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verão

1 em Autoestima/ Comportamento no dia 14.01.2020

Onde estão as pessoas fora do padrão?

Esses dias estava na piscina do prédio com os meus filhos e comecei a reparar nas pessoas que estavam lá. A piscina estava lotada, e boa parte dessas pessoas eram mães e pais cujos filhos estavam disputando um espacinho no água.

O que me deixou pensativa foi: 95% das pessoas eram pessoas tidas como perfeitamente dentro do padrão. Magras, barriga sequinha, peitos nem grandes demais, nem pequenos demais, cabelos hidratados, lisos com ondas de capa de revista, todos por volta dos 35 aos 45 anos. Looks incríveis, dignos de uma pool party em Mônaco. Nem sei isso existe, nunca tive em Mônaco, mas vcs me entenderam, né?

E eu, sendo eu como sempre, rs. Estava com um coque alto pra aguentar o tranco de enfrentar piscina com duas crianças + calor, o vestido do dia a dia por cima de um biquini que acabou nem vendo a luz do sol e óculos de grau.

Vale dizer que assim que me liguei que não estava com os óculos de sol e que não montei nenhum look para ir na piscina, nem me preocupei muito. Imediatamente pensei comigo: “tudo bem, com certeza eu não serei a única mãe da piscina assim”.

Como vocês já sabem, me enganei. Quando me acomodei dei de cara com o cenário que descrevi pra vocês.

Aí fiquei tentando entender: ONDE estão essas mães? Onde estão essas pessoas que não estão dentro do padrão? Ou que não são planejadas e organizadas estrategicamente pra passar 2 horas na piscina?

ilAntes que você pense que estou julgando as pessoas lindas que estavam na piscina do meu prédio, por favor, entenda que esse texto não é sobre elas. É sobre quem não estava lá.

ilustra: @agathesorlet

Meu condomínio tem 3 torres. Cada torre tem 22 andares. Cada andar tem 4 apartamentos. Isso significa que, se eu tiver feito a conta certa e a lotação estiver em sua capacidade máxima, 264 famílias moram lá. Se cada família contar com 2 adultos, em média, temos 500 pessoas adultas morando no condomínio. Nesse dia da piscina lotada, devo ter contado 30 adultos. Mas fiquei pensando comigo, cadê o resto?

Pois bem, só observei e deixei quieto. Resolvi que isso seria um estudo científico e decidi reparar nessa piscina semanalmente. E o padrão se repete, semana após semana.

O que me fez acreditar que essas quase 500 pessoas que moram lá no meu condomínio, das duas, uma:

1. Não gostam de piscina (exatamente como eu)

2. Não se sentem à vontade para estarem em uma piscina.

Eu acredito que temos em mãos o segundo caso. Apesar de eu mais do que entender quem detesta piscina, acho altamente improvável que essa maioria esmagadora não goste de algo tão popular como piscina no verão.

Quem me conhece sabe que eu não encano por não estar 100% dentro do padrão. Mas de certa forma, fiquei me sentindo sozinha ali.

Aí fiquei imaginando como se sentiria quem não é livre o suficiente pra estar num ambiente em que estar fora do padrão fica tão escancarado como na piscina do meu condomínio.

Essa pessoa deixa de ir e curtir algo que ela adora por causa disso?Infelizmente, por todos os relatos que já li no grupo do Papo Sobre Autoestima, por tantos comentários de seguidoras e de clientes, acabei chegando à triste conclusão de que sim. Muita gente deixa de estar nesses lugares por sentirem que não pertencem a eles. 

O quão insano é isso?

Por isso quero propor a vocês um desafio nesse verão: vamos ocupar os espaços?

Vamos mostrar que a piscina, praia ou qualquer outro espaço semelhante, não é privilégio de quem usa 36? Ou de quem tem o corpo perfeitamente bronzeado e monta looks incríveis? Que todo mundo tem direito a estar nesses lugares? E ser feliz?

