Quando a Jo começou a me contar da tal inspiração pijama para roupas, imaginei que essa seria uma das milhares de tendências que eu ia passar batido. Primeiro que os exemplos eram quase fictícios ou então as opções de inspirações passavam longe do meu armário. Até fizemos um post aqui duvidando bastante da nossa capacidade de adotar o figurino pijama-total, mas aceitando um pouco os shorts de sedinha com renda na barra, bem estilo baby doll.
Pois bem, confesso que mesmo o tal shortinho me deixava descrente. Até eu ver o modelo da Basthianna. Amei, achei delicado mas com toques de ousadia (não dá pra ver, mas ele tem paetês e miçangas bordadas na renda), enfim, levei sem nem piscar.
Aí, depois da compra me veio o medo: “será que vou usar?” Não ajudou muito quando minha mãe ficou completamente descrente, dizendo que parecia que eu acordei e esqueci de tirar a parte debaixo do pijama.
(Abre parênteses) Não sei se vocês sabem, mas minha mãe é praticamente minha referência de estilo e bom gosto. (Fecha parênteses).
Bem, ignorei e passei por cima dos conselhos dela. hehehe. E essa foi uma das raras vezes que eu amei tanto que fingi não ouvir qualquer pronunciamento de dona Leila. E resultado? To usando o shorts em mais ocasiões do que eu pensei!
A primeira vez, ele foi usado pra comemorar um raro Dia dos Pais - em que eu estava efetivamente presente - com a tal blusa listrada Pradista da Zara (ó, comprei antes de saber de qualquer polêmica!) e a open boot da Bottero para Insensato Coração.
Já a segunda tentativa foi bem fresquinha, para ajudar a passar pelo calor de 45 o.C. que fez nesse Hell de Janeiro ontem (inverno? Que inverno?), na nossa visita ao ProJac. Com blusinha bem soltinha e levinha, também da Basthianna (juro que a garota propaganda da Basthi é a Jo! Essa foi a minha primeira compra, mas fazer o quê? Amei!), sandálias da Animale e bolsa Prada, roubada da mãe (taí vantagem de morar com a mãe, né?). O óculos é Vuarnet, doado pelo pai, que já tem o bichinho desde que eu me entendo por gente e já cansou dele faz tempo.
Enfim, voltando ao assunto de “Eu nunca”, taí. Mordi minha língua. Porque juro que as referências de streetstyle não me trouxeram nenhum interesse, mas vestir o dito cujo fez toda a diferença! E já to pensando em mais algumas combinações prováveis para usar com ele. Sem contar que ele passou pelo teste de frescurite, isso é, consegui passar pelo calorão sem achar que estava derretendo!
Beijos!
Carla


