17
set
2015

Book do dia: A sorte do agora, de Matthew Quick

afiliado, Book do dia

Comprei esse livro meio que por acaso num dos meus siricuticos que me fazem querer comprar vários de uma vez só. Esse siricutico específico me fez levar 3 livros: “À procura de Audrey“, esse e mais um, que provavelmente será o próximo BDD.

Quando vi a capa de “A sorte do agora” e li que o autor era o mesmo de “O lado bom da vida” (que eu só vi o filme, mas adorei), me interessei mas - milagrosamente - foi a sinopse que me convenceu, achei curiosa: Bartholomew Neil passou todos os seus quase 40 anos morando com a mãe. Depois que ela fica doente e morre, ele não faz ideia de como viver sozinho. Wendy, sua conselheira de luto, diz que Bartholomew precisa abandonar o ninho e fazer amigos. Mas como um homem que ficou a vida toda ao lado da mãe pode aprender a voar sozinho? Bartholomew então descobre uma carta de Richard Gere na gaveta de calcinhas da mãe e acredita ter encontrado uma pista de por quê, afinal, em seus últimos dias a mãe o chamava de Richard… Só pode haver alguma conexão cósmica! Convencido de que Richard Gere vai ajudá-lo, Bartholomew começa essa nova vida sozinho escrevendo uma série de cartas altamente íntimas para o ator. De Jung a Dalai Lama, de filosofia a fé, de abdução alienígena a telepatia com gatos, tudo é explorado nessas cartas que não só expõem a alma de Bartholomew, como, acima de tudo, revelam sua tentativa dolorosamente sincera de se integrar à sociedade.

De início, fiquei meio cabreira, já que tinha acabado de sair de um livro sobre uma menina depressiva e ia entrar em outro sobre um cara com sérios problemas sociais. No livro não diz se Bartholomew tem algum problema psicológico, alguma doença tipo Asperger ou o fato dele ser uma pessoa esquisita tem a ver com a relação super dependente que ele tinha com sua mãe, de qualquer forma, achei que emendar dois livros com temáticas delicadas pudesse ser demais. Só que a curiosidade falou mais alto ao virar para a primeira página, quando ele começa com “Olá, Richard Gere”.

E é assim que a história é toda contada, como se ele estivesse relatando ao amigo famoso distante todos os fatos que foram acontecendo na sua vida após a morte de sua mãe. E de certa forma, você acaba se sentindo meio Richard Gere, mesmo não sendo homem. Ou ator famoso de Hollywood.

Essa personalidade meio sem noção da realidade, sem nenhum traquejo social mas com muita sensibilidade me fez ir aceitando Bartholomew a cada página. Sua inocência e falta de jeito, assim como sua visão de mundo, são quase infantis e são expostas de uma forma bem humorada, e eu achei que esse é um personagem que vai mudando sua opinião ao longo do livro. Comecei sentindo um pouco de pena, terminei torcendo por ele.

Outra coisa que eu amei foi essa história da sorte do agora, expressão que dá nome ao livro. Acho que não tem problema eu mostrar o que significa, né?

Apesar de eu acreditar nessa teoria, eu gosto mais de pensar que tudo é a forma como você encara as situações, que é um ensinamento que está presente praticamente no livro todo. Momentos tristes acontecem para todo mundo, e você pode se lamentar, se fazer de vítima para sempre e virar numa espiral de pensamentos negativos. Ou então você pode optar por enxergar o que veio de bom com isso tudo. Eu prefiro a segunda opção, por mais que seja inevitável uma vez ou outra questionar porque as coisas foram acontecer comigo.

Apesar do tema parecer ser pesado, não é. Eu diria que Matthew Quick conseguiu conduzir tudo com muita leveza (e acredito que ele tenha feito o mesmo em “O lado bom da vida”). No fim das contas, é o tipo de livro que você fecha sorrindo.

Não duvido que vire filme também (espero que vire, porque to achando as estreias recentes tão sem criatividade…), mas só rola se o Richard Gere topar fazer o papel de si mesmo! rs

Quem se interessou, ele está disponível na Saraiva!

Alguém já leu?

Beijos!

*Esse post contém links de afiliados

4 respostas a Book do dia: A sorte do agora, de Matthew Quick

  1. Rebeca Stiago disse:

    Oinnnn! Desejando esse livro! *-* Realmente a sinopse do livro te da uma consquinha pra ler! quero muito, porque li o outro livro do autor e amei. Beijinhos

    http://www.verdadeescrita.com/a-sociedade-conectada/

  2. marina disse:

    Gosto muito desse autor. Não deixe de ler o lado bom da vida, é bem diferente do filme e muito melhor!!! Tem também o Perdão, Leonard Peacock, que é um livro meio triste e engraçado e que faz voce ficar pensando depois. Bj

  3. marina disse:

    Gosto muito desse autor. Não deixe de ler o lado bom da vida, é bem diferente do filme e muito melhor!!! Tem também o Perdão, Leonard Peacock, que é um livro meio triste, mas muito bacana. Bj

  4. Ivi disse:

    Acabei de terminar essa leitura e como você disse, terminei sorrindo!!! Meu coração apertou em vários momentos, mas relaxou em outros. Adorei!!!

Deixe seu comentário

Your email is never published nor shared. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>