Eu não tenho a menor dúvida de que estarmos nesses lugares vai incentivar muita gente que acredita estar fora do padrão a estar também. E assim, todos vamos ter um verão mais livre e leve! Apesar de eu detestar o verão (isso é assunto para outro post), vou amar saber que estamos contribuindo pra que outras pessoas se permitam fazer isso. Bora?

0 em Moda/ Patrocinador no dia 22.01.2019

Mais um verão Marcyn cheio de opções!

Desde o início de 2017 nós temos vivido experiências cada vez mais libertadoras com o verão. Vocês que nos acompanham, sabem. Por causa de tantas trocas que tivemos no #paposobreautoestima, nós também passamos a entender que não era preciso coragem pra curtir o verão. Era preciso apenas liberdade pra sermos quem somos.

Parece que foi ontem, mas ainda no começo de 2017, muitas mulheres celebraram a primeira vez de um verão sem padrões no nosso primeiro #paponapiscina. Até hoje ouvimos relatos de como essa pool party mudou a vida de tanta gente. Mudou a nossa também.

Mas nada disso quer dizer que nos sentimos bem resolvidas o tempo todo. Com certeza temos muito orgulho do fato do corpo que temos hoje não limitar nenhuma das nossas experiências com o verão. Mas isso não quer dizer que vez ou outra a gente olhe para nós mesmas com mais rigidez. Que a gente encane com certas neuroses que nós mesmas criamos. E olhe para isso tudo com lentes de aumento desproporcionais.

Quem acompanha nosso instagram deve ter visto algumas dessas conversas que levamos para lá. Mas mais do que isso, vocês puderam ver a variedade de maiôs e biquínis da Marcyn que nós usamos.

Desde quando começamos a trabalhar com essa marca, geralmente é a Jô que aparece mais mostrando diferentes peças da coleção de moda praia durante o verão. Normal, afinal, nessa mesma época eu estou coberta em casacos, botas e roupas térmicas. Dessa vez eu passei o recesso de fim de ano em Búzios. E acabei conseguindo dividir com ela esse momento!

Vamos passar por alguns dos produtos que escolhemos nessa estação? Lembrando que todas essas opções que escolhemos estão com 20% de desconto no site!

Eles estão disponíveis em várias multimarcas pelo país, na loja própria da marca em São Paulo e no ecommerce, onde tem tudo que a gente posta.  

A gente sempre bate na tecla, mas é porque é realmente importante falar em marcas que vistam diferentes corpos. O que não falta por aí são mulheres com desejos por peças bonitas, estilosas, de qualidade e, principalmente, confortáveis. São tão poucas as marcas que genuinamente se preocupam com os mais variados perfis de mulheres…Assim sendo, não há dúvidas que, pra nós, a Marcyn merece cada dia mais destaque, visibilidade e espaço.

Biquini cobra – 20% off

top glam e hot pant glam – 20% off

A gente fica super feliz de ter a Marcyn de mãos dadas com o #paposobreautoestima ao longo dessa jornada. Nos ajudando a transformar o verão em uma estação mais livre a cada ano que passa. Todas as mulheres merecem curtir o verão! Sem medo, com estilo, qualidade, colorido e, mais importante, opção! Sentindo que peças de moda praia não precisam trazer insegurança.

Se você ainda quer curtir muitos fins de semana de praia e piscina, e está pensando em investir em peças novas, corre no site da Marcyn. Além da coleção 2019, eles estão com muitas peças com descontos até 75%. Mas isso a gente fala sobre em outro post. ;)

2 em Autoestima/ Beleza/ corpo no dia 15.01.2019

Seu verão ainda não está tão libertador? Está tudo bem!

O verão chegou de vez! E se você está lendo este blog, certamente já sabe que esse é um dos assuntos que mais abordamos quando chega essa época do ano. Sempre repetimos que autoestima transcende a autoimagem, mas precisamos admitir que o corpo é uma tremenda porta de entrada para aprendermos sobre o assunto. Então, nada mais natural do que a reincidência dos temas de encanações com o corpo durante esse período.

