei feliz por mais essas memórias.
Achei até engraçado ter percebido isso justamente na mesma época que um post falando sobre as pessoas que vão para o Coachella e postam mil fotos e vídeos só para mostrar que estão lá. Eu até entendo e concordo com o ponto de vista, principalmente quando eu olho alguns perfis de meninas que foram para o festival e só tiraram fotos completamente fantasiadas, com o estilo característico do evento - ou seja, aquela vibe boho, 99% espírito livre mas com aquele 1% de roqueira - que muitas vezes não tem nada a ver com o estilo da vida real da pessoa e faz tudo soar meio falso (to falando contigo, Thassia, te amo e admiro, mas não entendi suas fantasias nos dias de Coachella). Mas também não quero julgar, até porque não duvido nada que essas mesmas pessoas algum dia vão passear pelas fotos antigas e relembrar de tudo aquilo com algum carinho, se questionando sobre os looks usados ou não.
Claro que tem muita gente que vive nas redes sociais para contar vantagem sobre a vida perfeita e ganhar algo em cima disso, seja dinheiro, seja likes, seja uma invejinha que te faça sentir meio especial. Aliás, acho que todo mundo que usa instagram já fez isso em algum momento, pelo menos eu sei que já fiz e as vezes me sentia culpada por preferir postar certas coisas ao invés de aproveitar integralmente o momento offline. Até o dia que percebi que todos os minutos que perdi postando viagens, paisagens ou situações felizes me trouxeram um sentimento bom ao revisitá-las tempos depois.
Sem contar que uma das coisas mais legais do insta é poder criar sua própria hashtag, o que facilita na hora de querer relembrar de alguma viagem específica. Eu e a Jô usamos muito isso, ao invés de procurar as melhores fotos no rolo da câmera, usamos atalhos como #futiemparis ou #futinaasia ou qualquer outro lugar que já fomos para fazer esse passeio virtual. Essa é uma boa ideia para qualquer um poder criar álbuns e viver essa nostalgia gostosa sem acumular nada!
Provavelmente eu vou continuar viajando e guardando tickets, ingressos, cartões e outros papeizinhos de lembranças, mas algo me diz que as redes sociais e o celular com câmera vão me ajudar a ser menos acumuladora nesse quesito!
Vocês guardam coisas de viagens? Se desfazem delas com facilidade? Depois que as redes sociais surgiram vocês acharam que diminiu essa vontade de querer levar pedacinhos dos lugares para casa? Vocês também usam a hashtag para ver as fotos de uma viagem antiga? Quero saber!
Beijos nostálgicos!


Me identifiquei tanto!! Já pensei mil vezes em excluir redes sociais, mas amoo ver fotos de viagens e momentos especiais.. inclusive já fiz uma limpa no instagram e deixei só fotos desse tipo! :)
Mas ainda guardo rotulo de cerveja diferente de uma viagem, um pulseira de outra coisa! bjs
Olha Cá, fiz minha primeira viagem internacional somente o ano passado, com 31 anos. Confesso que guardei algumas coisas sim, mas pelo fato de que sei que vou demorar muito ou nem vou voltar ao destino. Se eu tivesse condições de viajar mais vezes para os lugares que desejo eu não guardaria!
Eu sou muito acumuladora de papéis rs. E esse foi um dos principais motivos pra eu começar o meu blog de viagem - tentar organizar tudo das minhas viagens pra garantir que eu não esqueceria jamais os nomes dos restaurantes, shows, atrações etc que já visitei! E aí a ideia era jogar fora a papelada depois, até consegui diminuir, mas jogar tudo fora, ainda não hehehe.
Eu super me identifiquei com o texto, sempre fui acumuladora, guardava tudo de viagens, desde tickets ate guardanapos de lugares que gostei. Hoje já me livrei de bastante coisa, mas algumas ainda não consegui desapegar.
Me identifiquei rs tenho muita dó de jogar fora minhas lembranças de viagens, mas resolvi o “problema” criando uma caixa viagens, é tipo a de rolha que esta na moda, mas ao invés de rolhas deposito lá todos os tickets, mapas e coisas das viagens feitas!! Foi ótimo pois desocupei as gavetas e ainda faz parte da decoração da casa, talvez seja uma boa ideia para sua próximas viagens ;)
Ca, adorei o post e me identifiquei muito! Acho que conversa muito com esse post que fiz há algum tempo sobre a “Geração Instagram”. Não sei se você já leu: http://starving.com.br/2014/geracao-instagram/
Adoro viajar novamente olhando minhas fotos antigas, mas ainda sigo apegada aos registros materiais, rs… Marie Kondo ainda não fez muito efeito sobre mim! hahaha
Beijos! <3
Pois é, pois é…
O meu problema com a memorabilia só nas redes sociais é o “até quando dura”. Eu tinha coisas divertidissimas no meu Orkut que ficaram perdidas para a eternidade. Mesmo com a opção de salvar as coisas quando o Orkut oficialmente morreu (afinal, várias pessoas já tinham deletado suas contas e alguns testimonials fofíssimos tinham desaparecido).
Eu sou daquelas pessoas que faz album de foto de tudo. Guardo todas as coisinhas da viagem, e depois vai tudo pro album. Antes mesmo de viajar, eu as vezes já tenho o album fechadinho em casa. Pra mim é um ritual sensacional, rever cada momento, cada mini memória dentro de uma foto.
Até pro album de casamento foi assim, afinal, como escolher só 90 fotos dentre 3600? Isso jamais passaria a noção real do que foi o casamento. Escolhi as 1000 melhores fotos, mandei revelar tudo. Colei no album gigante extra oficial os cartões de fornecedores, teste de convite que deu errado, fotos tiradas no celular dos amigos… Tenho medo de neste mundo digital, um dia perdermos as imagens que temos. Prefiro ocupar um espaço em casa com papel.
Cá, eu vejo o Instagram como um acervo de memórias já há alguns meses. Sempre me preocupei com overposting e com o que os outros iam pensar daquilo, mas liguei o foda-se porque estou colocando lá momentos bons que eu quero manter “vivos” por muito tempo. Sempre me pego vendo as fotos antigas e sinto uma coisa muito, muito boa, como se estivesse revivendo vários sentimentos…
Cá, acabei de voltar de NY e agora mesmo estava colando coisas em um caderninho de viagem que tenho. Acho esses papeizinhos tão especiais, e mesmo com as fotos e tal, é muito legal depois de uns anos viajar de volta no tempo através deles.Por isso faço pequenos diários de viagem e colo algumas coisas, tiquetes, ingressos, panfletos…
Apesar de também estar com um pouco de “bode” com o App, amo o Instagram! Adoro rever as fotos também.
Quando mais nova era mais Scrapbook do que sou, hoje também sou do tipo que jogo tudo o que é papel fora. Mas o Erick não, risos! Sinto a mesma sensação que você quando me livro de um saco de papel que no fim é mais lixo que lembranças. As lembranças realmente ficam nas fotos ou em outras coisas. Me senti super leve quando me desfiz de todo o material de faculdade de moda que estava guardando. A verdade é que eu nunca usei aquilo para consulta e o que ficou foram os trabalhos que importaram que já coloquei quase todos para formato digital.
Beijos!
Guardo coisas de uma viagem que fiz há dez anos! Huaha.
Abração gurias! =D