Quem notou que eu não dividi minhas dicas de São Francisco, não estranhou errado. Hoje faz exatamente um mês que eu sai de lá e eu ainda não tinha conseguido parar para refletir como seria meu primeiro texto sobre a cidade.
Eu tenho que dividir com vocês minhas programações, os passeios, os visuais, os bares e, claro, as compras. Escolhi aproveitar a viagem da NYFW para esticar e conhecer essa cidade que uns amam e outros odeiam (quase simples assim) e fiquei 4 dias inteiros por lá.
Antes da gente seguir com o texto, eu acho que vale mencionar que eu adoro NYC e curto várias coisas nos EUA. Ainda assim, sou uma pessoa que se encontra por completo na Europa, seja nos destinos mais exóticos ou numa praia onde possa sair nadando, sem risco de tubarões, obviamente…
No meu caso, eu me enquadrei no time que adorou São Francisco. Não é um sentimento como o que tenho por Paris, Londres ou Mykonos, é um amor com ajustes de expectativas… Dentro do que era possível, eu adorei a cidade, me apaixonei pela Golden Gate, adorei suas trilhas e parques. E já estou fazendo planos para voltar e conhecer Sonoma e Napa.
O primeiro motivo pelo qual São Francisco caiu nas minhas graças se deu pela loucura e irreverência da cidade. Quando você anda a pé, de cable car, de ônibus ou metrô, é possível notar uma mistura muito grande de pessoas “comuns”, vivendo suas rotinas comuns, com um grupo de pessoas que eu só consigo descrever como muito figuras. Dos perfeitos estereótipos dos amigos de Tupac, até moradores de rua falando sozinhos ou mesmo loucos de carteirinha, daqueles que você acha que estariam melhor em um hospício.
Não consigo esquecer que uma das primeiras coisas que vi ao andar pela cidade foi um homem de aparência normal pegar um tênis do chão e cheirar a meia. Depois disso eu pensei: “que lugar peculiar!” (afinal a cena se dava numa rua normal, de um bairro comum) e desde então, essa perspectiva não saiu da minha cabeça. Mais e mais coisas foram acontecendo para corroborar com essa impressão e eu fui me divertindo em perceber a cidade com esse olhar.
Na rua, uma senhora ficou me encarando e falando coisas para si mesma (não consegui entender o que era), na praça, um senhor oriental ficou me olhando de cima a baixo e começou a tentar se comunicar comigo…em chinês (!) e num café, um ex viciado (com aparência de ainda viciado) deu uma palestra sobre os traficantes do lugar. Ah, também teve no ônibus dois caras que mais pareciam personagens de 8 Mile e que ficaram nos encarando com seus dentes de ouro e roupas de tendência oversized. Uma coisa eu preciso DEIXAR CLARO: em momento algum parecia que alguém iria fazer alguma coisa conosco, tudo foi estranho, mas aparentementeseguro e engraçado. Só que diferente do habitual.
Esse foi o lado mais doido que eu pude notar em São Francisco, um acúmulo de “malucos beleza” em uma cidade que, pra mim, foi super segura e dividida. Afinal, quando você saía da área mais cheia e ia para um lugar residencial, mais chique, não era possível ver nada disso, tudo parecia invisível aos olhos dos moradores.
Tirando a peculiaridade que pude notar em alguns lugares da cidade, tudo me pareceu muito comum. Um ótimo lugar para quem quer viver uma experiência turística diferente do óbvio.
A língua local? O inglês, mas muita gente fala chinês e espanhol, por isso, nos transportes públicos todo anúncio é feito nas 3 línguas. Outra coisa legal é a China Town de lá. Como é uma das maiores comunidades chinesas dos EUA (se não a maior), o bairro dedicado às pessoas dessa descendência apenas tem placas em símbolos, é super legal ver um pedaço da Ásia em plena Califórnia.
A verdade é que São Francisco é incrível por misturar gente de todo o lugar, em uma cidade onde é possível viver a natureza no meio de um centro urbano, com praia, baía, muitos parques, trilhas e visuais muito especiais. Sem falar nas subidas e descidas que malham qualquer perna (eu voltei com as pernas muito trabalhadas).
Eu amei muitas coisas na cidade, dos programas mais comuns como o Pier 39 + Fisherman’s Wharf, o passeio no Golden Gate Park, o fim de tarde na Castro, as comidas com pegada mexicana, a casinha de Full House, a fábrica de chocolate, entre outras coisas. Vou contar tudo que fiz no próximo Trip Tips.
O que eu não imaginava é que meu programa favorito na cidade toda seria uma trilha/caminhada, que durou 4 horas e meia. Nela vimos a Golden Gate, ponte mais linda que eu já vi, de todos os ângulos possíveis imaginários, de longe, de perto, nela, do outro lado… Até caminharmos numa mata (de filme) e chegarmos numa praia, a Baker Beach. Lá sentamos no sol e admiramos o cenário, com gente vestida e gente pelada na maior paz.
Nessa hora entendi a miscelânea que é São Francisco. Uma cidade para gays, para amantes das galerias de arte, para os interessados em tecnologia, para os viajantes que amam conhecer o mundo (além de fazer compras) e para aqueles que querem ser quem desejam sem nenhum tipo de máscara.
Eu tive um guia único e não posso negar que ele fez 100% de diferença na minha aventura em San Fran! Meu amigo Lucas Pinheiro mora na cidade e dividiu comigo muitas coisas especiais sobre o lugar. Com certeza no segundo post sobre a cidade, eu vou contar tudo que fizemos e dar dicas de bares, compras e passeios.
Só não queria chegar compartilhando meu roteiro antes de falar o que mais me impressionou nessa cidade tão única que se chama São Francisco.
Se você, como eu, ama notar detalhes do comportamento humano, sem dúvida precisa prestar atenção nos detalhes da cidade. Apesar da esquisitice, é uma experiência única, posso garantir!
Beijos
Jô







Sério que existe gente que não gosta de San Francisco??? Acho impossível não gostar! Eu super me identifico com a cidade. Adoraria morar lá!
Ah, o nevoeiro é presença constante no alto verão, por isso você não o viu durante sua visita.
Jo, o mais legal ‘e ver sua alegria… acho muito maneiro isso, vc nao faz tipinho em foto, e vc esta sempre feliz!!! acho massa isso!!! Percebe-se que vc ‘e um ser humano muito feliz!! raro! bjss