Imagino também que, a essa altura, você já possa ter feito progresso em relação à maneira como você se enxerga. E que esse verão esteja sendo um pouco melhor do que os anteriores. Mais livre e mais libertador.

Só que tá tudo bem se isso ainda não estiver acontecendo e seu verão ainda estiver cheio de inseguranças.

verao-libertador

Ficamos procurando atingir metas na vida. Se hoje estamos aprendendo que não precisamos mais viver em eterna paranóia para atingir uma certa meta de corpo, precisamos ter a clareza que não devemos transformar o objetivo de ter uma postura mais amorosa em relação a nós mesmas em uma nova meta, uma pressão. Com uma quantidade maior de mulheres se relacionando melhor com seus corpos, pode ser que bata uma preocupação honesta: Peraí, por que elas conseguiram viver felizes com seus corpos e eu ainda não consigo?

Tá tudo bem pensar isso, mas quero pedir que você tenha calma. A gente realmente deseja que você chegue no verão amando o seu corpo como ele está agora. Independente de como ele será amanhã. Mas não adianta esquecer que existe todo um processo pra esse dia chegar. Transformar isso numa nova meta pode gerar uma certa pressão. Na vida – e na era das redes sociais – precisamos lembrar que para chegar no destino precisamos viver a viagem, o processo para chegar nesse novo lugar. Normalmente ninguém passa a se amar do dia pra noite. Frases de autoajuda podem ajudar, representatividade também, mas para que esse processo seja verdadeiro é preciso de calma, paciência e acolhimento consigo.

Então, queremos que isso seja  feito no seu tempo, do seu jeito, de uma forma que funcione pra você, respeitando o seu processo. Sem transformar a foto de biquini no instagram em um recibo de amor próprio ou autoestima. Ela pode ser, sim, um movimento muito libertador, mas não é nota fiscal de amor ou respeito automático pelo corpo. Ninguém aqui está semeando a busca pelo lacre nas redes sociais, nossa ideia é propor um novo olhar pra nós mesmas como um todo. Sem pressão ou perfeição.

Não é a validação do outro que nós estamos procurando primeiro, é a nossa. No verão, no inverno ou em qualquer estação.

Mais importante do que mostrar que esse está sendo o verão dos verões, é preciso ser verdadeira. Isso não vem de frases feitas ou muitos likes. Eles podem ajudar sua liberdade, mas isoladamente eles não causam isso. Então, poste se quiser, aposte na liberdade se puder, mas se não conseguir tenha calma. O seu processo com a sua autoestima não precisa de comprovante de que você foi a praia amando seu corpo. Somos muito mais do que nossa aparência e autoestima é muito mais do que se sentir bonita.
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O importante é não desistir nem desanimar, caso esse verão tenha sido diferente do esperado.

As coisas na nossa cabeça levam tempo para se ajeitar, e seguem um ritmo próprio mesmo até a gente elaborar nossas questões. Não se cobre por uma época do ano, nem se decepcione caso você tenha achado que estava pronta para dar um passo e na verdade não estava. Isso não é fracasso, é só mais um passo que podemos acolher. Você está tentando e provavelmente uma hora vai conseguir.

Como nós e tantas outras pessoas, só não se esqueça que esse processo não tem fim nem diploma. Outras experiências virão que poderão mexer as estruturas. Nessa hora tá tudo bem cair do cavalo e subir novamente. Conquistar uma boa autoestima não é escrever uma faculdade no currículo, é viver um processo orgânico de transformação. Vai oscilar, mas vai continuar em crescente desenvolvimento, desde que a gente não pare de se olhar com amor e carinho.

São em pequenas vitórias que vão se somando que tudo vai entrando nos eixos, fazendo sentido e você vai se fortalecendo. Não pense que é algo que se esclarece magicamente, é um processo e demanda muito mais do que apenas vontade. Vá no seu ritmo e saiba que a vida é feita de pequenas conquistas. Quanto mais conscientes do todo nós estivermos, mais livres para viver todas as estações nós seremos. 

Que seus verões sejam cada vez mais lindos!