Estou em choque que faz um mês desde o meu último BDD. Sei que muita gente deve achar que um mês para ler um livro é rápido, mas é que dificilmente eu demoro tanto em apenas um título (e não, isso nem sempre é uma coisa boa
Nesse caso, além de “A garota na teia de aranha” ser um livro grande, com mais de 400 páginas, eu resolvi ler com mais cuidado, afinal, é o primeiro livro que dá segmento à trilogia Millenium (que eu AMEI) depois da morte do autor, Stieg Larsson. Resolvi comprar depois de ver uma amiga minha indicando ele no snap, sendo que antes disso nem estava sabendo que iam dar continuidade à saga de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander.
Depois eu fui ler e descobri que foi o pai e o irmão de Stieg que convidaram David Lagercrantz para escrever o 4o. livro e meu primeiro pensamento foi: “putz, esse cara é corajoso”.
Primeiro porque a trilogia Millenium fez MUITO sucesso, mesmo tendo como pano de fundo um assunto tão pesado quanto violência contra mulheres. Segundo porque Stieg Larsson conseguia a proeza de fazer com que livros gigantescos fossem instigantes do começo ao fim. E terceiro porque Lisbeth provavelmente é uma das protagonistas mais interessantes de thrillers policiais que eu já conheci. Comprei o livro consciente de que o autor tinha mudado e tentei ler ser predileções ou expectativas, mesmo assim abri a primeira página com um certo medinho.
O medinho tinha fundamento, mas já adianto que o livro não é ruim. Só que David não consegue ser um Stieg, infelizmente. Até uma certa parte, “a garota na teia de aranha” é meio arrastado, não diz a que veio e você se depara com uma infinidade de personagens. Foi um sufoco sair dessa parte, parecia que eu lia, lia, lia e não conseguia chegar a 40% do livro.
Porém, lá pela metade, ele começou a ficar mais interessante e com um ritmo mais acelerado, lembrando um pouco o estilo do autor anterior. No 4o. volume de Millenium Mikael se vê envolvido no mistério da morte de um professor que desenvolveu um sistema super avançado de inteligência artificial e que com a ajuda de Lisbeth Salander, fica sabendo que está sendo perseguido por um grupo de hackers. Essa história tem tudo para dar certo, e de certa forma até envolve, mas só vi um problema.
Mikael e Lisbeth estão muito mudados, falando e fazendo coisas que não eram muito compatíveis com o Mikael e a Lisbeth de Stieg. Aliás, Lisbeth está irreconhecível em várias passagens, mas acho que eu só me incomodei tanto com isso pois sempre considerei ela uma personagem única e cheia de peculiaridades. A explicação que o autor arrumou para justificar seu nickname - Wasp - também não me convenceu.
Outra coisa que me incomodou, mas em uma intensidade bem menor foi que personagens que eram muito ativos e fizeram a diferença nos livros anteriores, como Erika Berger, a co-fundadora da revista Millenium, praticamente somem no 4o. volume. E vários outros personagens que surgem e te fazem achar que são muito importantes para o desenrolar da história não vão para lugar nenhum.
O mais surreal disso tudo é que mesmo com todas essas diferenças que me incomodaram, eu não achei um livro ruim. David comprovou que foi corajoso por ter aceitado esse desafio e acredito que os próximos (pelo o que eu li, ele fechou mais dois livros da saga Millenium) ele estará um pouco menos na sombra de Stieg e talvez isso facilite para que ele se solte mais, quem sabe…
Quem ficou orfã de Millenium, pode ler “A garota na teia de aranha” sem medo, mas só comece sabendo que vai ter que conhecer novamente seus personagens principais.
Alguém já leu??
Beijos!
Cá


Mas qual a história do livro rs! Acho q tem conhecer a trilogia, né!
Cah e para as leitoras q curtem um chick lit, anotem:
“Um milhão de motivos para casar” Gemma Townley (irmã da Sophie Kinsela, não conhecia!!!)
“Corra, Abby, Corra” Janne Costelo
Curti, achei bem leve! Rolou uma identificarão, pois as personagens têm quase 30 anos!! Estava me irritando romances teens (rola uma depressao rs não fazia metade do q essa garotada faz, parece q só eu ficava cheia de questionamentos e arrependimentos na época do colégio/ início de facul…) bjbj
Cá, eu só li “Os homens que não amavam as mulheres”, mas fiquei super interessa em ler toda a trilogia. Ficar sabendo que a Lisbet e o Mikael mudaram muito me deixou com o coração na mão… Mas igual eu adorei a sua resenha! Beijão
Eu estou lendo o livro agora, resolvi procurar comentários sobre o livro e a questão do nickname “wasp” e acabei caindo aqui.
Aquela explicação é forçada, principalmente porque no segundo livro é explicado o porque de “wasp”. Era o apelido do clube de box (ela lutava rápida como um vespa, voando e ferroando), e o motivo dela ter tatuado uma vespa no pescoço (que depois ela removeu para evitar ser reconhecida).