Outro dia no Periscope me pediram para fazer um balanço de 2015, inicialmente eu achei que fosse um balanço geral, contemplando tudo que rolou na atualidade, mas depois compreendi que era uma coisa mais pessoal, refletindo sobre o meu ponto de vista e o que levo desse ano.
O que falar de 2015? Indubitavelmente foi o melhor pior ano da minha vida, esse é um fato contra o qual não há argumentos. Foi um ano vivo, mutante, lento e repleto de novidades. Tudo demandou muita coragem, das coisas mais estranhas às mais incríveis.
A verdade é que para realizar sonhos é preciso ter coragem.
Em janeiro tudo parecia normal, estranhamente comum. Quando fevereiro chegou a bagunça começou. Foi ai que embarquei com um bilhete só de ida com destino a uma nova vida. Fazendo check-in nas experiências mais diferentes, completamente fora da zona de conforto e que me transformariam depois na minha melhor versão de mim, ainda em período de mudança.
Teve fim de contrato, cancelamento de viagem, surgimento de nova viagem, retiro de meditação, fim de namoro, viagem de férias, interrupção de romance, mais viagens, um novo bom começo, a reviravolta do entusiasmo e um monte de outros momentos intensos. No entanto foram nas coisas boas que ficaram as melhores lembranças.
Pelo visto a simpatia do passaporte deu certo. Foram 8 viagens incríveis, 5 para fora, mais de 6 países visitados, algumas ponte-aéreas e por fim fiz por volta de 45 voos. Alguns deles me proporcionaram algumas das experiências mais mágicas da minha vida, que por sua vez me deram muitos novos amigos, muitos mesmo.
A crise do segundo semestre pode até ter reduzido o meu faturamento em algum grau, mas sinto que nunca fui tão privilegiada na vida. Rica de pessoas, histórias, preenchida de amigos e por sorte, desfrutando dos melhores luxos que existem na atualidade: tempo e qualidade de vida.
Teve choro, teve risada, amor, sobrinho, aplicativos novos, encontros incríveis e desencontros memoráveis! Claramente só aconteceu o que era para acontecer, tudo no seu tempo.
No fim, quando tudo parecia um furacão de emoções, a felicidade ganhou um toque de estabilidade. Tudo começou a ganhar forma e eu consegui reestabelecer um ritmo de vida mais próximo da normalidade, o que foi um grande alívio.
Agora, há algum tempo em casa, viajando menos e trabalhando bastante, eu sinto muita gratidão por tudo. É um prazer imenso poder ficar em casa com a minha família, voltar a ter uma rotina, já nem me lembrava como era isso (só não sei se vai durar muito).
Claro que existem pendências, ano que vem pretendo cuidar mais e melhor do meu corpo e saúde. Fiquei me devendo isso esse ano.
Quero manter minha autoestima lá em cima e o coração aquecido, essas coisas me fizeram bem, muito bem.
Esse foi o ano em que automaticamente tudo que estava pesado precisou ir embora, nos mais diferentes setores da minha vida. Como numa seleção natural, só o que me pareceu leve o suficiente teve naturalidade para ficar.
Leveza, essa foi a palavra que me peguei buscando experienciar durante esses 12 meses.
Para o coração partido existe linha e agulha, para as frustrações existe a fé de continuar e para os sonhos existe vontade de realizar. É nesse clima que espero começar o novo ano amanhã.
Vem 2016, você será difícil, mas trará novas energias, nova conjuntura astral e novos ares para todo mundo que precisa. Temos que fazer acontecer, independente das condições que nos aparecem.
Hoje eu fico aqui agradecida, que no meio do furação eu encontrei talentos que não conhecia, me tornei tia, me descobri mais incrível e comecei uma série de mudanças que eu não quero abandonar. Agora vou me preparando para descansar nas férias e recomeçar as metas que preciso alcançar.
Eu desejo que comecemos esse ano com o pé direito, cheios de sonhos, saúde, agradecimentos e entrega, que o que for pra ser aconteça e que todas as bençãos de Deus iluminem nosso ano.
Vem 2016, vem mostrar que aqui a vida é linda também!
E não esquece do principal, comece trazendo o infinito de possibilidades. :)
Beijos
Jô




